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	<title>Arquivos #aniquilação &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Aniquilação e o papel do &#8220;eu&#8221; num mundo repleto de cópias</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2018 14:52:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista A fusão entre ficção científica e filosofia está presente na Sétima Arte desde muito antes dos filmes de Stanley Kubrick ou James Cameron. A maneira como essa arte apresenta aspectos íntimos do ser humano e os debate em ambientes místicos e distantes da realidade vivida pelo homem ecoa na mente do espectador, brindando &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aniquilacao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Aniquilação e o papel do &#8220;eu&#8221; num mundo repleto de cópias"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9750" aria-describedby="caption-attachment-9750" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-9750 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagemmm.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagemmm.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagemmm-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagemmm-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagemmm-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagemmm-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9750" class="wp-caption-text">Dirigido por Alex Garland, ficção científica traz Natalie Portman comandando um elenco de respeito (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>A fusão entre ficção científica e filosofia está presente na Sétima Arte desde muito antes dos filmes de Stanley Kubrick ou James Cameron. A maneira como essa arte apresenta aspectos íntimos do ser humano e os debate em ambientes místicos e distantes da realidade vivida pelo homem ecoa na mente do espectador, brindando a ele obras-primas e filmes com muito significado a ser discutido.</p>
<p><em>Aniquilação</em>, distribuído pela <em>Netflix</em>, dirigido por Alex Garland e protagonizado por Natalie Portman, faz jus ao gênero cientifico-filosófico ao narrar a história de um grupo de cientistas que partem numa missão secreta. Essa que acaba por culminar num território vivo que desafia as leis de natureza e oferece perigos ao mundo.</p>
<p><span id="more-9749"></span></p>
<figure id="attachment_9753" aria-describedby="caption-attachment-9753" style="width: 2776px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-9753" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29634631_1798989380164322_970140226_o.png" alt="" width="2776" height="1187" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29634631_1798989380164322_970140226_o.png 2776w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29634631_1798989380164322_970140226_o-300x128.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29634631_1798989380164322_970140226_o-768x328.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29634631_1798989380164322_970140226_o-1024x438.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29634631_1798989380164322_970140226_o-1200x513.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9753" class="wp-caption-text"><em>2001: Uma Odisseia no Espaço, e a estonteante geografia de Avatar são algumas das referências de criação do ambiente do longa (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>Conhecido pelo trabalho de roteiro e direção de <em>Ex Machina: Instinto Artificial</em>, de 2015, Alex Garland retorna num tema que muito lhe conforta, o existencialismo e o papel que o ser humano ocupa no mundo atual (tão mecanizado e pobre de alma e espiritualidade). Ele constrói, baseando-se nas palavras do autor do livro Jeff VanderMeer uma atmosfera tóxica e anestesiante. O senso de falta de conexão com todos os elementos apresentados em tela é evidente e dita ritmo e tom do longa.</p>
<p>Garland opta por quebrar o filme em três linhas narrativo-cronológicas distintas e monta um emaranhado de cenas que, no final, compõe um roteiro decente. Esse roteiro, porém, mostra-se um tanto inchado e falho no aprofundamento sentimental do público para com as personagens retratadas ali, recurso talvez proposital para sedimentar a ideia de deslocamento emocional e físico que o ambiente do filme retrata.</p>
<figure id="attachment_9754" aria-describedby="caption-attachment-9754" style="width: 1396px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-9754" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680967_1798988913497702_559783049_o.png" alt="" width="1396" height="580" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680967_1798988913497702_559783049_o.png 1396w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680967_1798988913497702_559783049_o-300x125.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680967_1798988913497702_559783049_o-768x319.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680967_1798988913497702_559783049_o-1024x425.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680967_1798988913497702_559783049_o-1200x499.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9754" class="wp-caption-text"><em>Portman volta aos filmes de gênero fantasia ficcional depois de seu último trabalho em Thor: O Mundo Sombrio, de 2013 (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>Natalie Portman (Lena) atua no limite entre a ciência, o misticismo e a crença no inimaginável. Sua personagem é constantemente posta à prova nas três linhas cronológicas paralelas e a atriz demonstra, com sublimes gestos e emoções contidas, que encontrou o grau de vulnerabilidade e força necessários para a credibilidade da personagem.</p>
<p>Completando o elenco principal, vemos Jennifer Jason Leigh como a líder do grupo &#8211; com motivações ambíguas e um senso de megalomania que parece estar sempre prestes a explodir &#8211; e Tessa Thompson, a mais contida e com um arco narrativo potencialmente interessante, mas que não é trabalhado.</p>
<p>Sua personagem, contudo, tem a cena de conclusão mais visualmente interessante e inovadora que o filme apresenta. Oscar Isaac, o marido de Lena, também encontra o tom certo de atuação entre o medo, a angústia e o arrependimento, tornando-o a personagem mais emocionalmente afetada, com uma interpretação sutil e arrebatadora.</p>
<figure id="attachment_9751" aria-describedby="caption-attachment-9751" style="width: 1777px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9751 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680376_1798988420164418_1517799664_o.jpg" alt="" width="1777" height="766" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680376_1798988420164418_1517799664_o.jpg 1777w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680376_1798988420164418_1517799664_o-300x129.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680376_1798988420164418_1517799664_o-768x331.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680376_1798988420164418_1517799664_o-1024x441.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29680376_1798988420164418_1517799664_o-1200x517.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9751" class="wp-caption-text"><em>Com um elenco majoritariamente feminino, o longa estabelece as personagens como as mentes mais brilhantes do país e as únicas com coragem suficiente para explorar o desconhecido (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>A decupagem do filme em blocos mostra o talento do diretor em saber qual o momento de virar a trama e trabalhar com diferentes sentimentos e, assim, refletir em sua cinematografia tudo que está sendo dissecado em tela. O ótimo trabalho de cores e iluminação de <em>Aniquilação</em> exalta características que o roteiro subverte e não explicita para o espectador. Vermelho e verde são majoritariamente pintados nas composições para o senso de vergonha, medo, pecado e a perda de inocência.</p>
<p>No ato final, a computação gráfica (que até então havia sido utilizada no ponto certo)  se extrapola e acaba por tirar um pouco o espectador do filme. Em termos de história a ser contada, a conclusão é primorosa e alcança um patamar distinto de outros longas do gênero. O desenho de som do filme é certeiro, semelhante ao trabalho feito em <em>A Chegada</em> de 2016, arranhando e incomodando os ouvidos, justamente para dar o ar misterioso e angustiante que o longa propõe.</p>
<figure id="attachment_9752" aria-describedby="caption-attachment-9752" style="width: 1440px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9752 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29748060_1798988466831080_1162523552_o.jpg" alt="" width="1440" height="589" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29748060_1798988466831080_1162523552_o.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29748060_1798988466831080_1162523552_o-300x123.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29748060_1798988466831080_1162523552_o-768x314.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29748060_1798988466831080_1162523552_o-1024x419.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29748060_1798988466831080_1162523552_o-1200x491.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9752" class="wp-caption-text"><em>Estonteante (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>Os questionamentos levantados pelo filme germinam na mente do público e florescem sem respostas palpáveis, caminho esse escolhido pelo diretor &#8211; que tem um gosto para muitas coisas, mas nunca por uma resolução. No fim, <em>Aniquilação</em> se insere no mundo cinematográfico como uma obra essencial nas listas de filmes <em>mindfuck</em> e como futura referência de mundo ficcional a ser seguida.</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/aniquilacao-critica/">Aniquilação e o papel do &#8220;eu&#8221; num mundo repleto de cópias</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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