<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ana Paula Maia &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/ana-paula-maia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/ana-paula-maia/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 31 Oct 2025 14:08:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Ana Paula Maia &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/ana-paula-maia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Estante do Persona – Outubro de 2025</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:08:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Moore]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Paula Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Assim na Terra como embaixo da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie a Estranha]]></category>
		<category><![CDATA[Daphne du Maurier]]></category>
		<category><![CDATA[Débora Munhoz]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[Do Inferno]]></category>
		<category><![CDATA[Eddie Campbell]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Dragoneti]]></category>
		<category><![CDATA[Estante]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona - Outubro 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Jack o Estripador]]></category>
		<category><![CDATA[Kerri Maniscalco]]></category>
		<category><![CDATA[Luana Corrêa]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Fernanda Beneton]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalia Helen]]></category>
		<category><![CDATA[O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Domênico]]></category>
		<category><![CDATA[Rastros de Sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Mendes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=36085</guid>

					<description><![CDATA[<p>O que é o terror? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O horror literário fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Outubro de 2025"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/">Estante do Persona – Outubro de 2025</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36090" aria-describedby="caption-attachment-36090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-800x450.png" alt="Na ilustração, em um fundo roxo com teias de aranha, há uma prateleira branca com 5 livros em tons de laranja. Da esquerda para a direita, há um livro na vertical, em pé, com um olho vermelho, com um play dentro da íris, estampado. O livro está entreaberto. No topo da imagem, no centro, há o mesmo olho. Na direita, há 4 livros, três deitados e um em pé, apoiado nos que estão na horizontal. De baix para cima, está escrito na lombada do primeiro &quot;outubro de 2025&quot;, do segundo &quot;persona&quot; com um troféu do símbolo do olho em dourado no canto esquerdo e no último &quot;estante do&quot;. O livro na vertical possui capa laranja e nada escrito na capa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36090" class="wp-caption-text">Entre passagens de tirar o fôlego e clássicos da literatura de Terror, o Estante de outubro garante aos leitores um Halloween inesquecível (Arte: Maria Fernanda Beneton/Texto de abertura: Bianca Costa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que é o </span><a href="https://blog.jamboeditora.com.br/terror-genero-favorito/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O </span><a href="https://www.infoescola.com/generos-literarios/horror/"><span style="font-weight: 400;">horror literário</span></a><span style="font-weight: 400;"> fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É possível que a história de uma página seja mais assustadora que a realidade que nos cerca?</span></p>
<p><span id="more-36085"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Estante</span></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta para te fazer roer as unhas. Com o mês do horror terminando, o Persona te convida a entrar no clima de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">e se perder em um suspense horripilante, daqueles que prende o fôlego. A literatura de </span><a href="https://www.editorawish.com.br/blogs/novidades/horror-x-terror-qual-a-diferenca?srsltid=AfmBOopwFqgZ-jUrC-fP3JVXD_12jnSGSW4Qyh_20WyuDetJOYOLV6de"><span style="font-weight: 400;">terror e horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi mais do que um simples susto: é devorar um livro com o coração acelerado, virar a página sem perceber a hora e o desespero para chegar ao final. Desde as primeiras histórias contadas, o medo habita a imaginação humana, mudando de forma a cada século. Já foi castigo, já foi delírio, já foi profecia. Hoje, é o espelho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://baquaraneurotico.wordpress.com/2018/10/30/uma-breve-historia-da-literatura-de-horror/"><span style="font-weight: 400;">gênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> nasceu junto do impulso de narrar. O horror literário sempre refletiu aquilo que o ser humano mais teme enxergar: a si mesmo. O que antes se escondia em florestas e castelos agora vive entre becos úmidos, escritórios silenciosos e janelas que jamais se abrem. O terror moderno dispensa trovões, mas basta o som repetido de um relógio, o arranhar de unhas na madeira, o eco de passos no corredor para acender o pavor. O medo se tornou íntimo, cotidiano, palpável. O monstro, agora, veste a nossa pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas páginas, o horror observa o banal e o devolve distorcido. Uma sombra alongada demais, um reflexo que se move depois de você. Ele revela o que apodrece por baixo da normalidade e lembra que o real é sempre mais estranho do que parece. Há quem diga que o inferno é uma invenção distante, porém Alan Moore e Eddie Campbell o desenharam com bisturis e delírios em </span><a href="https://www.veneta.com.br/shop/do-inferno-305"><i><span style="font-weight: 400;">Do Inferno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; Ana Paula Maia o construiu com carne, suor e trabalho em </span><a href="https://www.record.com.br/produto/assim-na-terra-como-embaixo-da-terra/"><i><span style="font-weight: 400;">Assim na Terra como Embaixo da Terra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; e Stephen King o fez explodir de dentro de uma garota que só queria ser aceita em </span><a href="https://n.companhiadasletras.com.br/livro/9788581050362/carrie-a-estranha"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Poe, por sua vez, nos ensinou que às vezes basta um gato, ou uma culpa, para enlouquecer em</span> <a href="https://www.martinclaret.com.br/produtos/o-gato-preto-em-quadrinhos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> E, em algum beco de Londres, Jack ainda caminha, invisível, entre as vozes e a névoa em</span><a href="https://www.darksidebooks.com.br/rastro-de-sangue-jack-o-estripador/p"> <i><span style="font-weight: 400;">Rastro de Sangue: Jack, O Estripador.</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do castigo divino ao crime urbano, o terror se reinventa, mas nunca desaparece. Ele muda de máscara, muda de época, muda de tom, e ainda assim continua a mesma coisa: o retrato fiel daquilo que tentamos esconder. É uma lente que amplia o desconforto e um espelho que devolve o rosto deformado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, o Estante de outubro adentra esse espaço entre o real e o delírio: o medo ganha textura, cheiro e voz com as indicações dos nossos redatores. Os próximos parágrafos não prometem consolo, mas garantem companhia e uma leitura atenta, na qual até tirar os olhos das páginas é arriscado demais. Só um aviso antes de começar: se ouvir algum barulho vindo de trás, não olhe. Provavelmente é só o vento. Provavelmente.</span></p>
<hr />
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Alan Moore e Eddie Campbell – Do Inferno (592 páginas, Editora Veneta)</b></p>
<figure id="attachment_36093" aria-describedby="caption-attachment-36093" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/capa_do_inferno_1410-1.jpg" alt="A capa da história em quadrinhos &quot;Do Inferno&quot; possui um desenho em tons de cinza de uma caixa torácica humana rasgada horizontalmente por quatro faixas de papel vermelho vivo. O título, DO INFERNO, está em letras pretas grandes na primeira faixa vermelha, e os nomes dos autores, ALAN MOORE &amp; EDDIE CAMPBELL, aparecem logo abaixo em letras pretas menores na segunda faixa." width="600" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-36093" class="wp-caption-text">Do Inferno é vencedora de 5 prêmios Eisner e garantiu a seu autor, Alan Moore, 3 anos consecutivos o prêmio de melhor roteirista entre 1995-1997 (Foto: Editora Veneta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“<i>Do Inferno</i>” ocupa os primeiros lugares nas listas dos leitores de Alan Moore, junto a <i>Watchmen</i>, <i>V de Vingança</i>, <i>Monstro do Pântano</i> e tantos outros. Mesmo assim, ao ler a sinopse, é fácil pensar: “O que tem de tão especial em outra versão de Jack, o Estripador?” Talvez o mais interessante esteja no mundo em que a história se passa. E não, não é a ambientação neogótica da Inglaterra vitoriana, com noites soturnas e um preto marcante que persegue o leitor em cada página; ao recuar, a escuridão prepara-se para encarnar figuras igualmente macabras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, o que há de tão interessante para uma leitura de quase 600 páginas? A resposta está na pergunta que reside na penumbra da obra: “O que é o mal?” Alan Moore apresenta um mal macabro, soturno e encarnado, que também reside nos corações dos que o enxergam e, em certa medida, anseiam encontrá-lo. No deslizar das páginas pretas e brancas, o leitor se pega a todo momento ansioso, desejoso e esperançoso para contemplar as diversas faces daquilo que deveria permanecer sigiloso a todos: nossos desejos mais perversos, escondidos em entranhas escuras, e as diferentes formas de ver um mal radicalmente humano – tão visceral que o ocultamos, dizendo ser próprio apenas do Inferno.</span><b> – Pedro Domênico</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><b>Ana Paula Maia – </b><b>Assim na Terra como embaixo da Terra (144 páginas, Editora Record)</b></p>
<figure id="attachment_36094" aria-describedby="caption-attachment-36094" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_-517x800.jpg" alt="A capa do livro Assim na Terra como embaixo da Terra é branca possui a ilustração de um javali em preto, que parte do canto superior direito e ocupa grande parte do retângulo. O título da obra aparece em letras espremidas, ocupando o canto inferior esquerdo ao lado do nome da autora, Ana Paula Maia, no canto inferior direito. Ambos também escritos em preto." width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_-517x800.jpg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_.jpg 646w" sizes="(max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-36094" class="wp-caption-text">Em 2018 a escritora venceu o prêmio São Paulo de Literatura com a obra Assim na Terra como embaixo dela (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ana Paula Maia é uma escritora brasileira que ganhou destaque na literatura nacional por suas histórias sempre aterrorizantes envolvendo violências e questionamentos, principalmente sobre pautas de negligência social. E nessa narrativa, por meio de uma escrita fluída e cativante, a autora convida o leitor a conhecer o ambiente claustrofóbico de uma colônia penal decadente prestes a ser desativada, e que abriga os criminosos que o Estado buscou esquecer. Lá dentro, os personagens estão sob o comando de um oficial que perdeu a sanidade por conta do isolamento, e o perigo e a aflição os rondam constantemente, além da fuga parecer impossível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de sua escrita,  a autora cria uma experiência na qual a tensão e o desconforto só se agravam com o passar das páginas, e cada descoberta sobre o real intuito da instituição contribui  para prender a atenção do público do início ao fim. Além disso, o texto não dá sossego um segundo sequer, já que a ameaça não cessa e é perceptível que, naquele lugar onde os corpos são privados de sua humanidade, não há salvação ou esperança nem através da suposta liberdade.</span><b> – Luana Corrêa</b></p>
<hr />
<p><b>Stephen King – Carrie, a estranha (208 páginas, Editora Suma)</b></p>
<figure id="attachment_36102" aria-describedby="caption-attachment-36102" style="width: 549px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-549x800.jpg" alt="A capa do livro Carrie, de Stephen King, tem um fundo rosa-escuro com manchas e gotas de sangue escorrendo. No centro, aparece o rosto de uma garota com olhar sério e traços de sangue no rosto, criando um clima assustador. O nome do autor está escrito em letras grandes e brancas na parte de cima, e o título Carrie aparece em branco na parte de baixo. A imagem passa uma sensação de mistério e terror, combinando com a história do livro." width="549" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-549x800.jpg 549w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-703x1024.jpg 703w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-768x1119.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-1055x1536.jpg 1055w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 549px) 85vw, 549px" /><figcaption id="caption-attachment-36102" class="wp-caption-text">A obra de estreia do mestre do terror representa um marco inovador, sendo um dos romances mais impactantes de todos os tempos (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrado de forma fragmentada e com tom quase documental, </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrie</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro livro de Stephen King, publicado em 1974, combina trechos de jornais e entrevistas para reconstruir a trágica história de Carrie White. Tímida e introvertida, a adolescente é alvo constante de humilhações por parte dos colegas e vive sob a opressão da mãe, Margaret, uma fanática religiosa. Tudo muda, porém, após um episódio traumático na escola (quando a protagonista tem sua primeira menstruação e é cruelmente ridicularizada pelas outras meninas): ela descobre possuir poderes de telecinesia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme o bullying e a opressão aumentam, esses poderes crescem junto com a raiva e o desespero dela, culminando em um baile de formatura trágico e inesquecível, que se tornou um dos momentos mais icônicos da literatura e do cinema de terror. O impacto da obra foi tão grande que abriu caminho para uma série de outras adaptações baseadas nas obras de King, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It: A Coisa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">À Espera de um Milagre</span></i><span style="font-weight: 400;">, que continuaram a explorar, cada uma à sua maneira, os medos, traumas e conflitos que assombram a condição humana. </span><b>– Nathalia Helen</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36086" aria-describedby="caption-attachment-36086" style="width: 471px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Jack-o-estripador-Kerri-Maniscalco.png" alt="Imagem da capa do livro Jack, o Estripador de Kerri Maniscalco. Há um fundo escuro em tons de preto e cinza com nuvens. No centro, há uma mulher branca com vestido vitoriano verde escuro e luvas rendadas pretas, segurando uma adaga prateada. Ela usa um colar com pedra vermelha, tem cabelos castanhos e lábios pintados de vermelho. Na parte inferior, intrínseco ao vestido, aparecem prédios antigos de Londres envoltos em névoa. O título, o nome da série “Rastro de Sangue”, da editora e da autora ocupam a metade inferior da imagem." width="471" height="708" /><figcaption id="caption-attachment-36086" class="wp-caption-text">Em sua estreia, Kerri Maniscalco explora um dos mistérios mais sombrios do Século XIX e apresenta uma heroína que desafia o impossível (Foto: DarkSide Books)</figcaption></figure>
<p><b>Kerri Maniscalco &#8211; Jack, o Estripador (354 páginas, DarkSide Books)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado em Londres na </span><a href="https://personaunesp.com.br/autoras-horror-era-vitoriana-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Era Vitoriana</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Rastro de Sangue</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha Audrey Rose Wadsworth, uma jovem investigadora dedicada à medicina forense. Desafiando a vontade de seu pai e as expectativas da sociedade sobre como uma mulher deveria se portar, ela realiza autópsias no laboratório do tio e, de repente, se envolve em um dos crimes mais brutais que assombram a cidade. Na companhia de Thomas Cresswell, aprendiz de seu tio, Audrey Rose embarca na perigosa investigação na esperança de resolver o caso antes que novas vítimas sejam feitas. Entre ciência forense, suspense psicológico e a constante sensação de perigo, o mistério está cada vez mais perto de ser revelado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jack, o Estripador</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro livro da série e estabelece a construção psicológica e narrativa que se mantém constante ao longo das obras. Com uma ambientação sombria e um </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/130-anos-depois-identidade-de-jack-o-estripador-pode-ter-sido-desevendada.phtml"><span style="font-weight: 400;">crime</span></a><span style="font-weight: 400;"> impossível de ser resolvido, o livro explora relações familiares e sociais complexas, motivações sinistras e tragédias arrebatadoras. Ao longo da história, Audrey Rose e Thomas se aventuram em diferentes lugares e cruzam caminho com outras figuras históricas do período, como Príncipe Drácula, Harry Houdini e H. H. Holmes. Além disso, abre espaço para pitadas de um romance fadado pelo destino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra mantém um equilíbrio perfeito entre elegância e crueldade. Entre </span><i><span style="font-weight: 400;">corsets</span></i><span style="font-weight: 400;">, festas do chá e um jogo de gato e rato, a narrativa entrelaça o suspense com o cotidiano da época. Embora foque na parte forense, com análises detalhadas de cada procedimento técnico, o livro oferece uma visão única do infame caso </span><a href="https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/arte-e-cultura/true-crime-a-ascensao-do-genero-na-literatura-e-nos-streamings/"><span style="font-weight: 400;">não resolvido</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ilustrações </span><i><span style="font-weight: 400;">vintages</span></i><span style="font-weight: 400;"> e macabras mergulham o leitor na narrativa, enquanto a atmosfera gótica e os personagens astutos tornam tudo envolvente. Analisar as pistas enquanto tenta adivinhar o assassino antes dos detetives torna a leitura surpreendentemente agradável e cativante. <b>– </b></span><b>Vitória Mendes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36087" aria-describedby="caption-attachment-36087" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg" alt="Foto da capa do livro O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários, de Edgar Allan Poe. O fundo é escuro, com tons de cinza e preto, além de possuir a face de um gato desenhado. No canto superior esquerdo, há a silhueta de um gato preto sentado, e na letra “A” de “Edgar”, do título, surgem traços que imitam bigodes. O nome do autor, “Edgar Allan Poe”, aparece em letras grandes e amarelas no centro da imagem. Abaixo, em letras brancas ornamentadas, lê-se “O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários”. No rodapé, está o logotipo da editora Camelot." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-36087" class="wp-caption-text">O Gato Preto foi publicado em 1843 (Foto: Camelot Editora)</figcaption></figure>
<p><b>Edgar Allan Poe &#8211; O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários (160 páginas, Camelot Editora)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos contos mais conhecidos de </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/serie-a-queda-da-casa-de-usher-para-maratonar-na-netflix-com-poucos-episodios-de-edgar-allan-poe_a410614/1"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e talvez o que melhor define o horror psicológico do autor. A história acompanha um homem comum que, afundado no álcool, começa a maltratar os animais que antes amava, até que sua fúria o leva a um ato irreversível. O que se segue é o peso da culpa e a paranoia de que algo, ou alguém, ainda o observa. Poe não precisa de fantasmas nem de castigos divinos para causar medo, basta a mente humana em colapso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conto é uma leitura curta e de ritmo acelerado. Cada ação do narrador tem uma consequência imediata, e o terror surge da frieza com que ele descreve suas próprias atrocidades. </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-dia-um-gato-60-anos/"><span style="font-weight: 400;">O gato</span></a><span style="font-weight: 400;">, símbolo de tudo o que ele tenta esquecer, retorna como a lembrança assombrosa de que a culpa sempre encontra um jeito de ser ouvida. É justamente o fato de haver algo inevitável no percurso do personagem que torna o desfecho tão perturbador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado para quem busca um clássico acessível e envolvente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma porta de entrada perfeita para as obras de Poe e para o </span><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/cultura/2025/10/um-ano-sem-verao-como-uma-catastrofe-climatica-ajudou-a-dar-origem-a-frankenstein"><span style="font-weight: 400;">horror literário</span></a><span style="font-weight: 400;"> do século XIX. O cerne está na ideia de que o verdadeiro terror nasce dentro de casa, quando o instinto grita mais alto que a razão e a consciência já não consegue silenciar seus próprios erros. <b>– </b></span><b>Eduardo Dragoneti Ferreira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36088" aria-describedby="caption-attachment-36088" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36088 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca-540x800.png" alt="Foto da capa do livro “Rebecca”, de Daphne du Maurier. O fundo é preto com moldura decorativa fina em linhas brancas. O nome da autora aparece na parte superior, em letras grandes, brancas, com estilo tipográfico ornamentado. Logo abaixo, o título “Rebeca” está escrito em letras grandes e sinuosas, na cor rosa forte. À esquerda, acima do título, há a silhueta de uma mulher de perfil, também em rosa, com cabelos presos em coque. Galhos de árvores secos, em cinza claro, se espalham pelo fundo. Na parte inferior direita, há a ilustração de uma mansão antiga com janelas pequenas e detalhes arquitetônicos góticos, desenhada em cinza. Na base da capa, centralizado, aparece o nome da editora “DarkSide” em letras pequenas brancas." width="540" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca-540x800.png 540w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca.png 589w" sizes="auto, (max-width: 540px) 85vw, 540px" /><figcaption id="caption-attachment-36088" class="wp-caption-text">Um clássico que prova que fantasmas podem ser apenas memórias que não aceitam morrer (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Daphne du Maurier &#8211; Rebecca (448 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora britânica </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/daphne-du-maurier-a-autora-de-rebecca-que-foi-de-hitchcock-a-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Daphne du Maurier</span></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente sabe prender a atenção de seus leitores em suas obras. No romance </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebecca</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escritora cria uma atmosfera tão imersiva que torna difícil se afastar da história. O livro narra a jornada de uma jovem mulher que, após se casar com o misterioso viúvo Maxim de Winter, muda-se para a imponente mansão Manderley. A protagonista se vê rapidamente envolvida pelo fantasma da antiga esposa de Maxim, a lendária Rebecca, cuja presença continua a dominar todos os espaços e silêncios da casa. Nada é dito abertamente, mas tudo parece sussurrar o nome dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Du Maurier constrói uma narrativa onde insegurança, amor e memória se misturam como sombras que se alongam ao entardecer. Há algo de cruel e fascinante em observar a protagonista tentando descobrir quem ela é em meio a tantos vestígios de alguém perfeito demais para existir. O suspense cresce devagar, quase como um desconforto íntimo, e quando percebemos já estamos tão enredados quanto ela. </span><a href="https://quatrocincoum.com.br/resenhas/literatura/quem-foi-rebecca/"><span style="font-weight: 400;">Manderley</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca se revela por completo, e talvez seja exatamente essa névoa que torna a experiência tão inesquecível. <b>– </b></span><b> Débora Munhoz</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36089" aria-describedby="caption-attachment-36089" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_-533x800.jpg" alt="Foto da capa do livro “Ilha do Medo”, de Dennis Lehane. A imagem mostra o rosto de um homem branco em close, com expressão séria e olhar fixo, parcialmente iluminado pela chama de um fósforo que ele segura diante do rosto. Na parte inferior da capa, vê-se uma ilha isolada cercada pelo mar revolto, onde se destaca um grande prédio sombrio, o hospital psiquiátrico que ambienta a história. O título “ILHA DO MEDO” aparece em letras maiúsculas e alaranjadas, com textura metálica e um leve brilho, logo abaixo da imagem da ilha. Acima, em letras pequenas e vermelhas, está a frase “O medo é contagioso.” Na parte inferior, à direita, o logotipo da editora Companhia das Letras é acompanhado da informação “Originalmente publicado como Paciente 67”" width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 666w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-36089" class="wp-caption-text">Um suspense sombrio onde a chama da verdade é tão perigosa quanto a escuridão que a cerca (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Dennis Lehane &#8211; </b><b><i>Ilha do Medo</i></b><b> (352 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ler </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/ilha-do-medo-20342247"><i><span style="font-weight: 400;">Ilha do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é como embarcar em uma viagem sem retorno à mente humana e ao que ela é capaz de esconder. Dennis Lehane constrói um suspense psicológico de tirar o fôlego, daqueles que fazem a gente duvidar até das próprias certezas. Tudo começa quando o agente federal Teddy Daniels e seu parceiro Chuck Aule são enviados a </span><i><span style="font-weight: 400;">Shutter Island</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma ilha isolada onde funciona um hospital psiquiátrico para criminosos. A missão, de começo, parece simples: investigar o desaparecimento de uma paciente. Mas, à medida que a investigação avança, fica claro que nada ali é o que parece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atmosfera criada por </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000136084/"><span style="font-weight: 400;">Lehane</span></a><span style="font-weight: 400;"> é sufocante. A cada página, a tensão cresce, e nós, leitores, somos arrastados para o mesmo estado de confusão e paranoia que consome o protagonista. Os detalhes, as falas e os silêncios carregam significados ocultos que só fazem sentido quando tudo se revela. É o tipo de leitura que te faz virar páginas compulsivamente, e ao final, te obriga a repensar tudo o que achava saber. <b>– </b> </span><b>Ryan Rodrigues</b></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/">Estante do Persona – Outubro de 2025</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36085</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Enterre Seus Mortos quase soterra sua própria ambição</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 20:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Paula Cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Paula Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Marcelgo]]></category>
		<category><![CDATA[Enterre Seus Mortos]]></category>
		<category><![CDATA[Globoplay]]></category>
		<category><![CDATA[Isabél Zuaa]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Rojas]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[Marjorie Estiano]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Poças]]></category>
		<category><![CDATA[Selton Mello]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34325</guid>

					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Marco Dutra é conhecido por suas colaborações com Juliana Rojas, mas, na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o diretor encara sozinho a missão de contar a história de Edgar Wilson (Selton Mello) e a cidade de Abalurdes, que está prestes a passar pelo apocalipse. Enterre Seus Mortos faz parte da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Enterre Seus Mortos quase soterra sua própria ambição"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/">Enterre Seus Mortos quase soterra sua própria ambição</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34326" aria-describedby="caption-attachment-34326" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34326" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-6.png" alt="Na imagem, Nete está encostada na cabeceira de uma cama, com os dois braços apoiando a cabeça. Ela está com expressão de confiança. Nete é uma mulher na faixa dos 40 anos, de pele clara e cabelos longos de cor castanho escuro. No muque, ela possui uma tatuagem escrita. " width="770" height="323" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-6.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-6-768x322.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34326" class="wp-caption-text">O filme participou da Mostra Competitiva do Festival do Rio 2024 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marco Dutra é conhecido por suas colaborações com Juliana Rojas, mas, na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor encara sozinho a missão de contar a história de Edgar Wilson (Selton Mello) e a cidade de Abalurdes, que está prestes a passar pelo apocalipse. </span><i><span style="font-weight: 400;">Enterre Seus Mortos</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz parte da seção Mostra Brasil e é uma produção </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> que adapta o romance homônimo de Ana Paula Maia. </span></p>
<p><span id="more-34325"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa mais popular em parceria com Rojas, </span><a href="https://culturadoria.com.br/9-filmes-de-terror-dirigidos-por-mulheres/"><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Maneiras</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017), a dupla se inspira no interior rural e usa efeitos práticos para dar vida à história do lobisomem. Nesse novo terror, Dutra se apega mais uma vez a elementos brasileiros para sua fábula apocalíptica que, infelizmente, apesar de muita estilização e personagens interessantes, soa confuso em meio a tantas histórias que quer colocar dentro dessa cova. </span></p>
<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/bases-filosoficas-do-horror-cosmico-na-literatura.html"><span style="font-weight: 400;">Terror cósmico</span></a><span style="font-weight: 400;">, história de </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma nova religião, crianças exiladas em ilhas, o fim do mundo se aproximando e uma médica colecionadora de corpos humanos são subtramas que não cessam. Ainda que todas elas sejam intrigantes, parecem não convergir em um ponto comum de coesão e, quando chega ao final, em termos de trama, essa experiência de 120 minutos não é satisfatória. Inclusive, o filme estrelado por Marjorie Estiano e Isabél Zuaa sofre basicamente do mesmo calcanhar de Aquiles: a ausência de manejo em conciliar mais de uma história.</span></p>
<figure id="attachment_34327" aria-describedby="caption-attachment-34327" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34327" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-6.png" alt="Cena do filme Enterre Seus Mortos Na imagem, Edgar Wilson está no canto direito, ele segura um copo de coca-cola, na altura do rosto, enquanto encara a sua frente com expressão séria. Do lado esquerdo, em cima de um balcão, há uma garrafa de vidro da coca-cola, bebida pela metade. Edgar Wilson veste uma jaqueta de coloração escura e usa um band-aid no nariz. O copo é no estilo americano. Edgar Wilson é um homem na faixa dos 50 anos, de pele clara e cabelos escuros curtos. Ele está num bar, com iluminação vermelha neon. 
" width="770" height="325" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-6.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-6-768x324.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34327" class="wp-caption-text">Selton Mello protagoniza outra produção do streaming que também faz parte da programação da Mostra SP: Ainda Estou Aqui (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, se é para a história ser uma tremenda viagem esquisita que coloca em xeque questões estabelecidas ao protagonista e seus companheiros, então, Marco Dutra faz um perfeito trabalho. Acima de tudo, seu comando com a Fotografia de Rui Poças e a direção de Arte de </span><a href="https://www.itaucultural.org.br/secoes/colunistas/alem-da-direcao-outras-mulheres-que-fazem-cinema"><span style="font-weight: 400;">Ana Paula Cardoso</span></a><span style="font-weight: 400;"> lidam muito bem com as iconografias do Terror brasileiro e não deixam a peteca cair por momento algum. O filme vai ganhando tons de cor e intenção mais pesados conforme vai chegando ao seu clímax pavoroso e enigmático. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre esses elementos do país, há as procissões, religiões, padres excomungados, a promessa de um fim do mundo e uma sensação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><span style="font-weight: 400;">abandono </span></a><span style="font-weight: 400;">sentida por cidades pequenas. É uma produção de cenas bem fortes e sanguinolentas que colocam o espectador dentro da atmosfera. Se o objetivo é fazer o apocalipse provocar-lhe algo, uma mínima mudança e desconforto, o filme não deixará você sentir indiferença. </span></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000109532/"><i><span style="font-weight: 400;">Enterre Seus Mortos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma experiência catalisadora de sentimentos mistos, frustração e empolgação. É um projeto muito grande, mas com a insuficiência de uma história que aguente seu tamanho, embora o visual transborde essa ambição. Com certeza, vale revisões ao longo dos anos, talvez com mais amadurecimento de quem vê e porquê vê. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/">Enterre Seus Mortos quase soterra sua própria ambição</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34325</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
