<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ashley Johnson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/ashley-johnson/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/ashley-johnson/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Apr 2026 17:26:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Ashley Johnson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/ashley-johnson/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>The Last of Us, a sobrevivência e o que restou da humanidade no fim do mundo</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/critica-the-last-of-us/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/critica-the-last-of-us/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 13:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Annie Wersching]]></category>
		<category><![CDATA[Ashley Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Hana Hayes]]></category>
		<category><![CDATA[Merle Dandridge]]></category>
		<category><![CDATA[Naughty Dog]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Troy Baker]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=37050</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Quando uma doença acometer a humanidade, o que será de nós? Em 2013, a Naughty Dog parecia muito interessada nessa questão ao lançar um dos jogos mais marcantes já feitos: The Last of Us. A história já é bem conhecida: o Cordyceps – um fungo capaz de parasitar insetos – sofreu uma mutação &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-the-last-of-us/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Last of Us, a sobrevivência e o que restou da humanidade no fim do mundo"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-the-last-of-us/">The Last of Us, a sobrevivência e o que restou da humanidade no fim do mundo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37052" aria-describedby="caption-attachment-37052" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37052" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-us-2-800x450.png" alt="Cena de The Last of Us. Close-up do rosto de Ellie, uma jovem com sardas e cabelos castanhos, olhando para cima com uma expressão de esperança ou admiração. Ao fundo, levemente fora de foco, Joel, um homem mais velho, barbudo, com cabelo e barba preta, com algumas partes grisalhas, é visto de perfil dirigindo um veículo. A iluminação é suave, destacando o olhar de Ellie." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-us-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-us-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-us-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-us-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-us-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-us-2.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37052" class="wp-caption-text">O jogo ganhou uma continuação em 2020 (Foto: Naughty Dog)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando uma doença acometer a humanidade, o que será de nós? Em 2013, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog </span></i><span style="font-weight: 400;">parecia muito interessada nessa questão ao lançar um dos jogos mais marcantes já feitos: </span><a href="https://www.planocritico.com/games-the-last-of-us/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A história já é bem conhecida: o </span><a href="https://netec.org/2023/05/02/distinguishing-between-fungal-fact-and-fiction-in-the-last-of-us/"><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></a><span style="font-weight: 400;"> – um fungo capaz de parasitar insetos – sofreu uma mutação que lhe deu a capacidade de infectar corpos humanos, destruíndo o cérebro e as transformando em uma criatura agressiva. O mundo então entra em colapso, mais da metade da população foi contaminada ou morta, o exército da FEDRA tomou conta dos Estados Unidos, governando com punho de ferro e um grupo de revolucionários chamado Vaga-lumes luta contra a ditadura instaurada. O planeta virou de ponta cabeça com a doença e não há uma cura, até que surge uma pessoa imune ao fungo: Ellie (Ashley Johnson).</span></p>
<p><span id="more-37050"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto entra o protagonista da história e que será o personagem controlado pela maior parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">: Joel (Troy Baker), cujo objetivo é levar a garota para uma sede dos Vaga-lumes em que eles possam examiná-la. O jogo, então, é baseado em uma viagem no qual o destino não é tão bem definido. Parece um </span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/02/04/cinema-e-streaming/os-10-melhores-road-movies/"><i><span style="font-weight: 400;">road movie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até mesmo pelo aspecto cinematográfico muito presente, com mais de uma hora de meia só de </span><a href="https://comandogeek.com.br/blog/glossario/o-que-e-cutscene/?srsltid=AfmBOor9C6qeRhefyALN7H6iEFmqNqY5HD7TguFQX8WhEfjNVmzB1sDB"><i><span style="font-weight: 400;">cutscenes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_37054" aria-describedby="caption-attachment-37054" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37054" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-Last-of-Us-800x449.png" alt="Cena de The Last of Us. Joel e Ellie em um cenário pós-apocalíptico iluminado pelo sol. Joel, um homem de barba com camisa de sarja verde e mochila, olha para o alto. Ellie está ao lado dele, também olhando para cima com curiosidade. Ao fundo, uma estrutura abandonada coberta por vegetação." width="800" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-Last-of-Us-800x449.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-Last-of-Us-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-Last-of-Us-768x431.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-Last-of-Us.png 1069w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37054" class="wp-caption-text">Em 2023 a HBO Max fez uma adaptação do jogo para o formato série (Foto: Naughty Dog)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A base do jogo é a sobrevivência. Durante a viagem, a dupla precisa passar por diversos problemas com infectados, bandidos, militares ou qualquer um que ameace a vida deles. </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não te dá alternativas, nunca há a opção de poupar uma vida, o </span><i><span style="font-weight: 400;">player </span></i><span style="font-weight: 400;">é obrigado a matar qualquer ameaça. Logo no terceiro capítulo, </span><i><span style="font-weight: 400;">A periferia</span></i><span style="font-weight: 400;">, Joel, Ellie e Tess (</span><span style="font-weight: 400;">Annie Wersching) encontram um homem vivo embaixo de escombros, o protagonista não hesita um segundo e somos obrigados a matá-lo. Entretanto, essa pouca flexibilidade não diz apenas sobre a necessidade, mas também da nossa limitação. Joel não é um avatar do jogador, ele representa a si mesmo e apenas somos permitidos acompanhá-lo e guiá-lo na jornada, no entanto, jamais o controlarmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrabalanceando essa rigidez, os confrontos com humanos ou ‘zumbis’ são mais permissivos, o jogador pode ser mais discreto ou mais direto dependendo do objetivo, porém, isso revela outro aspecto fundamental da obra: a humanidade. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ghost-of-tsushima-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ghost of Tsushima</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020), quando é preciso ser furtivo, o jogo não te permite fazer de outra forma, o erro é zero. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">está mais suscetível às falhas humanas, como ao tentar ser silencioso e não conseguir e ao improvisar diante do perigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, não é só nesses momentos que a humanidade aparece. Na realidade, é mais sobre quem seremos diante de uma situação como essa. A pandemia mostrou que o </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">não estava tão distante da realidade. Produtos básicos viraram luxo para muitas pessoas, o mundo polarizado, vidas negligenciadas, muitas mortes evitáveis e a união se tornou mais utópica. Na ficção, </span><a href="https://universosagas.ig.com.br/quem-sao-os-vagalumes-em-the-last-of-us/"><span style="font-weight: 400;">Vaga-lumes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e FEDRA se matam enquanto mais e mais pessoas são infectadas; criminosos se unem para roubar e matar; na escassez alguns se tornam canibais e as histórias trágicas se acumulam.</span></p>
<figure id="attachment_37053" aria-describedby="caption-attachment-37053" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37053" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-Us-3-800x533.png" alt="Cena de The Last of Us. Joel e Ellie escondidos atrás de uma porta de madeira em um salão luxuoso e deteriorado. Joel estende o braço para proteger Ellie enquanto observa cautelosamente um inimigo armado com uma espingarda que caminha ao fundo. Joel tem uma máscara de gás pendurada no cinto." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-Us-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-Us-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/The-last-of-Us-3.png 960w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37053" class="wp-caption-text">The Last of Us ganhou o prêmio de Melhor Game de 2013 pela BAFTA Games Awards (Foto: Naughty Dog)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobrevivência e humanidade se misturam, principalmente na pele de Joel. A frieza expõe seu instinto, a raiva e a crueldade; e a memória da filha, o seu lado humano. A presença de Ellie evoca a lembrança de Sarah (</span><a href="https://letterboxd.com/actor/hana-hayes/"><span style="font-weight: 400;">Hana Hayes</span></a><span style="font-weight: 400;">), e a relação dos dois cresce cada vez mais, arranhando as ranhuras desse Joel violento e revelando aquele visto no capítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Natal</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ligação entre os dois será fundamental para o encerramento da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os elementos imersivos são essenciais </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Uma característica do jogo é a possibilidade de interagir com o ambiente e coletar documentos. Cada carta coletada é um conto, os cenários com prédios destruídos cheios de escombros são carregados de histórias – todas elas terminando de maneira trágica, porém, elas podem ser belas ou apenas tristes, isso depende do ponto de vista de cada um. A forma de melhorar as armas é feita de maneira rústica. O personagem modifica à mão, com uso de alicates achados no mapa. Tudo colabora para uma experiência imersiva, porém, isso não é à toa, tudo tem um propósito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da obra lidar com elementos do terror, ela pouco utiliza o </span><i><span style="font-weight: 400;">jumpscare</span></i><span style="font-weight: 400;">; o foco está na atmosfera amedrontadora e desconfortável, construída a partir dos sons dos </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/series-e-tv/the-last-of-us-tipos-infectados"><span style="font-weight: 400;">estaladores</span></a><span style="font-weight: 400;">, os esporos no ar, os corpos decompostos e os fungos nas paredes que criam uma sensação opressora. A tensão e o perigo constante são artifícios que tornam a jogabilidade interessante, e que, para além disso, serão fundamentais no encerramento.</span></p>
<figure id="attachment_37051" aria-describedby="caption-attachment-37051" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-2-800x450.png" alt="Cena de The Last of Us. Retrato frontal de Ellie com uma expressão séria e melancólica. Seus cabelos estão levemente molhados e há sujeira em seu rosto. O fundo mostra uma paisagem montanhosa com árvores sob um céu nublado ao entardecer, criando uma atmosfera introspectiva." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-2.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37051" class="wp-caption-text">O jogo foi remasterizado para versão PS4 (Foto: Naughty Dog)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Joel e Ellie chegam ao hospital em que os Vaga-lumes estão sediando, Marlene (Merle Dandridge) – membro do grupo – a leva para a cirurgia e revela a ele que para conseguir uma cura, é necessário matar a garota para extrair o </span><a href="https://butantan.gov.br/noticias/fungo-de-the-last-of-us-nao-e-perigoso-na-vida-real-e-alguns-do-mesmo-genero-sao-remedios"><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu cérebro. O protagonista então decide salvar Ellie, mesmo que tenha que condenar o mundo em troca. Uma decisão egoísta, porém, muito humana. Mas o que há de tão interessante nesse final? É a falta de controle do </span><i><span style="font-weight: 400;">player</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a autoridade do personagem. Enquanto jogamos, temos a falsa sensação de liberdade e domínio daquelas figuras, no entanto, quando Joel toma a decisão, é quase um tapa cara; o jogo se inverte, pois agora somos nós que seremos manipulado por ele, a única escolha que nos resta é completar a missão – matando todos os vaga-lumes – ou deixar de jogar. O nosso poder sobre ele era emprestado, o seu arbítrio é superior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante comparar com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pois as linguagens são diferentes e, por consequência, geram efeitos diferentes. Por mais que se esforce, uma série jamais conseguirá ser tão imersiva quanto um jogo, a capacidade dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games </span></i><span style="font-weight: 400;">de interagir e influenciar o ambiente faz o jogador estar muito mais presente naquele mundo. O problema da adaptação é não conseguir compreender essa diferença entre as linguagens, pois, por mais que seja muito fiel, o impacto no público é diferente. A relação entre Joel e Ellie na obra original é construída a partir das interações e missões, como uma ajuda para pegar uma escada, para atravessar um lago, a necessidade de protegê-la, etc; poucas vezes se utiliza de </span><i><span style="font-weight: 400;">cutscenes </span></i><span style="font-weight: 400;">com esse intuito. No seriado, a imagem e as dinâmicas entre os personagens é soberana, logo, a conexão com Ellie é mais profunda, porém, o medo e o sentimento de responsabilidade com o mundo é infinitamente menor. A decisão do protagonista no </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">é apenas dele, mas no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, parece ser um pouco nossa também.</span></p>
<p><a href="https://www.planocritico.com/critica-the-last-of-us-left-behind/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não está interessado em falar sobre a humanidade como maligna, e sim falha. Há bondade, assim como há maldade; tem violência e carinho; amor e ódio. A necessidade de sobreviver não revela o lado ruim das pessoas, apenas explora todos os limites, das qualidades aos defeitos, e expõe que o humano é, acima de tudo, contraditório.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us - Story Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/W01L70IGBgE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-the-last-of-us/">The Last of Us, a sobrevivência e o que restou da humanidade no fim do mundo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/critica-the-last-of-us/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">37050</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Em The Last of Us, nós continuamos pela família</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 19:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[1 temporada]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Ali Abassi]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Torv]]></category>
		<category><![CDATA[Ashley Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Bella Ramsey]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Straley]]></category>
		<category><![CDATA[Cordyceps]]></category>
		<category><![CDATA[Craig Mazin]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[DNEG]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[FEDRA]]></category>
		<category><![CDATA[Fungos]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Luna]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
		<category><![CDATA[Game]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Santaolalla]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[HBO Max]]></category>
		<category><![CDATA[infecção]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[John Hannah]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Brener]]></category>
		<category><![CDATA[Keivonn Montreal]]></category>
		<category><![CDATA[Lamar Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Melanie Lynskey]]></category>
		<category><![CDATA[Murray Bartlett]]></category>
		<category><![CDATA[Nathália Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Naughty Dog]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Druckmann]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Offerman]]></category>
		<category><![CDATA[Nico Parker]]></category>
		<category><![CDATA[O Que Deixamos Para Trás]]></category>
		<category><![CDATA[Parentesco]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Pascal]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Hoar]]></category>
		<category><![CDATA[Por Muito Muito Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[pós-apocalíptico]]></category>
		<category><![CDATA[Quando Estiver Perdido na Escuridão]]></category>
		<category><![CDATA[Quando Mais Precisamos]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Storm Reid]]></category>
		<category><![CDATA[The Last of Us]]></category>
		<category><![CDATA[The Last of Us Part II]]></category>
		<category><![CDATA[Troy Baker]]></category>
		<category><![CDATA[Videogame]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=30908</guid>

					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda e Nathália Mendes Ecoando sua celebrada minissérie Chernobyl, Craig Mazin nos inicia em The Last of Us com um prólogo: em um talk show dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em The Last of Us, nós continuamos pela família"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/">Em The Last of Us, nós continuamos pela família</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30909" aria-describedby="caption-attachment-30909" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30909" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) estão no alto de um edifício em ruínas, olhando na direção da câmera para o nascer do Sol. Joel, à esquerda da tela, é um homem latino de meia idade, com cabelos curtos e barba preta, já com vários fios grisalhos. Ele usa uma jaqueta verde clara por cima de uma camisa cinzenta. Podemos ver as alças de uma mochila passando por seus ombros, além de uma alça transversal que vai de seu ombro esquerdo até sua cintura. Joel segura essa alça com sua mão esquerda, deixando exposto um relógio analógico preso em seu pulso. Ellie, à direita da tela, é uma menina caucasiana de cabelos negros presos em um rabo de cavalo. Ela usa uma jaqueta encapuzada aberta por cima de uma camiseta cinza-clara. Em seu ombro esquerdo, já uma lanterna tubular presa na alça de sua mochila, apontada para frente. A câmera os captura da cintura para cima, e atrás deles podemos ver edifícios arruinados, tomados por vegetação e caindo aos pedaços, e uma massa de água ainda mais ao fundo do horizonte." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30909" class="wp-caption-text">“Não pode ser em vão” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda e Nathália Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ecoando sua celebrada minissérie </span><i><span style="font-weight: 400;">Chernobyl</span></i><span style="font-weight: 400;">, Craig Mazin nos inicia em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lA3gaTGT2EY"><span style="font-weight: 400;">prólogo</span></a><span style="font-weight: 400;">: em um </span><i><span style="font-weight: 400;">talk show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da raça humana não são vírus ou bactérias, mas os fungos. Quando questionado sobre o que aconteceria no evento destes organismos evoluírem para nos infectar, ele responde com um simples “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós perderíamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. E, pelas próximas nove semanas, fomos convidados a imaginar como seria um mundo onde é justamente isso o que aconteceu: nós perdemos.</span></p>
<p><span id="more-30908"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no aclamado </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2013, a nova série da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">é apenas a mais recente adição ao cânone de narrativas dedicadas à imaginar o que vem depois que o mundo acaba. Ao longo da última década, com a </span><a href="https://www.omelete.com.br/walking-dead/walking-dead-quebra-recordes-de-audiencia-pela-terceira-vez"><span style="font-weight: 400;">ascensão de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na televisão norte-americana, entre outras produções, tivemos a popularização do </span><a href="https://www.avclub.com/15-best-post-apocalyptic-tv-shows-1850157129"><span style="font-weight: 400;">cenário pós-apocalíptico</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um modelo para a formação de questionamentos pertinentes à natureza humana: o que acontece depois que nós “perdemos”? Quem nos tornamos quando não há mais o que salvar, quando as estruturas sociais estão irrevogavelmente arruinadas e agora é cada um por si? O quão mais obcecados podemos ficar pelo ator Pedro Pascal?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, a resposta a essas perguntas está na jornada de Joel (Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) por um Estados Unidos devastado pela </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">infecção fúngica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que destruiu todo o planeta 20 anos atrás, responsável por transformar a maior parte da população em monstros zumbificados e macabros. Ao longo de nove capítulos, testemunhamos personagens sofrendo perda atrás de perda, tragédias de proporções bíblicas e alegrias tão passageiras que sua mera existência se torna milagrosa. Até o final, somos relembrados repetidamente de que, nesse mundo, não há como vencer.</span></p>
<figure id="attachment_30915" aria-describedby="caption-attachment-30915" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpeg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) segura sua filha, Sarah (Nico Parker) em seus braços. Os dois olham para frente, assustados, enquanto a câmera os captura da cintura para cima, em um plano médio. Joel é um homem latino de meia idade, com cabelos e barba pretos e curtos, usando uma camiseta acinzentada. Sarah é uma menina negra de cabelos pretos longos e encaracolados, usando uma camiseta rosa e uma calça jeans clara. Ela segura o ombro direito de Joel com sua mão esquerda, e podemos ver a mão esquerda de Joel, adornada com um relógio, segurando seu torso. A cena se passa à noite e, no plano de fundo, podemos distinguir apenas vagamente um campo aberto. Ambos personagens são iluminados por uma luz branca forte vindo de frente." width="1366" height="767" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpeg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x449.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1024x575.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-768x431.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1200x674.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30915" class="wp-caption-text">“Pode até não ser pai dela, mas foi pai de alguém” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse prólogo arrepiante, saltamos para 2003 e somos apresentados à família Miller, composta por Joel, sua filha Sarah (Nico Parker) e seu irmão Tommy (Gabriel Luna). Dirigido por Mazin, produtor executivo e co-</span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span> <span style="font-weight: 400;">o primeiro capítulo da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Estiver Perdido na Escuridão</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma introdução não apenas ao apocalipse pessoal de seu protagonista, mas à característica fundamental da tragédia que parece perseguir todos aqueles que sobreviveram ao surto do fungo </span><a href="https://br.ign.com/the-last-of-us-the-series/105158/feature/the-last-of-us-quais-sao-os-estagios-dos-infectados"><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: a memória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer dos episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">constrói uma linguagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que expandem a dimensão do luto da narrativa, originalmente restrita apenas à </span><a href="https://www.naughtydog.com/blog/the_last_of_us_ellie_and_joe_story_game_show"><span style="font-weight: 400;">perspectiva de Joel</span></a><span style="font-weight: 400;">, um sobrevivente marcado por um passado trágico e violento, e Ellie, uma garota  que aparenta ser imune à infecção. Juntos, eles atravessam os Estados Unidos à procura dos Vagalumes, um grupo rebelde que ainda procura pela cura e luta contra a tirania imposta pela </span><i><span style="font-weight: 400;">FEDRA</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Agência Federal de Resposta à Desastres, em tradução livre), uma organização militar composta pelos remanescentes do governo norte-americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas essa expansão não ocasiona perda da </span><a href="https://canaltech.com.br/series/como-serie-de-the-last-of-us-expande-o-que-vimos-no-jogo-242956/"><span style="font-weight: 400;">perspectiva original</span></a><span style="font-weight: 400;">, e sim a direciona para outros formatos através da condução genial de Mazin. A câmera, por exemplo, quase sempre está junto de seus personagens, levada conforme os próprios descobrem o desenrolar da narrativa. Aqui, a direção é notável de duas maneiras: a primeira por criar uma imersão profunda no drama e a outra pelo paralelo com a posição dos jogadores de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual se é ativamente o protagonista. Tais características contribuem fortemente para que a série seja uma experiência completa, mesmo aos antigos fãs da franquia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us Episode 1: TV Show vs Game Comparison" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Me0EadJQPvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Neil Druckmann, criador da franquia e co-</span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">ao lado de Mazin, tira proveito do formato serializado ao transformar as maneiras com que encaramos suas personagens. Joel, que antes tinha sua capacidade física atrelada a habilidade do jogador que o comanda, agora recebe permissão para falhar. Acabaram as hordas de inimigos interpostas como obstáculos entre o jogador e seu objetivo: o uso da violência na série é clínico, humanizando tanto os infectados quanto os sobreviventes que antagonizam o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">ao longo da viagem, ecoando algumas das sensibilidades e temas que só veríamos na sequência de 2020, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/the-last-of-us-diferencas-entre-serie-e-jogo/"><span style="font-weight: 400;">adições às tramas</span></a><span style="font-weight: 400;"> são breves e servem para ampliar a história de personagens já conhecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esconde sua devoção ao material original, recriando algumas das cenas mais famosas do jogo quadro a quadro, em um exercício de fidelidade que poderia até ser banal ou uma mera tentativa de manter laços firmes com sua obra precursora, não fosse a paixão com que cada um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> é performado por seus novos intérpretes. Tanto Pascal quanto Ramsey preenchem belamente seus arquétipos e os inferem com suas próprias vulnerabilidades, criando entre si uma sintonia que carrega a narrativa adiante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o Joel de Pascal parece ser mais frágil que o dos jogos, a Ellie de Ramsey (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aOGz1YDuOvg"><span style="font-weight: 400;">Bellie</span></a><span style="font-weight: 400;">, para os íntimos) desenvolve sua própria relação com a violência nesse mundo sem lei, e um dos arcos narrativos mais claros é a perda de sua inocência: ela nasceu nesse mundo condenado e, portanto, ainda não sabe o que é perder da mesma maneira que seu companheiro. Joel, em contrapartida, é obrigado a reaprender a agonia da esperança.</span></p>
<figure id="attachment_30919" aria-describedby="caption-attachment-30919" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30919 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-scaled.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Frank (Murray Bartlett) e Bill (Nick Offerman) ceiam em sua casa. Os dois se sentam em lados adjacentes de uma mesa de madeira longa. Frank, à esquerda, está virado de perfil, olhando para Bill, à direita, que está de frente para a câmera, em um plano médio. Bill e Frank são ambos homens caucasianos mais velhos, com cabelos e barbas grisalhos. Frank é mais esguio, usando um paletó preto por cima de uma camisa branca, enquanto Bill usa um paletó cinza por cima de uma camisa bege, abotoada até o pescoço. Frank segura a mão direita de Bill com a sua esquerda, sobre a mesa. Os dois tem pratos vazios com guardanapos em cima, com duas taças vazias de vinho à seus lados. Na extremidade direita do plano, uma garrafa de vinho está ao lado esquerdo de Bill, iluminada por uma vela acesa. Atrás deles, podemos ver uma parede azul clara. À esquerda, uma janela entreaberta deixa aparecer o escuro da noite, adornada em ambos os lados por uma cortina de tecido florido, enquanto à direita vemos um vaso com uma planta verde repousando sobre a moldura de uma lareira. A cena é iluminada por uma luz branca vinda do canto superior direito da tela, acima da lareira." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30919" class="wp-caption-text">“Eu odiava o mundo e adorei quando todos morreram. Mas me enganei. Tinha uma pessoa que valia a pena ser salva” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após feitas as apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> rapidamente estabelece o padrão intermitente de sua narrativa, introduzindo em cada episódio novos personagens que cruzam física e emocionalmente com a jornada dos protagonistas, mas que nunca permanecem por mais de um capítulo. Joel e Ellie são repetidamente confrontados com uma </span><a href="https://fugitives.com/the-last-of-us-season-1-love-as-major-driving-force-2023-sci-fi-series/"><span style="font-weight: 400;">nova versão do amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sentimos uns pelos outros e suas terríveis e maravilhosas consequências. Mazin faz questão de examiná-lo não como a salvação ou a perdição da humanidade, mas como algo tão intrínseco, essencial e humano que é praticamente impossível separá-lo de nós mesmos. Amamos, independente das consequências, até no fim do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez nenhum episódio capture tão bem esse conflito primordial quanto o terceiro, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Por Muito, Muito Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de começar nas alças do episódio anterior, o roteiro de Mazin rapidamente salta no tempo para 20 anos no passado, quando acompanhamos Bill (Nick Offerman, em uma das grandes performances de sua carreira), um “</span><a href="https://www.ecycle.com.br/sobrevivencialismo/"><span style="font-weight: 400;">sobrevivencialista</span></a><span style="font-weight: 400;">” que já se preparava para o fim do mundo bem antes dos fungos começarem à nos perseguir. Após alguns anos sozinho, ele conhece Frank (Murray Bartlett), um homem gentil à procura de abrigo que, mesmo após uma introdução nada amistosa, consegue se conectar com Bill em um nível íntimo e sensível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><a href="https://www.metfilmschool.ac.uk/articles/blogs/meet-industry-peter-hoar-director-david-katznelson-cinematographer/"><span style="font-weight: 400;">Peter Hoar</span></a><span style="font-weight: 400;">, vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bafta/"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">por seu trabalho na minissérie </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tumQJ4qrJrg&amp;pp=ygUSaXQncyBhIHNpbiB0cmFpbGVy"><i><span style="font-weight: 400;">It’s a Sin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o capítulo marca o maior desvio do material original até o momento, e é uma lição de adaptação por si só. Ao se debruçar tão fixamente sobre a vida de dois personagens coadjuvantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela sua própria sensibilidade e nos conta, com rigor absoluto, uma das histórias de amor mais comoventes entre as obras recentes da televisão. Apesar de se desviar do caminho original da narrativa, o texto ainda funciona para espelhar a jornada dos protagonistas, fazendo uma ponte com a dificuldade de Joel em se abrir com Ellie e ecoando o luto que ainda permeia seu personagem. </span></p>
<figure id="attachment_30910" aria-describedby="caption-attachment-30910" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2.png" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Sam (Keivon Montreal), à esquerda, é um menino preto de cabelos curtos crespos e corte moicano, veste moletom mostarda e está sentado olhando atentamente para seu irmão. Henry (Lamar Johnson), à direita, é um homem preto de cabelos crespos, veste jaqueta cinza escuro com estofamento e calças jeans, e está de lado, na direção de Sam. O fundo é um sótão de tijolos marrons claros com diversos desenhos coloridos de super-herói pelas paredes." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30910" class="wp-caption-text">“Existia um grande homem. Ele nunca sentia medo, não era egoísta e sempre perdoava. Já viu alguém assim?” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do casal, Joel e Ellie se deparam com uma dupla de narrativa completamente oposta em seus meios e fins, mas semelhante na intensidade de seu amor. Se o destino de Sam (Keivonn Montreal) e Henry (Lamar Johnson), dois irmãos sobrevivendo na Zona de Quarentena do Kansas sob uma organização de Estado diferente da </span><i><span style="font-weight: 400;">FEDRA,</span></i><span style="font-weight: 400;"> já era avassalador no </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele ganha uma nova perspectiva ao ser contada após um romance. Para além da adição inclusiva de colocar Sam como uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8R7IiUvpKG4&amp;t=2s"><span style="font-weight: 400;">criança surda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o conflito moral que levou Henry a ser um dedo duro, o mais importante é o contraste de ambos com Bill e Frank. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As histórias paralelas de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> irão, mais de uma vez, modelar a visão que nós espectadores teremos ao acompanhar o desenrolar dos protagonistas, mas a função principal delas, no entanto, é transformar como Joel compreende o amor e a esperança. Por amor, tanto Bill quanto Henry não encontraram </span><a href="https://www.esquire.com/uk/culture/tv/a42856228/the-last-of-us-henry-and-sam/"><span style="font-weight: 400;">saída para continuar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que suas ações finais tenham sido semelhantes, o motivador para suas escolhas e as situações em que se encontravam eram completamente diferentes. Aos poucos, Joel passa a questionar se há contexto em que seu futuro seja outro, e por isso foi de extrema importância encontrar Tommy em sua vila comunista na sequência.</span></p>
<figure id="attachment_30914" aria-describedby="caption-attachment-30914" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) olha suplicante para a esquerda. Joel é um homem latino puxando para o lado mais velho, com grande parte dos cabelos escuros e barba já grisalhos. Ele usa uma camisa xadrez verde com listras vermelhas, captado pela câmera da cintura para cima. Atrás dele, fora de foco, podemos discernir o que parece ser uma marcenaria, com várias ferramentas espalhadas em mesas e paredes. A cena é iluminada por uma luz branca vinda da parte superior da tela." width="2560" height="1439" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-2048x1151.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30914" class="wp-caption-text">“Ao acordar, sinto que perdi algo. Eu fracasso até dormindo. É o que faço. É o que sempre fiz: falhar com ela, vez após vez” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Joel enxerga na comunidade em que seu irmão vive muito mais do que a mera possibilidade de segurança em meio ao apocalipse. </span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/the-last-of-us-jackson-part-2-explained-1235524398/"><span style="font-weight: 400;">Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma  sociedade alternativa onde a vida deixa de ser sobrevivência, a cura para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dispensável e a luta contra novas organizações de Estado está distante. Ali, Joel vê uma chance. Não para ele, à princípio, não para um homem que havia fracassado inúmeras vezes, alguém transformado pela crueldade da tragédia em seu entorno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma jornada de conflito interno, nosso protagonista atinge o ápice ao fim do sexto episódio, </span><a href="https://youtu.be/-wzCvVfr2Kk"><i><span style="font-weight: 400;">Parentesco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ele resiste à esperança e ao sentimento de amor paterno intrínseco em cada músculo de seu corpo, mas é impossível abandonar aquilo que o define em essência, mesmo que a memória de Sarah ainda o paralise por completo. Na performance de Pascal, contemplamos um Joel que revive o trauma da perda toda vez que olha para Ellie, </span><a href="https://youtu.be/vNiptUg78OY?t=420"><span style="font-weight: 400;">tão vulnerável</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao ponto de nos sufocar com a intensidade da dor e frustração que carrega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entendemos o significado de “</span><i><span style="font-weight: 400;">continuar pela família</span></i><span style="font-weight: 400;">” em um mundo onde a perda é inevitável neste momento crucial da história. Quando Joel assume que não pode desistir da esperança que acaba de tomá-lo por completo, ele também permite que Ellie tenha a chance de explicitar sua vontade. Para ouvidos atentos, seu querer por Joel já estava declarado ao final do primeiro episódio, nas linhas musicais de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=snILjFUkk_A"><i><span style="font-weight: 400;">Never Let Me Down Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Depeche Mode, quando a garota deu seus primeiros passos para fora da quarentena de Boston. Agora, o gesto de escolhê-lo sentencia a separação entre Ellie e Sarah como indivíduos. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us | Abertura | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/S2O7xQMdRZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como era no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trilha sonora do compositor argentino Gustavo Santaolalla (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-segredo-de-brokeback-mountain-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Segredo de Brokeback Mountain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Babel</span></i><span style="font-weight: 400;">) não preenche os espaços silenciosos da série, mas reflete as emoções das personagens quando palavras não são mais suficientes. O icônico tema da franquia, tocado num </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7Z0TPseiuss&amp;pp=ygUbZ3VzdGF2byBzYW50YW9sYWxsYSByb25yb2Nv"><span style="font-weight: 400;">ronroco</span></a><span style="font-weight: 400;">, faz presença na abertura e nos prepara para a fragilidade potente do mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">. Puxando algumas faixas e inspirações da trilha do segundo jogo, Santaolalla parece querer fazer uma ponte temática entre o presente e o futuro, o que não havia sido possível em 2013, quando a primeira iteração da narrativa foi apresentada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para intensificar essa ponte, Mazin e Druckmann fazem uso deliberado e criativo das faixas licenciadas, especialmente com </span><a href="https://open.spotify.com/track/1khA4hwhZD4HMecyE1e9U1?si=43fe0b4270204447"><i><span style="font-weight: 400;">Long Long Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a balada melancólica de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/efeito-the-last-of-us-serie-ressuscita-cancao-country-dos-anos-70/"><span style="font-weight: 400;">Linda Ronstadt</span></a><span style="font-weight: 400;"> no terceiro episódio, e a </span><a href="https://mashable.com/article/the-last-of-us-episode-6-ending-song-depeche-mode"><span style="font-weight: 400;">repetição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Let Me Down Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao final do sexto capítulo. Jessica Mazin, filha de Craig, faz um </span><a href="https://open.spotify.com/track/2Tw463vi8DMqkr2EiLYfZM?si=1e612e6a189f4cc8"><i><span style="font-weight: 400;">cover</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">sóbrio da música que ecoa não só a narrativa, mas a conexão entre pais e filhas que está no cerne da premissa do seriado. Além dela, canções de </span><a href="https://open.spotify.com/track/4o7SYOv7mNJAPe0tsxgbHc?si=58e93b35eaec421b"><span style="font-weight: 400;">Pearl Jam</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/2wfpV9gUNaTN1gkct0RUNz?si=1f10923b2c874d1e"><span style="font-weight: 400;">a-ha</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/6BUJtgTJT9YTDkiB81maFQ?si=6f91449a5210484b"><span style="font-weight: 400;">Lotte Kestner</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem referência à vindoura segunda parte da série, mas que aqui são ressignificadas e retrabalhados para desatar o nó de emoções das personagens.</span></p>
<figure id="attachment_30916" aria-describedby="caption-attachment-30916" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6.jpg" alt=" Foto dos bastidores da primeira temporada de The Last of Us. Pedro Pascal e Bella Ramsey, caracterizados como seus respectivos personagens, conversam em meio a um cenário nevado. Pedro, à esquerda, é um homem latino de meia idade, com cabelos e barba escuros e grisalhos, usando um casaco marrom claro fechado e calças azuis escuras. Em seus ombros, podemos ver uma arma longa pendurada por um cinto em seu ombro direito. Bella é uma pessoa jovem de cabelos escuros cobertos por uma touca branca, usando um casaco azul aberto por cima de um moletom encapuzado cinza e calças jeans. Podemos ver uma mochila verde em suas costas, com um saco de dormir azul claro preso na parte inferior. Pedro segura o pulso direito de Bella com sua mão esquerda, ambas enluvadas. Do lado esquerdo da tela, uma claquete segurada por um par de mãos agasalhadas está prestes a bater, exibindo o logo de produção e diversas informações da filmagem." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30916" class="wp-caption-text">“É interessante como algo tão grande e transformador aconteceu tão cedo na sua vida e tão tarde na minha.” &#8211; Carta de Pedro Pascal para Bella Ramsey (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood </span></i><span style="font-weight: 400;">tem investido em adaptações de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o audiovisual: séries animadas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/castlevania-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem forjado um novo patamar nos últimos anos, enquanto produções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Uncharted: Fora do Mapa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Halo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostram o quanto os grandes estúdios estão dispostos a gastar nessas ideias. Apesar de à primeira vista não parecer tão grandioso quanto estas produções, realizar o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maneira crível foi um </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2023/01/02/can-the-last-of-us-break-the-curse-of-bad-video-game-adaptations"><span style="font-weight: 400;">esforço milionário</span></a><span style="font-weight: 400;"> por parte da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; custando quase tanto quanto algumas das últimas temporadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com o uso de diversos efeitos práticos (principalmente na maquiagem e prostéticos dos seres infectados pelo fungo), construir o mundo pós-apocalíptico da desenvolvedora </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> não teria sido possível sem o trabalho dos artistas digitais do estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">DNEG</span></i><span style="font-weight: 400;"> (responsáveis também pelos filmes do cineasta Christopher Nolan). Dispensando sequências de ação bombásticas, o trabalho desses artistas é focado em preencher o mundo idealizado por Druckmann e Bruce Straley, </span><a href="https://www.theenemy.com.br/playstation/tlou-hbo-bruce-straley-nao-creditado"><span style="font-weight: 400;">co-criador do jogo original</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando Ellie encara o mundo fora da Zona de Quarentena pela primeira vez, somos apresentados às ruínas de Boston e aos 20 anos de não-interferência humana em uma grande metrópole: narrativas que, assim como no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, são contadas puramente através do cenário.</span></p>
<figure id="attachment_30911" aria-describedby="caption-attachment-30911" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30911 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Riley (Storm Reid) e Ellie (Bella Ramsey) estão sentadas, encostadas em um balcão de loja com vidros. Riley, à esquerda, é uma jovem preta de pele clara, usa camisa de manga curta cinza chumbo e calça jeans, faixa verde escura no cabelo, que está preso para trás, e segura uma arma com as duas mãos entre os joelhos, enquanto chora. Ellie, à direita, é uma jovem branca de cabelos castanhos presos em rabo de cavalo, tem o olho direito ligeiramente roxo e o lábio inferior cortado, com sangue, usa camiseta branca com mangas vermelhas e calças jeans." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30911" class="wp-caption-text">“Você não faz ideia do que é perder” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco ainda conta com nomes como Anna Torv (</span><a href="https://personaunesp.com.br/mindhunter-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mindhunter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fringe</span></i><span style="font-weight: 400;">), Melanie Lynskey (</span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Merle Dandridge, que reprisa o papel de Marlene, líder dos Vagalumes. Troy Baker e Ashley Johnson, atores originais de Joel e Ellie, participaram do seriado em novos papéis, novamente demonstrando o apreço de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">por seu material original, uma das características que o separa drasticamente de grande parte das adaptações cinematográficas de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos 30 anos. Jogador assumido, Craig Mazin não poupa elogios para o jogo de </span><i><span style="font-weight: 400;">PlayStation</span></i><span style="font-weight: 400;">, orgulhosamente descrevendo-o como a “</span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/the-last-of-us-melhor-historia-dos-videogames/#:~:text=S%C3%A9ries%20e%20TV-,Craig%20Mazin%20diz%20que%20The%20Last%20of,a%20melhor%20hist%C3%B3ria%20dos%20videogames&amp;text=Craig%20Mazin%20(Chernobyl)%2C%20co,a%20melhor%20hist%C3%B3ria%20dos%20videogames."><i><span style="font-weight: 400;">melhor estória já contada em um videogame</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">bancando a produção, havia uma boa dose de ceticismo na recepção do anúncio da série, já que para muitos a narrativa do jogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa um dos pináculos absolutos do meio. Após anos de </span><i><span style="font-weight: 400;">fancasts</span></i><span style="font-weight: 400;"> que iam desde Hugh Jackman e Josh Brolin até Maisie Williams e Kaitlyn Dever, a escalação de Pedro Pascal e Bella Ramsey foi recebida num espectro de entusiasmo e absurdo. Apesar de Pascal ter marcado seu nome na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">nos últimos anos com suas participações em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Kingsmen</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele não combinava com a ideia que muitos tinham de Joel como o contrabandista texano durão e barbudo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bella, por outro lado, teve que lidar com uma série de insultos à sua aparência de pessoas clamando que elu (Ramsey se identifica como não-binárie e atende por todos os pronomes) não era “atraente” o suficiente para interpretar Ellie, uma personagem de 14 anos. Mal disfarçado de crítica, esse tipo de comentário misógino foi sendo aos poucos ofuscado pela atuação virtuosa de Ramsey, chegando ao seu auge interpretativo nos episódios finais da temporada. No sétimo capítulo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que Deixamos Para Trás</span></i><span style="font-weight: 400;">, elu contracena com a talentosa Storm Reid (</span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e sintetiza as melhores qualidades do seriado em uma história sobre amor jovem e a perda da inocência que, apesar de trágica, vêm acompanhado do que talvez seja o mote da narrativa:</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Todo mundo vai terminar assim, cedo ou tarde, né? Acontece mais rápido pra alguns. Mas nós não desistimos. Sejam dois minutos ou dois dias, nós não abrimos mão disso. Eu não quero abrir mão disso.</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Mais Precisamos</span></i><span style="font-weight: 400;">, o oitavo episódio da série, podemos interpretar a premissa da frase a partir de outra ótica. Mazin destaca que o capítulo se trata integralmente sobre depravação humana e é nele que temos o ápice de maturação de Ramsey em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us. </span></i><span style="font-weight: 400;">Sua personagem ainda não havia precisado agir com as próprias mãos, mas elu consegue exprimir de maneira exímia o desespero de Ellie ao precisar sobreviver sozinha. A crueldade do outro obriga a personagem a enxergar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W8Mg-P8Jpss"><span style="font-weight: 400;">o que há de obscuro nela própria</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a abrir mão de outras partes de sua inocência para que possa continuar. No fim, vemos uma Ellie completamente transformada por sua própria violência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a direção de Ali Abbasi, o caráter violento da série</span> <span style="font-weight: 400;">assume sua forma mais genuína na brilhante composição do episódio. O diretor prova que sabe as relações profundas e divergentes que os seres humanos possuem com a violência, pois, diferentemente da perspectiva que adotou em </span><a href="https://personaunesp.com.br/holy-spider-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Holy Spider</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqui ele amplia o impacto que ações brutais proporcionam nas personagens e não enfoca sua exposição. De fato, Abbasi foi a pessoa certa para criar essa atmosfera, que também funciona como contraponto à perspectiva de jogador do </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se ao jogarmos, a nossa vontade e habilidade irão medir a proporção da agressividade com que combatemos inimigos, no seriado somos obrigados a assistir os resultados dessas ações.</span></p>
<figure id="attachment_30913" aria-describedby="caption-attachment-30913" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30913 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Anna (Ashley Johnson) segura sua filha recém-nascida. Anna é uma mulher caucasiana de cabelos castanhos longos. Ela está à direita da tela, olhando para o bebê em seus braços, à esquerda. Ela usa uma jaqueta verde e está encharcada de suor, mas sua expressão é de alívio. O bebê que ela segura está coberto de líquidos orgânicos e com uma das mãos estendida para cima. Ao fundo, fora de foco, podemos ver um quarto abandonado, com paredes brancas descascadas e um móvel azul claro no espaço entre Anna e sua filha. Uma janela aberta na extremidade esquerda da tela deixa a luz do dia entrar e ilumina as personagens." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30913" class="wp-caption-text">“Diz pra eles, Ellie. Você é tão durona” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">verdadeiramente transcende o material de origem ao respeitá-lo, enquanto busca contar uma história tão querida da melhor maneira possível em outro  meio. A tragédia de Joel e Ellie adquire novos contornos quando vista por uma lente teatral, em que atores de produções anteriores são convidados para reprisar seus papéis ou introduzir novas personagens. Somos convidados não só a acompanhá-los por esse mundo sombrio, mas a entender o porquê de ser assim e, consequentemente, aceitar a escuridão que traz consigo. Perdemos junto com os personagens e voltamos toda semana para vê-los perderem mais um pouco, ao ponto em que a narrativa interroga o próprio espectador: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Porquê seguir em frente se você não tem esperança?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há uma resposta simples ou ao menos satisfatória. Continuamos porque, seja nas últimas 10 horas ou nos últimos 10 anos, nos apaixonamos por esses personagens, porque amamos Ellie tanto quanto Joel a ama e, portanto, entendemos o que ele deve fazer para mantê-la viva. Apesar de não controlarmos mais suas ações, ainda sentimos que estamos ao seu lado durante todos os passos da jornada. Compartilhamos as misérias e as risadas com eles de maneira particular e continuamos, apesar de tudo. Não desistimos desses personagens nem quando eles desistem de si mesmos e, quando paramos para pensar no motivo, é realmente difícil elaborar algo além do amor.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/">Em The Last of Us, nós continuamos pela família</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">30908</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
