10 anos após Riot!, Paramore se encontrou ou se perdeu em After Laughter?

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Bárbara Alcântara

Quem ouviu de cabo a rabo o álbum Riot!, em 2007, e se apaixonou por Paramore, ficou no mínimo surpreso com o recém-lançado After Laughter. O 5º álbum de estúdio não se distancia só do repertório da banda: também foge completamente das tendências atuais. Em meio a um revival dos anos 90, e de um relativo retorno da popularidade do pop punk e do emo – estilos que fizeram a banda deslanchar – o lançamento traz baladinhas oitentistas, entre o new wave, o synthpop e o pop tropical. Continue lendo “10 anos após Riot!, Paramore se encontrou ou se perdeu em After Laughter?”

Trainspotting 2: Quando a crise dos 40 atinge os junkies

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Bárbara Alcântara

Em 1996, o mundo assistia, maravilhado, ao mergulho que o jovem Mark Renton (Ewan McGregor) dava na “pior privada da Escócia”, em busca dos supositórios de ópio que havia introduzido em (mais uma) tentativa de abandonar o vício em heroína. Esse foi Trainspotting: as epopeias de quatro amigos de infância numa Edimburgo psicodélica, passando de bar em bar (e biqueira em biqueira), afogando em copos e agulhas as desilusões e insatisfações com o ideal de vida que lhes era enfiado goela abaixo. Continue lendo “Trainspotting 2: Quando a crise dos 40 atinge os junkies”

Iggy Pop, o idiota com tesão pela vida

Bárbara Alcântara

Quem teve a chance de ver Iggy & the Stooges no Claro Q É Rock, em 2005, ou no Planeta Terra, em 2009, ficou no mínimo abismado com a desenvoltura e a energia ainda exibidas pelo vocalista, mesmo aos mais de 60 anos de idade. Usando apenas um jeans feminino e um par de botas, Iggy Pop subiu nos amplificadores, fez danças inusitadas, abaixou as calças e ainda chamou o público para subir no palco – tudo isso enquanto cantava, a plenos pulmões, os clássicos da banda. No entanto, os caminhos até o topo foram ardilosos. Continue lendo “Iggy Pop, o idiota com tesão pela vida”

Sick Sad World: Como Daria e Enid mostraram o quão fantasmagórico o nosso mundo é

Daria (ao centro) e a serenidade no olhar de quem não tem baixa auto-estima e, sim, baixa estima por todas as outras pessoas.
Daria (ao centro) e a serenidade no olhar de quem não tem baixa auto-estima e, sim, baixa estima por todas as outras pessoas

Bárbara Alcântara

É difícil de acreditar, mas houve uma época em que a MTV gastava os seus minutos com programas muito mais interessantes que Jersey Shore e My Super Sweet 16. Um exemplo é a série animada Daria, lançada em março de 1997 como um spin-off da queridinha da Era Dourada do canal, Beavis and Butt-Head. A protagonista era uma antítese da dupla de amigos sem noção que fez tanto sucesso: uma jovem inteligente, sarcástica e antissocial, que arrancava boas risadas do público ao tecer críticas ácidas ao estereótipo do americano “médio” – tudo isso sem esboçar um sorriso sequer. Continue lendo “Sick Sad World: Como Daria e Enid mostraram o quão fantasmagórico o nosso mundo é”

35 anos de Bad Brains: o punk também é negro

O raio rasta no Capitol Building
O raio rasta no Capitol Building

O Bad Brains é referência quando se fala em representatividade. Conversamos com integrantes da cena brasileira, que contaram um pouco de como a banda ajudou na construção da identidade negra no punk

Bárbara Alcântara e Gabriel Leite Ferreira

Desde sua origem, o movimento punk vendeu uma postura inclusiva e igualitária. Contudo, hoje seus ideais libertários são postos à prova pela falta de representatividade de minorias na cena. Uma das forças mais expressivas dessa reavaliação no contexto étnico é o Bad Brains, banda que é uma grande influência inclusive no Brasil.

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As melhores séries de 2016

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Se 2015 foi marcado pela consolidação dos serviços de streaming impulsionados por boas séries, este ano coloca ainda mais abaixo o conceito de “séries televisivas”. São produções grandes, extremamente competentes, que impactam e pautam nossas conversas virtuais como poucas coisas conseguem.

Outra tendência das séries de 2016 é um olhar crítico e criativo sobre o passado recente – que vai desde os divertidos filmes dos anos 80 até os conflitos raciais. Eis as cinco melhores de 2016 do Persona UNESP: Continue lendo “As melhores séries de 2016”

Descendents: Good good things about saturday

Uma banda que faz questão de passar sempre muita seriedade para o público
Uma banda que faz questão de passar sempre muita seriedade para o público

Bárbara Alcântara

“Today. Everything sucks today.” Milo (vocal), Bill (bateria), Stephen (guitarra) e Karl (baixo) entraram no palco no sábado (03) em São Paulo tocando esse som. Ao contrário do que dizia a letra da música, nada estava sendo um saco naquele dia. Para confirmar isso, era só ver a animação estampada na carinha de cada uma das pessoas lá no Tropical Butantã. Todo mundo cantando, gritando e chorando, emocionados, ao som do agressivo porém melódico e dançante hardcore punk da banda. Estavam todos nitidamente desacreditados de que, enfim, realizaram um sonho que tinha sido adiado por 20 anos: ver o Descendents ao vivo.

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