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	<title>Arquivos Angie Thomas &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Angie Thomas &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>O ódio que você semeia: uma história sobre o preço de ser preto hoje em dia </title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 14:57:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Kayane Cavalcante  Em um mundo que rotula as pessoas, que as faz se sentirem estranhas, mal vistas e menosprezadas por serem quem são, levantar sua voz e usá-la como uma arma é um ato de coragem. Nesse contexto, o livro O ódio que você semeia, da magnífica autora afro-americana Angie Thomas, me deu uma lição &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-odio-que-voce-semeia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O ódio que você semeia: uma história sobre o preço de ser preto hoje em dia "</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19398" aria-describedby="caption-attachment-19398" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-19398 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO.jpg" alt="Fotografia do livro O ódio que você semeia, em formato brochura e com a capa na cor branca com a atriz Amandla Stenberg na capa, segurando um cartaz com o título do livro. Amanda é uma mulher negra, com cabelos pretos e longos, ela veste um moletom vermelho, uma calça escura e tênis brancos. Ao lado do livro, há uma xícara de café e flores vermelhas ao lado; é possível ver a lombada de outro livro, com o título A Hora da Virada." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19398" class="wp-caption-text">Angie Thomas inspirou-se em <a href="https://www.terra.com.br/noticias/mundo/estados-unidos/julgamento-de-assassinato-decepciona-familiares-da-vitima-nos-eua,89eb27721cfea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html">Oscar Grant</a> para criar o personagem Khalil; ele era um negro de 22 anos, assassinado a tiros no Ano Novo, em 2009, por um policial de trânsito de Oakland (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Kayane Cavalcante </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um mundo que rotula as pessoas, que as faz se sentirem estranhas, mal vistas e menosprezadas por serem quem são, levantar sua voz e usá-la como uma arma é um ato de coragem. Nesse contexto, o livro</span><i><span style="font-weight: 400;"> O ódio que você semeia</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><a href="https://angiethomas.com/about/"><span style="font-weight: 400;">magnífica autora afro-americana Angie Thomas</span></a><span style="font-weight: 400;">, me deu uma lição que vou levar pelo resto da minha miserável vida de leitora, que é: minha voz é importante e não devo permitir que alguém tente me silenciar, pois quando nos calamos permitimos que um ciclo de injustiças criado pela sociedade elitizada continue e evolua. Assim, quando vamos às ruas em manifestações e escrevemos </span><i><span style="font-weight: 400;">tweets </span></i><span style="font-weight: 400;">cobrando pelos nossos direitos como seres humanos,  estamos quebrando esse ciclo preconceituoso que já dura séculos.</span></p>
<p><span id="more-19381"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, os assuntos polêmicos abordados de maneira intensa e honesta nesta obra  fazem com que o leitor se sinta desconfortável, mas é uma sensação boa, conforme o estimado </span><a href="https://www.ebiografia.com/franz_kafka/"><span style="font-weight: 400;">escritor Franz Kafka</span></a><span style="font-weight: 400;"> afirmou: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Queremos livros que nos afetem como um desastre. Um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós”</span></i><span style="font-weight: 400;">. De fato</span><i><span style="font-weight: 400;">, O ódio que você semeia</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai te fazer chorar de raiva diante de tantas injustiças que lhe são apresentadas, é como se fosse um verdadeiro tapa na cara para fazer com que quem o leia olhe para o seu redor e preste atenção no quanto uma pessoa pode ser julgada pela cor de sua pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vidas das pessoas pretas nas Américas são marcadas pela tragédia. Desde o início, a história do nosso país possui uma cicatriz feia e vergonhosa, somos o legado de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/alem-do-tronco-10-metodos-atrozes-utilizados-nos-engenhos-escravistas.phtml"><span style="font-weight: 400;">atos horrorosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> contra os povos que foram julgados como os sem almas e os selvagens  pelo homem branco. Os povos africanos foram escravizados, torturados, tiveram sua identidade apagada, sua liberdade arrancada e sua voz silenciada para trazer riqueza para os brancos. A grande nação que é o Brasil foi construída sob o barulho do chicote nas costas de um preto. Contudo, infelizmente, não aprendemos que todos nós somos iguais independente da cor da pele. Você já viu </span><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/06/06/pretos-e-pardos-sao-78percent-dos-mortos-em-acoes-policiais-no-rj-em-2019-e-o-negro-que-sofre-essa-inseguranca-diz-mae-de-agatha.ghtml"><span style="font-weight: 400;">quantos pretos morreram pelas mãos da polícia só hoje?</span></a><span style="font-weight: 400;"> Isso porque foram confundidos como bandidos ou pelo cabo de uma escova ter sido semelhante ao de uma arma, como aconteceu com o personagem Khalil. </span></p>
<figure id="attachment_19384" aria-describedby="caption-attachment-19384" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-19384" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1.jpg" alt="Foto de Khalil sendo abordado pelo Policial. Ele esta virado para seu carro, um impala cinza com os faróis ligados, enquanto o Guarda branco com seu uniforme o revista." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19384" class="wp-caption-text">“Às vezes, você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O ódio que você semeia</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz conteúdos que precisam ser discutidos em escolas, faculdades e na mesa do almoço de domingo com toda a sua família presente, pois são tão necessários quanto respirar. Se trata de falar sobre a dignidade humana, o racismo estrutural, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-7-de-chicago-critica/"><span style="font-weight: 400;">brutalidade policial</span></a><span style="font-weight: 400;">, casais inter-raciais, desigualdade social e, o principal, a voz, a importância de nós jovens não termos nossa fala silenciada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">best-selle</span></i><span style="font-weight: 400;">r apresenta a jornada de Starr Carter, uma adolescente afro-americana moradora da periferia Garden Heights, nos Estados Unidos, que presenciou o assassinato de Khalil, seu melhor amigo de infância, que foi alvejado com três tiros nas costas estando desarmado. A heroína da história foi ensinada pelos pais a não ter medo da polícia, mas que ela deveria ficar atenta a, por exemplo, fazer com que suas mãos estejam à vista. Esse é um dos fatores mais marcantes no decorrer do livro, pois mostra-se como um paradoxo, já que, teoricamente, a segurança pública foi feita para proteger os cidadãos como um todo, mas, na verdade, parece que foi produzida apenas para proteger a elite branca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo após a tragédia, Carter se vê no dilema de falar sobre a injustiça feita contra seu amigo, pois a polícia tenta calá-la e distorcer o ocorrido, fazendo com que, com a ajuda da mídia, Khalil fosse visto como mais um traficante de drogas. Fora da ficção, a vítima ser difamada pela imprensa é </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2020/09/24/caso-breonna-taylor-o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-a-mulher-negra-morta-nos-eua"><span style="font-weight: 400;">algo muito recorrente nos Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a autora aborda de maneira fiel esse problema. Os telejornais da história expõem o garoto como o culpado do crime, destacando sobre a sua origem ser de um bairro perigoso e carente, reconstruindo sua imagem como um jovem arrogante que agiu de maneira agressiva com um guarda honesto, e, consequentemente, alteram de forma estratégica a narrativa do delito, fazendo com que o super-herói fosse o assassino, dando ênfase na ideia nefasta de</span><i><span style="font-weight: 400;"> “</span></i><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/11/para-57-dos-brasileiros-bandido-bom-e-bandido-morto-diz-datafolha.html"><i><span style="font-weight: 400;">bandido bom é bandido morto</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19382" aria-describedby="caption-attachment-19382" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-19382" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3.jpg" alt="" width="1440" height="804" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3-1024x572.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3-768x429.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3-1200x670.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19382" class="wp-caption-text">Em 2018, o livro O ódio que você semeia foi adaptado para os cinemas por George Tillman Jr, protagonizado por Amandla Stenberg no papel de Starr Carter (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Starr se movimenta entre dois mundos: o bairro pobre onde mora e a escola “de brancos” onde estuda. Nessa linha tênue entre ambos lados, existe uma certa harmonia que a própria jovem tenta equilibrar, em que vive duas vidas dentro de uma. Ela não pode ser totalmente negra no seu colégio porque não se encaixa, e não é negra o suficiente para o bairro onde mora. Essas mudanças de ambientes da personagem mostram ao leitor o quanto a sociedade é estereotipada, pois cada comunidade tem seu modo de vida, estilo de roupas que usam e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><span style="font-weight: 400;">músicas que escutam</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a protagonista enxerga que o jeito que os seres humanos se segregam é muito errado, e só serve para que mais preconceitos surjam em ambas as partes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto positivo sobre a obra literária é a profundidade dos personagens, todos são bem desenvolvidos e Starr é uma das protagonistas mais fortes que já tive o prazer de ler sobre, no decorrer da história vemos como ela amadurece e sua criticidade é criada de maneira chocante e surreal. Ela é uma jovem com um passado traumático e que se divide em dois mundos, que não tem nada além da voz como sua espada para enfrentar os dragões do cotidiano. Isso mostra aos jovens leitores o quanto eles podem fazer para mudar a condição de vida dos mais injustiçados, a diferença entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><span style="font-weight: 400;">a família rica e a pobre</span></a><span style="font-weight: 400;"> e assuntos tão problemáticos pelo ponto de vista de uma adolescente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Starr Carter desafiou todos os seus obstáculos e inseguranças e testemunhou contra o policial branco que matou seu amigo, mas a decisão final foi apenas a ignorância da justiça dos Estados Unidos, a resposta foi um silêncio contido, como se a vida do jovem garoto não fosse nada. A ira inebriante da nossa heroína foi demais, ao ponto dela ir às ruas e gritar na manifestação pela vida perdida do seu amigo, porque ela importa, a vida dos pretos importa. Todos nós somos um </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52868252"><span style="font-weight: 400;">George Floyd</span></a><span style="font-weight: 400;"> que foi sufocado desumanamente por um policial, ou então um </span><a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-19/jovem-de-14-anos-e-morto-durante-acao-policial-no-rio-e-familia-fica-horas-sem-saber-seu-paradeiro.html"><span style="font-weight: 400;">João Pedro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de apenas 14 anos que foi assassinado dentro de sua própria casa pela polícia.</span></p>
<figure id="attachment_19386" aria-describedby="caption-attachment-19386" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19386" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia.jpeg" alt="O livro esta em um fundo branco sobreposto a colagens de: uma rosa de E.V.A vermelha, um recorte da frase &quot;black lives matter&quot;, uma figurinha de algemas e também uma figura de um boneco deitado representando uma vitima do racismo estrutural." width="1600" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia.jpeg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-300x225.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-1024x768.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-768x576.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-1536x1152.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-1200x900.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19386" class="wp-caption-text">“Esse é o problema. Nós deixamos as pessoas dizerem coisas, e elas dizem tanto que se torna uma coisa natural para elas e normal para nós. Qual é o sentido de ter voz se você vai ficar em silêncio nos momentos que não deveria?” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre as relações da Starr na sua vida de “dois mundos”, como a própria Hannah Montana, as amigas de escola vão ganhando destaque importante no decorrer da história, principalmente Maya e Hailey, fazendo com que fique de forma real e concreta com a situação da protagonista. Entretanto, se quiser um somatório de tudo que há de desprezível em uma pessoa, junte </span><i><span style="font-weight: 400;">all lives matter,</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">&#8220;nem todo homem&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> racismo reverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma personagem e você tem a Hailey, ela é insuportável. Já Chris, o namorado fofo, vive algumas realizações importantes com ela &#8211; a relação entre os dois tem alguns receios, uma vez que Starr tem muitas hesitações a respeito da cor de suas peles, do julgamento alheio, do que seu pai e as outras pessoas pensarão ao ver um garoto branco com uma garota negra, foi um par romântico bem trabalhado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A respeito da interação da família de Starr, o apoio que eles dão à ela é lindo e fundamental, em minha opinião eles dão vida ao livro, tornando ele dinâmico e meio cômico. Maverick, o pai, um ex-presidiário que busca todo dia fazer o melhor para sua família; Lisa, a mãe, que trabalha dobrado para cuidar da família e da sua comunidade; Seven, o irmão mais velho, que se preocupa com todo mundo e quer proteger a todos além da sua capacidade; até mesmo Sekani (me apaixonei por ele), o caçula, com sua fome pelos holofotes e alívio em todo tensão por sua ingenuidade.</span></p>
<figure id="attachment_19383" aria-describedby="caption-attachment-19383" style="width: 1668px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19383" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th.jpg" alt="Foto de Angie Thomas sorridente e de blusa com estampa de onça pintada segurando o seu livro &quot;O ódio que você semeia&quot; de capa branca e maleável. A Fotografia foi feita em um ambiente com cores neutras para destacar a escritora." width="1668" height="1668" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th.jpg 1668w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19383" class="wp-caption-text">A escritora Angie Thomas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fato curioso sobre o título do livro é o seu real significado. A obra em sua versão original se chama </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hate U Give</span></i><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> no qual suas iniciais formam THUG (tradução literal: bandido), que veio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RhPoFhWaoUc"><span style="font-weight: 400;">uma letra escrita pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">americano</span></a><span style="font-weight: 400;"> 2PAC (Tupac Shakur), em que sua frase inteira é</span> <i><span style="font-weight: 400;">The Hate U Give Little Infants Fucks Everyone</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Ódio que você dá a pequenas crianças f*de com todo mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">), ou o famoso </span><i><span style="font-weight: 400;">THUG LIFE</span></i> <span style="font-weight: 400;">(vida de bandido). Essa frase é uma crítica contra o racismo, que afeta crianças negras e as levam a seguir uma vida criminosa.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O ódio que você semeia</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">ativista incrível. Livros que discorrem sobre críticas sociais e direitos humanos eram queimados porque desafiavam a autoridade dos governos, pois os ditadores sabiam que a pessoa que lê, que interpreta, que é um ser politicamente consciente é uma arma para os políticos. A educação muda tudo, faz a revolução, desafiando o </span><i><span style="font-weight: 400;">status quo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e inovando. Em suma, foi uma aventura comovente e impactante, a linguagem é feita de forma simples e direta, fazendo com que o livro fique quase que ilustrativo. É o romance de estreia de Angie Thomas e </span><a href="https://www.record.com.br/o-odio-que-voce-semeia-de-angie-thomas/#:~:text=Seu%20livro%20de%20estreia%2C%20O,na%20semana%20do%20seu%20lan%C3%A7amento."><span style="font-weight: 400;">foi o primeiro a vencer o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Walter Dean Meyers Grant</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2015, na categoria</span><i><span style="font-weight: 400;"> We Need Diverse Books </span></i><span style="font-weight: 400;">e alcançou o primeiro lugar na lista do </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times. </span></i><span style="font-weight: 400;">Foi uma honra ler o seu livro, Angie. </span></p>
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