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	<title>Arquivos Beitunia &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>The Present: o nacionalismo é uma doença</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2021 16:21:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jho Brunhara São quatro da manhã. Você, palestino e morador da Cisjordânia, toma seu café, se arruma para o trabalho e começa uma jornada de três a quatro horas para chegar em uma obra de construção civil em Jerusalém, território atualmente controlado por Israel. Os 32km, que poderiam ser percorridos em 1h30, parecem ter o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-present-farah-nabulsi-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Present: o nacionalismo é uma doença"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_20206" aria-describedby="caption-attachment-20206" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-20206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_zkWqfnqxsV.png" alt="Cena do filme The Present. No centro da imagem, há uma garotinha branca, de cabelos castanhos, que usa um casaco vermelho. Ela está atrás de uma grade de metal e apoia uma das mãos na grade. Seu semblante é pensativo. Atrás dela, podemos ver do peito para baixo de um homem, que veste casaco azul e calças marrons. Ele está em uma fila." width="1366" height="570" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_zkWqfnqxsV.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_zkWqfnqxsV-300x125.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_zkWqfnqxsV-1024x427.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_zkWqfnqxsV-768x320.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_zkWqfnqxsV-1200x501.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20206" class="wp-caption-text">The Present está concorrendo ao Oscar 2021 na categoria Melhor Curta-Metragem em Live Action (Foto: Philistine Films)</figcaption></figure>
<p><b>Jho Brunhara</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São quatro da manhã. Você, palestino e morador da Cisjordânia, toma seu café, se arruma para o trabalho e começa uma jornada de três a quatro horas para chegar em uma obra de construção civil em Jerusalém, território atualmente controlado por Israel. Os 32km, que poderiam ser percorridos em 1h30, parecem ter o dobro da distância. Em certa parte do caminho, você precisa atravessar a fronteira, e, para isso, enfrentar um dos </span><a href="https://www.washingtonpost.com/graphics/world/occupied/checkpoint/"><span style="font-weight: 400;">pontos de checagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Israel. Nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">checkpoint</span></i><span style="font-weight: 400;">, palestinos são tratados como se fossem animais. Caminham em túneis cercados por grades, abarrotados em centenas. Alguns escalam como podem, para fugir da multidão sufocante. Outros chegam a ser pisoteados, ou saem com uma </span><a href="https://www.aljazeera.com/features/2019/3/13/israels-checkpoint-300-suffocation-and-broken-ribs-at-rush-hour"><span style="font-weight: 400;">costela quebrada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fim do funil, a única passagem é por uma catraca torniquete. Depois, um detector de metal, onde se tira qualquer vestimenta solicitada considerada suspeita. E, então, finalmente, um militar israelense verifica seu documento de identidade e seu visto de trabalho. A permissão para trabalhar em construções só é dada para homens maiores de 23 anos, casados, e que possuam pelo menos um filho. Ocasionalmente, um soldado entediado pode te </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/02/100212_palestinoshumilhacao_gf"><span style="font-weight: 400;">humilhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes de autorizar sua entrada no país, por pura ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">graça</span></i><span style="font-weight: 400;">’. Essa é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LYg1CUvU7lg&amp;ab_channel=RaimoKangasniemi"><span style="font-weight: 400;">realidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> enfrentada por 70 mil palestinos, que necessitam dos empregos depois da fronteira para sobreviver, diariamente. Todos os dias. </span></p>
<p><span id="more-20205"></span></p>
<figure id="attachment_20207" aria-describedby="caption-attachment-20207" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-20207" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_Jz4aCeCkMh.png" alt="Cena do filme The Present. A cena foi gravada no Checkpoint 300, um posto de checagem entre a Cisjordânia e Israel. Na imagem há um grande corredor em direção ao fundo da fotografia, cercado por paredes e grades. Muitas pessoas estão passando por esse corredor, de forma amontoada. Algumas pessoas atravessam escalando as grades no alto." width="1366" height="567" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_Jz4aCeCkMh.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_Jz4aCeCkMh-300x125.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_Jz4aCeCkMh-1024x425.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_Jz4aCeCkMh-768x319.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vlc_Jz4aCeCkMh-1200x498.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20207" class="wp-caption-text">Checkpoint 300 (Foto: Philistine Films)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LUbITonUeGQ&amp;ab_channel=AjyalFilmFestival"><i><span style="font-weight: 400;">The Present (الهدية)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, curta-metragem dirigido pela britânico-palestina Farah Nabulsi, nos mostra um pouco dessa violência vivida pelo povo da Cisjordânia. No filme, acompanhamos a ida de um pai e sua filha até a cidade de Bethlehem, para que possam comprar itens básicos no mercado e adquirir uma nova geladeira de presente para a mãe. A trama, inicialmente simples, revela camadas assustadoras sobre a vida na região. Yusef (Saleh Bakri, o pai) e Yasmine (Maryam Kanj, a filha) enfrentam o horrível ponto de checagem, que tem cenas verdadeiras exibidas no começo do curta: Saleh divide a tela ao lado de palestinos reais, que estavam a caminho de Israel para trabalhar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim do </span><i><span style="font-weight: 400;">checkpoint</span></i><span style="font-weight: 400;">, pai e filha são humilhados e colocados em gaiolas até que seus documentos sejam conferidos. Finalmente liberados, caminham até a cidade de Bethlehem. Depois de adquirir a geladeira e as compras do supermercado, mais um problema: o carro que transportaria o eletrodoméstico da loja até Beitunia (onde moram) é impedido de passar. Yusef e Yasmine se veem com apenas uma saída: empurrar o item por todo o trajeto até a casa, com ajuda de um carrinho. Porém, antes, precisam novamente da autorização dos soldados no ponto de checagem. Mesmo nesse momento, exaustos, não encontram misericórdia das autoridades militares. A ficção, nesses casos, não vai tão mais longe quanto a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QorJMPtz1Fw&amp;ab_channel=excitedsynapses"><span style="font-weight: 400;">realidade pode chegar</span></a><span style="font-weight: 400;">, e novamente assistimos o abuso de poder e a humilhação, completamente gratuita. </span></p>
<figure id="attachment_20208" aria-describedby="caption-attachment-20208" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-20208" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/The_Present_Still_3-1920x1080-1.jpg" alt="Cena do filme The Present. Pai e filha estão dentro de uma van, sentados lado a lado em dois bancos. O pai está a esquerda, e a filha pequena à direita, com a cabeça apoiada em seu braço. A menina está com semblante triste e o pai com semblante pensativo. Ambos olham para baixo, em diagonais contrárias." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/The_Present_Still_3-1920x1080-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/The_Present_Still_3-1920x1080-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/The_Present_Still_3-1920x1080-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/The_Present_Still_3-1920x1080-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/The_Present_Still_3-1920x1080-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/The_Present_Still_3-1920x1080-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20208" class="wp-caption-text">O filme de Farah Nabulsi venceu o BAFTA de Melhor Curta-Metragem Britânico (Foto: Philistine Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/08/140730_gaza_entenda_gf_lk"><span style="font-weight: 400;">conflito Israel-Palestina</span></a><span style="font-weight: 400;"> é antigo, mas não tão velho quanto você, talvez, pense. Apesar da segunda diáspora judaica ter acontecido em 70 d.C., quem expulsou os judeus de Jerusalém foram os romanos, e os árabes pouco tem a ver com isso. O problema real começa no início do século 20, com o </span><a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/g1-explica-o-que-e-sionismo-judaismo-e-antissemitismo.html"><span style="font-weight: 400;">movimento sionista</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, posteriormente, o holocausto, influenciando o retorno de muitos judeus para a ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">terra prometida’</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Israel, que dividia a mesma localização com a Palestina histórica (naquele momento sob gestão britânica). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conflitos borbulharam por décadas, até que em 1947 a ONU tentou </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2017/11/25/interna_internacional,919554/controverso-plano-de-partilha-da-palestina-completa-70-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">implementar</span></a><span style="font-weight: 400;"> a criação do Estado de Israel e do Estado da Palestina, dividindo o território em duas partes. Israel declarou independência e anexou os territórios definidos pela Partilha. A Liga Árabe, que não concordava com o acordo pois via como uma injustiça com a Palestina, declarou guerra. Israel venceu o conflito, manteve os territórios, e, posteriormente, avançou com suas fronteiras em novas ações militares até alcançarmos o cenário atual, em que a Palestina ainda não é reconhecida como um país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Onde quero chegar com tudo isso: apesar de Jerusalém ser uma cidade muito importante para o islamismo, judaísmo e cristianismo, a religião não é o motivo do conflito entre Israel e a Palestina. Judeus e muçulmanos convivem na região há séculos, e sempre dividiram o espaço geográfico. O caos se origina da necessidade de se ocupar e delimitar territórios, de se estabelecer nações soberanas. E claro, da ideia de jerico da ONU em aprovar um projeto sem que ambos os lados estivessem de acordo. </span></p>
<p><figure id="attachment_20209" aria-describedby="caption-attachment-20209" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20209" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/palestine-israel-map.jpg" alt="Peça gráfica em formato de 4 mapas. No primeiro mapa, vemos o território Palestino em 1946, com a porção verde (representando os palestinos) ocupando quase a totalidade do mapa. Na costa superior oeste, podemos ver alguns fragmentos de território em posse judaica. O segundo mapa mostra uma representação do Plano de Partilha da ONU de 1947, que ofereceria 54% do território total anterior para Israel, e o restante para a Palestina, com Jerusalém sendo uma cidade de gestão internacional. No terceiro mapa, vemos como a divisão estava em 1967, com Israel ocupando quase a totalidade do território. Apenas a Faixa de Gaza, na costa inferior oeste, e a Cisjordânia, no centro-leste, pertencem à Palestina. No quarto mapa, vemos a divisão atual, em que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia estão ainda mais fragmentadas, representando apenas 'manchas' no território total." width="1024" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/palestine-israel-map.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/palestine-israel-map-300x198.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/palestine-israel-map-768x506.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20209" class="wp-caption-text">A Palestina é, atualmente, composta pela Faixa de Gaza (porção verde próxima ao oceano) e pela Cisjordânia (&#8216;ilhas&#8217; em verde) [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">No presente, estamos caminhando para relações cada vez piores. Sediados na Faixa de Gaza, o Hamas, grupo terrorista palestino, assassina israelenses e controla a região pelo medo. Já no país ao lado, Israel usa da força militar para bombardear zonas urbanas em Gaza, e na tentativa de exterminar o Hamas, mata muitos civis palestinos. É fato: a dor das mortes de civis israelenses é imensurável, mas a </span><a href="https://cdn0.vox-cdn.com/assets/4756436/IP_conflict_deaths_total.png"><span style="font-weight: 400;">quantidade de palestinos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que morreram em investidas de Israel é muito superior. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Present</span></i><span style="font-weight: 400;"> escancara um dos piores comportamentos da humanidade: o </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/qual-a-diferenca-entre-patriotismo-e-nacionalismo/"><span style="font-weight: 400;">nacionalismo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Conflitos por território e soberania sempre existiram, e nem por isso eles são justificáveis como parte da natureza humana, ainda mais quando geram uma quantidade gigantesca de mortos, feridos e refugiados. Esse não é um texto que vai dizer quem está certo entre Israel e Palestina, já que ambos os lados sofreram e ainda sofrem. Igualmente, não podemos confundir as ações dos Estados como culpa dos civis. O ponto em comum aqui é mostrar que o sentimento de nacionalismo é uma doença. Ele afasta, segrega e gera conflitos. Bordas imaginárias deveriam apenas auxiliar na administração, e não deveriam funcionar como limites de impérios. O pertencimento a uma nação não deveria desumanizar outra, não deveria humilhar, oprimir, reduzir ou exterminar outro povo. </span></p>
<figure id="attachment_20210" aria-describedby="caption-attachment-20210" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20210" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/81424328_ThePresent-sdp_background_na_ar_03.jpg" alt="Cena do filme The Present. Nela, vemos o pai, Yusef, apoiado em uma grade com as mãos e a testa. Ele está de olhos fechados olhando para baixo. A câmera está do outro lado da grade. Ele veste uma camiseta preta e é um homem branco." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/81424328_ThePresent-sdp_background_na_ar_03.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/81424328_ThePresent-sdp_background_na_ar_03-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/81424328_ThePresent-sdp_background_na_ar_03-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/81424328_ThePresent-sdp_background_na_ar_03-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/81424328_ThePresent-sdp_background_na_ar_03-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/81424328_ThePresent-sdp_background_na_ar_03-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/81424328_ThePresent-sdp_background_na_ar_03-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20210" class="wp-caption-text">Enquanto as acrobacias políticas se alastram por décadas, os civis sofrem (Foto: Philistine Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem de Farah Nabulsi é a primeira produção palestina a ser indicada na categoria Melhor Curta-Metragem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Live Action</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e concorre em 2021. É muito provável que </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-indicados-ao-oscar-2021/"><span style="font-weight: 400;">não ganhe</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas apenas a indicação na maior premiação do mundo já vale a atenção para um assunto que </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55811778"><span style="font-weight: 400;">ainda é</span></a><span style="font-weight: 400;"> extremamente relevante e acontece no mesmo planeta que residimos, com pessoas iguais a nós, civis que apenas querem viver vidas normais com a liberdade que todos têm direito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução para o conflito entre Israel e Palestina fica mais difícil a cada dia, mas a paz e um acordo que seja verdadeiramente justo ainda não é impossível. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Present</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um mundo aparentemente insolúvel para os adultos, mas deposita uma fé sutil nas crianças, quando Yasmine toma uma decisão arriscada e importante no fim do curta. A esperança nos tempos que vivemos é uma chama moribunda, mas que ainda está acesa, com muito esforço. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Present - Short Film Trailer | Ajyal Film Festival 2020" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/LUbITonUeGQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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