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	<title>Arquivos Cats &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Cats é o filme que você não quer ver</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jan 2020 19:18:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira A arte pode ser dividida em sete pilares principais, sendo eles música, teatro, pintura, escultura, arquitetura, literatura e cinema. Porém, quando uma obra migra de um pilar para outro, partes de sua forma e beleza podem acabar se perdendo pelo caminho, resultando em um verdadeiro desastre.  Desengonçado, mal dirigido e esteticamente medonho, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cats-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cats é o filme que você não quer ver"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13384" aria-describedby="caption-attachment-13384" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-13384" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1.jpg" alt="" width="739" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1.jpg 739w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/1-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13384" class="wp-caption-text">A dama Judi Dench em cena (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Laura Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A arte pode ser dividida em sete pilares principais, sendo eles música, teatro, pintura, escultura, arquitetura, literatura e cinema. Porém, quando uma obra migra de um pilar para outro, partes de sua forma e beleza podem acabar se perdendo pelo caminho, resultando em um verdadeiro desastre.  Desengonçado, mal dirigido e esteticamente medonho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cats</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas do país como um presente de natal de mal gosto. Importado dos palcos da </span><a href="https://www.infopedia.pt/$cats-(musical)"><span style="font-weight: 400;">Broadway</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa é a maior decepção de 2019.</span></p>
<p><span id="more-13383"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Tom Hooper &#8211; de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Miseráveis (2012)</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Garota Dinamarquesa (2015)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Discurso do Rei (2010)</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e protagonizado pela estreante Francesca Hayward, acompanhamos a chegada da gata Victória ao beco londrino comandado pelos</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jellicle Cats, </span></i><span style="font-weight: 400;">coincidentemente na noite do aguardado </span><i><span style="font-weight: 400;">Jellicle Ball</span></i><span style="font-weight: 400;">. Noite essa em que o gato que mais agradar a líder do Grupo, Old Deuteronomy (Judi Dench), irá ascender para uma nova e boa vida. Apesar do currículo recheado de grandes sucessos, a aparente emoção do diretor se tornou seu ponto cego, levando a história a um beco sem saída. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A devoção a famosa peça culminou em sua simples reprodução em forma de longa metragem. Mal adaptado, o roteiro migra do teatro para a tela sem fazer as devidas alterações para que a história funcione apropriadamente na nova mídia. Plano e sem vida, o filme parece apenas gravar uma sessão da peça, criando a ilusão de planos chapados e com pouca presença. E mesmo com o movimento frenético da câmera, que aparenta querer “ver” tudo e todos ao mesmo tempo, a impressão de um falso cenário sem profundidade se mantém.</span></p>
<figure id="attachment_13385" aria-describedby="caption-attachment-13385" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13385" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/imagem-2.gif" alt="" width="480" height="200" /><figcaption id="caption-attachment-13385" class="wp-caption-text">A peça original Cats passou 18 anos em destaque na Broadway, estando entre os mais importantes juntamente com o Fantasma da Ópera (Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o roteiro mal adaptado não é o único defeito do filme, muito menos o pior. Essa posição foi tomada por seu medonho visual, digno de pesadelos. Para o longa, uma </span><a href="https://www.cnet.com/news/cats-gets-a-cgi-update-that-we-definitely-asked-for/"><span style="font-weight: 400;">nova tecnologia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de captação dos movimentos dos atores foi desenvolvida, com o objetivo de manter fielmente seus traços naturais. Infelizmente um visual humanoide não caiu muito bem. Desde seu </span><i><span style="font-weight: 400;">trailer</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cats </span></i><span style="font-weight: 400;">vinha recebendo duras críticas por conta de sua estética e mesmo com mudanças continuou desastroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com cara de gente, mãos e pés humanos, mas orelhas, cauda e pelos de gato por todo o corpo, não se criou um visual agradável. Em um primeiro momento, a estranheza domina, seguida por um incômodo que dura todo o longa. Graças a nova tecnologia de captação, os movimentos dos atores parecem animados e computadorizados, tirando a humanidade do que poderiam ser belíssimas cenas de dança. Entretanto, o mais estranho talvez seja a desconexão entre o corpo e a cabeça dos personagens, que aparenta estar flutuando durante toda a história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto visualmente negativo é a indefinida proporção que o longa adere. A ideia de fazer com que os atores aparentassem ter o tamanho de felinos reais, criando um cenário muito maior, era ótima, se essa noção se mantivesse. Há momentos em que os personagens aparentam ter o tamanho de gatos, hora o tamanho de humanos e hora estão tão pequenos que até um rato seria maior. Sua duvidosa escolha estética cria um universo sem textura ou senso de real. Realismo este que não seria necessário caso </span><i><span style="font-weight: 400;">Cats</span></i><span style="font-weight: 400;"> optasse por seguir a as maquiagens propostas em sua peça teatral. Porém, essa é a única e mais infeliz mudança entre a obra original e o filme.</span></p>
<figure id="attachment_13386" aria-describedby="caption-attachment-13386" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13386" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/imagem-3-1.jpg" alt="" width="600" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/imagem-3-1.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/imagem-3-1-300x150.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13386" class="wp-caption-text">Jennifer Hudson é responsável pela cena mais emocionante do filme ao cantar o clássico Memory (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem mesmo um elenco experiente e renomado foi capaz de salvar o longa. Isso porque grandes astros do cinema com a premiada Judi Dench tem sua atuação estereotipada pelo falho </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;">. Uma boca que se movimenta com estranheza ou um olhar que não consegue transmitir emoção por conta de sua aparência artificial e então todo o laço que poderíamos criar está perdido. Sua falta de naturalidade repele até mesmo o espectador mais aberto a essa experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem tudo está perdido. Apesar de ser visualmente  assustador, o longa consegue passar emoção com suas músicas importadas dos palcos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway</span></i><span style="font-weight: 400;">  &#8211; caso o assista de olhos vendados. Brilhantemente interpretadas por nomes como Jennifer Hudson, Ian McKellen e Taylor Swift, a trilha sonora é seu ponto mais forte. Sendo quase que todo cantado, os poucos diálogos contam uma uma certa poesia e musicalidade, mantendo o lirismo por toda a narrativa. </span></p>
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<p><i><span style="font-weight: 400;">Cats</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um dos filmes mais aguardados do ano. Esquecível, feio e sem vida, o longa decepcionou seus espectadores ao prometer a magia, a paixão e a emoção da peça teatral e entregar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">‘imitação’</span></i><span style="font-weight: 400;"> cara e sem propósito. Suas músicas talvez sejam a única coisa realmente boa que ele apresenta, como também a única fonte de comoção. Então, a não ser que esteja disposto a passar por essa torturante experiência, não assista </span><i><span style="font-weight: 400;">Cats</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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