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	<title>Arquivos Astro Boy &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Geopolítica do Ódio em Pluto</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2024 14:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Flora Vieira Pluto, anime distribuído pela Netflix e produzido pelo Studio M2, é a adaptação do mangá homônimo escrito e ilustrado por Naoki Urasawa, mangaká responsável também por outros sucessos, como Monster e 20th Century Boys. O mangá e sua adaptação escolhem recontar The Greatest Robot On Earth, uma das várias histórias de Astro Boy, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pluto-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Geopolítica do Ódio em Pluto"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33351" aria-describedby="caption-attachment-33351" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-33351" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-2-800x450.png" alt="Na imagem, Astro Boy, ou Atom, como é chamado na série. Foi retirada diretamente da animação, na qual o personagem Atom veste uma capa de chuva amarela e carrega consigo uma mochila vermelha nas costas; ele está encapuzado, mas tem seu rosto à mostra: é branco, possui cabelo preto e olhos castanhos. Atrás dele, um cenário desfocado do que parecem ser árvores e o céu." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-2.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33351" class="wp-caption-text">Em Pluto, os personagens de Tezuka são redesenhados e reimaginados (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Flora Vieira</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pluto, </span></i><span style="font-weight: 400;">anime distribuído pela Netflix e produzido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio M2</span></i><span style="font-weight: 400;">, é a adaptação do mangá homônimo escrito e ilustrado por Naoki Urasawa, mangaká responsável também por outros sucessos, como </span><a href="https://www.omelete.com.br/anime-manga/tudo-sobre-monster-anime-netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Monster</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">20th Century Boys</span></i><span style="font-weight: 400;">. O mangá e sua adaptação escolhem recontar </span><i><span style="font-weight: 400;">The Greatest Robot On Earth</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das várias histórias de </span><i><span style="font-weight: 400;">Astro Boy</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrita e publicada pelo lendário </span><a href="https://tezukaosamu.net/en/other/112.html"><span style="font-weight: 400;">Osamu Tezuka</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1965. No anime, nós acompanhamos Gesicht, um robô detetive que passa a investigar assassinatos de robôs e cientistas que, de alguma forma, estão interligados a um conflito geopolítico global ocorrido anos antes.</span></p>
<p><span id="more-33350"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para falar sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluto</span></i><span style="font-weight: 400;">, é interessante entender a obra que ele adapta. Na história de Tezuka, os sete robôs com a tecnologia mais avançada do mundo são caçados um a um por Pluto, um robô criado por um sultão, que o cria para que ele se torne o Rei dos Robôs e seja decretado superior aos outros. A história de Urasawa, escrita </span><a href="https://ovicio.com.br/pluto-manga-sera-republicado-no-brasil-em-dezembro/"><span style="font-weight: 400;">entre 2003 e 2009</span></a><span style="font-weight: 400;">, acolhe a base da história original e constrói uma trama mais complexa, explorando de forma ainda mais profunda os temas já pincelados pela obra. Outra mudança importante é a de protagonismo: enquanto na história da década de 1960 ele é de Astro Boy, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluto</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">ele é do robô detetive.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A alteração de personagem principal permite a Naoki Urasawa o desenvolvimento de uma trama de mistério, que evolui conforme acompanhamos o desenrolar da investigação, em conjunto com os dilemas pessoais do protagonista e visões estranhas que o perturbam. Enquanto </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/pluto-como-o-anime-da-netflix-se-conecta-a-astro-boy-1.3263786"><i><span style="font-weight: 400;">The Greatest Robot On Earth</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">tem maior foco nas lutas e na ideia clássica de derrotar o vilão principal, as oito horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluto </span></i><span style="font-weight: 400;">permitem que a série trabalhe mais com as nuances e pormenores daquele universo, em que robôs têm direitos quase que equivalentes aos dos seres humanos, sentem emoções e são tão capazes de atrocidades quanto nós.</span></p>
<figure id="attachment_33352" aria-describedby="caption-attachment-33352" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33352" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1-1-800x565.jpg" alt="Na imagem, Mont Blanc observa os robôs mortos por ele e seus companheiros no 39º Conflito da Ásia Central.  Foi retirada do mangá de Pluto em preto e branco, em que, numa perspectiva panorâmica, é possível ver vários robôs enfileirados e destruídos num chão de aparência desértica. No canto inferior esquerdo da imagem, um robô, maior e mais forte que os do chão, usando uma capa, está sentado de costas, observando o ambiente, acompanhado de um homem que veste um colete à prova de balas." width="800" height="565" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1-1-800x565.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1-1-1024x724.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1-1-768x543.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33352" class="wp-caption-text">O mangá de Pluto foi produzido na esteira de outras obras em homenagem ao personagem Astro Boy (Foto: Shogakukan Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra mudança relevante se deve ao contexto histórico de publicação do mangá. Naquele momento, acontecia no Oriente Médio a </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/guerras/os-eua-guerra-ao-terror.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Guerra ao Terror</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, promovida pelos Estados Unidos em resposta aos ataques do 11 de setembro de 2001: acusado falsamente de possuir armas nucleares, o Iraque foi sumariamente atacado pelo país, que buscava por mais influência e controle na região. Na história de Urasawa, a Pérsia, comandada pelo ditador Darius XIV, é acusada pelos Estados Unidos da Trácia de possuir um robô super-inteligente de destruição em massa, o que leva ao 39º Conflito da Ásia Central, um massacre do povo persa perpetrado por robôs, incluindo os sete mais fortes e inteligentes do mundo, com a exceção do pacifista Épsilon.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio dos sete robôs somos apresentados à humanidade que os cerca. Cada um deles tem características específicas que os definem, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mGg6vFqzg7k"><span style="font-weight: 400;">Gesicht</span></a><span style="font-weight: 400;">, o robô alemão, que é explorado no trabalho e sofre com consequências equivalentes às de um </span><i><span style="font-weight: 400;">burnout</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro exemplo é Atom, o robô japonês (o </span><i><span style="font-weight: 400;">Astro Boy</span></i><span style="font-weight: 400;"> da história original), que tem a inteligência artificial mais avançada daquele universo e lida com a complexidade das suas emoções. Épsilon, o robô australiano e um dos mais interessantes da obra, cuida de órfãos do 39º Conflito, em seu próprio orfanato. Todos eles são alvos de Pluto, movido por vingança – porque participaram ativamente no genocídio persa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A similaridade entre inteligências artificiais e seres humanos não é um algo novo da </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/artigos/literatura/os-cem-anos-do-robo"><span style="font-weight: 400;">ficção</span></a><span style="font-weight: 400;">, trabalhado antes mesmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Robô</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1950), escrito por Isaac Asimov. Tampouco são novidades no gênero temas como o ciclo de ódio ou a natureza violenta da humanidade. O que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluto</span></i><span style="font-weight: 400;"> único, e diferente também da obra original, é a forma com que esses assuntos se entrelaçam e o quanto os dilemas de cada um dos personagens se conecta com a história, permitindo um olhar por vezes frio, mas contemplativo e profundo sobre a verdadeira origem do ódio e como é possível lidar com ele de forma mais saudável em busca da paz. A série é delicada e terna em mostrar, na perspectiva dos robôs, essa possibilidade, enquanto os seres humanos da narrativa são muitas vezes mais desprovidos, ironicamente, de humanidade. </span></p>
<figure id="attachment_33353" aria-describedby="caption-attachment-33353" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33353" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image2-1-800x450.jpg" alt="Na imagem, Gesicht e sua esposa observam seu filho caminhar pela primeira vez. Foi retirada diretamente da animação. Nela, observamos, do lado esquerdo, um pequeno robô de aparência inacabada, com seu corpo metálico à mostra e um braço faltante. Do lado direito, os personagens Gesicht e sua esposa, com os braços levantados, esperam pelo pequeno. Gesicht é branco e tem cabelos curtos e loiros, veste uma camisa branca, gravata azul e calça social marrom, enquanto sua esposa, posicionada atrás dele, também branca de cabelos castanhos, veste um casaco rosa e uma camiseta preta, acompanhados de uma saia de tom marrom claro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image2-1.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33353" class="wp-caption-text">Pluto foi anunciado em 2017 e ficou pelo menos seis anos em desenvolvimento (Foto:Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluto </span></i><span style="font-weight: 400;">triunfa na apresentação dos detalhes e na construção de mundo, seus dois episódios finais apresentam muitos problemas de ritmo: não há tempo suficiente para desatar os nós importantes da trama. Decisões são tomadas de forma muito abrupta e sem explicação, principalmente envolvendo um personagem apresentado pouco antes do fim da história, o robô ursinho de pelúcia </span><a href="https://ovicio.com.br/entenda-o-final-de-pluto-anime-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Teddy Roosevelt</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que torna as coisas mais confusas e mais clichês.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, BORA, um dos elementos centrais que circunda a trama até o seu </span><span style="font-weight: 400;">final</span><span style="font-weight: 400;">, é a perfeita representação do ódio acumulado e gerado pelo genocídio, e a decisão de fazê-lo tentar algo maior, em vez da destruição dos Estados Unidos da Trácia, por exemplo, é metaforicamente inteligente e interessante porque não cede ao erro de transformar o país em vítima no final da história. A única responsável e também vítima do ciclo do ódio é a própria humanidade, e ainda mais irônico é que o seu salvador seja justamente um robô, que renunciou ao ódio e se sacrificou para que o ser humano não fosse destruído.</span></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/quadrinhos/pluto-conheca-o-manga-que-reinventa-o-mundo-de-astro-boy"><i><span style="font-weight: 400;">Pluto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é plural, complexo e, muitas vezes, óbvio em seus subtextos, mas isso não é um problema. Personagens cativantes, animação lindíssima e subtramas de fazer chorar são a especialidade dessa história, que constrói uma distopia quase perfeita, capaz de te fazer pensar por semanas nas injustiças e fragilidades do mundo real. Na ficção, somos salvos por robôs. Aqui, a humanidade tem o desafio de se salvar, antes que essas injustiças matem ainda mais inocentes em nome do poder de poucos e do sofrimento de muitos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluto </span></i><span style="font-weight: 400;">é, afinal, um ensaio sobre o fracasso da humanidade em salvar a si mesma.</span></p>
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