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	<title>Arquivos Best Dance Pop Recording &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 20:00:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Nathalia Helen Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao Grammy 2026 com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. Fancy That concorre a Best Dance/Electronic Album, enquanto Illegal aparece entre as indicadas a Best Dance &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-fancysomemore/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_36821" aria-describedby="caption-attachment-36821" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36821" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM11.jpg" alt=" A imagem é a capa do álbum Fancy Some More, de PinkPantheress. Nela, a cantora aparece em frente a um fundo azul vibrante, vestindo meia-calça vermelha, sapatos pretos e um body preto com detalhes vermelhos. Ela segura um quadro pintado com traços expressivos em preto e vermelho, com um recorte central que revela seu rosto, criando a ilusão de que a pintura se prolonga em seu corpo. No chão, uma pequena mancha de tinta preta reflete parte da cena. A composição mistura arte e moda de maneira ousada, traduzindo o estilo visual experimental e criativo da artista." width="512" height="504" /><figcaption id="caption-attachment-36821" class="wp-caption-text">A artista britânica transforma o conceito de álbum em celebração coletiva (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Helen</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao </span><a href="https://www.grammy.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2026 </span></i></a><span style="font-weight: 400;">com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy That</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Dance/Electronic Album</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Illegal</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparece entre as indicadas a </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Dance Pop Recording</span></i><span style="font-weight: 400;">, colocando oficialmente o som etéreo e acelerado da artista britânica no centro das discussões do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e da eletrônica contemporâneos. É a partir desse reconhecimento — que valida um projeto originalmente curto, fragmentado e quase experimental — que </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> surge como uma resposta direta: maior, mais aberta e consciente de seu próprio impacto.</span></p>
<p><span id="more-36820"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><a href="https://spotify.link/c8gC5NUiOXb"><i><span style="font-weight: 400;">Fancy That</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">de PinkPantheress, era um disco curtíssimo de 20 minutos com nove faixas – quase uma </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape </span></i><span style="font-weight: 400;">condensada de ideias e emoções –, sua nova versão chega com fôlego de sobra: são 31 músicas distribuídas em dois volumes digitais e três </span><i><span style="font-weight: 400;">CDs</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo remixes de </span><i><span style="font-weight: 400;">DJs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e produtores de peso, além de colaborações com vocalistas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A proposta, ambiciosa, soa como um exercício de expansão do próprio universo sonoro da cantora: um mundo de batidas aceleradas, vocais etéreos e nostalgia do início dos anos 2000, agora reinterpretado sob dezenas de olhares.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas um relançamento; é quase uma reescrita do próprio mito em torno da cantora. Desde que surgiu no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">com canções que pareciam fragmentos de sonhos </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">PinkPantheress</span></a><span style="font-weight: 400;"> construiu uma estética tão precisa que se tornou um gênero em si mesma. Aqui, ela brinca com essa autoimagem, e o resultado é um trabalho que funciona tanto como celebração quanto como experimento.</span></p>
<figure id="attachment_36822" aria-describedby="caption-attachment-36822" style="width: 415px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36822" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM2.jpg" alt="A segunda imagem faz parte de um ensaio fotográfico para a i-D Magazine. PinkPantheress aparece sentada no chão com as pernas cruzadas, diante de um fundo cinza neutro. Ela veste uma camisa preta de manga comprida com o nome “Palace” escrito em vermelho, combinada com uma calça jeans clara e sapatilhas brancas. Seu cabelo é longo, liso e com franja. O olhar é sereno e voltado diretamente para a câmera, transmitindo calma e autenticidade." width="415" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-36822" class="wp-caption-text">Após viralizar no TikTok, PinkPantheress se firmou como uma das vozes mais originais do pop atual (Foto: i-D Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os nomes mais empolgantes, um grupo de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/pinkpantheress-confirma-anitta-mochakk-e-dj-caio-prince-em-novo-album/"><span style="font-weight: 400;">brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca: Anitta, DJ Caio Prince, Adame DJ e Mochakk. A presença deles não é mero detalhe – é um sinal de que o som da artista britânica começa a dialogar diretamente com o calor e a criatividade latino-americana. Agora, ela abre as janelas para o mundo, permitindo que outras vozes e ritmos invadam o seu espaço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uma sensação constante de curiosidade e desprendimento que percorre o disco. PinkPantheress nunca parece querer agradar a todos, mas sim ver até onde seu som pode chegar. Ela dá espaço para outros artistas reinterpretarem suas faixas com total liberdade, e esse risco – de perder o controle sobre a própria identidade musical – é justamente o que torna o projeto tão instigante. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><a href="https://youtu.be/xi5dEA7B4l4?si=CABRjk_9ppLJqSQg"><span style="font-weight: 400;">convite</span></a><span style="font-weight: 400;"> para observar o que acontece quando um estilo tão particular é exposto à pluralidade global.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de tantos acertos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um projeto difícil de ler como um todo. As faixas não foram feitas para serem ouvidas de ponta a ponta – e a própria artista já questionou a importância da ‘ordem’ de um álbum. Mais do que narrativa, ela oferece um mosaico: fragmentos que o ouvinte pode e precisa montar por conta própria. </span></p>
<p><a href="https://youtu.be/hEQwWKj8Sns?si=jMyXEZNQQaFjxnaA"><span style="font-weight: 400;" data-rich-links="{&quot;fple-t&quot;:&quot;PinkPantheress - Stateside + Zara Larsson (Official Audio)&quot;,&quot;fple-u&quot;:&quot;https://youtu.be/hEQwWKj8Sns?si=jMyXEZNQQaFjxnaA&quot;,&quot;fple-mt&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;first-party-link&quot;}">PinkPantheress &#8211; Stateside + Zara Larsson (Official Audio)</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio é garimpar seus favoritos entre tantas versões de uma canção (quatro só de </span><a href="https://spotify.link/rX7eOf8jOXb"><span style="font-weight: 400;">Stateside</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span><a href="https://personaunesp.com.br/poster-girl-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zara Larsson</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, entrega uma das melhores surpresas com sua leitura da faixa: ela injeta peso e emoção a um dos momentos mais marcantes do disco, até mesmo fazendo uma referência bem-humorada à polêmica envolvendo sua recente turnê com </span><a href="https://personaunesp.com.br/so-close-to-what-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tate Mcrae</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Estou em turnê pelos Estados Unidos / Beijando meu garoto sueco pelo FaceTime / Quem diria que abrir me tornaria manchete?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, nem tudo brilha com a mesma intensidade. Colaborações com nomes como Oklou, JADE e Bladee ficam aquém do impacto esperado, e o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">de Joe Goddard para </span><a href="https://youtu.be/q7L5KGSYzEc?si=-x5oXoTn0VEq7XFi"><i><span style="font-weight: 400;">Tonight</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soa mais como uma interferência do que reinvenção criativa. Ainda assim, há calor o bastante para justificar a empreitada – e alguns remixes chegam a superar as versões originais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, há instantes em que o excesso de produção e o polimento digital diluem o charme minimalista que sempre definiu a artista. Parte de sua força vem justamente da timidez, da economia e das </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/uma-musica-nao-precisa-ser-maior-que-2-minutos-e-30-segundos-diz-pinkpantheress/"><span style="font-weight: 400;">canções curtas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que soam como rabiscos sonoros – suas faixas mais populares no Spotify mal passam de dois minutos e meio. Como ela mesmo já afirmou, </span><i><span style="font-weight: 400;">“uma música não precisa ter mais de dois minutos e trinta segundos; não precisamos repetir um verso, nem de uma ponte, nem de um final longo</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa concisão, que faz dela uma figura tão singular e interessante no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, acaba se perdendo no meio da grandiosidade do projeto.</span></p>
<figure id="attachment_36823" aria-describedby="caption-attachment-36823" style="width: 415px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36823" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM4.jpg" alt="Nessa imagem, também do ensaio para a i-D Magazine, a artista surge sorridente, de olhos fechados, com as mãos apoiadas na cabeça. Ela usa uma jaqueta de couro vermelha aberta sobre um vestido ou blusa preta. O fundo permanece cinza, destacando o contraste entre o vermelho vibrante da jaqueta e o preto do figurino. A pose descontraída e o sorriso espontâneo capturam um momento de alegria genuína, revelando um lado leve e divertido de PinkPantheress, em contraste com a estética mais conceitual da capa do álbum." width="415" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-36823" class="wp-caption-text">PinkPantheress conquistou o mundo com faixas curtas, nostálgicas e cheias de identidade (Foto: i-D Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, há um mérito em ver PinkPantheress explorando novas texturas e camadas. Se antes ela era vista como uma </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/pinkpantheress-e-a-nossa-artista-queridinha-low-profile-em-ascensao/"><span style="font-weight: 400;">artista de nicho</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora se coloca no centro do diálogo global do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo. Ela parece consciente de que seu som é um reflexo de uma geração hiperconectada – aquela que consome e descarta em questão de segundos –, e responde a isso criando uma obra que também se comporta como uma timeline infinita, onde tudo coexiste ao mesmo tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum também funciona como um estudo sobre autoria e controle artístico. Ao abrir mão da centralidade, a compositora desafia o conceito tradicional de ‘dona da obra’. Em vez de proteger seu catálogo, ela o oferece como matéria-prima, permitindo que </span><a href="https://billboard.com.br/pinkpantheress-remixes-album/"><span style="font-weight: 400;">outros</span></a><span style="font-weight: 400;"> o distorçam, reinventem e, às vezes, até o superem. É um gesto de coragem e desprendimento raro na indústria atual, onde a imagem e o som costumam ser rigidamente protegidos por contratos e egos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma celebração do agora – um gesto de abertura e curiosidade que confirma o status da cantora como uma das artistas mais inventivas de sua geração. Ao revisitar e remixar seu próprio repertório, ela testa os limites da sua estética e convida o público a fazer o mesmo. O resultado é um banquete irregular, mas generoso: pode não haver coerência perfeita, entretanto, há algo para todos os gostos – e, acima de tudo, a sensação de que o </span><a href="https://spotify.link/QUh6ncylOXb"><span style="font-weight: 400;">universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de PinkPantheress está só começando a se expandir.</span></p>
<p><a href="https://spotify.link/6oDy6OcmOXb">https://spotify.link/6oDy6OcmOXb</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-fancysomemore/">Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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