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	<title>Arquivos Blumhouse Productions &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O Telefone Preto 2 é uma alucinação sobrenatural que entende o trauma, mas se perde em suas sombras</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 13:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: este texto contém alguns spoilers Gabriel Diaz Após quatro anos do primeiro longa, o horror já não está apenas à espreita no porão claustrofóbico, mas se instala na mente, no sonho, no limiar entre o que se vê e o que se teme. Scott Derrickson retorna ao universo da obra original de Joe Hill, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-telefone-preto-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Telefone Preto 2 é uma alucinação sobrenatural que entende o trauma, mas se perde em suas sombras"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso</i></b><i><span style="font-weight: 400;">: este texto contém alguns spoilers </span></i></p>
<figure id="attachment_35985" aria-describedby="caption-attachment-35985" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-800x533.png" alt="Um adolescente de cabelo castanho e jaqueta verde está dentro de uma cabine telefônica, segurando o telefone próximo ao ouvido e olhando atentamente para um homem do lado de fora. O homem usa uma máscara pálida e rachada com chifres, cabelos longos e roupas escuras, observando o garoto sob uma luz fria e tensa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35985" class="wp-caption-text">Dentre os rostos marcados pela neve e pela culpa, o horror de O Telefone Preto 2 é mais psicológico do que físico (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Diaz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro anos do primeiro longa, o horror já não está apenas à espreita no porão claustrofóbico, mas se instala na mente, no sonho, no limiar entre o que se vê e o que se teme. </span><a href="https://personaunesp.com.br/entre-montanhas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Scott Derrickson</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna ao universo da obra original de Joe Hill, tentando expandir uma história que, no primeiro filme, parecia já ter alcançado seu fim natural. Conhecido por unir fé e medo em clássicos como </span><a href="https://youtu.be/Bi-PLwxwvy8?si=JmG9FByLw98rRnol"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcismo de Emily Rose</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2005) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3rz8a6mY1Lo"><i><span style="font-weight: 400;">A Entidade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2012),o diretor retoma aqui temas que o fascinam: o trauma, o sagrado e o invisível. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H6qAKtW7lyo"><i><span style="font-weight: 400;">O Telefone Preto 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, ao mesmo tempo, uma continuação e uma reflexão sobre o que resta do terror quando o monstro morre, porém o medo permanece. O resultado é uma produção ambiciosa e visualmente intrigante, embora irregular no equilíbrio entre simbologia e narrativa.</span></p>
<p><span id="more-35983"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientada em 1982, a trama retorna com o personagem Finney (</span><a href="https://personaunesp.com.br/live-action-de-como-treinar-o-seu-dragao-encanta-visualmente-mas-carece-de-ousadia-narrativa/"><span style="font-weight: 400;">Mason Thames</span></a><span style="font-weight: 400;">), agora adolescente, que vive isolado, marcado pelo passado violento que tenta reprimir. Sua irmã, Gwen (Madeleine McGraw), canaliza as feridas da infância em visões cada vez mais intensas, que a conduzem até Alpine Lake, um acampamento cristão ligado ao passado da mãe. É lá que o horror se reconfigura: o Sequestrador (</span><a href="https://personaunesp.com.br/boyhood-da-infancia-a-juventude-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Ethan Hawke</span></a><span style="font-weight: 400;">), morto, retorna em forma espectral para atormentá-los nos sonhos.</span></p>
<figure id="attachment_35986" aria-describedby="caption-attachment-35986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-800x534.png" alt="Um homem de cabelos longos e roupas escuras está em uma cozinha industrial iluminada por tons quentes. Ele veste uma máscara branca com chifres e expressão demoníaca, segurando uma faca grande em uma das mãos, com uma postura ameaçadora e olhar voltado para alguém fora do enquadramento." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35986" class="wp-caption-text">O vilão de Ethan Hawke foi derrotado no longa original, mas retorna para a sequência (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa inversão psicológica é o que aproxima o longa de uma leitura platônica, sobretudo pela evocação da </span><a href="https://fasbam.edu.br/2020/06/25/a-alegoria-da-caverna-de-platao/"><span style="font-weight: 400;">Alegoria da Caverna</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim como os prisioneiros de </span><a href="https://acropole.org.br/artigos/filosofia/platao-biografia-vida-e-obras/"><span style="font-weight: 400;">Platão</span></a><span style="font-weight: 400;">, que confundem sombras com realidade, Gwen e Finney estão presos às imagens do passado, incapazes de distinguir o que é lembrança, delírio ou revelação. A cada sonho, os limites entre luz e escuridão se embaralham, e o terror surge justamente dessa confusão perceptiva. Derrickson parece sugerir que sair da caverna – encarar a verdade – pode ser tão doloroso quanto permanecer nas sombras. O horror aqui é o despertar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Telefone Preto 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma carta de amor à estética dos </span><a href="https://ecosesilencio.com.br/efeitos-visuais-em-filmes-de-terror-anos-80-x-hoje/"><span style="font-weight: 400;">anos 1980</span></a><span style="font-weight: 400;">. A fotografia granulada, os ruídos visuais e as projeções típicas do gênero </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cmYsRcLMvO8"><i><span style="font-weight: 400;">found-footage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> criam um clima analógico que reforça a sensação de memória fragmentada, simulando uma experiência sensorial próxima à do sonho – ou, mais especificamente, do delírio. Derrickson não busca o susto pelo susto, prefere a construção lenta da tensão, fazendo do ruído, da pausa e da ambiguidade seus principais instrumentos de medo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a partir desse ponto, o longa se entrega excessivamente ao simbólico, perdendo a sua linguagem mais brilhante. O roteiro oscila entre a profundidade emocional e o clichê sobrenatural. Ao transformar o Sequestrador em uma figura onírica que invade os sonhos – tal qual uma espécie reformulada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Adgp0v_mfTk&amp;t"><span style="font-weight: 400;">Freddy Krueger</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, o filme perde parte do realismo perturbador que tornava o original tão eficaz. Assim como seu personagem, Ethan Hawke se personifica como um fantasma carregado de pura vingança, contrastando muito de sua personalidade fria e significante do primeiro. A atuação mantém o magnetismo visual, mas carece de novidade: ele assombra, mas não surpreende. O medo, antes físico e palpável, agora se dilui na abstração espiritual e numa performance ignorável.</span></p>
<figure id="attachment_35984" aria-describedby="caption-attachment-35984" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-800x450.png" alt="Em uma cozinha industrial, uma mulher com cabelo curto e ruivo flutua horizontalmente no ar, gritando com expressão de dor. Duas pessoas, um homem e uma mulher, tentam segurá-la pelas pernas, enquanto panelas e utensílios pendem ao fundo, reforçando a atmosfera sobrenatural da cena." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9.png 1008w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35984" class="wp-caption-text">Madeleine McGraw encara o sobrenatural com uma fé hesitante, tornando-se a protagonista desse pesadelo (Foto: Blumhouse Productions)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, a inversão de protagonismo dá novo fôlego à franquia. Gwen assume o papel central da narrativa, tornando-se uma figura trágica e heróica ao mesmo tempo. Madeleine McGraw entrega uma performance madura, equilibrando fé e desespero, inocência e força – isso não tira as parcelas culposas de que sua personagem é extremamente chata. Mason Thames, por sua vez, explora com sutileza o ressentimento e a raiva do sobrevivente, porém de um modo tão sutil que aparenta ser invisível. De forma clara, seu personagem é uma peça fundamental para o funcionamento do enredo, todavia nem toda a desconstrução do caráter de </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2013/03/bad-boys-hollywood-alec-baldwin"><i><span style="font-weight: 400;">bad boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que tivesse algum destaque, juntando o inútil ao desagradável. Essa dualidade fraterna entre o trauma reprimido de Finney e a sensibilidade visionária de Gwen espelha o próprio conflito entre o real e o ilusório, sobre o que está nas sombras e o que se revela à luz, retomando de forma imperceptível a tensão platônica que o audiovisual encena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aspecto </span><a href="https://darkside.blog.br/por-que-terror-e-religiao-costumam-andar-juntos/"><span style="font-weight: 400;">religioso</span></a><span style="font-weight: 400;">, constante na filmografia de Derrickson, ressurge no primeiro ato por meio do acampamento cristão e de uma retórica sobre culpa e redenção. No entanto, essa dimensão espiritual se dilui conforme o sobrenatural assume o controle da narrativa. A </span><a href="https://www.contacto.lu/opiniao/black-phone-2-.-pode-ver-este-filme-em-vez-de-ir-a-missa/97045474.html"><span style="font-weight: 400;">fé</span></a><span style="font-weight: 400;"> aparece menos como certeza e mais como tentativa de organizar o caos, um gesto de desespero diante do inexplicável. Se existe um Deus, ele se oculta entre máscaras e ecos distorcidos. Derrickson transforma essa ambiguidade em reflexão: o mal, assim como a verdade, nunca se revela por completo – apenas por fragmentos, por sombras que confundem o olhar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Telefone Preto 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> se sustenta como uma experiência audiovisual de forte apelo estético e simbólico, mas com desequilíbrios narrativos. É um filme que compreende o poder do trauma e da memória, mas se perde em suas próprias metáforas. Derrickson demonstra domínio técnico e sensibilidade emocional, embora o roteiro não acompanhe o mesmo rigor. E talvez seja esse o ponto mais perturbador que a sequência trouxe: o </span><a href="https://www.otempo.com.br/opiniao/diego-almeida/2025/10/17/final-explicado-de-o-telefone-preto-2"><span style="font-weight: 400;">inferno</span></a><span style="font-weight: 400;"> é diferente do que imaginávamos, ele não é quente, é frio. Um frio que não vem das neves do acampamento, e sim do vazio que resta quando o medo congela tudo o que é humano. Ao menos, a produção não chega a ser mais um </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/m3gan-20-por-que-a-sequencia-fracassou-nas-bilheteiras/"><span style="font-weight: 400;">fracasso</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse Productions</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Telefone Preto 2 | Trailer Final" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4FTqSFaKyjs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-telefone-preto-2/">O Telefone Preto 2 é uma alucinação sobrenatural que entende o trauma, mas se perde em suas sombras</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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