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	<title>Arquivos Cho Yeo Jeong &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Parasita e os monstros que alimentamos</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Aug 2019 16:43:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista  O Cinema sul-coreano fez barulho ao ganhar o prêmio máximo de Cannes alguns meses atrás. Parasita, obra prima do diretor Bong Joon-Ho, quebra a barreira da língua e orquestra um espetáculo de tirar o fôlego. As nuances violentas de uma família pobre e sua simbiose à classe rica são idealizadas num longa que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/parasita-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Parasita e os monstros que alimentamos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12682" aria-describedby="caption-attachment-12682" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-12682" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/imagem-um.jpeg" alt="" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/imagem-um.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/imagem-um-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/imagem-um-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/imagem-um-1024x576.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12682" class="wp-caption-text"><em>A Coreia do Sul escolheu Parasita como seu representante ao Oscar 2020 (Foto: Neon)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.filmedinether.com/features/interview-bong-joon-ho-talks-parasite-and-his-brand-of-genre-filmmaking/"><span style="font-weight: 400;">Cinema sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez barulho ao ganhar o prêmio máximo de </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-148349/"><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> alguns meses atrás. <em>Parasita</em>, obra prima do diretor Bong Joon-Ho, quebra a barreira da língua e orquestra um espetáculo de tirar o fôlego. As nuances violentas de uma família pobre e sua simbiose à classe rica são idealizadas num longa que não se cansa de passar a perna em seu espectador.</span></p>
<p><span id="more-12681"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bong Joon-Ho sempre foi proeminente no mercado asiático de Cinema. Porém, chegou forte ao Ocidente quando dirigiu <em>Expresso do Amanhã</em> (2013) e <em>Okja</em> (2017), este segundo para a </span><em><a href="https://www.screendaily.com/features/bong-joon-ho-talks-parasite-it-deals-with-polarisation/5139556.article"><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Passado o </span><i><span style="font-weight: 400;">buzz hollywoodiano</span></i><span style="font-weight: 400;"> e munido das trocas culturais e artísticas de lá, Joon-Ho retorna a sua língua-mãe para replicar um exercício cinematográfico de segurar o fôlego.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Parasita</em> nunca se acomoda num só gênero. Como seu diretor e roteirista bem </span><a href="https://www.highonfilms.com/cannes-interview-bong-joon-ho-on-parasite/"><span style="font-weight: 400;">definiu</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é um ‘drama humano’. Mas, humilde, ele omite toda a megalomania que imprime na criação de sua história. O filme vencedor da </span><i><span style="font-weight: 400;">Palma de Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa pela comédia e pelo horror, há momentos de melodrama e de dor, até. Tudo isso sem quaisquer equívocos, o filme respira tranquilo, consciente de onde quer chegar e como alcançar esse objetivo.</span></p>
<figure id="attachment_12683" aria-describedby="caption-attachment-12683" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-12683" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cannes.jpg" alt="" width="700" height="523" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cannes.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cannes-300x224.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12683" class="wp-caption-text"><em>Bong Joon-Ho, feliz, com sua Palma de Ouro (Foto: Festival de Cannes)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto menos se souber sobre a trama de <em>Parasita</em>, melhor. A surpresa é carro-chefe nas mais de duas horas do longa. A premissa é simples, duas famílias (uma pobre e outra rica) se envolvem, existem conflitos sociais e ideológicos. O diretor não é sútil ao construir as partes e contrapartes de suas personagens. Entretanto, isso não levanta problema algum. As interações são gratificantes ao fugir do óbvio moldado no Cinema do Ocidente (principalmente norte-americano).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bong Joon-Ho não tem receio de caminhar rápido com seu roteiro ágil e cheio de tiradas cômicas. O texto, junto a isso, constrói uma crescente de tensão. Sensação essa que demora a se concretizar por completo, visto o empenho do filme em ser mais do que as convenções ditam. </span><span style="font-weight: 400;"><em>Parasita</em> é um filme sobre famílias, laços de sangue e sobre o dia-a-dia. Nossa rotina é repleta de pequenos fragmentos de emoção, viradas repentinas. E o filme respeita isso em toda sua cor e forma. A escolha de focar suas lentes dentro de uma enorme e luxuosa casa cria um universo próprio aos olhos de quem assiste e de quem vive os dramas dentro do longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor, ao mesmo tempo que diminui sua escala narrativa, abre o leque de possibilidades para retratar as facetas da psique humana. E a realização dessa tarefa é o que eleva tanto o grau de qualidade de <em>Parasita</em>. É muito raro encontrar produções que se preocupem tanto com momentos íntimos, com rimas visuais e com um subtexto que carregue pensamentos e constatações extra filme.</span></p>
<figure id="attachment_12684" aria-describedby="caption-attachment-12684" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-12684" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/olhos.jpg" alt="" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/olhos.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/olhos-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/olhos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/olhos-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12684" class="wp-caption-text"><em>Parasita foi idealizado como uma peça de teatro, mas o diretor percebeu que só o Cinema conseguiria construir sua mensagem (Foto: Neon)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é primordial no exercício de crença que a produção cria. A família pobre é encabeçada pelo patriarca Ki-taek (o poderoso Song Kang-Ho). O personagem cria um cinismo brilhante, que varia entre a raiva e um sentimento de rancor. A mãe Chong-sook (Hyae Jin Chang) carrega a frustração e o medo. E os filhos são um retrato traiçoeiro e ácido do ponto inicial de Parasita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contra aspecto, os Park, a família rica, são rimas da iluminação. O pai (Lee Sun Gyun), multimilionário, mal passa tempo com os filhos. Mas, quando os encontros acontecem, o filme enche a tela da luz do sol que invade a sala com portas de vidro. A mãe é ingênua, doce, e a performance de Cho Yeo Jeong sustenta tudo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor ainda investe em criar dinâmicas individuais entre seus personagens. Essa escolhe enriquece o miolo de <em>Parasita</em> e ainda auxilia na construção da personalidade de cada um deles. Também é fator importante no terceiro ato, onde o filme brinca com a expectativa de quem assiste, deixando todos os elementos do filme à beira de uma longa escadaria.</span></p>
<figure id="attachment_12685" aria-describedby="caption-attachment-12685" style="width: 2732px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12685" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/capitalismo.jpg" alt="" width="2732" height="1821" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/capitalismo.jpg 2732w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/capitalismo-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/capitalismo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/capitalismo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/capitalismo-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12685" class="wp-caption-text"><em>Para o diretor, a mensagem de Parasita é simples: ‘não há escapatória para o capitalismo’ (Foto: Neon)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No resumo da ópera, <em>Parasita</em> engana. Bong Joon-Ho já dirigiu </span><i><span style="font-weight: 400;">The Host</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2006, um filme de criaturas, sobrenatural e de terror. Agora, em 2019, mais maduro, o diretor desvenda a nós os monstros que criamos, aqueles domesticados. Esse parasita é inteligente e astuto ao construir isso sem nunca verbalizar. Sempre nas entrelinhas; os paralelos sociais, as longas descidas nos degraus. Os comentários silenciosos. Todos alimentam a criatura. </span><span style="font-weight: 400;">E não há nada a se fazer quando ela </span><a href="https://www.noted.co.nz/culture/culture-movies/parasite-director-bong-joon-ho-on-the-success-of-his-subversive-tragicomedy"><span style="font-weight: 400;">acorda</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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