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	<title>Arquivos Blinded by the Light &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Música da Minha Vida toca notas familiares, mas extremamente emocionantes</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Oct 2019 18:06:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A Música da Minha Vida]]></category>
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		<category><![CDATA[Bruce Springsteen]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda  Admiro muito os artistas que se propõem a realizar obras autobiográficas, sejam elas na literatura ou no cinema, já que a minha péssima memória não me permitiria escrever algo do tipo. No entanto, me lembro distintamente da primeira vez que ouvi Born to Run, do Bruce Springsteen. Eu devia ter 13 &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-musica-da-minha-vida-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Música da Minha Vida toca notas familiares, mas extremamente emocionantes"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12955" aria-describedby="caption-attachment-12955" style="width: 1068px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-12955" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-1068x585.jpg" alt="" width="1068" height="585" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-1068x585.jpg 1068w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-1068x585-300x164.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-1068x585-768x421.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-1068x585-1024x561.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12955" class="wp-caption-text">“Vagabundos como nós, amor, nascemos para correr” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Admiro muito os artistas que se propõem a realizar obras autobiográficas, sejam elas na literatura ou no cinema, já que a minha péssima memória não me permitiria escrever algo do tipo. No entanto, me lembro distintamente da primeira vez que ouvi </span><i><span style="font-weight: 400;">Born to Run</span></i><span style="font-weight: 400;">, do Bruce Springsteen. Eu devia ter 13 ou 14 anos, e lia </span><i><span style="font-weight: 400;">Battle Royale</span></i><span style="font-weight: 400;">, do japonês Koushun Takami, uma obra que faz inúmeras referências a lendária música de Springsteen. Me lembro do impacto que ouvir aquela canção, naquela idade, me causou. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Música da Minha Vida </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Blinded by the Light</span></i><span style="font-weight: 400;">) fala exatamente sobre esse sentimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro autobiográfico do jornalista Sarfraz Manzoor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Greetings from Bury Park</span></i><span style="font-weight: 400;">, é dirigido por Gurinder Chadha (</span><i><span style="font-weight: 400;">Driblando o Destino</span></i><span style="font-weight: 400;">), o filme conta a história de Javed Khan (Viveik Kalra). Um jovem paquistanês vivendo nos subúrbios de Luton, Inglaterra, durante os turbulentos anos do governo de Margaret Thatcher, e como a descoberta da música de Springsteen mudou a sua vida e sua percepção do mundo e de sua família.</span></p>
<p><span id="more-12954"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível ouvir essa sinopse sem se lembrar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Yesterday</span></i><span style="font-weight: 400;">, longa que estreou há apenas algumas semanas e que imaginou um mundo em que os Beatles nunca existiram. Mas,  </span><i><span style="font-weight: 400;">A Música da Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> se difere do filme de Danny Boyle justamente por ser uma narrativa mais centrada e simplista, que tem como pano de fundo não a ausência dos artistas sendo referenciados, mas sim a presença que eles exercem na vida das personagens.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_12956" aria-describedby="caption-attachment-12956" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-12956" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-bruce-springsteen-movie-review.jpg" alt="" width="2400" height="1600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-bruce-springsteen-movie-review.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-bruce-springsteen-movie-review-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-bruce-springsteen-movie-review-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-bruce-springsteen-movie-review-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blinded-by-the-light-bruce-springsteen-movie-review-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12956" class="wp-caption-text">Viveik Kalra como Javed Khan, personagem inspirado na juventude de Sarfraz Manzoor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Por mais que as cenas sejam regadas à uma seleção dos maiores hits do cantor e que sua presença na vida de Javed seja o grande motivador das mudanças pelas quais ele passa, esse não é um filme sobre o artista em questão. Não é nem mesmo um filme sobre ser um fã de Springsteen (apesar de tanto Gurinder quanto Sarfraz serem, admitidamente). É sobre a sensação que descobrimos ao encontrar uma música, um longa ou um livro que realmente nos toque em nosso íntimo. Uma sensação tão específica e ao mesmo tempo universal que é difícil dar apenas um nome para ela: a sensação de ser compreendido.</p>
<blockquote><p><b style="color: #686868; font-size: 19px; font-style: italic;"><i>“Você acha que esse homem canta para pessoas como nós?”</i></b></p>
<p><b><i>“Mas ele fala para mim.”</i></b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">É um sentimento infantil: o de que a vida finalmente faz sentido após você ouvir uma música. Mas a direção de Chadha não esquece disso e, ao invés de endeusar a mensagem de Springsteen, ela escolhe colocar Javed como personagem central antes e depois da música do </span><i><span style="font-weight: 400;">Boss</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazendo com que sua jornada vá muito além do artista norte-americano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um momento do filme, Javed aponta para seu amigo Matt (Dean-Charles Chapman) que a música </span><i><span style="font-weight: 400;">Born in the USA </span></i><span style="font-weight: 400;">na verdade não é sobre patriotismo cego, e sim sobre os veteranos da Guerra do Vietnã que ao voltarem para casa, se sentiram abandonados por seu próprio país. É de maneiras assim que a diretora abre nossos olhos para as diferentes interpretações que a música de Springsteen pode provocar. Até mesmo hoje políticos norte-americanos usam essa música em comícios, ignorando o significado que o próprio artista atribuiu à arte.</span></p>
<figure id="attachment_12957" aria-describedby="caption-attachment-12957" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-12957" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/giphy.gif" alt="" width="480" height="270" /><figcaption id="caption-attachment-12957" class="wp-caption-text">A diretora do filme, Gurinder Chadha (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No que se trata do drama familiar, não é um filme original ou que assume muitos riscos, mas ele é distinto na sua execução das batidas narrativas que acontecem nesse tipo de relação. Como bem coloca a personagem de Hayley Atwell, Ms. Clay, professora de Javed que o incentiva a escrever mais e a fazer com que sua voz seja ouvida: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Foi pessoal e apaixonado. Eu podia te ouvir gritando da página.</span></i><span style="font-weight: 400;">” Então, se há algo batendo no seu coração além de gelo e cinismo, não se preocupe, a falta de originalidade não vai te incomodar, porque esse não é o foco aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viveik Kalra entrega uma performance emocionante, construindo a personalidade e as mudanças pelas quais Javed passa com confiança. Ver as evoluções e regressões da personagem ao longo da trama, e as maneiras com que elas são expressas (seu figurino, sua maquiagem, seu penteado), além da atuação de Kalra, chega a ser hipnotizante, te seduzindo até que você esteja torcendo para que tudo dê certo em sua vida.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A música da minha vida - Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KI-gbaD_kFI?start=48&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No elenco coadjuvante, temos de dar destaque para a família de Javed. Apesar de parecer um pouco caricata às vezes, apelando para construções de suburbanas comuns na cultura asiática, o longa estabelece muito bem as dinâmicas do ambiente. Falta, porém, a melhor exploração da relação de Javed com sua mãe (Meera Ganatra). A relação e os conflitos dele com seu pai (Kulvinder Ghir) são o centro emocional do filme e ambos atores brilham em seus respectivos papéis, vendendo a paternidade tóxica e a juventude rebelde com destreza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do núcleo familiar, temos Roops (Aaron Phagura), o amigo de Javed que o introduz a Springsteen (</span><i><span style="font-weight: 400;">“Bruce é a linha direta pra toda a verdade nesse mundo de merda”</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Eliza (Nell Williams), a garota por quem Javed é nem-tão-secretamente-assim apaixonado (</span><i><span style="font-weight: 400;">“Não foi ótimo? Eu adoro um bom show antifascista”</span></i><span style="font-weight: 400;">). Os três protagonizam uma das sequências musicais mais alegres e energéticas dos últimos anos, passeando por Luton ao som da consagrada </span><i><span style="font-weight: 400;">Born to Run</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um desafio assistir a sequência sem sorrir. Além deles, a já mencionada Hayley Atwell é a presença que todos gostaríamos de ter em nossos anos nos colégios: uma professora que acredita no potencial de seus alunos mas nunca os ilude, sem se importar em ser rude ou não.</span></p>
<figure id="attachment_12958" aria-describedby="caption-attachment-12958" style="width: 2987px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12958" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/1f92af88-d80b-477b-90a2-ece687b3a633-rev-1-BBTL-FP-0109r_High_Res_JPEG.jpeg" alt="" width="2987" height="1680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/1f92af88-d80b-477b-90a2-ece687b3a633-rev-1-BBTL-FP-0109r_High_Res_JPEG.jpeg 2987w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/1f92af88-d80b-477b-90a2-ece687b3a633-rev-1-BBTL-FP-0109r_High_Res_JPEG-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/1f92af88-d80b-477b-90a2-ece687b3a633-rev-1-BBTL-FP-0109r_High_Res_JPEG-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/1f92af88-d80b-477b-90a2-ece687b3a633-rev-1-BBTL-FP-0109r_High_Res_JPEG-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/1f92af88-d80b-477b-90a2-ece687b3a633-rev-1-BBTL-FP-0109r_High_Res_JPEG-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12958" class="wp-caption-text">“Porque a noite pertence aos apaixonados” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevistas, Gurinder Chadha já havia comentado o quanto o atual clima político na Inglaterra havia inspirado o longa. Lidando de maneira hábil com questões sociais como o fascismo perpetuado pelo National Front nos anos 80 e o racismo encontrado por imigrantes nos subúrbios das grandes cidades, e como ele impactou a visão que eles têm de si mesmos. Ela, assim como seu protagonista, encontra na música de Springsteen mais do que apenas um refúgio, mas uma maneira de encarar e de fazer sentido do mundo, de encontrar um jeito de melhorá-lo.</span></p>
<blockquote><p><b><i>“Bruce canta sobre trabalhar duro e se agarrar aos seus sonhos, e a não deixar que a crueldade do mundo impeça o que há de melhor em você.”</i></b></p></blockquote>
<figure id="attachment_12959" aria-describedby="caption-attachment-12959" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12959" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/048e9740-b793-11e9-b57f-cd837e2a3cc3.jpg" alt="" width="1280" height="666" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/048e9740-b793-11e9-b57f-cd837e2a3cc3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/048e9740-b793-11e9-b57f-cd837e2a3cc3-300x156.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/048e9740-b793-11e9-b57f-cd837e2a3cc3-768x400.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/048e9740-b793-11e9-b57f-cd837e2a3cc3-1024x533.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/048e9740-b793-11e9-b57f-cd837e2a3cc3-1200x624.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12959" class="wp-caption-text">“Terras ermas, nas quais você tem que viver todo dia/ Deixe os corações partidos resistirem/ Como o preço que se paga/ Vamos continuar até que eles entendam/ e essas terras ermas começarem a nos tratar bem” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anteriormente, já foi dito que esse não era um filme sobre Springsteen. Todavia, pela quantidade de vezes que seu nome é mencionado, é aparente o quanto ele é peça fundamental dessa história e o quanto sua presença é sentida ao longo da trama. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Música da Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue fazer duas coisas importantes: extrair o máximo possível de significado das músicas através da direção e da performance dos atores, ao ponto que é plausível nos perguntarmos se as músicas não foram escritas anos atrás especialmente para esses momentos. E, ao mesmo tempo, aderir o máximo de intensidade e emoção às cenas em que as músicas tocam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há mais uma coisa que me recordo da primeira vez que eu ouvi Springsteen: depois de ter escutado algumas músicas dele no YouTube, me deparei com uma gravação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OuF6DiDDxWs"><span style="font-weight: 400;">sua performance no Rock in Rio 2013, na qual ele canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Sociedade Alternativa</span></i><span style="font-weight: 400;">, do Raul Seixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e lembro especificamente de ter ficado completamente perplexo. Perplexo que um artista gringo, com uma lenda própria, iria para outro país aprender a letra de uma música de outra lenda em uma língua que ele não conhece e cantá-la em um dos maiores festivais de música do mundo. Mostrou que a música era capaz de romper barreiras não só físicas como também culturais. E nunca estive tão perto dessa sensação do que enquanto assistia </span><i><span style="font-weight: 400;">A Música da Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Os cães da Main Street uivam, porque entendem</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Se eu pudesse segurar um momento em minha mão</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Senhor, eu não sou um menino, sou um homem</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">E eu acredito na terra prometida”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Bruce Springsteen, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Promised Land<br />
</span></i></p></blockquote>
<figure id="attachment_12967" aria-describedby="caption-attachment-12967" style="width: 920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12967" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blindedbythelightcontestbig.jpg" alt="" width="920" height="614" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blindedbythelightcontestbig.jpg 920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blindedbythelightcontestbig-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/blindedbythelightcontestbig-768x513.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12967" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-musica-da-minha-vida-critica/">A Música da Minha Vida toca notas familiares, mas extremamente emocionantes</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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