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	<title>Arquivos Casa de Antiguidades &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Casa de Antiguidades &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Os Piores Lançamentos de 2020</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2020 16:12:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conseguir a alcunha de ‘pior do ano’ em 2020 é um feito e tanto. Em meio à pandemia e ao isolamento social, a arte se transformou em confidente e melhor amiga. Assistimos séries repetidas e começamos novas, maratonamos filmes de tudo que é gênero. Foi o momento de reacender a chama da nostalgia, o momento &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-piores-lancamentos-de-2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Piores Lançamentos de 2020"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17386" aria-describedby="caption-attachment-17386" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-17386 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/piores-capa-texto.jpg" alt="Arte com fundo roxo. No canto superior esquerdo, foi adicionado os escritos &quot;OS PIORES LANÇAMENTOS DE 2020&quot; em letras roxas e possui um fundo retangular de cor preta, para destaque. Ao lado direito, foi adicionado o logo do Persona. O logo do Persona é o desenho de um olho com um botão de play no lugar da pupila, e com a íris de cor roxa. Foi adicionado na parte inferior da arte as imagens de personagens de alguns lançamentos de 2020. As imagens foram divididas em duas fileiras. Na fileira superior, em ordem: uma mulher branca e suja de sangue, Laurel da série How to Get Away With Murder, uma mulher latina de pele clara e cabelos escuros, Coriolanus Snow de Cantigas de Pássaros e Serpentes. Já na parte inferior, foram adicionados: Sabrina de O Mundo Sombrio de Sabrina, Justin Bieber e Katy Perry." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/piores-capa-texto.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/piores-capa-texto-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/piores-capa-texto-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17386" class="wp-caption-text">Gosto é pessoal: só porque alguma obra está na lista, não quer dizer que é horrível ou não possui nada de aproveitável; o Persona sempre indica que tudo seja consumido, ouvido, assistido e apreciado (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Conseguir a alcunha de ‘pior do ano’ em 2020 é um feito e tanto. Em meio à pandemia e ao isolamento social, a arte se transformou em confidente e melhor amiga. Assistimos séries repetidas e começamos novas, maratonamos filmes de tudo que é gênero. Foi o momento de reacender a chama da nostalgia, o momento de descobrir novos artistas e se apaixonar por canções inéditas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, se algo conseguiu desagradar nessa hora de tanta empatia e conforto com os clichês, o erro parece ter sido crasso. Antes de fechar o amaldiçoado 2020 com as tradicionais listas de Melhores do Ano, a <strong>Editoria do Persona</strong> se reuniu para prestar a última condolência, jogar a última pá de terra no que teve de mais assombroso (mas nem sempre descartável) nos 12 meses que, por si só, já merecem o título de tenebrosos.</span></p>
<p><span id="more-17119"></span></p>
<p><strong>O Mundo Sombrio de Sabrina (Netflix)</strong></p>
<figure id="attachment_17291" aria-describedby="caption-attachment-17291" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-17291 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/SABRINA3_003-scaled-1.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas de O Mundo Sombrio de Sabrina. Nela, vemos a personagem Sabrina sentada em um trono, ao lado de Lilith, que está em pé. Sabrina é uma jovem branca, de cabelos loiros curtos, ela veste uma blusa preta com uma jaqueta jeans, uma saia roxa, meia-calça preta e tênis. Lilith é uma mulher branca, de cabelos castanhos escuros longos, ela veste um vestido de manga comprida. As duas personagens estão no que seria considerado o Inferno da série." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/SABRINA3_003-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/SABRINA3_003-scaled-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/SABRINA3_003-scaled-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/SABRINA3_003-scaled-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/SABRINA3_003-scaled-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/SABRINA3_003-scaled-1-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/SABRINA3_003-scaled-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17291" class="wp-caption-text">O Mundo Caótico de Sabrina (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Após uma segunda temporada divisora de opiniões, as expectativas para o terceiro ano de aventuras da jovem bruxa não eram baixas. E, para a surpresa de alguns, não chegaram nem perto de serem atingidas. Não tendo nada de novo sob o sol, vimos, mais uma vez, Sabrina (Kiernan Shipka) fazer besteira para os outros consertarem e se contradizer a cada segundo da narrativa. De quebra, a imensidão de núcleos de personagens serviu só para deixar o espectador confuso e criar conflitos que seriam resolvidos se todos apenas conversassem. O resultado disso tudo foi uma trama caótica, com um roteiro que dá voltas e, no fim, não chega a lugar nenhum. Felizmente, esse pesadelo acaba em breve, com o lançamento da quarta e última parte de<em> O Mundo Sombrio de Sabrina</em>. <strong><em>VS</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Run (HBO)</strong></p>
<figure id="attachment_17123" aria-describedby="caption-attachment-17123" style="width: 726px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-17123 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Run-01.jpg" alt="Pôster de Run, nele os dois personagens se encaram, e suas imagens são triplicadas, em tons de rosa e roxo. O nome da série aparece no centro da imagem, RUN, em branco, com efeito de dispersão, como se estivesse passando muito rapido" width="726" height="408" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Run-01.jpg 726w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Run-01-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17123" class="wp-caption-text">A HBO esperava ser reconhecida nas premiações com Run, mas acabou decepcionada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Com Merrit Wever e Domhnall Gleeson no protagonismo e Phoebe Waller-Bridge na produção executiva, <em>Run</em> tinha a receita para o sucesso. É infortúnio que a curta comédia não soube explicitar seu propósito e acabou cancelada pela <em>HBO</em> (um feito raro), mas a série era muito ruim mesmo. <strong><em>VE</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>How to Get Away with Murder (ABC)</strong></p>
<figure id="attachment_17289" aria-describedby="caption-attachment-17289" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17289 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-1.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas da sexta temporada de How To Get Away With Murder. Nela, vemos a personagem Annalise Keating em um tribunal, falando em direção ao júri. Annalise é uma mulher negra, de cabelos crespos curtos, ela veste um terno cinza claro e uma calça cinza escura." width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17289" class="wp-caption-text">Viola Davis merecia uma indicação ao Emmy 2020 como forma de indenização por ter participado dessa palhaçada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Nem Annalise Keating (Viola Davis) conseguiu salvar o desastre da última temporada de <em>How To Get Away With Murder. </em>Com uma história que já não se sustentava direito há um bom tempo, o sexto ano da série foi a cereja do bolo para encerrar a trama: personagens sem desenvolvimento e carisma, inúmeros furos de roteiro, reviravoltas completamente mal pensadas e um final medíocre. Vai tarde! <em><strong>VS</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Westworld (HBO)</strong></p>
<figure id="attachment_17124" aria-describedby="caption-attachment-17124" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17124 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/westworld-S3-trailer-new.jpg" alt="Thandie Newton usa um vestido branco e olha para um homem na mesa de jantar. Ela é uma mulher negra, de cabelo preso e um olhar desafiador. Ao seu redor, vemos muitas plantas" width="1800" height="1012" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/westworld-S3-trailer-new.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/westworld-S3-trailer-new-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/westworld-S3-trailer-new-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/westworld-S3-trailer-new-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/westworld-S3-trailer-new-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/westworld-S3-trailer-new-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17124" class="wp-caption-text">Nem Thandie Newton conseguiu salvar a terceira temporada de Westworld (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Quem diria que o Nolan criativamente bem sucedido em 2020 seria Christopher, com <em>Tenet</em>, e não o consolidado Jonathan, um dos criadores de <em>Westworld</em>. Sem saber que história queria contar, a terceira temporada do drama de robôs da <em>HBO</em> parece estar passando por um terrível, mas esperado, período de transição. A esperança é que daqui a dois anos o quarto ano figure a lista de melhores séries de 2022. <strong><em>VE</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Control Z (Netflix)</strong></p>
<figure id="attachment_17321" aria-describedby="caption-attachment-17321" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17321 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4-2.jpg" alt="À esquerda da imagem, Michael Ronda usa camiseta branca com mangas marrons, calça jeans e uma mochila nas costas. No meio, Ana Valeria Becerril usa blusa preta de mangas compridas. Por último, à direita, Samantha Acuña usa uma blusa cinza e calça jeans. Os três estão em frente a um computador." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17321" class="wp-caption-text">É quase impossível ter alguma empatia por grande parte dos personagens de Control Z (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>A produção mexicana da <em>Netflix</em> é um teste de paciência. Com uma protagonista deslocada e solitária, <em>Control Z </em>se escora em diversos clichês para prender o espectador. Quando um <em>hacker</em> começa a soltar os segredos dos populares da escola, Sofi (Ana Valeria Becerril) resolve descobrir quem anda chantageando seus colegas. No entanto, mesmo com uma premissa interessante e atual, a série possui personagens rasos, violência extrema e desnecessária e tenta abordar assuntos importantes, como transfobia e <em>bullying </em>&#8211; falhando em todos os assuntos. Beirando a irresponsabilidade, <em>Control Z</em>, que pelo menos fisga a atenção com seu dinamismo, não nos dá algo memorável. <em><strong>CC</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Coisa Mais Linda (Netflix)</strong></p>
<figure id="attachment_17290" aria-describedby="caption-attachment-17290" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17290 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/coisamaislinda2_critica_vigilianerd_2.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas da segunda temporada de Coisa Mais Linda. Nela, vemos, da esquerda para a direita, as personagens Malú, Adélia, Ivone e Thereza, em um quarto arrumando Thereza para o casamento. Malu é uma mulher branca de cabelos castanhos na altura dos ombros, ela veste uma blusa de mangas compridas com estampa de flores. Adélia é uma mulher negra, de cabelos pretos lisos acima dos ombros, ela está com uma langerie branca e segura um espelho em suas mãos. Ivone é uma mulher negra, de cabelos pretos lisos na altura dos ombros, ela veste um vestido amarelo e está penteando o cabelo de Adélia. Thereza é uma mulher branca de cabelos loiros lisos e que estão presos, ela veste um roupão preto e está fazendo as unhas de Adélia." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/coisamaislinda2_critica_vigilianerd_2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/coisamaislinda2_critica_vigilianerd_2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/coisamaislinda2_critica_vigilianerd_2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/coisamaislinda2_critica_vigilianerd_2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/coisamaislinda2_critica_vigilianerd_2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17290" class="wp-caption-text">O que é isso? Um filme? (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Poucas foram as vezes que a <em>Netflix</em> conseguiu acertar em suas produções brasileiras, e <em>Coisa Mais Linda</em> com certeza não faz parte desses acertos. Uma série que buscava contar sobre o período da Bossa Nova na perspectiva de um grupo de mulheres parecia promissora, mas teve um segundo ano vergonhoso.  Ao dar adeus à uma de suas personagens mais interessantes, a produção desandou completamente: criou um arco narrativo sem pé nem cabeça para Adélia (Pathy DeJesus), manteve discursos feministas completamente rasos na boca de Thereza (Mel Lisboa), e a petulância da protagonista Malú (Maria Casadevall) apenas cresceu (salvo em pouquíssimos momentos).  A única coisa boa que se pode esperar de uma terceira temporada é ver o magnífico Ícaro Silva em cena. <strong><em>VS</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Reality Z (Netflix)</b></p>
<figure id="attachment_17330" aria-describedby="caption-attachment-17330" style="width: 618px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17330" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MV5BYTQzNjJjYzItN2UyNS00ZDA2LTlhZTAtM2YwMjMzZjdiNTYwXkEyXkFqcGdeQXVyMTk2NDE3Mzc@._V1_-300x169.jpg" alt="" width="618" height="348" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MV5BYTQzNjJjYzItN2UyNS00ZDA2LTlhZTAtM2YwMjMzZjdiNTYwXkEyXkFqcGdeQXVyMTk2NDE3Mzc@._V1_-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MV5BYTQzNjJjYzItN2UyNS00ZDA2LTlhZTAtM2YwMjMzZjdiNTYwXkEyXkFqcGdeQXVyMTk2NDE3Mzc@._V1_-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MV5BYTQzNjJjYzItN2UyNS00ZDA2LTlhZTAtM2YwMjMzZjdiNTYwXkEyXkFqcGdeQXVyMTk2NDE3Mzc@._V1_-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MV5BYTQzNjJjYzItN2UyNS00ZDA2LTlhZTAtM2YwMjMzZjdiNTYwXkEyXkFqcGdeQXVyMTk2NDE3Mzc@._V1_.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17330" class="wp-caption-text">Olimpo: o estúdio de gravação no Rio de Janeiro vira o local mais seguro após o apocalipse zumbi (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother</span></i><span style="font-weight: 400;"> e zumbis, são essas as temáticas retratadas na série brasileira original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tão ruim a ponto de ser viciante e facilmente terminada em um dia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Reality Z</span></i><span style="font-weight: 400;"> perde a mão na hora de misturar os gêneros terror e comédia. O excesso de sangue e piadas tiram a seriedade de cenas importantes, tornando hilárias atuações em cenas que precisavam ter um teor dramático. O roteiro raso ainda se junta com a falta de ação dos humanos que tornam-se alvo fácil dos mortos-vivos, o mal aproveitamento de bons atores como Guilherme Weber e a trilha sonora desconexa apesar de ser nacional.  </span><b><i>AJT</i></b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes &#8211; Suzanne Collins</strong></p>
<figure id="attachment_17125" aria-describedby="caption-attachment-17125" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17125 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1_DVEwHJMdRBsOXHXsXgjATw.jpeg" alt="Arte com montagem com a capa do livre e uma arte de dois pássaros amarelos e uma cobra verde. O livro tem um pássaro amarelo enrolado numa serpente da mesma cor. Acima do desenho o título está em fonte branca: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES, e abaixo da arte está o nome da autora: SUZANNE COLLINS" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1_DVEwHJMdRBsOXHXsXgjATw.jpeg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1_DVEwHJMdRBsOXHXsXgjATw-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1_DVEwHJMdRBsOXHXsXgjATw-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1_DVEwHJMdRBsOXHXsXgjATw-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1_DVEwHJMdRBsOXHXsXgjATw-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1_DVEwHJMdRBsOXHXsXgjATw-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17125" class="wp-caption-text">A promessa é que A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes vire filme nos próximos anos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Com tantas edições dos Jogos Vorazes para explorar, Suzanne Collins deu um tiro no pé escolhendo a décima, coincidentemente uma &#8216;história de origem&#8217; para o misterioso e desgastado Presidente Snow. <em>A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</em> tenta ser 3 livros em 1, é longo demais, enrolado demais e até suas poucas qualidades viram pó no estafante produto final. Não estrague sua memória afetiva da saga de Katniss com esse enrosco literário. <strong><em>VE</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Rebecca &#8211; A Mulher Inesquecível </strong></p>
<figure id="attachment_17270" aria-describedby="caption-attachment-17270" style="width: 1284px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17270 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/REBECCA-NETFLIX-REVIEW-SIOSI.jpeg" alt="Uma mulher se olha no espelho enquanto um homem está com as mãos em seu pescoço. Sua expressão é de aflição" width="1284" height="856" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/REBECCA-NETFLIX-REVIEW-SIOSI.jpeg 1284w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/REBECCA-NETFLIX-REVIEW-SIOSI-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/REBECCA-NETFLIX-REVIEW-SIOSI-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/REBECCA-NETFLIX-REVIEW-SIOSI-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/REBECCA-NETFLIX-REVIEW-SIOSI-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17270" class="wp-caption-text">Armie Hammer e Lily James estrelam o remake de Rebecca (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O grande erro de <em>Rebecca &#8211; A Mulher Inesquecível (2020)</em> foi construir expectativas irreais, ficando claro que apesar da tentativa, o longa não consegue sair da sombra do clássico de 1940, dirigido por Hitchcock. Em outubro deste ano, a trama de suspense psicológico teve uma nova tentativa, contudo, é certo dizer que a palavra mediocridade e a expressão encheção de saco são certeiras para definir a produção da <i>Netflix</i>.<em> <strong>IS</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Casa de Antiguidades</strong></p>
<figure id="attachment_17126" aria-describedby="caption-attachment-17126" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17126 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3792896.jpg" alt="O personagem de Antonio Pitanga, um homem negro de 80 anos, toca berrante dentro de um bar" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3792896.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3792896-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3792896-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3792896-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3792896-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17126" class="wp-caption-text">Casa de Antiguidades fez parte da Seleção Oficial de Cannes, e chegou ao Brasil através da Mostra de SP (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><em>Casa de Antiguidades</em> é um amontoado de ideias boas, mas com pouco ou nenhum tato na hora de transformá-las em filme. A obra não dialoga com o público nem com a crítica, criando situações desconfortáveis e de má fé. Ainda bem que o Brasil selecionou <em>Babenco</em> para representação no <em>Oscar</em> 2021. <strong><em>VE</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Estou Pensando em Acabar com Tudo</strong></p>
<figure id="attachment_17127" aria-describedby="caption-attachment-17127" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17127 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/estou-pensando-em-acabar-com-tudo.jpg" alt="Três adultos estão sentados à mesa, enquanto a jovem mulher está de pé. O ambiente é mal iluminado e tem tons terrosos" width="1486" height="991" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/estou-pensando-em-acabar-com-tudo.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/estou-pensando-em-acabar-com-tudo-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/estou-pensando-em-acabar-com-tudo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/estou-pensando-em-acabar-com-tudo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/estou-pensando-em-acabar-com-tudo-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17127" class="wp-caption-text">O quarteto de atores dá um show a parte no cansativo filme de Kaufman (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Depois de dirigir o desconfortável (mas consolador) <em>Anomalisa</em>, em 2015, Charlie Kaufman adapta o livro de Iain Reid com a mão mais molenga do mundo. <em>Estou Pensando em Acabar com Tudo</em> dá mal estar, dor de barriga e enjoo. Filme para ver uma vez pra nunca mais. <strong><em>VE</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Katy Perry &#8211; Smile</strong></p>
<figure id="attachment_17365" aria-describedby="caption-attachment-17365" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EhQVw-fXYAAU5tK.jpg" alt="" width="2048" height="2048" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EhQVw-fXYAAU5tK.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EhQVw-fXYAAU5tK-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EhQVw-fXYAAU5tK-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EhQVw-fXYAAU5tK-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EhQVw-fXYAAU5tK-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EhQVw-fXYAAU5tK-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EhQVw-fXYAAU5tK-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17365" class="wp-caption-text">Sorriso amarelo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><em>Você vai realmente fazer isso com uma mulher com bebê de colo? </em>Katy Perry é uma das artistas <em>pop</em> mais memoráveis da nossa geração. Isso é fato. Mas <em>Smile</em> custa em botar um sorriso no rosto dos seus fãs novos e também nos dos seus antigos. Depois de trezentos <em>singles</em> avulsos (testes de mercado da <em>Capitol Records</em>), finalmente veio à luz o sexto álbum da estadunidense, e, bom&#8230; Apesar de sua ambição um pouco cega, <em>Witness </em>ainda foi um CD com muito aproveitamento. Alguns tiros no pé, mas impacto e canções que valeram a pena a bagunça da era. Já em <em>Smile</em>, não há ambição, não há resgate de sonoridade, não há muita coisa, na verdade. É ótimo que Katy esteja feliz e que queira cantar sobre isso, mas precisava ser através de músicas tão água de salsicha e <em>coach</em> de resiliência? Prego que se destaca leva martelada, mas as vezes é melhor uma pancada do que rolar para debaixo da prateleira. Ainda assim, destaque para <em>Champagne Problems</em> e <em>Not the End of the World</em>, a segunda salvando o mundo e também o álbum. <em><strong>JB</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Shawn Mendes &#8211; Wonder</strong></p>
<figure id="attachment_17120" aria-describedby="caption-attachment-17120" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17120 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-do-album-wonder-o-novo-de-shawn-mendes-1607005199033_v2_1920x1920-1.jpg" alt="Capa do disco Wonder. Shawn Mendes está nadando e sorrindo, acima dele vemos escritos ilegíveis" width="1920" height="1920" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-do-album-wonder-o-novo-de-shawn-mendes-1607005199033_v2_1920x1920-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-do-album-wonder-o-novo-de-shawn-mendes-1607005199033_v2_1920x1920-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-do-album-wonder-o-novo-de-shawn-mendes-1607005199033_v2_1920x1920-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-do-album-wonder-o-novo-de-shawn-mendes-1607005199033_v2_1920x1920-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-do-album-wonder-o-novo-de-shawn-mendes-1607005199033_v2_1920x1920-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-do-album-wonder-o-novo-de-shawn-mendes-1607005199033_v2_1920x1920-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/capa-do-album-wonder-o-novo-de-shawn-mendes-1607005199033_v2_1920x1920-1-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17120" class="wp-caption-text">A parceria com Justin Bieber, Monster, é o grande destaque positivo de Wonder (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência de ouvir o quarto álbum do canadense é deliciosa como abrir o congelador atrás de sorvete e encontrar feijão velho. Como bom defensor do subestimado </span><i><span style="font-weight: 400;">Romance</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Camila Cabello, eu não esperava algo tão inóspito como </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonder</span></i><span style="font-weight: 400;">, disco da cara metade da cubana. São 40 minutos de desespero e galantia, quase nada se sobressai pois tudo é demasiadamente ruim. <strong><em>VE</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Justin Bieber &#8211; Changes</strong></p>
<figure id="attachment_17367" aria-describedby="caption-attachment-17367" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17367" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/81lleqz5QXL._AC_SL1400_.jpg" alt="" width="1400" height="1400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/81lleqz5QXL._AC_SL1400_.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/81lleqz5QXL._AC_SL1400_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/81lleqz5QXL._AC_SL1400_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/81lleqz5QXL._AC_SL1400_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/81lleqz5QXL._AC_SL1400_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/81lleqz5QXL._AC_SL1400_-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17367" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>É tarde demais agora para pedir desculpas? <em><strong>JB</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Niall Horan &#8211; Heartbreak Weather</strong></p>
<figure id="attachment_17121" aria-describedby="caption-attachment-17121" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17121 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/71-cVYiqsKL._AC_SL1400_.jpg" alt="Capa do cd. No topo e ao centro o título está escrito em fonte branca: HEARTBREAK WEATHER. Vemos Niall, um homem branco de cabelos curtos, com camisa azul e branca listrada e calça e tênis brancos, de pé numa cadeira marrom de madeira. Ao seu redor vemos cones de trânsito e uma tempestade no céu. No centro na parte de baixo está escrito seu nome em fonte branca e cursiva: Niall Horan" width="1400" height="1400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/71-cVYiqsKL._AC_SL1400_.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/71-cVYiqsKL._AC_SL1400_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/71-cVYiqsKL._AC_SL1400_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/71-cVYiqsKL._AC_SL1400_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/71-cVYiqsKL._AC_SL1400_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/71-cVYiqsKL._AC_SL1400_-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17121" class="wp-caption-text">Capa de Heartbreak Weather (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos deixar combinado que só o Harry e o Zayn podem lançar álbuns daqui pra frente, pode ser? <em><strong>VE</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Halsey &#8211; Manic</strong></p>
<figure id="attachment_17366" aria-describedby="caption-attachment-17366" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17366" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/810r-BjsnhL._SL1400_.jpg" alt="" width="1400" height="1400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/810r-BjsnhL._SL1400_.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/810r-BjsnhL._SL1400_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/810r-BjsnhL._SL1400_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/810r-BjsnhL._SL1400_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/810r-BjsnhL._SL1400_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/810r-BjsnhL._SL1400_-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17366" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Eu gosto da Halsey. Mas o que fazer quando um artista anuncia um álbum extremamente pessoal que é na verdade um amontoado de referências vazias da cultura <em>pop</em>, e tenta vender isso como íntimo e vulnerável? O icônico vídeo dela cantando blink-182 diz mais sobre quem é Ashley do que esse disco. E entre a lambança <em>pop</em>, <em>country</em> (?), <em>wannabe</em> alternativo e <em>trap</em>, ela não pôde encaixar a perfeita <em>Nightmare</em> porque &#8216;não combinava com o resto do CD&#8217;? O que combinava? Referências à <em>Garota Infernal</em>? É Na Sola da Bota <em>but make it sad</em>? <em>Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças</em>? <em>Without Me</em>? Alanis Morissette? BTS? Estamos todos vendo que você está tentando Halsey, e tentando muito há um bom tempo. Mas talvez você deva tentar um pouquinho menos. Pode relaxar os ombros, vai ficar tudo bem. <em><strong>JB</strong></em></p>
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		<title>Persona Entrevista: João Paulo Miranda Maria</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 19:23:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diretor de “Casa de Antiguidades” comenta suas inspirações e o impacto do filme, único brasileiro na seleção de Cannes 2020, no exterior  Caroline Campos e Vitor Evangelista Como parte da cobertura da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o Persona entrevistou realizadores de alguns dos filmes presentes no festival. Nos próximos dias, os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/entrevista-joao-paulo-miranda-maria/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Persona Entrevista: João Paulo Miranda Maria"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Diretor de “Casa de Antiguidades” comenta suas inspirações e o impacto do filme, único brasileiro na seleção de Cannes 2020, no exterior </span></i></p>
<figure id="attachment_16761" aria-describedby="caption-attachment-16761" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16761 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/casaDESTAQUE.jpg" alt="Arte com fundo vermelho, no lado esquerdo as palavras PERSONA ENTREVISTA aparecem na vertical, intercalando entre letras pretas e brancas, uma cor por linha, ao lado das 4 linhas, está uma colagem em preto e branco do diretor, seu busto, ele é um homem branco que usa óculos de grau e uma camiseta polo com os botões abertos. Ao lado do homem, está o pôster do filme Casa de Antiguidades, que tem o desenho de um homem usando uma cabeça de touro preta, acima do pôster, em letras pretas está escrito o nome do diretor, João Paulo Miranda Maria" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/casaDESTAQUE.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/casaDESTAQUE-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/casaDESTAQUE-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16761" class="wp-caption-text">O Persona entrevista João Paulo Miranda Maria, diretor do filme Casa de Antiguidades (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos e Vitor Evangelista</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como parte da cobertura da 44ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, o Persona entrevistou realizadores de alguns dos filmes presentes no festival. Nos próximos dias, os leitores do </span><i><span style="font-weight: 400;">site </span></i><span style="font-weight: 400;">poderão ter acesso na íntegra a essas conversas exclusivas (coordenadas pela nossa equipe), e que foram realizadas através de videochamadas. Assim, mesclamos o texto clássico narrativizado do Persona com as perguntas e respostas em forma de pingue-pongue, chegando à uma leitura mais fácil e menos carregada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se ficou curioso, é só acompanhar abaixo o resultado da nova empreitada da editoria: apresentamos o <strong>Persona Entrevista</strong>. E, para iniciar com o pé direito, que tal conhecer um pouco mais sobre o filme e o diretor que representaram o Brasil virtualmente em Cannes neste ano</span><i><span style="font-weight: 400;">?</span></i></p>
<p><span id="more-16760"></span></p>
<figure id="attachment_16762" aria-describedby="caption-attachment-16762" style="width: 1086px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16762" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/CannesJoaoPauloMiranda.jpg" alt="O diretor, um homem branco usando óculos e terno preto, está em pé em meio a uma plateia no Festival de Cannes, ele sorri" width="1086" height="652" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/CannesJoaoPauloMiranda.jpg 1086w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/CannesJoaoPauloMiranda-300x180.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/CannesJoaoPauloMiranda-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/CannesJoaoPauloMiranda-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16762" class="wp-caption-text">O diretor João Paulo Miranda Maria em Cannes, quando seu curta recebeu uma menção especial do júri (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um sonho em uma casa abandonada com ares ancestrais e objetos vagamente familiares. Foi assim que surgiu </span><a href="https://personaunesp.com.br/casa-de-antiguidades-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidade</span></i><i><span style="font-weight: 400;">s</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro longa do diretor paulista João Paulo Miranda Maria. O horror de mal estar, inclusive, lutou pela oportunidade de representar o Brasil no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021 na categoria de Filme Internacional. A ideia foi amadurecendo, se desenvolveu, e, em 2015, o diretor já tinha a primeira versão do roteiro, praticamente a mesma do resultado final. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nascido em Rio Claro, interior de São Paulo e berço do movimento integralista, não foi difícil para Miranda Maria retratar o </span><i><span style="font-weight: 400;">“cinema caipira”</span></i><span style="font-weight: 400;"> na sua carreira cinematográfica, que conta com curtas-metragens em vários festivais ao redor do mundo. Ele chegou a ser selecionado para a competição da Semana de Crítica em Cannes. Na visão do diretor, o conceito da arte caipira aborda </span><i><span style="font-weight: 400;">“um universo de personagens como pedras brutas, que têm marcas do tempo, história e sofrimento dentro deles e de outras gerações. (&#8230;) Eles não falam, quase guardam para si”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa tal </span><i><span style="font-weight: 400;">“pedra bruta”</span></i><span style="font-weight: 400;"> é Cristovam, um velho excluído pela sociedade racista e xenofóbica em que vive, e interpretado pelo veterano Antônio Pitanga, que contrastou com a estreante carreira de Miranda Maria.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Eu imaginava que o Pitanga era aquele que trazia a história do cinema nele, independente da cor da pele, porque ele tinha a história do cinema brasileiro”</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi a justificativa do diretor que, no roteiro, não especificava Cristovam como um homem negro ou com mais de 80 anos. No entanto, desde o início, João já imaginava Pitanga no papel do protagonista, e trabalhar com ele, logo na estreia do formato longa-metragem, foi como ser batizado na sétima arte.</span></p>
<figure id="attachment_16763" aria-describedby="caption-attachment-16763" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16763" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/maxresdefault.jpg" alt="Na foto, vemos uma cena do filme Casa de Antiguidades. Antonio Pitanga interpreta m homem negro e idoso, que olha diretamente para a câmera, ele usa camiseta amarela e blusa cinza, ele está numa sala, com quadros e uma mesa atrás, desfocados." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/maxresdefault.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/maxresdefault-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/maxresdefault-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/maxresdefault-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/maxresdefault-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16763" class="wp-caption-text">Antonio Pitanga tem no currículo O Pagador de Promessas, o único filme brasileiro que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De família conservadora, João Paulo Miranda Maria trouxe muito de sua vida para o roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ele estudou com bolsa em uma rígida escola alemã, cercado de um preconceito antigo que se esgueira para fora dos bueiros nos dias de hoje. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu acho que agora, infelizmente, nesse presente, eles [preconceitos] parecem que ganham autoridade, propriedade, coragem, para expor todas essas intolerâncias escondidas debaixo do tapete”</span></i><span style="font-weight: 400;">, lamenta o cineasta, que, mesmo atualmente residindo na França, enfatiza sua nacionalidade a todo momento e não deixa de acompanhar o cenário brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando na cena do Brasil, as inevitáveis comparações de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o fenômeno de 2019, chegariam logo. O filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles também foi figurinha carimbada de Cannes, além de carregar muito do cinema de horror entrelaçado numa narrativa que sufoca o regionalismo e a figura do invasor. Quanto aos paralelos das obras, Miranda Maria enxerga pelo lado positivo. O paulista reconhece as aspirações conjuntas de revolta social que os filmes dividem, mas traça a linha definidora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> no apelo para com a audiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto usa o termo cinema de autor para definir o próprio filme, Miranda analisa </span><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau </span></i><span style="font-weight: 400;">como</span><i><span style="font-weight: 400;"> “um filme que tenta dialogar mais com a massa, tenta algo mais do pop, do popular”</span></i><span style="font-weight: 400;">. São propostas, entregas e abordagens distintas, é claro, mas é gratificante reconhecer o caráter evolutivo do cinema do Brasil. Que, ao mesmo tempo lida com narrativas familiares, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Que Horas Ela Volta?</span></i><span style="font-weight: 400;">, passa pela euforia dos bastidores televisivos com </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-bingo/"><i><span style="font-weight: 400;">Bingo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e ainda encontra espaço para estudar o racismo e a desigualdade da </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esses exemplos rápidos são aquelas produções com mais apelo, as que chegam de modo mais fácil ao público, e para além dela, o país luta com voracidade a guerra contra o desmonte</span> <span style="font-weight: 400;">da cultura que o governo impõe.</span></p>
<figure id="attachment_16764" aria-describedby="caption-attachment-16764" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16764" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/54004284_101.jpg" alt="Foto dos bastidores do filme, onde Antonio Pitanga, um homem negro e idoso, está sentado à mesa, olhando para o diretor Miranda Maria, um homem branco que está de costas para a câmera. Ao lado deles, existe um tripé " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/54004284_101.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/54004284_101-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/54004284_101-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16764" class="wp-caption-text">“Eu precisava trazer pro filme alguém com o peso da história, da história do cinema brasileiro”, disse o diretor sobre a escalação de Pitanga (Foto: Carlos Eduardo Carvalho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tempos de pandemia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> não recebeu os louros presenciais de um </span><i><span style="font-weight: 400;">red carpet</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que, nesse ano, o Festival de Cannes não ocorreu.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “O destino preparou de ser um ano que não teve tapete vermelho, não teve foto, nenhum glamour. (&#8230;) O cinema não é glamour, é  qualidade”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Aliás, João Paulo Miranda Maria recebeu todos os elogios e congratulações à distância e longe das salas de exibição. O filme, que além de ser parte da Seleção Oficial de Cannes 2020, marcou presença virtual no Festival de Toronto e ganhou o Prêmio Roger Ebert.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que surpreendeu o diretor, todavia, não foi nada disso. Por seu histórico em festivais internacionais, ele já esperava uma recepção positiva de seu primeiro longa. Miranda Maria revela que o choque se deu ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> ser incluído numa lista prematura de apostas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021. A seleção foi feita pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Variety</span></i><span style="font-weight: 400;">, um veículo de respeito nos EUA, que contatou uma porção de críticos antes da publicação.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Eu nunca imaginei que era um filme de Oscar”</span></i><span style="font-weight: 400;">, confidenciou o diretor, </span><i><span style="font-weight: 400;">“foi aí que começou o mundo virar e as pessoas começaram a criar uma expectativa sobre o filme”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil escolheu o tocante documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Babenco: Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou</span></i><span style="font-weight: 400;"> como representante no país na cerimônia que acontecerá no fim de abril do ano que vem. </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa </span></i><span style="font-weight: 400;">estava acompanhado de outras produções que estrearam na Mostra de SP, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-passaro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Pássaro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Valentina</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sucessos de público, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Minha Mãe é uma Peça 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o recente </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice Junior</span></i><span style="font-weight: 400;">, também estavam no páreo. Por mais que </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tenha sido o selecionado, o que nos resta é aproveitar o melhor que o cinema do país tem a oferecer, e nos divertir com um jogo rápido de pergunta e resposta com João Paulo Miranda Maria. </span></p>
<figure id="attachment_16765" aria-describedby="caption-attachment-16765" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16765" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/15680703725d76dae4b3996_1568070372_3x2_md.jpg" alt="Bastidor do filme, o diretor, um homem branco e de camisa social e óculos, está ao lado de um homem mais alto que ele, de barba e calvo, que dá alguma indicação manual. O fundo da imagem é um campo verde" width="768" height="509" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/15680703725d76dae4b3996_1568070372_3x2_md.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/15680703725d76dae4b3996_1568070372_3x2_md-300x199.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16765" class="wp-caption-text">“Para mim, é importante trazer esse incômodo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quais são suas inspirações nacionais?</b></p>
<p><b>João:</b> <i><span style="font-weight: 400;">Do Brasil, o meu pilar com certeza veio com o Mário Peixoto, com “Limite”. Para mim, foi o início, ou seja, um cinema forte, autêntico, original, único (&#8230;), eu gosto daqueles filmes que se assumem, sabe? Que não ficam em cima do muro, que se assumem na forma e no conteúdo. Então Mário Peixoto com certeza.<br />
</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Outro, com certeza, é o Glauber Rocha, que até hoje tá aí no panteão dos grandes e, quem sabe, o maior cineasta brasileiro. E um outro nome que eu vejo que deu o próximo passo e que é do contemporâneo, infelizmente também falecido, é o Eduardo Coutinho. Ele, assim como quase ninguém, soube flagrar a alma do brasileiro.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>E as estrangeiras?</b></p>
<p><b>João: </b><i><span style="font-weight: 400;">Se eu falar de antes, dos italianos, é [Paolo] Pasolini e [Michelangelo] Antonioni. Para mim, são incríveis, é algo que me impressiona. Agnès Varda, Nouvelle Vague, e também Godard. Mas, atualmente, eu diria que esse grande cinema, que, às vezes, eu brinco, coloco com C maiúsculo, Cinema-História e tal, hoje em dia tá em Hong San Soo, com uma simplicidade, o menos. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ele vai flagrando essa sociedade, esse ser humano, de uma maneira tão diferente que seu personagem pode gritar e chorar ao mesmo, e é muito sincero e único. Apichatpong [Weerasethakul], que também é uma grande referência, talvez Lav Diaz também é um nome que eu admiro muito.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Qual o papel das personagens mulheres no seu filme?</b></p>
<p><b>João:</b> <i><span style="font-weight: 400;">Olha, tanto a Jennifer e a Jandira são as personagens mais progressistas, que estão muito mais à frente do que o personagem do Pitanga, o Cristovam. Isso é nítido, porque ele tem esse machismo, preconceito, vários ranços. Já essas duas mulheres são essas guerreiras, em que elas procuram e querem assumir lugares do qual elas não seriam bem vistas, onde não seria permitido a presença e entrada delas.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que você escolheu mostrar a cena de morte da cachorrinha daquela maneira?</b></p>
<p><b>João:</b> <i><span style="font-weight: 400;">Eu pensei “não, eu preciso que esse cachorro nos olhe, que a gente o veja, porque é o mesmo plano do Cristovam olhando pra câmera no final do filme. Então, eu preciso me conectar. Eu quero que esse cachorro me olhe, eu não quero ignorar, esconder”. O filme inteiro não esconde, entre aspas, só que o filme é fora de quadro, poucos planos, é isso que pra mim era importante conseguir alcançar, como eu consigo trazer o invisível em cena. [&#8230;] tudo é um ciclo nesse filme. [&#8230;] Eu precisava mostrar esse ranço, todos esses problemas de homem antigo, que precisa morrer pra renascer algo novo.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem previsão para chegar aos cinemas brasileiros em 19 de novembro.</span></p>
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		<title>Na verdade, Casa de Antiguidades é um abatedouro</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 16:35:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos e Vitor Evangelista O burburinho que cercou Casa de Antiguidades não veio de graça. Considerando que temas como regionalismo e horror de mal estar estão em voga desde a explosão de Bacurau, em 2019, quaisquer obras que resvalem nesse espectro sem dúvidas chamariam atenção do público brasileiro. Parte da Seleção Oficial de Cannes &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/casa-de-antiguidades-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Na verdade, Casa de Antiguidades é um abatedouro"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16517" aria-describedby="caption-attachment-16517" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_9882_Antonio-Pitanga-scaled-1.jpg" alt="" width="2560" height="1696" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_9882_Antonio-Pitanga-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_9882_Antonio-Pitanga-scaled-1-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_9882_Antonio-Pitanga-scaled-1-1024x678.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_9882_Antonio-Pitanga-scaled-1-768x509.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_9882_Antonio-Pitanga-scaled-1-1536x1018.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_9882_Antonio-Pitanga-scaled-1-2048x1357.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_9882_Antonio-Pitanga-scaled-1-1200x795.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16517" class="wp-caption-text">Depois de ‘passar’ por Cannes, o filme estreou em território nacional na 44ª Mostra Internacional de SP (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos e Vitor Evangelista</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O burburinho que cercou </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> não veio de graça. Considerando que temas como regionalismo e horror de mal estar estão em voga desde a explosão de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em 2019, quaisquer obras que resvalem nesse espectro sem dúvidas chamariam atenção do público brasileiro. Parte da Seleção Oficial de </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/06/filme-brasileiro-casa-de-antiguidades-esta-em-lista-de-selecionados-pelo-festival-de-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Cannes 2020</span></a><span style="font-weight: 400;"> e exibido com exclusividade na 44ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, o primeiro longa de João Paulo Miranda Maria se mune de um misticismo tupiniquim para desconstruir e metamorfosear a vida e a humanidade de Cristovam, um homem abandonado pelo tempo e rejeitado pela comunidade em que habita.</span></p>
<p><span id="more-16516"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> já expõe seu argumento de cara: nesse assombrado sul do Brasil, o velho se recusa a morrer. A vaca idosa da fábrica leiteira demora a ser sacrificada, não só a arma está danificada, como todo o conceito de eliminar os elementos do passado. Conceito esse espelhado imediatamente no personagem principal do filme. Carrancudo e soturno, o trabalho de </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/antonio-pitanga-vibra-com-casa-de-antiguidades-em-cannes-me-sinto-uma-crianca-dancando-dentro-de-mim-mesmo-24460853"><span style="font-weight: 400;">Antonio Pitanga</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o elemento </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a receita de Miranda Maria. </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> existe para nos incomodar.</span></p>
<figure id="attachment_16518" aria-describedby="caption-attachment-16518" style="width: 1099px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16518" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_0347_Antonio-Pitanga.-Saiba-mais..jpg" alt="" width="1099" height="827" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_0347_Antonio-Pitanga.-Saiba-mais..jpg 1099w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_0347_Antonio-Pitanga.-Saiba-mais.-300x226.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_0347_Antonio-Pitanga.-Saiba-mais.-1024x771.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Casa_de_Antiguidades_CEC_0347_Antonio-Pitanga.-Saiba-mais.-768x578.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16518" class="wp-caption-text">O filme, uma coprodução de Brasil e França, ganhou o título internacional de Memory House (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E não um incômodo bem vindo, se é que isso existe, mas uma sensação verdadeiramente ruim. O texto, escrito à quatro mãos pelo diretor e por Felipe Sholl, não toma senso nenhum da gratuidade que trabalha. Construindo longas sequências de câmera parada, com um forte trabalho de foco e </span><i><span style="font-weight: 400;">zoom</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> fetichiza a violência aos seres indefesos &#8211; nem o cachorro perneta de Cristovam tem paz na quase uma hora e meia de duração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa toada da falta de pudor, registrando desde a lenta morte do animal até a crueldade da fábrica de leite, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa de lado uma máxima da arte de fazer cinema, a de que a sugestão é muitíssimo mais poderosa que a certeza. O terror é bode velho na manobra, gênero que sempre batalhou contra o orçamento e inventava mil e uma maneiras de passar sua mensagem de medo, mistério e morte, mas sem apelar para o choque pelo choque.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem mesmo as relações que o velho protagonista tenta estabelecer recebem algum tipo de tratamento melhor construído. Jandira (Aline Marta Maia) e Jennifer (Ana Flávia Cavalcanti), mãe e filha, conseguem um pouco da atenção do espectador em momentos incômodos e rudes, reforçando o aspecto animalesco que é tão marcado pela atuação crua que Pitanga domina. O veterano, acostumado com papéis expansivos e alegres ao longo da sua trajetória pelas </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-26/a-familia-pitanga-e-a-urgencia-de-contar-a-historia-dos-negros-vencedores.html"><span style="font-weight: 400;">gerações do cinema brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, se desconstrói com Cristovam, que passa o filme calado e é agressivo com as únicas duas personagens femininas em destaque. Uma mudança de ares para um ator com 60 anos de carreira.</span></p>
<figure id="attachment_16519" aria-describedby="caption-attachment-16519" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1591467839195.jpg" alt="" width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1591467839195.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1591467839195-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1591467839195-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1591467839195-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16519" class="wp-caption-text">Benjamín Echazarreta, cinematógrafo de Uma Mulher Fantástica, é quem fotografa os ambientes escuros e a ancestralidade de Cristovam (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de edificar a câmera como um monumento de cena respinga originalidade e irreverência, o diretor transporta (por bem ou por mal) o público para as salas de reuniões, cozinhas e para a Casa que dá nome ao filme. Enquanto filma as micro reações dos personagens, o espectador tem o tempo de absorver os acontecimentos, e o choque é maior pelo tempo que olhamos para algo. Sem tirar nem por, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><a href="https://whatculture.com/film/15-feel-bad-movies-that-make-you-feel-like-sh-t"><i><span style="font-weight: 400;">feel-bad movie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um filme de mal estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a residência do título, pouco a pouco, se revela um verdadeiro abatedouro. No campo literal, quando vemos a morte nos olhar nos olhos e também no temático. Cristovam vai sendo dilacerado com o passar do tempo, perdendo toda a humanidade que uma vez habitou nele. A morte é espelho das escolhas criativas do filme, considerando que uma porção de boas ideias acabam capadas, seja pela inexperiência do diretor ou pela falta de tato na hora de contar uma história dessas.</span></p>
<figure id="attachment_16520" aria-describedby="caption-attachment-16520" style="width: 1908px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1327046_memoryhousecelluloiddreams_668917.jpg" alt="" width="1908" height="1272" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1327046_memoryhousecelluloiddreams_668917.jpg 1908w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1327046_memoryhousecelluloiddreams_668917-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1327046_memoryhousecelluloiddreams_668917-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1327046_memoryhousecelluloiddreams_668917-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1327046_memoryhousecelluloiddreams_668917-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1327046_memoryhousecelluloiddreams_668917-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16520" class="wp-caption-text">Até o momento, Casa de Antiguidades é o grande candidato para <a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-156121/#:~:text=O%20longa%20Casa%20de%20Antiguidades,2021%20como%20representante%20do%20Brasil.">representar o Brasil</a> na categoria de Filme Internacional no Oscar 2021 (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhando para a programação da Mostra de SP, outra produção regionalista e protagonizada por negros acabou melhor sucedida que o filme brasileiro. Nos referimos ao magnânimo </span><i><span style="font-weight: 400;">Isso Não É Um Enterro, É Uma Ressurreição</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme do Lesoto escrito e dirigido por Lemohang Jeremiah Mosese. Pelas mãos de um homem negro, o longa lida com questões de sofrimento e desumanização, mas nunca partindo para chavões de gratuidade ou pro clássico e terrível clichê de lapidar um personagem moldado apenas por traumas, e nunca por camadas que respeitem sua construção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é esse respeito, ou no caso a ausência dele, para com seus personagens que atrapalha um pouco a tentativa de Miranda Maria de explicitar seus objetivos em tela. Ao ser xingado, humilhado, ameaçado e violado, Cristovam se torna um objeto cuja única função é sofrer em prol da narrativa. Mesmo amparado e guardado pelas forças indígenas que habitam a </span><a href="https://44.mostra.org/filmes/casa-de-antiguidades"><i><span style="font-weight: 400;">Casa de Antiguidades</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do título, ainda assim o personagem é bestializado, chegando ao mesmo destino que os animais anteriores. Não há salvação para sua antiguidade. Há apenas o fim. E ele vem pela mira de uma hesitante criança em meio a um linchamento mais parecido com uma tourada de rua, onde nós constantemente duvidamos se o homem ainda existe embaixo da fantasia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MEMORY HOUSE by João Paulo Miranda Maria - Official Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/xm63773htIo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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