<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Better Oblivion Comunity Center &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/better-oblivion-comunity-center/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/better-oblivion-comunity-center/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Jun 2025 17:37:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Better Oblivion Comunity Center &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/better-oblivion-comunity-center/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 20:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário 5 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Better Oblivion Comunity Center]]></category>
		<category><![CDATA[boygenius]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dead Oceans]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Veiga]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[I Know The End]]></category>
		<category><![CDATA[Kyoto]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Mescal]]></category>
		<category><![CDATA[Phoebe Bridgers]]></category>
		<category><![CDATA[Punisher]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Savior Complex]]></category>
		<category><![CDATA[sophomore]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger in the Alps]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=35396</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Phoebe Bridgers talvez seja uma das artistas mais sinestésicas dessa nova safra do indie folk. Desde Strangers in the Alps, seu álbum de estreia, sua música tem cheiro, clima e cor de interior e isolamento. A voz serena e a harmonia calma de uma produção muita das vezes composta só por guitarra e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/">5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35397" aria-describedby="caption-attachment-35397" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-800x800.png" alt="Capa do álbum Punisher, de Phoebe Bridgers. Nela, vemos Phoebe, uma mulher branca de cabelos platinados. Ela veste um macacão preto com estampa de esqueleto. Ela está centralizada na parte inferior enquanto olha para cima. Ela está em um deserto, com uma montanha de fundo e uma noite estrelada. A imagem está tratada de forma que o chão está na cor vermelha e o fundo na cor azul" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5.png 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35397" class="wp-caption-text">Olof Grind, fotógrafo responsável pela identidade visual do álbum, disse que o tom soturno da capa foi ideia de Phoebe, que queria a imagem mais assustadora possível (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers talvez seja uma das artistas mais sinestésicas dessa nova safra do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desde </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0qWcLfCZ8wtcoOdX14oGNI"><i><span style="font-weight: 400;">Strangers in the Alps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu álbum de estreia, sua música tem cheiro, clima e cor de interior e isolamento. A voz serena e a harmonia calma de uma produção muita das vezes composta só por guitarra e violinos presente em sua discografia na carreira solo, dão a impressão de estarmos sozinhos em um ambiente em que gritar nosso sentimentos resultam neles te atingindo em forma de eco, por isso, a escolha de se recolher em sua própria autopiedade e depreciação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma linha recorrente nos versos de artista o desejo de querer desaparecer, seja no sentido material da palavra ou até mesmo em ser abduzida por uma nave espacial. Ironicamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, que completa cinco anos,</span> <span style="font-weight: 400;">veio no cenário favorável para que isso acontecesse. Com a </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/music/story/2020-06-18/phoebe-bridgers-punisher"><span style="font-weight: 400;">pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de covid-19, grande parte do mundo tinha sumido para seu próprio universo particular. Porém, em efeito contrário, o fato de estarmos vivendo a reclusão e desconexão com si próprio já cantada por Phoebe só fez com que nos aproximássemos de sua obra no momento em que ela justamente transitava entre otimismo e esperança.</span></p>
<p><span id="more-35396"></span></p>
<figure id="attachment_35398" aria-describedby="caption-attachment-35398" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35398" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-800x531.png" alt="Foto de Phoebe Bridgers, Nela vemos a cantora com um macacão preto com estampa de esqueleto. Ela está em uma planice de terra, com várias poças em volta, enquanto encara a câmera." width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-800x531.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-768x510.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35398" class="wp-caption-text">Um fator que contribui para a mística da tristeza envolta da cantora são seus relacionamentos, sendo o mais famoso com o ator Paul Mescal (Foto: Olof Grind)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se tem uma estreia boa como a de Bridgers, muito se teoriza sobre seu </span><i><span style="font-weight: 400;">sophomore</span></i><span style="font-weight: 400;">, claro, sempre esperando algo a mais. A questão aqui é que a cantora é bastante consciente do que faz e onde pode chegar. De fato </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">é, por si só, mais melodramático e apocalíptico que seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, no entanto não faz com que ele necessite ir além ou ser esse algo a mais, até porque o diferencial da carreira da artista sempre vai estar em suas obras, que é sua </span><a href="https://www.wmagazine.com/culture/phoebe-bridgers-punisher-snl-guitar-interview"><span style="font-weight: 400;">composição</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bridgers é uma cronista fantasiada de musicista. A forma como suas letras são </span><a href="https://www.nme.com/big-reads/phoebe-bridgers-cover-interview-2020-punisher-2685827"><span style="font-weight: 400;">tão descritivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e específicas dão a impressão de que o mundo gira mais devagar para ela e de que todas suas emoções são imensamente mais intensas. Dessa forma, o álbum funciona como um amplificador para nossos próprios sentimentos que, ao invés de se esconder embaixo do lençol do fantasma, decide parecer mais a mostra com sua fantasia de esqueleto.</span></p>
<figure id="attachment_35399" aria-describedby="caption-attachment-35399" style="width: 651px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35399" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-651x800.png" alt="Ensaio de Phoebe Bridgers para a revista The Fader. Nela vemos Phoebe, uma mulher branca de cabelos platinados Ela veste um vestido preto de mangas curtas e está fotografada do busto para cima. Ela apoia a mão esquerda no queixo enquanto olha para cima. Ao fundo, uma parede na cor marrom claro" width="651" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-651x800.png 651w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-833x1024.png 833w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-768x944.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1250x1536.png 1250w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1200x1474.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4.png 1627w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35399" class="wp-caption-text">A música de Phoebe Bridgers ressoa em nomes que vão de Taylor Swift a Gracie Abrams (Foto: The Fader/ Molly Matalon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O apocalipse de </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">é bem sutil, funcionando como aquela garoa inicial que cai do céu mais feio e carregado. A </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/phoebe-bridgers-punisher-interview-1002273/"><span style="font-weight: 400;">tristeza característica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Phoebe Bridgers aqui vem em doses homeopáticas, primeiro nos dando o ombro para depois permitir chorar. Tirando a intro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Garden Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos guia do que esperar para a sequência do álbum: uma artista que, de uma forma onírica, consegue olhar para seus sentimentos como se fosse uma externa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos poucos, o disco se abre tanto para a tristeza quanto para uma produção um pouco mais aprimorada. E são esses elementos que exaltam a contradição deste segundo trabalho. Mesmo com um sentimentalismo pesado, na verdade esse registro é o mais otimista da curta discografia. </span><a href="https://www.thelineofbestfit.com/features/interviews/how-phoebe-bridgers-made-kyoto-best-song-2020"><i><span style="font-weight: 400;">Kyoto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">quase escancara isso: além do arranjo espirituoso, ela consegue tratar seus </span><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma mais madura e sincera. Phoebe não deixa de lamentar o amor quebrado, a fé corrompida ou o medo do futuro – e faz isso da forma mais doída possível. Entretanto, o grande diferencial é que aqui ela se mostra receptiva a passar por eles, vendo esses vários fins de mundo como começos de outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Savior Complex </span></i><span style="font-weight: 400;">e a faixa-título deixam bem claro as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gjQJYzEf44Q&amp;ab_channel=RIML_TV"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> da artista e suas intenções. Ele é propositalmente melancólico, remetendo a Joni Mitchell e </span><a href="https://www.npr.org/2020/04/16/834971727/phoebe-bridgers-elliott-smith-figure-8-20th-anniversary"><span style="font-weight: 400;">Elliot Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> – este sendo inspiração clara de </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, replicando uma tristeza que é, ao mesmo tempo, devastadora e acolhedora. Nesse sentido, o álbum se assemelha com o próprio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6IZGwvxhXvw&amp;ab_channel=MadmanFilms"><i><span style="font-weight: 400;">Melancolia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2011), onde a serenidade perante ao fim do mundo, ao invés de causar estranheza, se torna calorosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - Kyoto (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Tw0zYd0eIlk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostar no minimalismo da produção é essencial para que o registro revitalize a experiência além-auditiva na qual a cantora ficou conhecida. Tony Berg – compositor de</span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six </span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Ethan Gurska, que é neto do lendário John Williams, repetem o acerto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger in the Alps</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mais uma vez conseguem, através da ambientação e escolha de instrumentos, construir um quarto imaginário em um dia chuvoso, afastado de tudo e todos, onde se ecoa a voz de Phoebe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">foi responsável por catapultar a cantora para o público em geral, seu trabalho de estreia fez isso com a crítica e a indústria. Por isso, a voz de Phoebe não ecoa sozinha. No intervalo entre o primeiro trabalho e a produção deste, a cantora resolveu dar um tempo no protagonismo isolado e apostou em colaborações na cena </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como resultado, o agrupamento que fez com Julien Baker e Lucy Dacus, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;">, dá as caras nas faixas derradeiras, enquanto Conor Oberst, vocalista do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/5o206eFLx38glA2bb4zqIU"><span style="font-weight: 400;">Bright Eyes</span></a><span style="font-weight: 400;"> com quem Phoebe fundou o projeto </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3NBmfDV6Yh3hjuQUBVvYgO"><span style="font-weight: 400;">Better Oblivion Community Center</span></a><span style="font-weight: 400;">, empresta sua voz para faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas se engana quem pensa que a similaridade em conceito de seus dois álbuns representa certo conformismo da artista. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Phoebe já dá lampejos dos caminhos que pode percorrer sem perder seu DNA, e isso fica a cargo das suas últimas faixas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Graceland Too</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, remete o </span><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">do primeiro álbum e o mescla com o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> – explicando o porquê de Julien Baker, natural de Nashville, integrar a faixa. Já a catártica </span><i><span style="font-weight: 400;">I Know the End</span></i><span style="font-weight: 400;"> abdica da artista com carinha de </span><a href="https://personaunesp.com.br/primavera-sound-critica/"><span style="font-weight: 400;">festival</span></a><span style="font-weight: 400;"> no final de tarde e apresenta uma Phoebe pronta para conduzir um coro histérico em arena, ao mesmo tempo em que entrega a melhor e mais potente faixa de sua carreira.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - I Know the End (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/WJ9-xN6dCW4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 25 anos, idade com que Phoebe produziu o disco, são tão imediatistas que realmente todo dia parece o fim do mundo – digo por experiência própria. Mas o que a artista faz aqui é de uma singularidade que a destaca dos demais. </span><a href="https://www.theringer.com/2020/06/19/music/phoebe-bridgers-punisher-interview-new-album"><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">consegue capturar a banalidade da tristeza moderna e a transformar em música, fazendo com que o horizonte, por mais apocalíptico que seja, se torne apenas em uma paisagem a se admirar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o registro cresce a cada audição, principalmente se ela vier acompanhada de um fim de ciclo, seja ele qual for. Pois, se Phoebe está disposta a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DXqZ66XK3z8&amp;ab_channel=PhoebeBridgers-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">te dar a lua</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mínimo que ela espera é algo tão místico ou grandioso de sua parte, e essa barganha só se é entendida quando, a lá </span><i><span style="font-weight: 400;">memento mori</span></i><span style="font-weight: 400;">, percebe-se suas várias mortalidades e fins, que podem estar dobrando a esquina, em uma segunda-feira qualquer ou te esperando na porta de casa. E eu acho que um dos meus fins é aqui, até mais, te vejo no próximo.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Punisher" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6Pp6qGEywDdofgFC1oFbSH?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/">5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">35396</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
