<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Areeb Zuaiter &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/areeb-zuaiter/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/areeb-zuaiter/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 14 Nov 2025 11:10:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Areeb Zuaiter &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/areeb-zuaiter/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Um garoto com uma câmera, em Yalla Parkour</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/yalla-parkour-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/yalla-parkour-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 13:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Ahmed Matar]]></category>
		<category><![CDATA[Areeb Zuaiter]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Marcelgo]]></category>
		<category><![CDATA[Phil Jandaly]]></category>
		<category><![CDATA[Yalla Parkour]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=36304</guid>

					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo  Em 1929, quando o cineasta Dziga Vertov criou um dos mais emblemáticos filmes da história, Um Homem com uma Câmera, ele não apenas fundamentou a montagem como uma das principais linguagens do Cinema, mas documentou aquele período da União Soviética. Os avanços da tecnologia, a desigualdade social, os meios de transporte, rituais da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/yalla-parkour-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um garoto com uma câmera, em Yalla Parkour"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/yalla-parkour-critica/">Um garoto com uma câmera, em Yalla Parkour</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36305" aria-describedby="caption-attachment-36305" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36305" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-8-800x386.jpg" alt="Cena do filme Yalla Parkour Na imagem, um garoto está de costas para a câmera, de ponta-cabeça na beirada de um topo de um prédio. Ele se apoia com as mãos e deixa as pernas abertas, em posição de V. No fundo, está a cidade de Gaza, com vários prédios e um céu azul com nuvens claras no horizonte. O garoto palestino veste uma camisa azul clara, tênis e calça moletom cinza. " width="800" height="386" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-8-800x386.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-8-1024x494.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-8-768x370.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-8-1536x741.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-8-1200x579.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-8.jpg 1677w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36305" class="wp-caption-text">O documentário foi exibido no Festival de Berlim (Foto: Kinana Films)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1929, quando o cineasta Dziga Vertov criou um dos mais emblemáticos filmes da história, </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-homem-da-camera/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Homem com uma Câmera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele não apenas fundamentou a montagem como uma das principais linguagens do Cinema, mas documentou aquele período da União Soviética. Os avanços da tecnologia, a desigualdade social, os meios de transporte, rituais da época, tudo é registrado a partir daquele indivíduo que perambulou pela cidade e privilegiou seu olhar para reunir vários acontecimentos e relacioná-los. Enquanto Vertov brinca de mágico por meio da sequência das imagens, a diretora Areeb Zuaiter (e o garoto </span><a href="https://www.instagram.com/matargaza/"><span style="font-weight: 400;">Ahmed Matar</span></a><span style="font-weight: 400;">), em <i>Yalla Parkour, </i>imprime Gaza por outro tipo de encantamento</span><span style="font-weight: 400;">.</span><span id="more-36304"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Concorrente na seção Competição Novos Diretores da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o documentário usa imagens de arquivos gravados por Matar e seus amigos na adolescência, praticando </span><i><span style="font-weight: 400;">parkour </span></i><span style="font-weight: 400;">na cidade palestina. Entre praias e solos arenosos, o grupo se arrisca em escombros de ataques e estruturas de prédios abandonados ou inacabados. O menino, que durante uma conversa com Zuaiter diz ser </span><i><span style="font-weight: 400;">filmmaker</span></i><span style="font-weight: 400;">, tinha como objetivo ficar conhecido pelos vídeos, porém, ao criar o diário coletivo naquela paisagem, fazendo aquele esporte, o sentido foi reformulado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim que descobriu os vídeos na internet, a diretora, também de origem palestina, se conectou com o sorriso no rosto daquelas crianças, pois elas a fizeram lembrar do sorriso de sua falecida mãe. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h6lEZSse4ks"><span style="font-weight: 400;">Zuaiter</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai conduzir o filme por essa ideia de pertencimento e memórias, criando, pela montagem, um sentido íntimo. Entretanto, essa pessoalidade não é a única (nova) forma de enxergar cada vídeo que saiu do celular da galera do </span><a href="https://super.abril.com.br/historia/o-que-e-parkour/"><i><span style="font-weight: 400;">parkour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_36306" aria-describedby="caption-attachment-36306" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36306" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-10.jpg" alt="Cena do filme Yalla Parkour Na imagem, três garotos caminham no topo de uma estrutura de um aeroporto abandonado. O céu está nublado e não dá para identificar os garotos, pois a câmera está bem afastada. O edifício não possui portas ou janelas, apenas sua estrutura crua. " width="620" height="336" /><figcaption id="caption-attachment-36306" class="wp-caption-text">Yalla Parkour participou do festival suíço Visions du Réel (Foto: Kinana Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ahmed Matar vai, indiretamente, registrar a realidade de </span><a href="https://www.monitordooriente.com/20251106-palestina-36-e-uma-obra-prima-sobre-a-revolta-arabe-de-1936/"><span style="font-weight: 400;">Gaza</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os sons das explosões, os prédios destruídos e os lugares fantasmas. Essas gravações vão exercer o papel das câmeras no século XXI, sobretudo em sua segunda década, o de vigilância e de denúncia. Embora as imagens impressionem, seja pela decadência dos edifícios ou pelas manobras perigosas que os meninos fazem, elas são potencializadas pela montagem de Phil Jandaly e a narrativa de Areeb Zuaiter, o que vai aproximá-los do longa de 1929. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema, principalmente em seus primeiros anos, foi encarado como uma forma de captar o momento, reproduzindo o real, assim como a famosa projeção de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx02029819.htm"><i><span style="font-weight: 400;">A chegada do trem na estação</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1896), dos irmãos Lumière. Conforme o método foi se desenvolvendo como Arte, percebeu-se o potencial de criar histórias e manipulá-las por meio da ordem em que as cenas aparecem. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Yalla Parkour</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas falas da cineasta ou na intercalação das acrobacias com os retratos da mãe, as produções do grupo passarão a projetar outros sentidos, como o de encontrar beleza na guerra e de ocupar os lugares desabitados, afinal, aqueles escombros abrigaram por muito tempo sorrisos e firmaram lembranças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, há dois cineastas no filme: o da velha-guarda e o discípulo de Vertov, sendo a existência do primeiro apenas possível pela popularização dos aparelhos móveis. Porém, só a partir disso a diretora pode exercer suas habilidades como</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-fabelmans-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">filmmaker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de algo mais simples, que veio antes, mas conectado, como ela e Matar estiveram durante os anos que mantiveram contato por ligações. Se o diretor polonês recorta a realidade e engana o público, em cenas que não se passam no mesmo lugar, apesar de parecer, a mágica de Zuaiter é assumir que está em uma localidade e uma posição diferente de seu personagem, relacionando imagens do passado e presente para gerar sentidos, em um movimento de expressão da identidade palestina, que se conecta com gerações distantes da dela. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="&quot;Yalla Parkour&quot; | Trailer | Berlinale 2025" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hc03KEoFQTY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/yalla-parkour-critica/">Um garoto com uma câmera, em Yalla Parkour</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/yalla-parkour-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36304</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
