Vamos fazer o Time Warp novamente: The Rocky Horror Picture Show

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Da esquerda para a direita, as personagens: Columbia, Magenta, Frank-N-Furter, Riff Raff

Bárbara Alcântara, estudante de Jornalismo da Unesp Bauru

No ano em que foi lançado, 1975, The Rocky Horror Picture Show foi um fracasso de bilheteria. Para os críticos, era um filme de difícil classificação: terror? Comédia? Musical? Sátira? Para o público em geral, o roteiro era confuso e, principalmente, polêmico. Talvez por conter uma enorme quantidade de referências que iam desde os cultuados filmes de ficção científica e terror, até cantores e estilos musicais da época. Ou então por praticamente pregar a liberação sexual. Fosse qual fosse o motivo do fiasco, o que ninguém esperava era que, nos anos seguintes, o longa deixaria de ser um desastre para se tornar um clássico cult. Passaria a ser exibido regularmente em sessões especiais de cinemas espalhados pelos Estados Unidos e ganharia, além de uma legião de fãs, um remake televisivo quatro décadas depois. Continue lendo “Vamos fazer o Time Warp novamente: The Rocky Horror Picture Show”

As Marias do hip hop

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As mulheres sempre presentes nos eventos, mostrando que o protagonismo é delas também (Foto: Bruno Figueiredo)

Bárbara Alcântara (com colaborações de Giovana Moraes, Daiane Tadeu e Ingrid Watanabe)

É pedrada atrás de pedrada: desde as duas séries da Netflix, “The Get Down” e “Luke Cage”, até a recente notícia do disco póstumo do Sabotage, que já está disponível no Spotify. O ano de 2016 está marcado por uma porção de lançamentos, referências e homenagens ao hip hop. Se, por um lado, toda essa repercussão colabora para a difusão dessa cultura de resistência e contestação social, os projetos de grande impacto também retratam o evidente protagonismo masculino na cena. Por essa perspectiva, infelizmente ainda não há nada novo sob o sol.

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Punk rock não é só pro seu namorado!

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“Quando ela anda, a revolução vem vindo/ Em seus quadris há revolução/ Quando ela fala, eu escuto a revolução/ Em seu beijo, eu sinto o sabor da revolução” Bikini Kill – Rebel Girl

Bárbara Alcântara

All girls to the front! I’m not kidding” (Todas as meninas para frente! Não estou brincando). Foi com esse pedido inusitado que as bandas riot grrrl – movimento que surgiu em meados da década de 90 – foram ganhando notoriedade dentro da cena punk norte-americana. Munidas de guitarras, baixos, baterias e microfones, elas bradavam “we want revolution girl style now!” (Nós queremos a revolução ao estilo das garotas agora!), pedindo visibilidade dentro de um movimento que se mostrava, apesar dos ideais libertários, cada vez mais misógino e distante das pautas políticas femininas. Escreveram fanzines, organizaram festivais, enfim: conseguiram provar que eram capazes de liderar não só suas próprias bandas, mas todo um movimento social. Elas deram uma nova cara ao feminismo.

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