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	<title>Arquivos Boy Band &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Louis Tomlinson não está com medo de sentir em How Did I Get Here?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 13:00:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Stephanie Cardoso A história recente do pop tem mostrado que nem sempre a fama garante permanência. Muitos artistas descobrem, depois do auge, que sobreviver fora do fenômeno coletivo exige mais do que reconhecimento imediato. Para quem saiu de uma das maiores boybands, esse desafio se torna ainda mais visível. Louis Tomlinson, moldado pelo sucesso global &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/how-did-i-get-here-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Louis Tomlinson não está com medo de sentir em How Did I Get Here?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37204" aria-describedby="caption-attachment-37204" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/HDIGH2-800x500.png" alt=" Fotografia de Louis Tomlinson em um ambiente interno com iluminação em tons amarelos e azuis. O cantor, um homem branco de cabelos castanhos curtos e barba rala, aparece de perfil, levemente inclinado em um balcão. Seus braços estão em cima desse balcão e ao seu redor tem uma garrafa e um copo meio cheio. Ele veste uma camisa de tricô bege com listras pretas horizontais e tem diversas tatuagens visíveis nos braços." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/HDIGH2-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/HDIGH2-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/HDIGH2.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37204" class="wp-caption-text">Louis Tomlinson finalmente parece se encontrar em seu mais novo álbum (Foto: BMG)</figcaption></figure>
<p><b>Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história recente do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">tem mostrado que nem sempre a fama garante permanência. Muitos artistas descobrem, depois do auge, que sobreviver fora do fenômeno coletivo exige mais do que reconhecimento imediato. Para quem saiu de uma das maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">boybands</span></i><span style="font-weight: 400;">, esse desafio se torna ainda mais visível. Louis Tomlinson, moldado pelo sucesso global do </span><a href="https://personaunesp.com.br/one-direction-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></a><span style="font-weight: 400;">, passou os últimos anos tentando se desvincular da sombra de uma banda que definia tudo ao seu redor. Entre expectativas infladas, comparações constantes e uma carreira solo construída com passos cautelosos, sua identidade artística nunca pareceu totalmente resolvida. </span><i><span style="font-weight: 400;">How Did I Get Here</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasce exatamente desse conflito: um álbum que questiona o percurso, revisita o passado e tenta, enfim, estabelecer um lugar próprio dentro da indústria atual.</span></p>
<p><span id="more-37203"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o primeiro instante, o disco nos faz ficar completamente viciados.</span> <span style="font-weight: 400;">Nele, há a sensação de proximidade: é como se o artista estivesse falando diretamente com o </span><a href="https://youtu.be/Uzx4Uc1HbHo?si=03Itz4QevCx4aZwZ"><span style="font-weight: 400;">ouvinte,</span></a><span style="font-weight: 400;"> dividindo medos, esperanças e pequenas vitórias. A obra aposta em melodias envolventes, refrões que grudam e ritmos dançantes que mantêm a energia sempre em movimento. Mesmo quando as letras se inclinam para a vulnerabilidade, a música nunca se fecha em melancolia excessiva. Pelo contrário, encontra força justamente no contraste entre batidas vibrantes e confissões emocionais, equilibrando euforia e fragilidade com naturalidade – tudo isso, com uma lente cor de rosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://youtu.be/eKs63M1cFts?si=nmXSUWYaPwdgRVw1"><i><span style="font-weight: 400;">Broken Bones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sétima faixa do disco, Tomlinson se revela como alguém que abraça as cicatrizes como parte inevitável de um grande desejo em viver intensamente. A canção não fala de um sofrimento passivo, mas de uma escolha: a de errar, cair e se machucar, desde que isso signifique sentir algo real. Quando ele canta sobre “</span><i><span style="font-weight: 400;">adorar uma briga”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e preferir “</span><i><span style="font-weight: 400;">o sabor do perigo</span></i><span style="font-weight: 400;">” à segurança do tédio, fica claro que os ossos quebrados funcionam como metáfora para uma vida vivida sem anestesia. Mesmo com arrependimentos, ele faria tudo outra vez, e essa repetição funciona como um mantra, reforçando que os tropeços são apenas o preço de uma jornada que ainda vale a pena ser percorrida.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Eu me arrebentei, é, mas foda-se;</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Eu vou fazer tudo de novo, fazer tudo de novo;</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Não sei quando, mas;</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Eu vou fazer, vou fazer tudo de novo, fazer tudo de novo;</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Com você”</span></i></p>
<figure id="attachment_37205" aria-describedby="caption-attachment-37205" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37205" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/HDIGH1.png" alt=" Fotografia de Louis Tomlinson em frente a um trailer, durante o dia. Na foto, ele aparece da cintura para cima, vestindo uma camisa polo vermelha e calça jeans clara. Louis está apoiado com as mãos em uma viga de madeira, olhando para o lado. Seus braços estão estendidos, exibindo várias tatuagens. Ao fundo, vê-se uma mesa vermelha" width="681" height="454" /><figcaption id="caption-attachment-37205" class="wp-caption-text">Em entrevista para a Beatroute, Louis disse que suas férias na Costa Rica foram usadas como inspiração para o álbum (Foto: Ed Cooke/Beatroute)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de seu novo trabalho, </span><a href="https://personaunesp.com.br/louis-tomlinson-world-tour-critica/"><span style="font-weight: 400;">Louis Tomlinson</span></a><span style="font-weight: 400;"> já vinha testando os limites de sua carreira solo. O caminho não foi imediato: </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><span style="font-weight: 400;">com sucessos mornos e turnês como artista solo foram recebidos com curiosidade, mas também com expectativa crítica, em um cenário em que cada passo era comparado com o sucesso meteórico de sua antiga banda. Esse período de construção da identidade artística deixou claro que Louis precisava de consistência emocional e narrativa para que sua trajetória solo se consolidasse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus trabalhos anteriores, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4F4wlAmPyUVCyISxlePFL9?si=p5EzRIaEQqKeHjemIWxnJw"><i><span style="font-weight: 400;">Walls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/faith-in-the-future-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Faith In The Future</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), já indicavam essa tentativa de equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">acessível e introspectivo. O primeiro transitava entre baladas sentimentais e faixas de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> com pegada britânica, mostrando maturidade, mas também algumas hesitações em definir um estilo único. Era um disco que buscava firmar sua própria voz, mas ainda se apoiava em referências e estruturas já conhecidas. Com o álbum de 2022, Louis dá um passo adiante: seu trabalho amplia a energia e aposta em composições mais expansivas e otimistas, com refrões mais abertos e uma sonoridade que dialoga melhor com o palco e com o público. Em</span> <span style="font-weight: 400;">seu projeto atual, essa evolução parece mais consolidada, cada canção soa deliberada, com uma coerência temática e emocional que não estava tão evidente em seus últimos trabalhos, revelando um artista que aprendeu a lidar com expectativas, público e a própria vulnerabilidade.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Louis Tomlinson - Imposter (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rzuD5szQhso?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto alto do lançamento é </span><a href="https://youtu.be/pPkEU6vyJNc?si=F4OAFapX-DQW55rQ"><i><span style="font-weight: 400;">Imposter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que coloca a crise de identidade no centro da narrativa. A canção mergulha no sentimento de inadequação e na paranoia de quem não se reconhece mais no papel que desempenha. Em cada um dos seus versos tem um toque de insegurança, na qual nos é mostrado o seu desconforto de não se reconhecer mais e de sentir que está interpretando um papel que já não é seu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://youtu.be/QD-V0Q8LjV8?si=AwC3qpH0E4g4itNW"><span style="font-weight: 400;">letra</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria um sentimento de empatia – afinal, quem nunca se sentiu deslocado? – que nos faz perceber que nem todo artista vive em um mundo cor de rosa, apesar da fama. No entanto, mais uma vez, a produção suaviza o impacto emocional, optando por uma sonoridade que acolhe em vez de confrontar. Em vez de realmente nos fazer entender que essa sensação exista, o artista foca mais em uma mensagem superficial, como se quisesse apenas dizer que existe esse problema mas sem de fato discuti-lo. O resultado é eficaz em termos de empatia, entretanto menos incisivo do que poderia ser. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Acho que há um estranho na minha cama</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Meu coração está batendo mais rápido</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Não consigo me livrar dessa sensação</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">De que eu sou o impostor”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">o longo do </span><a href="https://youtu.be/vZdny43jOyc?si=s9aCBM0roMQEHnhU"><span style="font-weight: 400;">disco</span></a><span style="font-weight: 400;">, a coerência é um dos principais méritos. As faixas se conectam por temas como amadurecimento, pertencimento e reconstrução pessoal, e a produção mantém uma identidade clara do início ao fim. Em contrapartida, também expõe um limite: poucas músicas fogem do terreno já conhecido do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Falta, em alguns momentos, o risco que poderia transformar o álbum em um </span><i><span style="font-weight: 400;">statement</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais forte dentro da discografia do artista. Além disso, a falta de profundidade lírica é um problema recorrente, já que a mensagem da maior parte das músicas é de uma perspectiva otimista que enfraquece o que foi dito.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Louis Tomlinson - Lemonade (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ipVl6Tw52GA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://youtu.be/02QyA29poAM?si=CpYULIjMz24ZWBnt"><i><span style="font-weight: 400;">Dark To Light</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com certeza é uma das músicas de maior destaque desse trabalho. Nela, vemos uma sinceridade e honestidade diferente da apresentada até aquele momento. Na faixa, vemos o eu lírico dizendo que desejava que a pessoa a visse como ele a vê. Não existe um otimismo de que tudo vai ficar bem, só uma sensação de impotência, de que não há nada a ser feito. É uma letra sensível, que revela uma vulnerabilidade do artista, uma confissão escondida entre seus versos. Na internet, fãs teorizam que a música foi feita para Liam Payne, que também integrou o </span><i><span style="font-weight: 400;">One Direction,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e que veio a falecer enquanto Tomlinson trabalhava neste projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de seu acerto lírico e conceitual, boa parte das músicas não surpreende. Diversas seguem caminhos previsíveis, oferecendo conforto onde poderia haver um risco maior – como por exemplo, nas canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunflower</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, a coesão do projeto compensa a falta de risco absoluto, transformando-o em uma narrativa contínua. Dentro de sua carreira solo, seu mais atual projeto marca um ponto de consolidação. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-away-from-home-festival-critica/"><span style="font-weight: 400;">cantor</span></a><span style="font-weight: 400;"> não tenta apagar o passado nem se dissociar de suas raízes; ele reconhece a trajetória e constrói a própria voz a partir dela. O lançamento soa como um registro honesto de amadurecimento e autoafirmação, mais seguro em seu próprio território, mas sem perder a sensibilidade que conecta artista e público. O disco soa honesto, controlado e emocionalmente consistente – qualidades importantes, ainda que não revolucionárias. </span></p>
<p><a href="https://beatroutemedia.com/cover_stories/louis-tomlinson/?fbclid=PAT01DUAPwhERleHRuA2FlbQIxMABzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAae0DuSNeLonwSC4g9BytYnw7xuNqTASjhrzhuPK9sOLSB5oQAYbco3F3MfI9A_aem_GDzr-0ZZSvvEIDfoW4WvIg"><i><span style="font-weight: 400;">How Did I Get Here</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não muda os rumos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">atual, tampouco soa irrelevante. Seu valor está menos no impacto imediato e mais na construção de uma identidade que, finalmente, parece estável. É um álbum que prefere clareza a ousadia e maturidade a espetáculo – escolhas que talvez não gerem manchetes, porém sustentam uma carreira. Para Louis Tomlinson, isso não é pouco: é a confirmação de que ele sabe exatamente onde está.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: How Did I Get Here?" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5Ihp8gEWnduyUdUqcxqkzB?si=yIkoBltQRWauI2rOelA5Sw&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Red: Crescer é uma Fera é uma viagem de volta à época dos tamagotchis e da nostalgia dos anos 2000</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2022 14:06:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Thuani Barbosa Se você está procurando algo fofo e divertido, mas que tenha sua pitada de realidade e lição de vida, Red: Crescer é uma Fera é o filme certo. Mantendo uma estética focada nos anos 2000, a era dos tamagotchis e boy bands, a animação esbanja fofura, musicalidade e tradição. Lançado em março de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/red-crescer-e-uma-fera-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Red: Crescer é uma Fera é uma viagem de volta à época dos tamagotchis e da nostalgia dos anos 2000"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27460" aria-describedby="caption-attachment-27460" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27460 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-1-4.jpg" alt="Cena do filme “Turning Red'', na imagem a protagonista Meilin Lee faz uma careta divertida, mostrando a língua e piscando um dos olhos, ela é interpretada por Rosalie Chiang. Meilin tem a pele branca, seus cabelos pretos, curtos e lisos, e estão com duas presilhas, seus olhos são alaranjados; Ela veste um cardigan vermelho de lã e usa um óculos de armações finas e prateadas. Ao fundo um céu azul com nuvens brancas e prédios." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-1-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-1-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-1-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-1-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-1-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27460" class="wp-caption-text">Vermelho e boy bands invadiram a sua tela? Esse é Red: Crescer é uma Fera (Foto: Pixar Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Thuani Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você está procurando algo fofo e divertido, mas que tenha sua pitada de realidade e lição de vida, </span><i><span style="font-weight: 400;">Red: Crescer é uma Fera</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o filme certo. Mantendo uma estética focada nos anos 2000, a era dos </span><a href="https://disney.com.br/novidades/red-o-que-e-um-tamagotchi-o-brinquedo-favorito-de-mei-lee"><i><span style="font-weight: 400;">tamagotchis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">boy bands</span></i><span style="font-weight: 400;">, a animação esbanja fofura, musicalidade e tradição. Lançado em março de 2022, o longa animado faz parte do conjunto de produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar </span></i><span style="font-weight: 400;">com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/soul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/viva-disney-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Viva: A Vida é uma Festa</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span id="more-27459"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, originalmente chamado de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Turning Red</span></i><span style="font-weight: 400;">, é comandado pela diretora e roteirista Domee Shi, responsável pelo curta-metragem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f5CcgFTO274"><i><span style="font-weight: 400;">Bao</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que lhe rendeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria Melhor Curta-Metragem de Animação, em 2019. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Red </span></i><span style="font-weight: 400;">é sua estreia em longas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, cujo lançamento</span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/onde-assistir-red-crescer-e-uma-fera"><span style="font-weight: 400;"> deveria acontecer nos cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas, devido à pandemia e ao crescimento dos catálogos de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou diretamente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção também foi o primeiro longa-metragem do estúdio a ser dirigido unicamente por uma mulher.</span></p>
<figure id="attachment_27461" aria-describedby="caption-attachment-27461" style="width: 1998px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27461 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-2.png" alt="Cena do filme “Turning Red'', na imagem estão Meilin e sua mãe Ming; Meilin tem a pele branca e é de descendência asiática, seus cabelos pretos, curtos e lisos, e estão com duas presilhas, seus olhos são alaranjados; Ela veste um cardigan vermelho de lã, saia azul empoeirado, legging rosa, tênis cinza e usa um óculos de armações finas e prateadas. Ming tem a pele branca, seus cabelos estão presos em coque, tem olhos alaranjados; Ela veste um vestido chinês azul e blazer verde, saltos baixos verde, brincos arredondados verdes, colar com um pingente redondo vermelho e crachá marrom; Ambas seguram vassouras. Ao fundo a entrada de um templo chinês, com um altar de velas, luminárias chinesas e uma calçada de pedras." width="1998" height="1079" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-2.png 1998w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-2-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-2-1024x553.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-2-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-2-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-2-1200x648.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27461" class="wp-caption-text">Na trama de Red, a pressão familiar não afetou só Mei-Mei, mas também sua mãe, que acaba lidando com seu próprio panda para conseguir aceitar o de sua filha (Foto: Pixar Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama se inicia apresentando a protagonista Meilin Lee (voz original de Rosalie Chiang e dublada por Nina Medeiros na versão brasileira), uma pré-adolescente canadense com descendência chinesa, espontânea, animada e extremamente amável. Mei tem fortes laços com sua família, principalmente sua mãe (voz original de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kRzpdZMxLSY"><span style="font-weight: 400;">Sandra Oh</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dublada por Flávia Alessandra), e ambas cuidam do templo da família, dedicado aos ancestrais e aos pandas vermelhos, em Toronto. Ming se mostra uma mãe controladora e extremamente preocupada com o futuro de sua filha, deixando-a pressionada à perfeição, limitando o tempo de Mei-Mei às tarefas e filtrando as amizades da garota.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, suas amigas Miriam (Ava Morse), Priya (</span><span style="font-weight: 400;">Maitreyi Ramakrishnan</span><span style="font-weight: 400;">) e Abby (Hyein Park) são parte fundamental da história. Simpáticas, excêntricas e fofas, elas possuem suas próprias paixões e estilos, como toda adolescente comum, mas são unidas pelo amor </span><a href="https://www.delas.pt/estes-sao-os-oito-tipos-de-amor-que-experimentamos-ao-longo-da-vida/sexo/896552/"><i><span style="font-weight: 400;">Philia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Após sua primeira transformação em panda vermelho, frustrada com a fera que a habita, Mei-Mei se descontrola e encontra no amor pelas amigas seu lugar de paz e tranquilidade. Contudo, o grupo das meninas se mantém firme não somente pelo poder da amizade, mas também pela </span><a href="https://www.4town.com/"><i><span style="font-weight: 400;">boy band</span></i><span style="font-weight: 400;"> 4*TOWN</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_27462" aria-describedby="caption-attachment-27462" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27462 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/IMAGEM-3-4.jpg" alt="Cena do filme “Turning Red'', na imagem estão Meilin, Miriam, Priya e Abby; Meilin está presa em sua sua forma de panda vermelho, com pelos vermelhos rebeldes, orelhas, bochechas e focinho branco; seus olhos são alaranjados e um rostinho apreensivo. Miriam é branca, veste uma blusa branca com frase em laranja, calça jeans bege, camisa flanelada verde escura aberta e um gorro verde; seus cabelos são longos, cacheados e castanhos amendoados, olhos verdes, brincos de pérolas e usa aparelho. Priya é negra clara, veste uma blusa de manga longa listrada de amarelo e com gola polo, calça cargo bege e óculos de armação preta; seus cabelos são longos, ondulados e castanhos escuros, olhos castanhos amendoados, usa pulseiras e relógio. Ao fundo uma parede azul clara, uma janela branca com cortinas floridas." width="768" height="511" /><figcaption id="caption-attachment-27462" class="wp-caption-text">O amor das amigas é o porto seguro de Mei-Mei (Foto: Pixar Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras da banda </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MY42SS7bKVU"><span style="font-weight: 400;">4*TOWN</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram compostas pelos ícones do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">atual </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=77UFV6FaDPo"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vSbNukYUiik"><span style="font-weight: 400;">Finneas O&#8217;Connell</span></a><span style="font-weight: 400;">, recém ganhadores do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Canção Original pela música </span><i><span style="font-weight: 400;">No Time To Die</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os irmãos escreveram canções especialmente para o filme: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DQQRjFzB8gY"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Like U</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">de maior sucesso, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AtaxA7DJOQ8"><i><span style="font-weight: 400;">U Know What&#8217;s Up</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma canção de empoderamento, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kNwgsq5p_hs"><i><span style="font-weight: 400;">1 True Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com uma letra mais romântica e melodiosa. Todas são cantadas pelos rapazes talentosíssimos: </span><span style="font-weight: 400;">Robaire (Jordan Fisher), Aaron Z. (Josh Levi), Aaron T. (Topher Ngo), Jesse (o próprio Finneas O’Connell) e Tae Young (Grayson Villanueva). O papel do quinteto na trama está diretamente ligado ao amadurecimento das garotas, sua liberdade de expressar os sentimentos e admiração por seus ídolos, mesmo que questionados pelos pais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto de destaque para a animação é a diversidade facilmente encontrada em várias cenas e personagens, como no zelador muçulmano da escola, ou em Priya, que possui descendência indiana e recebe, por parte da direção, importância para com sua cultura e ancestralidade, atitude demonstrada em outras produções, como a já citada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iLmZZV-Nkuk"><i><span style="font-weight: 400;">Viva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a atenção aos detalhes foi vista com a montagem dos altares e representações culturais. Tais qualidades foram colocadas a prova com a dublagem nacional, e com certeza </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/diversidade/2022/03/17/noticia-diversidade,1353537/dublagem-de-red-crescer-e-uma-fera-gera-debates-sobre-representatividade.shtml"><span style="font-weight: 400;">reprovaram</span></a><span style="font-weight: 400;">, pois a atenção que os produtores tiveram ao escolher dubladores que contemplassem a nacionalidade de seus personagens não tiveram qualquer consideração na versão brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os gráficos utilizados também foram </span><a href="https://youtu.be/SP4K-CxrqQQ"><span style="font-weight: 400;">muito criticados pelos internautas</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma vez que a postura anterior da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar </span></i><span style="font-weight: 400;">foi produzir filmes mais clássicos e com traços mais robustos, como a franquia </span><a href="https://personaunesp.com.br/toy-story-3-10-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já a</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, parceira nas criações, tem um lado mais versátil, focando em momentos diferentes.  Portanto, a crítica dos fãs veio da</span><i><span style="font-weight: 400;"> fofurização</span></i><span style="font-weight: 400;"> do desenho, julgando que o estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar </span></i><span style="font-weight: 400;">se aproxima mais de gráficos como os de </span><a href="https://personaunesp.com.br/raya-e-o-ultimo-dragao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Raya e o Último Dragão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que são menos caricatos, corroborando a ideia de inversão dos papéis entre as produtoras. Mas, a reclamação do público não está totalmente  correta, uma vez que ela ignora a versatilidade da produtora.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="4*TOWN (From Disney and Pixar’s Turning Red) - Nobody Like U (From &quot;Turning Red&quot;)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/DQQRjFzB8gY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fim, a história mergulha em vulnerabilidade, mostrando o quanto cada pessoa tem suas feridas e como elas podem afetar gerações, reafirmando a frase dita no início: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Honrar os seus pais parece ótimo, mas se não tomar cuidado pode acabar não honrando a si mesmo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dRDK3hbmhFo"><i><span style="font-weight: 400;">Red: Crescer é uma Fera</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta um diálogo atual sobre o amadurecimento e pressão social e familiar, e ainda assim consegue manter a graciosidade de uma menininha de 13 anos, com toda a sua espontaneidade e paixões. O longa animado deixa uma mensagem de liberdade, pois Meilin libertou sua fera interior e a deixou guiá-la. E você, vai abraçar a sua fera?</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Red - Crescer é uma Fera | Trailer Dublado | Disney+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YeQoQNZq7wg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/red-crescer-e-uma-fera-critica/">Red: Crescer é uma Fera é uma viagem de volta à época dos tamagotchis e da nostalgia dos anos 2000</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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