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	<title>Arquivos Cabine de Imprensa &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Coração de Lutador traz Dwayne Johnson enfrentando o silêncio depois do ringue</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 19:14:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Da glória nos ringues da World Wrestling Entertainment (WWE) ao domínio em franquias blockbusters milionárias de ação, Dwayne Johnson consolidou-se como um ícone do entretenimento. Mas todo herói carrega, em silêncio, uma fissura. O que falta a alguém que já parece ter conquistado tudo? Coração de Lutador faz dessa pergunta seu eixo narrativo, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/coracao-de-lutador-traz-dwayne-johnson-enfrentando-o-silencio-depois-do-ringue/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Coração de Lutador traz Dwayne Johnson enfrentando o silêncio depois do ringue"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35849" aria-describedby="caption-attachment-35849" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35849" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-800x450.png" alt="Uma cena do filme Coração de Lutador, vista de dentro de um ringue de luta, focada em quatro personagens em um momento de alta tensão. Da esquerda para a direita: Bas Rutten, como um treinador, é um homem mais velho, careca, vestindo uma camiseta verde-escura. Ele se inclina para a frente com uma expressão de intensa preocupação e seriedade, olhando para o lutador. Atrás do lutador, Ryan Bader o segura firmemente pelos ombros. Ele está vestido de preto e seu rosto também mostra foco e preocupação, como se estivesse tentando conter ou dar apoio. No centro da imagem, sentado em um banco vermelho no corner do ringue, está o lutador Mark Kerr, interpretado por Dwayne Johnson. Ele está sem camisa, exibindo um físico musculoso, e veste shorts de luta brancos com detalhes em vermelho e uma joelheira preta. Sua expressão é de angústia e exaustão; seus olhos estão arregalados e fixos, e sua boca está entreaberta. À direita, do lado de fora das cordas, está Dawn, interpretada por Emily Blunt. Com cabelos longos e escuros e vestindo uma regata branca, ela olha para a cena com uma expressão de profunda tristeza, angústia e preocupação." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35849" class="wp-caption-text">Dwayne Johnson no centro da narrativa de Coração de Lutador, entre força física e fragilidade emocional (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da glória nos ringues da </span><a href="https://comandogeek.com.br/blog/glossario/o-que-e-wwe-world-wrestling-entertainment/?srsltid=AfmBOoo-1H2uz_K7hpmz4UCbCznitvyan_jRyBLskMxcXI6qw9-wqZoY"><i><span style="font-weight: 400;">World Wrestling Entertainment</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (WWE) ao domínio em franquias </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters </span></i><span style="font-weight: 400;">milionárias de ação, Dwayne Johnson consolidou-se como um ícone do entretenimento. Mas todo herói carrega, em silêncio, uma fissura. O que falta a alguém que já parece ter conquistado tudo? </span><i><span style="font-weight: 400;">Coração de Lutador</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz dessa pergunta seu eixo narrativo, atravessando a persona inquebrantável de The Rock para revelar </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/mark-kerr-veja-a-historia-do-lutador-que-sera-interpretado-por-the-rock.phtml"><span style="font-weight: 400;">Mark Kerr</span></a><span style="font-weight: 400;">, lutador real que habita a zona de instabilidade entre a vitória pública e a masculinidade frágil.</span></p>
<p><span id="more-35846"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao levar essa história ao </span><a href="https://www.instagram.com/p/DOuFzy6kt9n/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">Festival de Toronto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a própria presença de Kerr no evento, diante das câmeras, ecoa o gesto de reconhecimento que o filme encena: agora, sua vida ganha o rosto e a voz de uma das figuras mais conhecidas de Hollywood. Nas mãos do diretor Benny Safdie, esse encontro entre biografia e performance não se reduz a mero espetáculo esportivo; ao contrário, se abre para tensões sobre identidade e companheirismo. O resultado é uma obra que olha para além do ícone musculoso, em busca do homem que aprende a lidar com suas dores, dependências e amores – e que, nesse processo, talvez encontre o que realmente significa ser visto.</span></p>
<figure id="attachment_35848" aria-describedby="caption-attachment-35848" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35848" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-800x450.png" alt="Em uma cena do filme Coração de Lutador, o ator Dwayne Johnson, interpretando o lutador Mark Kerr, celebra uma vitória. Ele está em pé, sem camisa, com o corpo musculoso e brilhando de suor. Uma toalha branca está casualmente jogada sobre seu ombro esquerdo. Com a mão direita, ele ergue um grande cinturão de campeão, que tem uma faixa preta e uma placa central dourada com detalhes em relevo. Dwayne Johnson olha para cima e para o lado com um sorriso largo e radiante, expressando pura alegria e triunfo. O fundo é caloroso e festivo, preenchido com luzes douradas e desfocadas que criam um efeito brilhante (bokeh). À esquerda, mãos de pessoas aplaudem, e à direita, o rosto de uma mulher sorrindo é parcialmente visível, completando a atmosfera de comemoração." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35848" class="wp-caption-text">Johnson encontra nos gestos sutis a dimensão humana de seu personagem, revelando vulnerabilidade e autenticidade (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua primeira incursão solo, </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/benny-safdie-conquista-leao-de-prata-coracao-de-lutador-the-smashing-machine-festival-veneza-lista-premiados?city=sao-paulo&amp;partnership=needext&amp;ing_source=api&amp;ing_medium=link-filme&amp;ing_campaign=needext&amp;ing_content=deuses-da-peste"><span style="font-weight: 400;">Safdie</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece mais interessado em auscultar a respiração de seus personagens do que em celebrar a glória das batalhas. A câmera recusa a perspectiva frontal e prefere se infiltrar pelos cantos, como quem espiona uma intimidade que não deveria ser vista. Há algo de documental, uma aproximação que dissolve a fronteira entre encenação e realidade, transformando a rotina de Mark Kerr em matéria de observação. Não se trata apenas de uma coreografia de socos, mas o registro do corpo cansado, do silêncio entre as falas, da tensão que persiste quando as luzes já se apagaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor constrói quase um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde a vida se expõe sem filtros: cortes bruscos, planos longos e hesitações que permanecem em quadro. A cena do longa que acompanha Kerr do ringue ao vestiário é exemplar nesse sentido – um fluxo contínuo que revela não apenas o atleta, porém o homem em suspensão, ainda sem saber como reagir à própria derrota. Longe da grandiosidade de lutas ultra coreografadas, </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2x8y9e2p8o"><i><span style="font-weight: 400;">Coração de Lutador</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz o detalhe ser sua maior força, o instante em que a vulnerabilidade rasga o mito e deixa ver aquilo que o espetáculo tantas vezes encobre: a solidão de existir sob os olhos de todos.</span></p>
<figure id="attachment_35847" aria-describedby="caption-attachment-35847" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35847" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-800x450.png" alt="Um close-up do ator Dwayne Johnson no filme Coração de Lutador, interpretando Mark Kerr em uma cena de conversa. Ele está vestindo uma camisa polo azul-escura, que evidencia seus braços e ombros extremamente musculosos, e usa um boné de beisebol branco. Um par de óculos de sol está pendurado na gola da camisa. Com uma expressão séria e pensativa, ele olha para o lado, como se estivesse ouvindo atentamente ou falando com alguém fora da câmera. A cena se passa em um ambiente interno com iluminação suave, possivelmente um restaurante ou um clube, com um abajur e outras pessoas desfocadas ao fundo, criando uma atmosfera mais casual e íntima." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35847" class="wp-caption-text">A câmera de Benny Safdie observa o cotidiano de Kerr com intimidade e naturalidade, longe do espetáculo (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dwayne Johnson encontra a chance de despir-se de sua persona e se arriscar em territórios de fragilidade. Seu corpo ainda impõe a presença de um ídolo de ação, mas é no vacilo do olhar, no quietude após a queda, que ele se reinventa como ator. Há momentos que parecem terem sido feitos para uma certa </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gw7vqrwp8o"><span style="font-weight: 400;">premiação</span></a><span style="font-weight: 400;"> que acontece no começo de todo ano, no entanto o que realmente se destaca são as atitudes miúdas: a cumplicidade com o personagem de </span><a href="https://www.espn.com.br/mma/artigo/_/id/13658349/ryan-bader-anuncia-pausa-carreira-lutador-para-atuar-filme-the-rock"><span style="font-weight: 400;">Ryan Bader</span></a><span style="font-weight: 400;">, lutador profissional que se arrisca na atuação, as fraturas miúdas de uma rotina atravessada pelo vício e aqueles gestos mínimos – fugas e hesitações – que, dentro de uma relação, carregam um peso desproporcional. Nesses momentos, Johnson prova que pode ser mais do que um rosto para cartazes, que ele pode ser, de fato, um ator atravessado por uma história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se Johnson oferece a brecha para enxergar Kerr em sua dimensão íntima, </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emily Blunt</span></a><span style="font-weight: 400;"> sustenta o eixo emocional que mantém o filme pulsando. Como Dawn, ela encarna a exaustão de uma relação marcada pelo vício e pela dependência. Sua presença é firme até quando o texto a empurra para diálogos banais, transformando pequenas expressões em densidade. Se há ecos de História de um Casamento na dinâmica conjugal em ruína, aqui os personagens soam mais crus, menos complexos, até irritantes – e talvez seja justamente essa dureza que os torna verossímeis. Blunt, que já fez muitas produções farofas, parece finalmente se encaminhar para o reconhecimento merecido: o de uma atriz eclética e carismática.</span></p>
<figure id="attachment_35850" aria-describedby="caption-attachment-35850" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35850" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-800x450.png" alt="Uma cena noturna do filme Coração de Lutador que mostra Dwayne Johnson e Emily Blunt caminhando juntos por uma rua movimentada no Japão. O casal está de mãos dadas no centro da imagem, ambos com expressões sérias e focadas. Dwayne Johnson, à direita, veste uma camiseta cinza-escura justa que acentua seu físico extremamente musculoso, combinada com calça jeans. Emily Blunt, à esquerda, usa um vestido branco longo e justo e segura uma jaqueta escura em seu braço. O cenário é o destaque da imagem: a rua está iluminada por dezenas de lanternas de papel redondas, com listras brancas e alaranjadas, penduradas em fios sobre suas cabeças, criando uma iluminação quente e atmosférica. Ao fundo, letreiros verticais com caracteres japoneses e outras luzes urbanas complementam a cena vibrante. A imagem é capturada de uma perspectiva que inclui elementos desfocados em primeiro plano, dando a sensação de que estamos observando o casal de perto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35850" class="wp-caption-text">Emily Blunt sustenta o eixo emocional do filme, transformando pequenos gestos em densidade dramática (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Coração de Lutador</span></i><span style="font-weight: 400;"> é menos sobre vitórias no ringue do que sobre a impossibilidade de existir sem dor – física, emocional e cotidiana. Nesse percurso, a identidade do herói se constrói na repetição de seu próprio nome, como se a validação dependesse de ser lembrado, nomeado, visto. Entre a dependência dos </span><a href="https://ge.globo.com/combate/noticia/2025/09/10/mike-tyson-revela-uso-de-fentanil-no-auge-era-como-heroina.ghtml"><span style="font-weight: 400;">opioides</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a busca por estabilidade, a história insiste no companheirismo como chave de resistência: não são os cinturões que sustentam Mark Kerr, e sim os vínculos frágeis e insistentes com Dawn, o treinador e com aqueles que permanecem ao seu lado quando o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">termina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É tentador enquadrar a produção na categoria ‘cara de </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">’: cinebiografias que apostam em histórias de superação e quedas redentoras. Porém, Benny Safdie parece menos interessado em forjar um épico premiável do que em cultivar uma intimidade desconfortável. A obra escapa do artifício do </span><a href="https://www.omelete.com.br/oscar/o-que-e-oscar-bait"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar-bait</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como se vê em produções como </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-baleia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Baleia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), porque não se ancora na glória esportiva nem na catarse fácil; prefere o gesto paciente de uma câmera que observa e que acolhe silêncios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa encontra sua força justamente onde o espetáculo costuma se desfazer. Não se trata das vitórias que consagram, mas das quedas que revelam nossa humanidade. Dwayne Johnson, que </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/o-choro-do-durao-the-rock-ao-ser-aplaudido-no-festival-de-veneza/"><span style="font-weight: 400;">chorou</span></a><span style="font-weight: 400;"> após ser aplaudido no </span><a href="https://www.instagram.com/p/DOcAGfuErmj/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">Festival de Veneza</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, entrega aqui a prova de uma maturidade artística que recusa a caricatura. </span><i><span style="font-weight: 400;">Coração de Lutador</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa de ser apenas a crônica de um herói para se tornar a observação de uma experiência humana crua, feita de fragilidade e da busca incessante por ser reconhecido.</span></p>
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		<title>Em Nada, Adriano Guimarães transforma o invisível em presença</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 13:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Com seu olhar intensamente sensorial, o experiente diretor de teatro brasiliense, Adriano Guimarães, estreia na ficção com Nada, um filme que aposta em pausas e silêncios de uma presença quase tátil. Distribuído pela Embaúba Filmes, o longa já passou por diversos festivais internacionais e foi premiado no Festival de Brasília nas categorias de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/em-nada-adriano-guimaraes-transforma-o-invisivel-em-presenca/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Nada, Adriano Guimarães transforma o invisível em presença"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35517" aria-describedby="caption-attachment-35517" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image4-800x533.jpg" alt="Imagem do filme Nada. A cena é observada do exterior de uma casa, através de uma janela retangular dividida por duas colunas de madeira pintadas de azul vivo. No interior, três mulheres estão reunidas em torno de uma mesa coberta por uma toalha estampada com motivos florais vermelhos e verdes. Uma lâmpada incandescente pendurada no teto ilumina a cena. À esquerda, uma mulher com cabelos curtos e óculos veste um casaco vinho sobre uma blusa clara. Ao centro, de costas para o observador, outra mulher com cabelos castanhos curtos veste um suéter branco texturizado. À direita, uma terceira mulher com cabelos escuros presos veste uma camisa listrada em tons de rosa e branco e parece estar escrevendo ou lendo algo sobre a mesa. Sobre a mesa, notam-se objetos como copos, jarras e um recipiente com alimento." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image4.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35517" class="wp-caption-text">Silêncios, gestos mínimos e atmosferas carregadas constroem a narrativa subjetiva de Nada (Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><b></b><span style="font-weight: 400;">Com seu olhar intensamente sensorial, o experiente diretor de teatro brasiliense, Adriano Guimarães, estreia na ficção com </span><i><span style="font-weight: 400;">Nada</span></i><span style="font-weight: 400;">, um filme que aposta em pausas e silêncios de uma presença quase tátil. Distribuído pela </span><a href="https://www.jwave.com.br/2025/07/nada-de-adriano-guimaraes-ganha-pre-estreia-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Embaúba Filmes</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa já passou por diversos festivais internacionais e foi premiado no Festival de Brasília nas categorias de Melhor Direção, Melhor Direção de Arte e Melhor Edição de Som. </span></p>
<p><span id="more-35513"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Propondo uma experiência contemplativa que rejeita narrativas tradicionais, a obra acompanha o reencontro entre duas irmãs após décadas afastadas, em uma fazenda onde o tempo parece suspenso e o real se dilui sob a presença da misteriosa Antena. Em vez de respostas, </span><a href="https://meioamargo.com/critica-nada-adriano-guimaraes-2024/"><span style="font-weight: 400;">Guimarães</span></a><span style="font-weight: 400;"> oferece sensações, e faz do estranhamento uma chave para acessar memórias, lutos e aquilo que nos escapa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado em referências literárias como Manoel de Barros e Samuel Beckett,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Nada</span></i><span style="font-weight: 400;"> se distancia da linearidade convencional para se entregar a uma incursão profunda na subjetividade das personagens. Com roteiro de Emanuel Aragão, o filme não busca fechar tramas ou explicar eventos, mas sim explorar as fragilidades emocionais e a poética do silêncio e do invisível. O </span><a href="https://geekpopnews.com.br/critica-nada/"><span style="font-weight: 400;">enredo</span></a><span style="font-weight: 400;"> é menos um caminho com destino certo e mais uma travessia abstrata, onde a percepção e o tempo se dilatam, pedindo que o espectador contemple o que geralmente fica nas entrelinhas.</span></p>
<figure id="attachment_35516" aria-describedby="caption-attachment-35516" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35516" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-800x450.jpg" alt="Imagem do filme Nada. Uma mulher de meia-idade, com cabelos curtos e grisalhos, veste um vestido claro com pequenas estampas florais e está sentada na beirada de uma cama coberta por um tecido vermelho intenso. Suas mãos estão repousadas no colo e seu olhar é fixo. Ela está no centro de um quarto com paredes pintadas em um tom terroso avermelhado, iluminado por uma única lâmpada pendente no teto, criando sombras suaves. À sua esquerda, sobre uma pequena prateleira fixada na parede, há uma imagem sacra, um pequeno frasco e um objeto não identificável. À direita da cama, uma porta de madeira escura está parcialmente visível. A composição da cena é fortemente simétrica, com a mulher no ponto focal. Um elemento decorativo branco em formato floral adorna a parede acima da cabeceira da cama." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3.jpg 1344w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35516" class="wp-caption-text">A composição simétrica e os planos estáticos criam uma sensação de paralisia e confinamento (Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de arte é um dos pilares que sustentam sua atmosfera única. Ambientado em uma fazenda rural de Goiânia, o longa utiliza planos cuidadosamente compostos, muitas vezes simétricos e estáticos, que reforçam a impressão de tempo suspenso e confinamento emocional. A câmera permanece majoritariamente imóvel, funcionando como um observador distante, o que intensifica o </span><a href="https://jornaldebrasilia.com.br/viva/cinema/misterio-e-memoria-se-entrelacam-em-longa-de-adriano-guimaraes/"><span style="font-weight: 400;">sentimento de paralisia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e estranhamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a câmera se move, geralmente em momentos de tensão ou incerteza, esse movimento causa alerta, rompendo a rigidez visual e mergulhando em um desconforto sutil. Em um plano-sequência memorável, a câmera assume o ponto de vista subjetivo de Ana, que sai à procura de sinal de celular, aproximando-nos ainda mais da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O design sonoro de Guile Martins é uma peça fundamental na construção do universo de </span><a href="https://www.pretessencias.com.br/cinema/primeiro-longa-metragem-de-adriano-guimaraes-nada-memorias-e-ausencias/"><i><span style="font-weight: 400;">Nada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A ambientação, rica em sons naturais da fazenda – o vento, os insetos, os passos sobre a terra – cria uma textura que envolve o espectador. O silêncio, por sua vez, não é vazio, mas um elemento ativo da história, capaz de revelar o oculto e carregar um peso emocional. Nesse jogo entre som e quietude, o filme revela seu ritmo próprio, onde cada ruído mínimo ganha significado, transformando-se quase em um personagem essencial para sustentar o clima de suspense e inquietação.</span></p>
<figure id="attachment_35514" aria-describedby="caption-attachment-35514" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-800x450.jpg" alt="Imagem do filme Nada. Duas mulheres estão em um vasto campo arado, com terra de coloração avermelhada e pouca vegetação visível ao fundo. A mulher à esquerda, com cabelos curtos e óculos, veste uma blusa azul clara e uma saia cinza, e está sentada em um pequeno banco de madeira escura, olhando para a mulher à sua frente. A mulher à direita, com cabelos curtos castanhos e vestindo uma camiseta cinza escura, calças jeans azuis e botas marrons, está sentada em outro banco de madeira, posicionada atrás de uma câmera profissional montada em um tripé preto. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35514" class="wp-caption-text">Ana e Tereza, duas irmãs separadas pelo tempo, reencontram-se em um espaço carregado de silêncio e passado (Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No centro da narrativa está o reencontro delicado entre as irmãs Ana (</span><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-806600/biografia/"><span style="font-weight: 400;">Bel Kowarick</span></a><span style="font-weight: 400;">), artista plástica que vive na cidade, e Tereza (</span><a href="https://www.panoramafestival.com/denise-stutz-so/"><span style="font-weight: 400;">Denise Stutz</span></a><span style="font-weight: 400;">), que permanece na fazenda da infância, marcada por uma doença e estados alterados de consciência. Décadas de afastamento moldaram uma relação feita de silêncios, gestos truncados e uma comunicação marcada pela ausência de palavras explícitas. Essa conexão distante, mas profundamente enraizada, é revelada com sutileza, evitando explicações óbvias e nos convidando a sentir as tensões imateriais que permeiam seu vínculo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contraste entre o que foi vivido e o que permanece não dito cria um espaço para a fragilidade e o mistério que permeiam esse vínculo. A decisão de Ana de documentar os eventos estranhos por meio de entrevistas gravadas adiciona uma camada metalinguística e reflexiva, tensionando as fronteiras entre o real, o ficcional e o subjetivo.</span></p>
<figure id="attachment_35515" aria-describedby="caption-attachment-35515" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-800x450.jpg" alt="Imagem do filme Nada. Em um interior de paredes brancas e rústicas, com vigas de madeira escura aparentes no teto, uma mulher de cabelos curtos e escuros está sentada à mesa. Ela veste uma blusa magenta e parece estar comendo em uma tigela branca. Ao seu lado, à esquerda, um grande cachorro preto está com a cabeça abaixada dentro de outra tigela, também comendo. A luz ambiente é fraca, proveniente de uma lâmpada incandescente pendurada no teto. A mesa, coberta por uma toalha clara com uma estampa discreta, contém outros objetos como um pano branco, um copo e um pote. Ao fundo, parcialmente visível, há uma pintura emoldurada pendurada na parede e uma porta de madeira escura." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35515" class="wp-caption-text">O cenário rural reforça o estranhamento e a atmosfera suspensa do filme (Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença enigmática da Antena, instalada pelo governo e sem uma explicação clara, é o núcleo simbólico que permeia </span><i><span style="font-weight: 400;">Nada</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela atua como uma força intangível que distorce a realidade e afeta os moradores da região de formas diferentes e inexplicáveis. A Antena se torna metáfora para o imaterial – algo que não se vê, mas se sente, como diz um personagem morador das redondezas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não vê o vento, mas o vento existe. A gente está falando de energia. Tudo é energia</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa reflexão sobre o invisível eleva a produção a uma esfera quase metafísica, onde o mistério e a tensão psicológica se entrelaçam, lembrando o clima de paranoia e desestabilização presente em </span><a href="https://personaunesp.com.br/mae-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mother!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de Adriano Guimarães é um convite a escutar os silêncios, perceber o desconhecido e aceitar que nem tudo precisa ser explicado para existir. Repleto de pausas, ruídos mínimos e emoções suspensas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nada </span></i><span style="font-weight: 400;">exige entrega e paciência – e oferece como recompensa uma reflexão sobre memória, ausência e o tempo que escapa. É uma obra que transforma o vazio em presença e a ausência em conexão, revelando que, às vezes, aquilo que parece faltar é justamente o que nos une.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nada | trailer oficial | hoje nos cinemas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jcrCwZL-lWY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Assombroso, Conclave joga luz nas certezas do Vaticano</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 14:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo O Papa está morto. A reunião para os cardeais do Vaticano escolherem o próximo pontífice está para começar. Quem é a pessoa correta para assumir o manto e quem tem certeza de ser capaz de conduzir o catolicismo? As questões de certo e errado, certezas e dúvidas são a principal temática de Conclave, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/conclave-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Assombroso, Conclave joga luz nas certezas do Vaticano"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34694" aria-describedby="caption-attachment-34694" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34694" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Conclave-2-800x371.webp" alt="Texto Alt: Cena do filme Conclave Na imagem, o personagem Cardeal Benítez está olhando para frente com uma expressão séria. Ele veste roupas de cardeal da igreja católica, uma batina vermelha e branca; em seu pescoço há um terço fino prateado. Atrás dele, há outros cardeais, eles estão em pé, com as mãos juntas em posição de oração. Também vestem batinas e usam terços. Benítez é um homem na faixa dos 50 anos, de pele escura, mexicano, e com cabelos escuros. " width="800" height="371" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Conclave-2-800x371.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Conclave-2-1024x474.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Conclave-2-768x356.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Conclave-2-1536x712.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Conclave-2-1200x556.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Conclave-2.webp 1591w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34694" class="wp-caption-text">O roteiro de Peter Straughan foi premiado com o Globo de Ouro na categoria de Melhor Roteiro de Filme (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Papa está morto. A reunião para os cardeais do Vaticano escolherem o próximo pontífice está para começar. Quem é a pessoa correta para assumir o manto e quem tem certeza de ser capaz de conduzir o catolicismo? As questões de certo e errado, certezas e dúvidas são a principal temática de </span><i><span style="font-weight: 400;">Conclave</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Edward Berger (</span><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nada de Novo no Front</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) que isola personagens e espaços em uma linguagem pomposa para criticar e conduzir ideias sobre a Igreja Católica.</span><span id="more-34693"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Fotografia de <a href="https://www.afcinema.com/Stephane-Fontaine-AFC-looks-back-at-his-choices-in-filming-Edward-Berger-s-Conclave.html?lang=fr">Stéphane Fontaine</a> </span><span style="font-weight: 400;"> e os planos de Berger são extremamente estilizados, ora lembrando um tabuleiro de xadrez, ora emulando uma pintura Renascentista. O formalismo impera nas escolhas para filmar o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> do papado de uma forma grandiosa em quadros que esbanjam elementos em cena e destacam cores – seja o vermelho ou o branco. São decisões para figurar a imponência da Igreja Católica, mas principalmente dos sentimentos de egoísmo, orgulho e vaidade dos membros da instituição. O que poderia ser um elemento de antítese, uma história de crítica que torna pitoresco seus quadros, na verdade, se revela um contraste entre o luxo e a sujeira do Vaticano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, apesar do calor em cenas bonitas, o trunfo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Conclave</span></i><span style="font-weight: 400;"> é privar a história de ser contada por lentes externas às portas cessadas. Rumores, informações e até notícias de jornais são transmitidos ao espectador pela mediação de alguma figura da Igreja. Não há personagens comuns, fiéis e cenas na Itália ou qualquer parte do mundo, tudo se condensa nos muros da</span><a href="https://casacor.abril.com.br/noticias/noticias/460-anos-michelangelo-curiosidades-obras"><span style="font-weight: 400;"> Capela Sistina</span></a><span style="font-weight: 400;"> a fim de transpassar a situação da religião que não enxerga o mundo por outras óticas, apenas vendo e ouvindo de dentro dos olhos e cabeças de homens.</span></p>
<figure id="attachment_34695" aria-describedby="caption-attachment-34695" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34695" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/conclave_widelg.jpg" alt="Texto Alt: Cena do filme Conclave Na imagem, o Cardeal Thomas olha para baixo com expressão de preocupado. Ele veste roupas de cardeal na cor vermelha e usa um terço no pescoço. Ele é um homem branco, na faixa dos 60 anos, de poucos cabelos e olhos claros. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/conclave_widelg.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/conclave_widelg-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34695" class="wp-caption-text">Conclave foi lembrado em 12 categorias do BAFTA 2025 (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão final sobre quem deve ocupar o lugar do chefe de Estado é consumada quando uma janela é aberta dentro da sala do </span><a href="https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/conclave/como-funciona-o-conclave/"><span style="font-weight: 400;">conclave</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se uma luz divina pairasse sobre as cabeças dos líderes, entregando-os à razão. O filme aproveita o seu espaço para construir suas ideias a partir de signos do catolicismo, como, por exemplo, o isolamento obrigatório para manter o sigilo da votação e impedir influências de fora. Assim como, a demonstração de pecados e vícios através de montagens que evidenciam roupas, comida e cigarros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Por fim, o clímax é muito corajoso, o que poderia cair em um final que atende às expectativas de um papa semelhante às características de humildade e abnegação de Jesus Cristo, prefere subverter com condições que quebram as certezas de um ambiente convicto de si. Além disso, continua na narrativa bíblica, principalmente quando há a presença de alguém que se assemelha aos “</span><a href="https://ovicio.com.br/constantine-tilda-swinton-aborda-possibilidade-de-retorno-na-sequencia/"><span style="font-weight: 400;">anjos</span></a><span style="font-weight: 400;">” da Igreja Católica. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Conclave</span></i><span style="font-weight: 400;"> impressiona e acaba por provar que não temos certeza de nada, nem de que um filme sobre eleição de papa pode ser inquietante e apunhalar o coração com um dos finais mais fortes de 2024. É um </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> bem feito com elementos potentes do gênero: desde de uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n2xhiaK-E2s&amp;list=PLnoIi4YKKKd_ZpZtU6FSdI364ghMCkT_I"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> inquietante a revelações que você nem vê chegando, apenas crê. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t915aZmyEBg"><span style="font-weight: 400;" data-rich-links="{&quot;fple-t&quot;:&quot;CONCLAVE - Official Trailer 2 [HD] - Only In Theaters October 25&quot;,&quot;fple-u&quot;:&quot;https://www.youtube.com/watch?v=t915aZmyEBg&quot;,&quot;fple-mt&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;first-party-link&quot;}">CONCLAVE &#8211; Official Trailer 2 [HD] &#8211; Only In Theaters October 25</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Performático, Corpo Presente é movimento</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 17:36:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Pele, ossos, órgãos, sangue e história. São esses cinco elementos que compõem a unidade de um corpo. Matéria física, esse conjunto ganha diversas traduções paradoxais no nosso dia a dia, sendo conhecido como ‘casa da alma’, ‘templo da mente’ e múltiplas variações que, nas entrelinhas, resumem um corpo como o espaço palpável que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/corpo-presente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Performático, Corpo Presente é movimento"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34492" aria-describedby="caption-attachment-34492" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34492" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-4-800x450.jpeg" alt="Cena do filme Corpo Presente. Na imagem, um grupo de cinco pessoas aparece enfileirado. No centro tem três mulheres e dois homens nas extremidades. As pessoas vestem roupas manufaturadas nas cores marrom e off white. Tudo é bem natural e duas das mulheres seguram tochas nas mãos. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-4-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-4-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-4-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-4-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-4-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-4.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34492" class="wp-caption-text">Estreia do dia 28 de Novembro de 2024 no circuito de cinemas do país, Corpo Presente investiga a matéria (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pele, ossos, órgãos, sangue e história. São esses cinco elementos que compõem a unidade de um corpo. Matéria física, esse conjunto ganha diversas traduções paradoxais no nosso dia a dia, sendo conhecido como</span> <span style="font-weight: 400;">‘casa da alma’,</span> <span style="font-weight: 400;">‘templo da mente’ e múltiplas variações que, nas entrelinhas, resumem um corpo como o espaço palpável que abriga o intocável mundo das ideias, como diria Platão. Mas, longe de definições rasas: </span><i><span style="font-weight: 400;">“O que pode um corpo?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em cenas dinâmicas, </span><a href="https://embaubafilmes.com.br/distribuicao/corpo-presente/"><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Presente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> responde.</span></p>
<p><span id="more-34491"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, que estreou em Novembro de 2024 nos cinemas brasileiros, é uma produção dirigida por <a href="https://www.instagram.com/mtccultura/reel/C7tmmGqu8lP/">Leonardo Barcelos</a>. Com a proposta de explorar a corporeidade em suas possibilidades, a obra mistura relatos reais à cenas diversas, criadas a partir da ficcionalidade ou execução de performances artísticas com uma pluralidade de etnias, gêneros e formatos do corpo humano. </span></p>
<figure id="attachment_34494" aria-describedby="caption-attachment-34494" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-3-800x450.jpeg" alt="Cena do Filme Corpo Presente. Na imagem, uma mulher branca de cabelos negros está pendurada horizontalmente em um galho de árvore. A imagem está rotacionada e ela parece desafiar a gravidade com os pedaços do vestido branco voando para cima. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-3-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-3-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-3-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-3-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-3-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-3.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34494" class="wp-caption-text">A experiência subjetiva da protagonista cria uma nova cadeia de subjetividade no público que contempla a obra (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha visual explora a corporeidade em </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> diversos com um tom experimental em que as cenas se assemelham aos efeitos comuns de obras vinculadas ao videoartivismo. Alguns momentos são quase psicodélicos, com um jogo de câmera que incentiva isso de maneira persistente.  A Fotografia, assinada por <a href="https://vagnerjabour.wixsite.com/portifolio">Vagner Jabour</a>, traz planos que se movem criando redes de espirais, com movimentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">travelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> – em que a câmera e o corpo se movem em cena –, estáticos e</span><i><span style="font-weight: 400;"> tilt </span></i><span style="font-weight: 400;">– com a câmera explorando uma expansão vertical dos planos. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto interessante se refere a montagem do longa-metragem – também atribuída a Barcellos –, que retoma cenários recorrentemente, com certa evolução dos acontecimentos, a exemplo da cena em que mulher encara um espelho e depois reaparece tocando forma e reflexo. Essa decisão causa a sensação de progressão; a ideia de que, com o avanço dos </span><i><span style="font-weight: 400;">frames</span></i><span style="font-weight: 400;">, essas personas sem nome vão ganhando mais intimidade e estreitando os laços com o conceito de <a href="https://www2.ufjf.br/faefid//files/2010/08/TCC-L%C3%ADvia-Neves-CORPOREIDADE-UMA-FILOSOFIA-DE-ATUA%C3%87%C3%83O-NA-EDUCA%C3%87%C3%83O-F%C3%8DSICA.pdf">corporeidade</a>. </span></p>
<figure id="attachment_34493" aria-describedby="caption-attachment-34493" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34493 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-5-800x450.jpg" alt="Cena do filme Corpo Presente. Na imagem, uma cadeira aparece abandonada na areia da praia, em um lugar que recebe as ondas da praia. O céu e o mar têm um tom de azul cristalino." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-5-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-5.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34493" class="wp-caption-text">Carregadas de delicadeza e muito detalhamento, cada cena de Corpo Presente relembra aspectos das Artes Visuais (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em narrativa, fica subentendido um discurso sobre gênero, considerando que grande parte das cenas são guiadas por uma protagonista e a maior parte da narração também se dá na voz dela. Considerado o corpo mais subjugado de uma sociedade – junto de pessoas transgênero – essa figura violentada, calada e sufocada é representada por metáforas com o corpo amarrado, soterrado, atingido e até mesmo ‘desmontando’ em torno de uma agressão milenar; herança de gerações longínquas. Outras minorias, como as pessoas negras, indígenas e <a href="https://personaunesp.com.br/tag/lgbtqiapn/">LGBTQIA+</a> também aparecem nesse molde de certo sufocamento, em reflexo à maneira com a qual o mundo as encara. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, há uma proposta voltada a comparação do corpo com o elemento <a href="https://www.a12.com/redacaoa12/mundo/a-natureza-em-nos-1">natureza</a>. Terra, fogo, ar e água envolvem todo o enredo e vão criando pontes que contrapõem os detalhes, como as veias e o floema das árvores. Essa relação promove a ideia de sistema compartilhado, em que nenhum corpo está isento de histórias bilaterais, afinal, toda a matéria se interliga.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_34495" aria-describedby="caption-attachment-34495" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34495" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-2-800x450.jpeg" alt="Cena do filme Corpo Presente. Na imagem, uma mulher negra segura o colo de um manequim branco em frente ao seu próprio. O fundo é completamente preto e não há luzes visíveis. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-2-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-2-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-2-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-2-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-2-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Corpo-presente-2.jpeg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34495" class="wp-caption-text">Corpo Presente faz parte de uma trilogia de Leonardo Barcellos, chamada Trilogia do Corpo (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja ao explorar o corpo enquanto uma forma natural e, necessariamente, <a href="https://estadodaarte.estadao.com.br/cinema/foco-o-efeito-naturalista-e-o-naturalismo-ao-gosto-do-dia/">naturalista</a>, expondo processos como o parto ou o sexo de maneira selvagem e, juntamente, poética, ou na escolha de expandir detalhes invisíveis a olho nu, como a formatação celular, </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Presente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é disruptivo. Esse ponto cumpre um propósito comum às obras subversivas: colocar o telespectador para pensar. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A forma escolhida pode desagradar quem procura um roteiro linear ou, até mesmo, um enredo inclinado à contação de estórias. O propósito aqui é outro. Em linhas gerais, a produção filmográfica pode ser resumida como uma viagem simbólica em cinesia sobre o que nos permite ter conexão com o planeta Terra e suas perspectivas complexas, capazes de tão mais do que o que está à altura dos olhos. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/corpo-presente-critica/">Performático, Corpo Presente é movimento</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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