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	<title>Arquivos Chang Chen &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Até que ponto Po-Wing e Lai Yiu-Fai estão Felizes Juntos?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 19:14:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eloah Kaway Felizes Juntos, dirigido por Wong Kar-Wai, é um retrato fascinante e complicado sobre relacionamentos e descoberta pessoal. O filme mostra a relação tumultuada entre Ho Po-Wing (Leslie Cheung) e Lai Yiu-Fai (Tony Leung), um casal gay de Hong Kong perdido na melancolia de Buenos Aires. Com suas cenas ambientadas nas ruas da cidade &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/felizes-juntos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Até que ponto Po-Wing e Lai Yiu-Fai estão Felizes Juntos?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33587" aria-describedby="caption-attachment-33587" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33587" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-5.png" alt="Dois homens abraçados dançam ao som de tango na cozinha de casa, em um momento íntimo. Leslie Cheung, à esquerda, veste uma camisa neutra e calças bege, enquanto Tony Leung, à direita, usa camisa neutra com calças jeans azuis." width="700" height="350" /><figcaption id="caption-attachment-33587" class="wp-caption-text">Tony Leung e Leslie Cheung protagonizam uma icônica cena de tango (Foto: Golden Harvest Company)</figcaption></figure>
<p><b>Eloah Kaway</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Felizes Juntos</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigido por </span><a href="https://youtu.be/wDkTPT-cgvk?si=jTIWmpnLhD0HC9-o"><span style="font-weight: 400;">Wong Kar-Wai</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um retrato fascinante e complicado sobre relacionamentos e descoberta pessoal. O filme mostra a relação tumultuada entre Ho Po-Wing (Leslie Cheung) e Lai Yiu-Fai (Tony Leung), um casal gay de Hong Kong perdido na melancolia de Buenos Aires. Com suas cenas ambientadas nas ruas da cidade e nas impressionantes </span><a href="https://www.visitefoz.com.br/pontos-turisticos/cataratas-do-iguacu/"><span style="font-weight: 400;">Cataratas do Iguaçu</span></a><span style="font-weight: 400;">, Kar-Wai cria uma história visualmente incrível que nos faz pensar no amor em todas suas formas.</span></p>
<p><span id="more-33584"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, os protagonistas são retratados em um relacionamento tumultuado, marcado por intensas oscilações. Em uma tentativa desesperada de reviver o amor que compartilham, decidem viajar para a </span><a href="https://www.britannica.com/place/Argentina"><span style="font-weight: 400;">Argentina</span></a><span style="font-weight: 400;">, buscando um afastamento radical de suas vidas anteriores. O objetivo deles é visitar as Cataratas do Iguaçu, uma jornada que adquire uma dimensão simbólica à medida que o longa avança e o vínculo entre eles se desfaz mais uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha da música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xVggBkYKGsQ"><i><span style="font-weight: 400;">Cucurrucucu Paloma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Caetano Veloso, como pano de fundo para a cena no Patrimônio Natural da Humanidade, não apenas complementa as imagens panorâmicas como também estabelece a abertura do filme de maneira poética. O uso das cores e da canção funciona como uma metáfora das emoções turbulentas dos protagonistas. Inicialmente imersa em cores saturadas que refletem a intensidade do amor entre Po-Wing e Yiu-Fai, a obra transita para tons mais sombrios de preto e branco à medida em que o relacionamento se desintegra, capturando habilmente os altos e baixos emocionais do casal.</span></p>
<figure id="attachment_33589" aria-describedby="caption-attachment-33589" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33589" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-6.png" alt="Em uma imagem em preto e branco, Leslie Cheung e Tony Leung se abraçam, seus olhares revelando confusão diante das adversidades do relacionamento." width="1280" height="690" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-6.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-6-800x431.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-6-1024x552.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-6-768x414.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-6-1200x647.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33589" class="wp-caption-text">Leslie Cheung e Tony Leung vivem um amor conturbado e belo (Foto: Golden Harvest Company)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Através das performances de </span><a href="https://youtu.be/gr01rovvIfU?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Leslie Cheung</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Tony Leung, </span><i><span style="font-weight: 400;">Felizes Juntos</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece uma exploração crua e honesta da complexidade humana, tecendo um retrato comovente de um amor apaixonado, porém, turbulento, que desafia as definições convencionais. Cheung e Leung capturam com maestria a dinâmica destrutiva entre Ho Po-Wing, impulsivo e errático, e Lai Yiu-Fai, mais reservado e contemplativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reflexão sobre o título do filme ganha mais sentido conforme a história se desenvolve. </span><a href="https://youtu.be/j-Qum-HQVM4?si=gkPNepVLSyWgtwN5"><i><span style="font-weight: 400;">Chun Gwong Cha Sit</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) vai além da relação complicada entre dois indivíduos que, claramente, não estão felizes, explorando também a reconciliação interior e a aceitação do passado de cada um. Essa jornada emocional ressoa profundamente, oferecendo uma nova visão sobre o que realmente significa amar e se separar. O futuro é incerto; pode haver mais noites solitárias e desesperadoras pela frente mas, agora, eles estão livres das amarras que os prendiam. É um novo começo, mesmo que não seja juntos lado a lado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wong Kar-Wai utiliza Buenos Aires como um contraponto ao seu habitual cenário em Hong Kong, explorando semelhanças e contrastes entre essas duas metrópoles. A cidade se torna um cenário simbólico para a desorientação e a busca por identidade dos personagens, evocando uma sensação de exílio emocional e físico. A transição gradual do filme, passando do preto e branco para cores vivas, reflete não apenas a evolução do relacionamento de </span><a href="https://youtu.be/d8po9qolv7Y?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Po-Wing e Yiu-Fai</span></a><span style="font-weight: 400;">, como também o próprio processo de crescimento pessoal deles.</span></p>
<figure id="attachment_33586" aria-describedby="caption-attachment-33586" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33586" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-6.png" alt="Ao fundo da agitada Buenos Aires, as luzes neon iluminam a cidade enquanto um relógio marca 20h43" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-6.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-6-1200x675.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33586" class="wp-caption-text">O Fotógrafo Christopher Doyle transita drasticamente entre o preto e branco, e um colorido extremamente saturado (Foto: Golden Harvest Company)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um método notável do jogo de câmera é o deslocamento de foco entre os personagens, que é efetivamente utilizado pelo diretor de Fotografia, </span><a href="https://x.com/dukefeng52"><span style="font-weight: 400;">Christopher Doyle</span></a><span style="font-weight: 400;">, para enfatizar a distância emocional e desconexão entre eles. Por exemplo, em uma cena em que Lai Yiu-Fai trabalha como porteiro e Ho Po-Wing ostenta seus novos relacionamentos, a lente se afasta de Yiu-Fai para focar em Po-Wing, o deixando desfocado e em segundo plano; à medida que ele se afasta da vida do parceiro tanto de forma literal quanto metaforicamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra técnica é o uso de movimentos circulares da câmera, que espelham a natureza cíclica do relacionamento dos personagens. Durante um passeio de táxi, que simboliza mais uma reconciliação, a máquina se move em padrões giratórios, ecoando o padrão repetitivo e vertiginoso de suas separações e retornos. Este movimento circular não apenas aprimora a </span><a href="https://youtu.be/j-Qum-HQVM4?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">experiência visual</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também aprofunda a compreensão do espectador sobre os estados emocionais estagnados e repetitivos dos personagens.</span></p>
<figure id="attachment_33585" aria-describedby="caption-attachment-33585" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33585" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-6.png" alt="Ho Po-Wing e Lai Yiu-Fai dentro do carro, com expressões magoadas após uma discussão." width="600" height="384" /><figcaption id="caption-attachment-33585" class="wp-caption-text">O filme rendeu ao diretor o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes (Foto: Golden Harvest Company)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspectos notáveis em </span><i><span style="font-weight: 400;">Felizes Juntos</span></i><span style="font-weight: 400;"> é Chang, interpretado por </span><a href="https://mydramalist.com/people/678-chang-chen"><span style="font-weight: 400;">Chang Chen</span></a><span style="font-weight: 400;">, que surge de maneira discreta e gradualmente se torna amigo de Lai Yiu-fai, que estava enfrentando a solidão. Ele é como uma luz radiante em meio às dificuldades e sua personalidade curiosa, às vezes, intrometida, traz um humor peculiar ao filme, ao mesmo tempo em que revela uma tristeza subjacente, como se houvesse um vazio difícil de preencher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chang aspira viajar por diversos lugares antes de retornar a </span><a href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/pais/taiwan/"><span style="font-weight: 400;">Taiwan</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua terra natal. Em uma jornada em busca pela felicidade, revela-se um homem cujas motivações são desconhecidas, mas que a breve passagem pela vida de Yiu-fai é suficiente para conectar o público profundamente a esse indivíduo simples, acolhedor e repleto de histórias por descobrir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas cenas finais, Lai Yiu-fai finalmente consegue sair de Buenos Aires e viaja não para </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/hong-kong/"><span style="font-weight: 400;">Hong Kong</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas para Taipei. Ele vai ao mercado noturno onde a família de Chang Chen tem uma barraca de comida. Contudo, ele não está lá por viajar pelo mundo. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Finalmente entendi como ele poderia ser feliz correndo livre assim</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, diz Yiu-fai em seu tom de voz narrativo, baixo e triste. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">É porque ele tem um lugar para onde sempre pode voltar</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. </span><span style="font-weight: 400;">É um momento de introspecção, onde Yiu-fai reconhece a dificuldade de encontrar um sentido de pertencimento e liberdade verdadeiros, mesmo em meio às descobertas pessoais e às mudanças de cenário.</span></p>
<figure id="attachment_33588" aria-describedby="caption-attachment-33588" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33588" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-2.png" alt="À esquerda, Chang, um homem asiático com um boné cinza e jaqueta jeans, está ao lado de Yiu-fai, outro homem asiático vestindo uma blusa branca de algodão. O ambiente ao redor deles é preenchido por garrafas de cerveja." width="1280" height="690" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-2.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-2-800x431.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-2-1024x552.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-2-768x414.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-2-1200x647.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33588" class="wp-caption-text">A trilha sonora melancólica de Felizes Juntos, composta por Zhang Hongzhi, complementa perfeitamente a narrativa, intensificando as emoções do filme (Foto: Golden Harvest Company)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A crítica internacional elogia </span><i><span style="font-weight: 400;">Felizes Juntos</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma obra-prima do Cinema contemporâneo. O filme recebeu aclamação em importantes festivais ao redor do mundo, incluindo uma indicação à Palma de Ouro e o prêmio de Melhor Diretor no Festival de</span> <a href="https://www.festival-cannes.com/en/"><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1997. Esse reconhecimento não só celebra a habilidade de Wong Kar-Wai como um cineasta inovador, mas também destaca como o longa continua relevante ao explorar profundamente temas de identidade e busca por conexão humana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto forte do filme é como ele trata a sexualidade e a identidade de seus personagens sem clichês ou simplificações. Kar-Wai mostra um grande respeito pela complexidade e singularidade das jornadas pessoais de </span><a href="https://youtu.be/eEzHOmSTYDY?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Ho Po-Wing e Lai Yiu-Fai</span></a><span style="font-weight: 400;">, retratando suas lutas e vitórias de maneira genuína e humana. </span><i><span style="font-weight: 400;">Felizes Juntos</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma obra em que o cineasta ressoa além das fronteiras culturais e sexuais. É um lembrete de que, em de todas as lutas e triunfos, está a busca incansável pela felicidade e pela compreensão de nós mesmos e dos outros.</span></p>
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		<title>O Duna de Villeneuve reanima a ficção científica com suas próprias raízes</title>
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					<description><![CDATA[<p>Ernesto Rangel A mais nova adaptação da obra-prima Duna, escrita por Frank Herbert, chegou aos cinemas com uma grande responsabilidade em suas mãos: agradar aos fãs do livro, de 1965; corrigir os erros da primeira adaptação cinematográfica, de 1984; e ainda conquistar um novo público que nunca ouviu falar da saga em 2021, apesar de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Duna de Villeneuve reanima a ficção científica com suas próprias raízes"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25220" aria-describedby="caption-attachment-25220" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25220" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-3.png" alt="Cena do filme Duna de 2021. Nela vemos Paul em destaque no centro, cabisbaixo, enquanto está cercado por soldados Atreides. Ao seu lado e um pouco mais a frente, uma figura dá contraste à imagem devido as cores de suas vestes esvoaçantes." width="1024" height="410" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-3.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-3-800x320.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-3-768x308.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25220" class="wp-caption-text">Duna chega finalmente às telonas com nomes de peso envolvidos na produção (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Ernesto Rangel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mais nova adaptação da obra-prima </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrita por Frank Herbert, chegou aos cinemas com uma grande responsabilidade em suas mãos: agradar aos fãs do livro, de 1965; corrigir os erros da </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/602376/critica-duna-1984-criatividade-esmagada/"><span style="font-weight: 400;">primeira adaptação cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;">, de 1984; e ainda conquistar um novo público que nunca ouviu falar da saga em 2021, apesar de sua contribuição massiva para a ficção científica. Uma avaliação do filme deve se estender por esses três aspectos, nos quais o longa se apresenta: como adaptação de uma obra literária renomada; como </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de um filme falho; e como uma nova produção, lutando por espaço na cultura atual. É necessário ainda dedicar algumas passagens às qualidades necessárias para todo bom longa-metragem.</span></p>
<p><span id="more-25211"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de transportar para a telona a trama de livros renomados, os desafios são muitos. Primeiramente existem os fãs que, em suas leituras, idealizam os cenários e as personagens dentro de suas perspectivas pessoais, fazendo com que seja quase impossível agradar a mais do que uma pequena quantidade deles simultaneamente. Existe ainda a questão da arte: o diretor, como artista, deve priorizar a fidelidade com a obra original ou a sua originalidade própria? Além disso, não podemos esquecer da </span><a href="https://variety.com/2019/artisans/news/oscars-tech-nuanced-vfx-1203388900/"><span style="font-weight: 400;">tecnologia da época</span></a><span style="font-weight: 400;">, que pode ser insuficiente (e era, na primeira adaptação oficial para as telonas) para apresentar a realidade retratada em um livro (veículo que se limita apenas pela imaginação).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até mesmo títulos que conseguiram se tornar referência no quesito, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Senhor dos Anéis</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Tolkien, ainda apresentam derivados (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Hobbit</span></i><span style="font-weight: 400;">) que deixam a desejar. Além disso, existem uma gama de </span><a href="https://www.guiadasemana.com.br/literatura/galeria/15-livros-que-ganharam-adaptacoes-terriveis-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">exemplos desastrosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> disponíveis para a apreciação de todos aqueles dispostos, como as aventuras na telona de </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Rick Riordan, ou ainda a tragédia em vinte e quatro quadros que foi a saga de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Torre Negra</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Stephen King, nas telas de cinema.</span></p>
<figure id="attachment_25221" aria-describedby="caption-attachment-25221" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25221" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-2-1.gif" alt="Gif de uma cena do filme A Torre Negra, de 2017. Em uma perspectiva vista de cima temos o Homem de Preto esticando os braços e direcionando as palmas das mãos em direção a câmera. Ao mesmo tempo uma chuva de cacos de vidros que parecem surgir de trás da câmera são parados pelo movimento." width="1000" height="412" /><figcaption id="caption-attachment-25221" class="wp-caption-text">Nem o Homem de Preto de Matthew McConaughey foi capaz de segurar a chuva de críticas da adaptação de A Torre Negra (GIF: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os fãs podem respirar aliviados, pois por ser ele mesmo um deles, Denis Villeneuve foi extremamente fiel à obra original. É discutível se a materialização feita por ele foi aquela que agrada ao maior número de espectadores. As </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/229539-duna-100-milhoes-bilheteria-quebra-recorde.htm"><span style="font-weight: 400;">bilheterias</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram soberbas (mesmo com o lançamento simultâneo nos cinemas e nos serviços de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, que canibaliza os números angariados) e, juntamente com o </span><i><span style="font-weight: 400;">feedback</span></i><span style="font-weight: 400;"> que podemos encontrar nas redes sociais, é possível inferir que </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> atingiu uma grande aceitação entre o grande público, inclusive os fãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para essa adaptação em específico o diretor, com certeza, precisou evitar produzir um filme que parecesse uma cópia dos títulos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra nas Estrelas</span></i><span style="font-weight: 400;">, que hoje são referência no gênero da ficção científica. </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, de fato, compartilha a temática com essas produções, porém, é ancestral delas. George Lucas é um fiel discípulo de Frank Herbert e se inspirou profundamente no livro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a criação de seus longas, e podemos citar muitos paralelos entre as obras, como: Arrakis, o planeta que dá o nome a </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Tatooine, o planeta natal de Anakin, são ambos desérticos; Paul Atreides e Luke Skywalker, são superficialmente ambos os </span><a href="https://www.gamespot.com/articles/dunes-paul-atreides-isnt-luke-skywalker-despite-what-the-new-movie-may-have-you-believe/1100-6497869/"><span style="font-weight: 400;">escolhidos</span></a><span style="font-weight: 400;">; O Imperium, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o Império Galáctico, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">; entre muitos outros. Por sorte, ou mérito do diretor, Duna escapa de parecer uma cópia, mas as comparações serão inevitáveis.</span></p>
<p><figure id="attachment_25222" aria-describedby="caption-attachment-25222" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25222 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11.jpg" alt="Imagem retangular horizontal. Montagem simples. Nela vemos, na esquerda, Paul Atreides, um homem jovem branco, e na direita, Luke Skywalker, também um homem jovem branco. Podemos ver o busto de ambos olhando para frente." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25222" class="wp-caption-text">Paul Atreides (à esquerda) e Luke Skywalker (à direita) são ambos os escolhidos que ameaçam o império em seus respectivos universos [Foto: Warner Bros./Disney]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Na trama tecida por </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/10/conheca-trajetoria-do-escritor-frank-herbert-autor-de-duna.html"><span style="font-weight: 400;">Frank Herbert</span></a><span style="font-weight: 400;">, temos uma ficção científica repleta de complexidade, com relações religiosas, sociais e políticas únicas. Assim como são vastas as realidades de Nárnia e Westeros, também é a de Arrakis. O livro que inspirou o filme é massivo, fazendo com que comportar a apresentação adequada de todos os componentes do universo fantasioso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um filme de duas horas e meia de duração seja uma tarefa, no mínimo, trabalhosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama gira em torno do, já mencionado, Paul Atreides. Herdeiro de sua casa, ele acompanha a mudança da sede de seu reino (original do planeta Caladan, um paraíso tropical) para Arrakis, um planeta onde a água é tão escassa que seus habitantes desenvolveram costumes associados à mais otimizada preservação de água. A falta da substância essencial à vida humana é compensada pela abundância em mélange, também conhecido como “especiaria” (</span><i><span style="font-weight: 400;">spice</span></i><span style="font-weight: 400;">), uma substância psicoativa, coletada exclusivamente na superfície do planeta deserto, e que serve como combustível das </span><a href="https://dune.fandom.com/wiki/Category:Organizations_and_Groups"><span style="font-weight: 400;">diferentes organizações</span></a><span style="font-weight: 400;"> que controlam e exercem sua atividade através do universo. </span></p>
<figure id="attachment_25223" aria-describedby="caption-attachment-25223" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25223" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1.jpeg" alt="Ilustração feita por Marc Simonetti. Mostra uma cena nas típicas dunas de Arrakis, na parte inferior direita vemos um conjunto de figuras vestindo mantos especiais para o clima. Mais a frente deles, vindo do horizonte, ocupando a parte superior direita da imagem vemos um verme de areia gigante mostrando seus dentes." width="1366" height="665" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1.jpeg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-800x389.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-1024x499.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-768x374.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-1200x584.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25223" class="wp-caption-text">A belíssima ilustração de Marc Simonetti estampa a capa do livro e nos situa no ecossistema de Duna (Foto: Marc Simonetti)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A breve descrição do enredo acima deixa de fora uma série de elementos cruciais ao universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, como os gigantes Vermes de Areia, as Bene Gesserit, a Guilda Espacial, os Harkonnen, os Sardaukar, entre muitos outros. A primeira adaptação, dirigida por </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/melhores-filmes-david-lynch-181247/"><span style="font-weight: 400;">David Lynch</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 80, assumiu a responsabilidade de adaptar todo o primeiro livro em um só filme, o que foi desastroso: um roteiro confuso e mal estruturado (sendo justo, cortes na duração e no orçamento foram os culpados por esse resultado), o que reforçou o senso de que a obra de Herbert estava além da possibilidade para adaptação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No novo filme, pela felicidade dos fãs, os roteiristas Jon Spaihts, Denis Villeneuve e Eric Roth não cometeram o mesmo erro e adaptaram para as telonas apenas por volta da metade inicial do primeiro livro. Frank Herbert escreveu e publicou duas trilogias e um conto sobre o universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que já é muito, mesmo não considerando os outros nove livros e quatro contos escritos por seu </span><a href="https://www.wired.com/story/dune-brian-herbert-q-and-a/"><span style="font-weight: 400;">filho</span></a><span style="font-weight: 400;"> após a morte do pai em 1986. Essa decisão foi acertada e permite um desenvolvimento mais cuidadoso da trama. Mesmo assim, uma crítica muito comum a essa nova produção é como ela deixa o espectador sem entender muito bem o que está acontecendo. Isso é natural e esperado, pois (e aqueles que leram o livro sabem) até mesmo a obra escrita apresenta essa barreira de entrada.</span></p>
<p><figure id="attachment_25224" aria-describedby="caption-attachment-25224" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25224" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5.png" alt="Fotografia em preto e branco do autor de Duna, Frank Herbert. Homem branco, barbudo e calvo, apesar do cabelo alongado. Nariz aquilino e olhos pequenos e juntos. Na foto o autor posa sentado em um sofá, com a mão esquerda, que veste um relógio, apoiada no joelho erguido." width="1140" height="712" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5.png 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5-1024x640.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5-768x480.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25224" class="wp-caption-text">O grande autor Frank Herbert (na foto) não poupou maestria em suas obras [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A escolha do elenco é outro ponto a favor da obra. Principalmente por selecionar atores que possuem características físicas fundamentais aos </span><a href="https://www.omelete.com.br/duna/duna-lista-quem-e-quem"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; como os traços aquilinos (finos, retangulares e que guardam muita perspicácia) de Paul Atreides (vivido por Timothée Chalamet). Mesmo assim, ainda contamos com muitas figurinhas carimbadas de Hollywood, como Zendaya, no papel de Chani, e Jason Momoa, no papel de Duncan Idaho. Esse pode ser um ponto negativo ou positivo, dependendo de quem se pergunta. Mas o fato é que a bilheteria que acompanha esses atores deveria ser muito bem vinda pelos fãs que torcem para que a obra prospere no cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Oscar Isaac como Duque Leto Atreides é uma das melhores atuações de todo o longa. A postura que o ator evoca ao vestir a pele do duque mais respeitado do Landsraad (o corpo formado pelas grandes casas) deixa os que assistem arrepiados em diversos momentos do filme. Rebecca Ferguson e Timothée Chalamet também merecem seu destaque. Através da tremenda atuação de Ferguson temos a sensação de ver Lady Jéssica se personificar das páginas do livro para a tela. Coroando essa demonstração das belas artes, temos Chalamet no papel de Paul, uma das escolhas mais acertadas do elenco. O próprio diretor não poupa elogios em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lCPzTNTvlAs"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a atuação do ator protagonista.</span></p>
<p><figure id="attachment_25225" aria-describedby="caption-attachment-25225" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25225" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-6-3.jpg" alt="Foto de parte do elenco durante as gravações. Podemos ver da esquerda para direita: Rebecca Ferguson (Lady Jessica), Zendaya (Chani), Javier Bardem (Stilgar) e Timothée Chalamet (Paul Atreides), todos vestindo os trajes fremen de reciclagem de água, um ao lado do outro, olhando para a mesma direção, em frente a uma parede de pedras extremamente irregular." width="960" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-6-3.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-6-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-6-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25225" class="wp-caption-text">Da esquerda para direita: Rebecca Ferguson (Lady Jessica), Zendaya (Chani), Javier Bardem (Stilgar) e Timothée Chalamet (Paul Atreides) são parte do grande elenco do filme [Fonte: Warner Bros.]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O diretor do longa, Denis Villeneuve, manteve nessa adaptação o seu estilo característico, carimbado por filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">A Chegada</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016) e </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/critica-blade-runner-2049-netflix-172366/"><i><span style="font-weight: 400;">Blade Runner 2049</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019). Inclusive, é muito oportuno comparar </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">com a continuação da história do caçador de androides, visto que ambos são novas instâncias de obras cultuadas e possuem temáticas abstratamente semelhantes: um futuro distópico interplanetário, que esconde em seu cerne o aviso de uma sociedade disfuncional e levanta questões ideológicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na direção a semelhança é ainda maior, ambos os filmes são contemplativos, o que pode ser um ponto negativo para aqueles que vão ao cinema esperando por mais uma dose de ação, como foi normalizado pela popularização dos filmes de super-herói. O foco de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">não são as cenas de ação (apesar de conter algumas de altíssima qualidade), mas sim a apresentação do extenso universo e dos acontecimentos que se passam com Paul Atreides, que levantam questões extremamente relevantes, como religião e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/entenda-as-mensagens-ecologicas-de-duna-classico-do-sci-fi-que-chega-aos-cinemas/"><span style="font-weight: 400;">ecologia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_25226" aria-describedby="caption-attachment-25226" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25226" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-7.gif" alt="Gif de uma cena do filme. Primeiramente vemos, de cima, os dentes gigantes de um verme da areia engolindo uma Lagarta (um veículo do tamanho de uma fábrica que se move e extrai especiaria das superfícies de Arrakis). Os dentes parecem ser os de um buraco no chão, visto que o verme está enterrado, pois se locomove abaixo da superfície. No momento seguinte, temos um close no rosto de Paul que segura a mão de Gurney após escaparem por pouco de serem comidos pelo verme, levantando voo momentos antes do chão sucumbir." width="1000" height="422" /><figcaption id="caption-attachment-25226" class="wp-caption-text">O primeiro encontro de Paul com um verme da areia, ou apenas os dentes de um deles, é um momento memorável do filme (GIF: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o auxílio do </span><a href="https://institutodecinema.com.br/mais/conteudo/o-que-e-a-fotografia-de-um-filme"><span style="font-weight: 400;">cinematógrafo</span></a><span style="font-weight: 400;"> Greig Fraser (responsável pela fotografia de títulos semelhantes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Rogue One</span></i><span style="font-weight: 400;">, e alguns episódios da série </span><a href="https://collider.com/the-mandalorian-technology-explained-greig-fraser-interview/"><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), o diretor optou pelas cenas que não economizam na hora de impressionar. Com lindos visuais e a medida certa de cenas com enquadramentos afastados que dão ao espectador a noção da grandeza dos elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, o diretor nos fascina: as massivas naves utilizadas em viagens interestelares e os gigantes vermes de areia que aterrorizam o deserto são visões para nos deixar de boca aberta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra ainda é coroada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8A3epBE1yjo"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora de Hans Zimmer</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já emplacou uma série de grandes obras musicais em ótimos filmes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Interstellar</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador</span></i><span style="font-weight: 400;">, e muitos outros. O músico, desta vez, nos presenteia novamente com suas trilhas que destacam e ampliam muito bem o sentimento evocado pelas cenas, com músicas sutis e intensas, sempre quando necessário. Além disso, as sinfonias servem muito bem à temática, visto que tiram, assim como a obra original (e o filme por consequência), inspiração das culturas do Oriente Médio.</span></p>
<p><figure id="attachment_25227" aria-describedby="caption-attachment-25227" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25227" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-8-1.jpg" alt="Fotografia colorida de Hans Zimmer durante apresentação.Vemos, sentado em frente a um piano, um homem branco, calvo, de idade avançada e vestindo um terno Em sua frente, sobre o piano vemos uma taça e um misturador de bebidas. Ele olha levemente para cima e sorri." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-8-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-8-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-8-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25227" class="wp-caption-text">O músico Hans Zimmer (na imagem) nos presenteia mais uma vez com uma trilha sonora memorável [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Por último, mas não menos importante, os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uIKupTibxKQ"><span style="font-weight: 400;">efeitos especiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> são de cair o queixo. Um dos grandes defeitos de muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">CGIs</span></i><span style="font-weight: 400;"> (inclusive os milionários dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;">) é a falta de cuidado com a iluminação. Quando os personagens em cena são iluminados de uma maneira estranha aos olhos em relação ao fundo cheio de explosões, a cena pode parecer artificial. E não é uma questão de capacidade dos estúdios, mas a crença de que o público não liga e não percebe, o que faz que esse seja um investimento superficial, para os investidores. Esse é um dos grandes desafios da computação gráfica nas telonas. Nesse quesito, e em outros relacionados a efeitos especiais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">mais uma vez nos surpreende com sua qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esses e outros motivos </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2021 merece ser assistido múltiplas vezes. Um filme sensacional para quem é fã do livro ou até mesmo do diretor. Uma produção refrescante para quem se decepcionou com o primeiro filme, e ainda uma ótima maneira para se gastar algumas horas, se o espectador quiser apenas o entretenimento de um filme casual. Resta agora ficar na espera da </span><a href="https://www.esquire.com/entertainment/movies/a38040674/dune-2-sequel-details/"><span style="font-weight: 400;">segunda parte</span></a><span style="font-weight: 400;">, programada para iniciar sua produção em 2022 e chegar às telonas em outubro de 2023, e nos certificarmos se toda a nova franquia vai ter o mérito da boa adaptação ou vai acompanhar, ao </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos infames, os desastres de franquias como </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/divergente-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Divergente</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/instrumentos-mortais-cidade-dos-ossos-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Os Instrumentos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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