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	<title>Arquivos As Boas Mulheres da China &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>As Boas Mulheres da China é o retrato universal de uma realidade penosa</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 18:58:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bianca Penteado No processo de consumo cultural e midiático, temos a tendência de acatar meias verdades sobre um cenário ou de deixar de lado os cotidianos pouco destacados. Há 26 anos, essa era a realidade chinesa. Enquanto assistíamos a seriados de sucesso como Friends (1994) surgirem na TV, com mulheres independentes em uma cidade grande &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-boas-mulheres-da-china-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Boas Mulheres da China é o retrato universal de uma realidade penosa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14579" aria-describedby="caption-attachment-14579" style="width: 1125px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-14579" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1.jpg" alt="" width="1125" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1.jpg 1125w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14579" class="wp-caption-text">As Boas Mulheres da China, publicado em 2007 pela Companhia das Letras, é marcado pelo caráter de denúncia que muitas das obras de Xinran compartilham (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Bianca Penteado</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No processo de consumo cultural e midiático, temos a tendência de acatar meias verdades sobre um cenário ou de deixar de lado os cotidianos pouco destacados. Há 26 anos, essa era a realidade chinesa. Enquanto assistíamos a seriados de sucesso como </span><a href="http://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1994) surgirem na TV, com mulheres independentes em uma cidade grande e moderna, esquecíamos-nos de uma China que, no Oriente, se encontrava em uma situação oposta. O atraso e o choque proporcionados pelos anos antecedentes ainda tinham participação ativa na sociedade. Esse pano, sujo do sofrimento e do resto de pólvora carregados, principalmente, pela </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-cultural-chinesa-1966-1976.htm"><span style="font-weight: 400;">Revolução Cultural Chinesa</span></a><span style="font-weight: 400;">, é o que serve de fundo para </span><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Mulheres da China</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2002).</span></p>
<p><span id="more-14578"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a tantas regras e censuras, Xinran ambiciona compreender a condição feminina na China moderna. Encontrando forças para isso em seu programa de rádio </span><i><span style="font-weight: 400;">Palavras na brisa noturna</span></i><span style="font-weight: 400;"> – um espaço minúsculo no qual as mulheres podiam desabafar e pedir conselhos –, a jornalista-autora escreve seu livro-reportagem. Narrando as experiências vividas por suas ouvintes e entrevistadas ao mesmo tempo que conta sua própria história, descobri em </span><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Mulheres da China</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma reflexão feminista de âmbito mundial.</span></p>
<figure id="attachment_14580" aria-describedby="caption-attachment-14580" style="width: 1043px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-14580" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-2-2.jpg" alt="" width="1043" height="629" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-2-2.jpg 1043w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-2-2-300x181.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-2-2-1024x618.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-2-2-768x463.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14580" class="wp-caption-text">Xinran ficou conhecida como a jornalistas que “ergueu o véu das mulheres chinesas”, graças ao seu programa de rádio (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção da obra é o que dá seu destaque. Pelo ponto de vista feminino, remontamos a vida em um país ainda escondido sob uma cortina de fumaça. As lembranças inflamadas pelo <a href="https://super.abril.com.br/historia/mao-tse-tung-por-que-ele-foi-o-maior-ditador-do-oriente/">governo de Mao Tsé-Tung</a> e pelo comunismo chinês, além das sequelas deixadas pelo período de reeducação, marcam muitos dos relatos. Ao mesmo tempo, acompanhamos histórias recentes de jovens que nada tiveram a ver com tudo isso. A coletânea é um vai e vem temporal, e é isso que perturba. A mudança de ano não é acompanhada pelo comportamento social. Os problemas sofridos pelas mulheres permanecem os mesmos.</span></p>
<p><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=01830"><span style="font-weight: 400;">Xinran</span></a><span style="font-weight: 400;"> descreve cada detalhe como se estivesse em nossa frente, não nos poupando da verdade nua, crua e, às vezes, cruel. E nós, não só como leitores, mas também como indivíduos que se encontram dentro de uma realidade particular, acompanhamos a obra com um abalo inevitável. A leitura, no entanto, não é amarga. A entonação expositora conduz o livro para um sabor agridoce. A jornalista não mostra apenas dor, mas também sua superação, de modo a nos fazer pensar sobre nossa própria condição de mulher, independentemente da idade, classe social e até do hemisfério em que vivemos.</span></p>
<figure id="attachment_14581" aria-describedby="caption-attachment-14581" style="width: 1108px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-14581" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-3.jpg" alt="" width="1108" height="671" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-3.jpg 1108w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-3-300x182.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-3-1024x620.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-3-768x465.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14581" class="wp-caption-text">Mulheres Chinesas em Dali, na província de Yunnan (Foto: Daniel Frauchiger)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mulheres tão singulares e, contudo, histórias tão plurais. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Mulheres da China</span></i><span style="font-weight: 400;">, encontrei um estudo sobre uma repressão emocional e sexual, e uma análise sobre a existência de <em>“mulheres boas”</em> que vai de encontro à visão daqueles que nos classificam. Escolhi escrever a respeito dessa obra com a razão única de tentar expressar a realidade quase caótica na qual me encontrei após a leitura. Onde, embora em países diferentes e, portanto, com culturas e padrões diferentes, nós, mulheres, ainda vemos como as esferas da vida feminina são afetadas pela forma como somos vistas e tratadas pela sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história do mundo é muito longa, mas a oportunidade das mulheres se tornarem elas mesmas não é tão antiga quanto deveria ser. </span><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Mulheres da China</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com 15 capítulos, cada um dando voz a uma protagonista diferente. Sentimos, intimamente, as mesmas dores e frustrações e, por isso, faço ainda uma ressalva importante: o livro é bom, mas não o recomendo para todos. Retratando situações-gatilho como abusos morais e físicos, ele desenterra memórias que, provavelmente alguns dos leitores, buscam tanto esquecer. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/as-boas-mulheres-da-china-critica/">As Boas Mulheres da China é o retrato universal de uma realidade penosa</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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