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	<title>Arquivos Ana Beatriz Zamai &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Ana Beatriz Zamai &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>A Sessão da Tarde mal pode esperar para passar O fim da rua em alguns anos</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 15:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Ana Beatriz Zamai O fim da rua segue uma família dos anos 80 que é transportada para a era pré-histórica junto com todo seu bairro. Enquanto se defendem dos animais do período jurássico, eles tentam entender o que está acontecendo e como voltar para suas vidas comuns. Parece apenas mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-fim-da-rua/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Sessão da Tarde mal pode esperar para passar O fim da rua em alguns anos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37474" aria-describedby="caption-attachment-37474" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-800x401.jpeg" alt="A imagem mostra quatro pessoas dentro de um carro antigo de cor verde-clara. No banco dianteiro, um homem dirige enquanto uma mulher está ao volante; entre eles, no banco traseiro, estão dois jovens. Os quatro observam atentamente o que acontece ao redor, com expressões de preocupação e tensão. A cena é registrada de frente, através do para-brisa do veículo, com uma paisagem residencial ao fundo." width="800" height="401" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-800x401.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1024x513.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1536x769.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1200x601.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37474" class="wp-caption-text">Anne Hathaway e Ewan McGregor vivem casal em mundo apocalíptico em O fim da rua (Foto: Bad Robot e Jackson Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O fim da rua</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue uma família dos anos 80 que é transportada para a era pré-histórica junto com todo seu bairro. Enquanto se defendem dos animais do período jurássico, eles tentam entender o que está acontecendo e como voltar para suas vidas comuns. Parece apenas mais um filme de ficção científica com dinossauros, seguindo o padrão de algum dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/jurassic-park-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic Park</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span></a><span style="font-weight: 400;"> por exemplo, mas não é. Diferente da famosa franquia, o longa vai além de ser apenas uma perseguição entre monstros e humanos e coloca os personagens para explorar as relações familiares enquanto lutam pela própria vida.</span></p>
<p><span id="more-37472"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história foca no casal Denise e Greg Platt, interpretados por Anne Hathaway e Ewan McGregor, casados já há alguns anos e que estão enfrentando uma crise no casamento. Os filhos também tem seus dilemas pessoais, sejam menores, como o do garoto Brian (Christian Convery), que quebrou o braço de um colega e agora precisa fugir do irmão mais velho dele, ou de Audrey (Maisy Stella), que está, talvez, descobrindo sua </span><a href="https://www.quora.com/What-was-LGBT-life-like-in-the-1980s"><span style="font-weight: 400;">orientação sexual</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que é mostrado de forma muito sutil, principalmente em sua amizade com Jeannette (Jodan Alexa). De maneira quase imperceptível, no começo do longa, ela fica chateada quando o namorado da ‘amiga’ chega e demonstra afeto. É cômico o fato de Brian, o irmão, ter um </span><i><span style="font-weight: 400;">crush</span></i><span style="font-weight: 400;"> na garota e ver, durante todo o apocalipse, ela se aproximando cada vez mais da irmã.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">David Robert Mitchell, diretor e roteirista conhecido por </span><a href="https://letterboxd.com/director/david-robert-mitchell/"><span style="font-weight: 400;">trabalhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> com suspense e terror, faz um bom trabalho em deixar outros fatores sutis espalhados pelo filme, sejam as pitadas de comédia – ou até de drama, quando, por exemplo, Greg é comido por um dos dinossauros e vivenciamos, junto com Denise, o luto que tem de ser vivido em apenas alguns segundos, pois ela precisa correr para sobreviver.</span></p>
<figure id="attachment_37473" aria-describedby="caption-attachment-37473" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-800x400.jpeg" alt="A imagem mostra um homem e uma mulher dentro de uma casa, posicionados na entrada de um cômodo. Os dois seguram objetos que parecem ser usados como armas improvisadas e observam o ambiente com expressão de alerta e apreensão. O homem veste uma jaqueta azul, enquanto a mulher usa uma jaqueta escura sobre uma camisa azul. Ao fundo, aparecem paredes revestidas com papel de parede xadrez, um quadro e parte de um móvel de madeira, criando uma atmosfera doméstica e sombria." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37473" class="wp-caption-text">O casal luta pelo casamento ao mesmo tempo que precisam sobreviver ao caos (Foto: Bad Robot e Jackson Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro detalhe que pode variar tanto entre apenas uma escolha visual do diretor quanto feita propositalmente é o jogo de câmeras (Michael Gioulakis, diretor de fotografia) quando a família termina de deixar a casa ‘a prova de dinossauros’, com tábuas de madeira e portas em todas as possíveis entradas. Nesta cena, o </span><a href="https://www.fruitcakeenterprises.com/blog-cinemaholic/2026/8/13/the-end-of-oak-street"><span style="font-weight: 400;">enquadramento</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixa a câmera bem perto do rosto da mãe em um dos lados da tela, enquanto do outro, de corpo inteiro, aparece a filha; mesma coisa com o pai e o filho, além de ter também momentos em que os filhos estão aproximados e os pais afastados. Passa uma ideia de passado e presente, e como Denise é mais próxima de Audrey e Greg de Brian. Essa sensação da proximidade ser maior entre um e outro também pode ser vista quando as crianças saem da casa e na hora de procurá-los, Denise sempre chama por Audrey, enquanto Greg chama por ‘crianças’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto diferencial do filme para os demais clássicos de apocalipse é que os </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-o-fim-da-rua-anne-hathaway-alem-dos-dinossauros-entenda-mensagem"><span style="font-weight: 400;">problemas familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> não são só um pequeno detalhe mostrado apenas no começo como forma de introdução, eles são contínuos. Já depois da metade, o casal encontra uma possível solução para voltarem à normalidade, e Greg pede para Denise ir primeiro, mas ela deixa claro que não vai se separar dele, mesmo que momentaneamente. É uma referência a uma cena anterior, quando, já durante o possível fim do mundo, o casal tem uma briga feia, e o marido admite que leu o livro que a esposa estava escrevendo e que sabe que ela quer ir embora de casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra em si não é ruim, é uma boa história, original, diferente do que Hollywood está fazendo recentemente, com tantas </span><a href="https://www.omelete.com.br/webstories/10-franquias-mais-rentaveis-do-cinema/"><span style="font-weight: 400;">franquias</span></a><span style="font-weight: 400;"> e live-actions, porém ainda é básico e deixa a sensação de que falta algo. Mas talvez não exista muito o que possa ser feito, a história é assim e não há o que mudar. Adicionar mais fatores para tentar deixar de ser comum, pode deixar o filme demais, com muita informação e estragar o que já é bom. Das muitas obras de Anne Hathaway no cinema este ano, esta pode não ser a melhor, porém quando passar na Sessão da Tarde daqui alguns anos, certamente vai prender a atenção do telespectador. </span></p>
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		<title>Com a Together Together Tour, Harry Styles prova que realmente não há diferença entre as lágrimas e o suor em seus shows</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 18:52:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai Seja pela polêmica do cancelamento do show do dia 21, pelo ato de abertura divisor de opiniões, pelos passeios e corridas por São Paulo ou ‘apenas’ pelo espetáculo em si, a curta residência de Harry Styles no Brasil com a Together Together Tour deu o que falar. Ainda se fossem somente os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cobertura-together-together-tour/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com a Together Together Tour, Harry Styles prova que realmente não há diferença entre as lágrimas e o suor em seus shows"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37407" aria-describedby="caption-attachment-37407" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-640x800.jpg" alt="Harry Styles se apresenta no palco diante de uma grande plateia, segurando um microfone enquanto caminha por uma passarela iluminada. Vestindo um terno azul-claro com camisa e gravata em tons quentes, ele é o ponto central da composição. A iluminação do palco, os painéis de LED ao fundo e a escuridão do estádio destacam a dimensão do evento e a interação entre artista e público. " width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1229x1536.jpg 1229w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1200x1500.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1.jpg 1599w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37407" class="wp-caption-text">Harry Styles fez três shows com a Together Together Tour no Brasil (Foto: Instagram/@HSHQ/Anthony Pham)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja pela polêmica do </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2026/07/21/harry-styles-cancela-show-em-sao-paulo-por-problemas-de-saude.ghtml"><span style="font-weight: 400;">cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do show do dia 21, pelo ato de abertura divisor de opiniões, pelos </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2026/07/17/dias-antes-de-subir-aos-palcos-harry-styles-passeia-por-sao-paulo-confira-o-roteiro-do-cantor.ghtml"><span style="font-weight: 400;">passeios</span></a><span style="font-weight: 400;"> e corridas por São Paulo ou ‘apenas’ pelo espetáculo em si, a curta residência de Harry Styles no Brasil com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Together Together Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu o que falar. Ainda se fossem somente os shows, já teria muito a ser falado, visto que o cantor conseguiu transformar o estádio do MorumBis em uma noite de balada de Roma ou Berlim. </span></p>
<p><span id="more-37406"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Harry escolheu a dupla </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/pop/musica/fcukers-conheca-duo-que-vai-abrir-shows-de-harry-styles-no-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">Fcukers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Nova Iorque, para ser a atração na abertura dos shows no Brasil. Apesar de não serem muito conhecidos pelos fãs do cantor, a escolha fez muito sentido para a turnê, visto que o novo álbum de Styles, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/69BqE1V8Bzb9GCyeP1fFeR"><i><span style="font-weight: 400;">Kiss All the Time, Disco Occasionally</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou KISSCO, abreviando, tem uma vibe – como o próprio nome diz – de disco, baladas, clubes noturnos, assim como a dupla. Entretanto, diferente do show principal, em que as músicas são diferentes entre si e mais de um álbum é apresentado, o duo parece animar o público nas duas, talvez três, primeiras músicas apenas. A sensação é que todas as faixas da </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist </span></i><span style="font-weight: 400;">são iguais e repetitivas, deixando a plateia, que já estava cansada de ficar esperando, exausta. Talvez em uma balada o clima seja diferente e os dois sejam uma boa opção, mas no show não foi uma boa pedida. Além disso, os vídeos que passavam no telão durante a apresentação do dueto eram um tanto quanto estranhos e questionáveis.</span></p>
<figure id="attachment_37408" aria-describedby="caption-attachment-37408" style="width: 669px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-669x800.jpg" alt="Três pessoas posam juntas em um ambiente interno após o evento. Ao centro, Harry veste uma camiseta branca com estampa em verde e amarelo e uma bandeira do Brasil, com o escrito ‘fcukers’, enquanto as pessoas ao seu lado aparecem em trajes casuais, uma delas usando óculos escuros e outra um agasalho esportivo. A fotografia transmite um clima descontraído de bastidores, registrando um momento de interação e proximidade após a apresentação." width="669" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-669x800.jpg 669w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-856x1024.jpg 856w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-768x919.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37408" class="wp-caption-text">Harry Styles usando a merch dos Fcukers em foto compartilhada pelo duo (Foto: Instagram/@fcukers_)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de falar sobre o show em si, vale um comentário sobre a </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist </span></i><span style="font-weight: 400;">de músicas brasileiras escolhida para tocar entre os dois shows. De </span><a href="https://x.com/bestharrysbr/status/2078266804548383057?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">Evidências</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> à </span><i><span style="font-weight: 400;">Bum Bum Tam Tam</span></i><span style="font-weight: 400;">, quem quer que tenha decidido as faixas acertou em cheio, visto que manteve o público animado durante a espera pelo cantor inglês, sem contar que a plateia, independente do estilo da canção, batia leques fervorosamente no ritmo escolhido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Harry Styles começa a apresentação de sua nova turnê com </span><a href="https://x.com/harrysbrasil/status/2080812266518085951?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">Are You Listening Yet?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma boa pedida, já que a música aproveita a ansiedade da espera pelo começo do show e combina com a energia cativante e dançante do álbum, como um resumo do que vem pela frente e do que os fãs podem esperar da noite. As várias interações do cantor já se iniciam durante a primeira música, com um “</span><i><span style="font-weight: 400;">boa noitchi São Paulo</span></i><span style="font-weight: 400;">” que fez a plateia ir à loucura. Styles segue com quatro músicas ‘repetidas’ de outras turnês: </span><i><span style="font-weight: 400;">Golden</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Adore You</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Watermelon Sugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Music For a Sushi Restaurant</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de não serem do mesmo estilo dançante das mais recentes, as quatro também estão na ponta da língua dos fãs e animam o público tanto quanto as outras e fazem parte até de </span><a href="https://x.com/igorogh/status/2078277343957647399?s=20"><span style="font-weight: 400;">projetos de fãs</span></a><span style="font-weight: 400;">, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Watermelon Sugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando todos levantam as lanternas do celular nos momentos que Harry canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">high</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Para finalizar a primeira parte mais animada do show, Harry Styles canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Taste Back</span></i><span style="font-weight: 400;"> com lindos e coloridos visuais no telão – que, por sinal, era enorme e com uma qualidade impecável. Já introduzindo a vibe das duas próximas músicas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Taste Back</span></i><span style="font-weight: 400;"> repete várias vezes a pergunta “</span><i><span style="font-weight: 400;">Or do you just need a little love?</span></i><span style="font-weight: 400;">” – “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ou você só precisa de um pouco de amor?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo a primeira música mais sentimental da noite, Styles traz </span><i><span style="font-weight: 400;">Coming Up Roses</span></i><span style="font-weight: 400;">, do novo álbum, ao som de uma orquestra brasileira, que inclusive, serviram como uma </span><a href="https://x.com/Roses_Ce_24g/status/2080826467483595029?s=20"><span style="font-weight: 400;">piada mal traduzida</span></a><span style="font-weight: 400;"> do cantor: em inglês, instrumentistas de corda seria </span><i><span style="font-weight: 400;">string players</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que, na tradução direta, ficaria jogadores de corda. Harry tentou apresentar a orquestra como “jogadores de corda brasileiros”, mas não deu muito certo. A música tem dois momentos de aproximação com os fãs, uma quando canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">there’s only me and you</span></i><span style="font-weight: 400;">” – “</span><i><span style="font-weight: 400;">é só eu e você</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como se não existisse mais ninguém além do cantor e do fã, mesmo em meio a um estádio lotado; e quando os fãs cantam o “</span><a href="https://x.com/hsdtogethertour/status/2078284817964110210?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">La-la-la-la</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” junto com a orquestra, sem a voz de Harry. Fechando o primeiro bloco emotivo, o britânico canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das </span><i><span style="font-weight: 400;">fan-favorites</span></i><span style="font-weight: 400;">, tanto pedida nas outras turnês e que Harry só performava em shows pontuais. Antes de cantar, Styles fez um </span><a href="https://x.com/harrysbrasil/status/2078280845614321828?s=20"><span style="font-weight: 400;">discurso</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre como a vida pode ser frágil, como é especial dividir a vida e momentos bons – como o próprio show – com amigos, família ou até sozinhos e como ele tem esperança no futuro, afinal, como a música diz, “</span><i><span style="font-weight: 400;">we’ll be alright</span></i><span style="font-weight: 400;">” – “</span><i><span style="font-weight: 400;">nós vamos ficar bem</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Não só neste discurso, mas em todas as pausas que faz para interagir com o público, Harry faz questão de agradecer todo o apoio do público, seja o que chegou com o último álbum ou o que já estava aqui 16 anos atrás, com a One Direction, constantemente se mostrando grato pelo carinho dos fãs. </span></p>
<figure id="attachment_37409" aria-describedby="caption-attachment-37409" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image3-534x800.jpg" alt="Um jovem na plateia reage de forma emocionada durante um show, levando as mãos ao rosto enquanto observa o palco e grava o momento com o celular. Ao redor, outros espectadores também utilizam seus aparelhos para registrar a apresentação. As luzes desfocadas ao fundo criam um efeito visual que evidencia a intensidade da experiência e o envolvimento do público com o espetáculo. " width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image3-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image3.jpg 683w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-37409" class="wp-caption-text">O choro foi frequente no show de Harry Styles (Foto: Reprodução/We Belong Together/Lais Moss)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Secando as lágrimas de todos, </span><i><span style="font-weight: 400;">American Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">, mais uma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kiss All the Time, Disco Occasionally</span></i><span style="font-weight: 400;">, é cantada com pulos do próprio cantor pelo palco. Em um dos shows, Harry fez uma </span><a href="https://x.com/weinthecrowd/status/2078284090957000943?s=20"><span style="font-weight: 400;">brincadeira</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o título da música, cantando “</span><i><span style="font-weight: 400;">my friends are in love with Brazilian Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">” – “</span><i><span style="font-weight: 400;">meus amigos estão apaixonados por garotas brasileiras</span></i><span style="font-weight: 400;">”. No intervalo entre as músicas do KISSCO, </span><i><span style="font-weight: 400;">Keep Driving</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparece com o </span><i><span style="font-weight: 400;">fanchant</span></i><span style="font-weight: 400;"> na ponte da música, em que Styles nem se dá ao trabalho de cantar inteira, de tão alto que os fãs entoavam. Voltando às mais recentes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ready, Steady, Go!</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dance No More </span></i><span style="font-weight: 400;">mostram que, mesmo sendo muito boas no fone de ouvido, conseguem ser melhores ainda ao vivo. A primeira ainda conta com visuais incríveis no telão e </span><a href="https://x.com/bohstogether/status/2080828776246628824?s=20"><span style="font-weight: 400;">edições de som</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aperfeiçoaram a música, sem contar com os leques dos fãs batendo no ritmo, como se fosse tudo ensaiado anteriormente. Na segunda, Harry dança, </span><a href="https://x.com/hstbrasil/status/2068316162572640531?s=20"><span style="font-weight: 400;">coreografado</span></a><span style="font-weight: 400;">, na introdução da música, algo que nunca acontecia em seus shows de turnês anteriores. Styles dançava – e ainda dança – nos shows, mas de forma espontânea, sem coreografia, diferente deste momento, que conta inclusive com dois dançarinos. O momento passa a sensação de que o cantor de fato se importa em demonstrar aos fãs a vibe do álbum novo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É durante </span><i><span style="font-weight: 400;">Dance No More</span></i><span style="font-weight: 400;"> que Harry introduz a banda e podemos perceber que a grande maioria do público não é fã só do cantor Harry Styles, e sim de todos que fazem parte dessa grande produção. A animação dos fãs enquanto cada integrante é apresentado é contagiante, e o estádio vai a loucura quando Sarah Jones, a baterista, aparece. Além das inúmeras interações durante as músicas, seja com beijinhos, acenos, respostas à cartazes ou risadas, o britânico separa um momento do show, logo após </span><i><span style="font-weight: 400;">American Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">, para interagir com calma e ler cartazes. Styles aprendeu a cantar parabéns em português para a fã Laleska, parabenizou fãs grávidas, e, talvez o mais marcante, aprendeu a bater </span><a href="https://x.com/centralhshq/status/2078646950409150843?s=20"><span style="font-weight: 400;">leque</span></a><span style="font-weight: 400;">. No último show, Styles apareceu com seu próprio leque, já sabendo fazer o movimento sem precisar copiar de ninguém – tudo isso enquanto cantava </span><a href="https://x.com/weinthecrowd/status/2080823793736380912?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">Magalenha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Sérgio Mendes. Toda essa interação faz cada show se tornar único e demonstra carinho e atenção com os fãs, além de ser perceptível o quanto o cantor se diverte com os cartazes e as respostas dos fãs, deixando o momento mais leve e gostoso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passando por </span><i><span style="font-weight: 400;">Treat People With Kindness</span></i><span style="font-weight: 400;">, que já se tornou um clássico nos shows do cantor, inclusive com uma dança criada pelas fãs, Harry Styles inicia uma sequência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kiss All The Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Season 2 Weight Loss</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Carla’s Song</span></i><span style="font-weight: 400;">, que contam com visuais no telão que combinam muito com </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um jogo de </span><a href="https://x.com/igorogh/status/2078291778944250016?s=20"><span style="font-weight: 400;">luzes</span></a><span style="font-weight: 400;"> digno de baladas e clubes. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Carla’s Song</span></i><span style="font-weight: 400;">, mais uma das ‘sensíveis’ do show, é misturada com </span><i><span style="font-weight: 400;">Satellite</span></i><span style="font-weight: 400;">, música do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry’s House</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma ideia brilhante que Harry manteve em todos os shows da turnê, já que as duas, apesar de serem mais sentimentais, tem uma batida mais agitada, diferente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. Antes deste </span><i><span style="font-weight: 400;">mashup</span></i><span style="font-weight: 400;">, Styles, em mais uma interação com o público, fez um discurso sobre </span><a href="https://x.com/centralhshq/status/2078646950409150843?s=20"><span style="font-weight: 400;">amizades</span></a><span style="font-weight: 400;">, como devemos amar nossos amigos e a importância deles em momentos difíceis nas nossas vidas – assim como ele fez em </span><i><span style="font-weight: 400;">Carla’s Song </span></i><span style="font-weight: 400;">que foi escrita para uma grande amiga do cantor. </span></p>
<figure id="attachment_37410" aria-describedby="caption-attachment-37410" style="width: 599px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37410" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image4-599x800.jpg" alt="Uma mulher, Carla, usando óculos escuros e uma camiseta vermelha estampada, aparece com os braços erguidos durante um evento. A fotografia registra um momento de celebração e descontração, enquanto as pessoas ao fundo, incluindo Harry, logo atrás dela, aparecem desfocadas pelo movimento, reforçando a sensação de dinamismo e da atmosfera festiva do ambiente. O enquadramento destaca sua expressão serena em contraste com a energia ao redor. " width="599" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image4-599x800.jpg 599w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image4-767x1024.jpg 767w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image4-768x1025.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image4.jpg 899w" sizes="auto, (max-width: 599px) 85vw, 599px" /><figcaption id="caption-attachment-37410" class="wp-caption-text">Harry e Carla, amiga que inspirou a música Carla’s song (Foto: reprodução/twitter/@bestharrysbr)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fechar a apresentação do novo álbum, o britânico canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Aperture</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/aperture-entenda-o-significado-do-nome-e-letra-da-nova-musica-de-harry-styles/"><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">do KISSCO, e até brinca de ser DJ no palco antes do início da música. A canção não foi tão bem recebida pelos fãs no começo da nova era, talvez por ser tão diferente de tudo que ele já tinha lançado antes, mas definitivamente foi um dos pontos altos do </span><a href="https://x.com/snoopycinema/status/2080890121721631111?s=20"><span style="font-weight: 400;">show</span></a><span style="font-weight: 400;">. A música foi feita para ser escutada ao vivo, pulando e gritando “</span><i><span style="font-weight: 400;">we belong together</span></i><span style="font-weight: 400;">” – “</span><i><span style="font-weight: 400;">nós pertencemos juntos</span></i><span style="font-weight: 400;">”; é ela que nomeia a turnê. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Faltando apenas três músicas para o fim, Harry Styles faz uma pausa, momento em que a orquestra toca </span><i><span style="font-weight: 400;">Night Changes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">History</span></i><span style="font-weight: 400;">, duas canções da One Direction, banda que o cantor fez parte de 2010 a 2016. É uma situação que demonstra gratidão aos fãs que estão com o inglês desde o começo e continuam apoiando, além de valorizar a época da One Direction. Em seguida, uma música surpresa diferente é cantada em cada noite. Nos shows no Brasil, Harry cantou </span><i><span style="font-weight: 400;">Matilda </span></i><span style="font-weight: 400;">dia 17, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Waiting Game </span></i><span style="font-weight: 400;">no dia 18, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Freak</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das mais </span><a href="https://x.com/weinthecrowd/status/2080859383127273506?s=20"><span style="font-weight: 400;">pedidas</span></a><span style="font-weight: 400;">, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love of My Life</span></i><span style="font-weight: 400;"> no último show, talvez como um pedido de desculpas pelo cancelamento do show que aconteceria no dia 21. Finalizando, Harry Styles canta sua </span><a href="https://x.com/bestharrysbr/status/2081012099149381772?s=20"><span style="font-weight: 400;">primeira</span></a><span style="font-weight: 400;"> música da carreira solo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sign Of the Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, com direito a fogos de artifício e muitas lágrimas de qualquer um que estivesse no estádio. Para não se despedir com lágrimas, Styles canta o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit As It Was</span></i><span style="font-weight: 400;"> e faz uma corrida em volta de todo o seu longo palco, pegando bandeira do Brasil e mandando beijos para os fãs. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em quase duas horas de show, Styles fez todo mundo chorar e dançar, provando que sabe o que faz ao montar um show tão bem organizado e contagiante, com destaque para as músicas do novo </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/pop/harry-styles-conheca-faixas-de-kiss-all-the-time-disco-occasionally/"><span style="font-weight: 400;">álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kiss All The Time, Disco Occasionally</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Together Together Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">, Harry Styles prova que, assim como diz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Dance No More</span></i><span style="font-weight: 400;">, não existe diferença entre as lágrimas e o suor.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/cobertura-together-together-tour/">Com a Together Together Tour, Harry Styles prova que realmente não há diferença entre as lágrimas e o suor em seus shows</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Seja em 1980 ou em 2026, He-Man mostra que ainda tem a força em Mestres do Universo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:00:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai   Pouco mais de quarenta anos depois do lançamento do desenho, He-Man (1983) retorna em seu novo filme Mestres do Universo (2026), estrelado por Nicholas Galitzine no papel do ‘cara mais poderoso do universo’. Apesar da história ser original da década de 80, o longa, produzido pela Amazon MGM, é ambientado nos dias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mestres-do-universo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Seja em 1980 ou em 2026, He-Man mostra que ainda tem a força em Mestres do Universo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37348" aria-describedby="caption-attachment-37348" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37348" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-2-800x450.png" alt="No centro, He Man, herói loiro e musculoso, segurando uma grande espada apontada para cima sob um relâmpago azul. Ao redor dele aparecem guerreiros, criaturas fantásticas, Skeletor, um vilão encapuzado com aparência sombria e personagens com armaduras futuristas e armas. O fundo mistura tons quentes de fogo e destruição à esquerda com tons frios e mágicos à direita, além de um castelo ao fundo e exércitos posicionados dos dois lados, criando uma atmosfera épica de batalha entre forças do bem e do mal. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-2.png 837w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37348" class="wp-caption-text">He-Man surge em novo filme irônico e nostálgico (Foto: Amazon MGM)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pouco mais de quarenta anos depois do lançamento do desenho, </span><i><span style="font-weight: 400;">He-Man</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1983) retorna em seu novo filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2026), estrelado por Nicholas </span><a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm5954280/?ref_=tt_ov_3_1"><span style="font-weight: 400;">Galitzine</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel do ‘cara mais poderoso do universo’. Apesar da história ser original da década de 80, o longa, produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon MGM</span></i><span style="font-weight: 400;">, é ambientado nos dias atuais e é mais uma das apostas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Mattel </span></i><span style="font-weight: 400;">em fazer uma releitura de clássicos, como foi com </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2023. Dirigido por Travis Knight, diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/kubo-e-as-cordas-magicas-inovador-mas-fiel-ao-stop-motion/"><i><span style="font-weight: 400;">Kubo e as Cordas Mágicas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016), </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra o retorno de Adam Glenn (Galitzine) para Eternia, sua terra natal, depois de 20 anos na Terra, onde se refugiou depois de seu mundo ter sido invadido pelo antagonista Esqueleto (Jared Leto). </span></p>
<p><span id="more-37347"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Travis e os roteiristas</span> <a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm2752098/?ref_=tt_ov_2_1"><span style="font-weight: 400;">Chris Butler</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm1887480/?ref_=tt_ov_2_2"><span style="font-weight: 400;">Aaron Nee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm1519639/?ref_=tt_ov_2_3"><span style="font-weight: 400;">Adam Nee</span></a><span style="font-weight: 400;"> fizeram um ótimo trabalho trazendo a história para a atualidade. É apenas uma das maneiras usadas para aproximar o príncipe herói do telespectador – o próprio Nicholas afirmou em </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/05/personagens-invulneraveis-sao-muito-chatos-diz-ator-que-vive-o-novo-he-man.shtml"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ser um herói invencível afasta o público, e, por isso, queria transformar Adam em alguém mais real. Outra aproximação curiosa foi o emprego escolhido para o personagem no seu tempo na Terra: profissional de Recursos Humanos, um total oposto do seu ‘cargo’ em Eternia: príncipe herdeiro filho do rei. Em uma das batalhas com o vilão principal, He-Man tenta usar termos do RH como “</span><i><span style="font-weight: 400;">violência não é a resposta</span></i><span style="font-weight: 400;">”, gerando uma comicidade que não se é esperado em momentos como este. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser uma releitura de um </span><a href="http://einerd.com/he-man-o-desenho-que-nasceu-para-vender-bonecos-e-virou-lenda-dos-anos-80e-o-que-star-wars-tem-a-ver-com-isso/"><span style="font-weight: 400;">clássico</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apela – ao menos não inteiramente – para a nostalgia. Quando usada, é de uma forma positiva e que vincula o personagem com o público, não apenas ao amor do público pelo personagem. Um exemplo disso é a maneira com que Adam, quando está na Terra, vê sua infância: um olhar gentil, infantil, de fato, como quem nunca cresceu e sente saudades de ser criança, desenhando os ‘personagens’ da sua história mesmo depois de adulto.</span></p>
<figure id="attachment_37349" aria-describedby="caption-attachment-37349" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-2-800x480.png" alt="Cena do filme Mestres do Universo mostrando o He-Man, guerreiro loiro de porte atlético usando armadura metálica e segurando uma grande arma futurista. Ele observa algo fora de quadro com expressão séria e alerta, enquanto fumaça branca sai do cano da arma e se espalha pelo lado direito da imagem. O fundo escuro, iluminado por tons avermelhados e esverdeados, reforça a atmosfera de ação e conflito em um ambiente de fantasia e ficção científica." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-2-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-2-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37349" class="wp-caption-text">Nicholas Galitzine dá vida ao novo He-Man em ‘Mestres do Universo’ (Foto: Amazon MGM)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como Nicholas Galitzine apresentou uma grande atuação, se diferenciando completamente de seus outros papéis recentes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Ideia de Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2024) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023); os demais atores também se destacaram. Camila Mendes brilhantemente interpreta Teela – fiel escudeira de He-Man, além de grande amiga de infância do herói, que, inclusive, o filme acerta em deixar bem claro, tanto para os fãs quanto para os próprios personagens, que a dupla nunca vai passar disso: grandes amigos. Já </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/he-man-idris-elba-fala-sobre-mestre-das-armas-no-filme"><span style="font-weight: 400;">Idris Elba</span></a><span style="font-weight: 400;"> aparece como o Mentor, ou Duncan, braço direito do rei e que, assim como Nicholas, agrega ao longa adicionando muito carisma e humor aos personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jared Leto merece um comentário de destaque por lembrar ao telespectador que, apesar de não parecer, ele ainda é um ator que pode entregar boas interpretações, mesmo que irreconhecível pela computação gráfica. O vilão </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/he-man-mestres-universo-jared-leto-cinemas"><span style="font-weight: 400;">Skeletor</span></a><span style="font-weight: 400;">, no original, é definido pelo diretor </span><a href="https://www.empireonline.com/movies/news/skeletor-embodiment-of-toxic-masculinity-masters-of-the-universe-exclusive/"><span style="font-weight: 400;">Travis Knight</span></a><span style="font-weight: 400;"> como “</span><i><span style="font-weight: 400;">uma representação da masculinidade tóxica levada ao extremo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um personagem que não tenta ser um vilão sério ou malvado demais, e tenta ganhar a nova geração com falas irônicas e de duplo sentido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do bom roteiro, direção e das boas atuações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i><span style="font-weight: 400;"> também acerta em outros fatores, e um deles é não ter medo de parecer ridículo. O filme não se leva a sério demais, tendo alguns momentos de alívio cômico quando menos se espera, seja pelos toques de comédia; por manter fatores que eram alvo de riso na década de 80, como a roupa e cabelo do príncipe e os nomes dos personagens (como o </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/603960-quem-e-quem-em-mestres-do-universo-2026-guia-de-personagens-e-elenco-do-filme.htm"><span style="font-weight: 400;">Fisto</span></a><span style="font-weight: 400;">); por ser uma obra com muitas cores – algo que está em </span><a href="https://geekpopnews.com.br/filmes-estao-perdendo-as-cores-entenda-a-tendencia-visual/"><span style="font-weight: 400;">falta</span></a><span style="font-weight: 400;"> na indústria cinematográfica atualmente –; pela ótima trilha sonora (Daniel Pemberton) ou até pelo (muito) bom uso de efeitos especiais. O longa traz conforto aos fãs que foram ao cinema em busca de uma boa memória da infância.</span></p>
<figure id="attachment_37350" aria-describedby="caption-attachment-37350" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37350" class="wp-caption-text">Jared Leto é o musculoso e irônico vilão Skeletor (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, apesar dos vários fatores positivos já citados, o filme não está indo bem na </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/hollywood-enfrenta-dura-realidade-com-fracasso-de-he-man/"><span style="font-weight: 400;">bilheteria</span></a><span style="font-weight: 400;">. No primeiro fim de semana mundial, o longa arrecadou US$54,3 milhões, o que é decepcionante, visto que a produção custou cerca de US$200 milhões. Uma possibilidade é a falta de conhecimento do público sobre a existência dele. O elenco esteve no Brasil recentemente para divulgação, mas é fora do país que a obra não tem se dado tão bem. Além disso, a escolha de não colocar o nome do herói no título – apenas </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem He-Man – também pode ter sido prejudicial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, talvez o maior desafio do príncipe de Eternia seja convencer as pessoas a darem uma <a href="https://viventeandante.com/he-man-sem-forca-mestres-do-universo-decepciona/">chance</a> a ele – seja a geração dos anos 80, que não querem estragar a boa memória que tem com os desenhos, seja a geração atual, que já está saturada de filmes de heróis. Caso vença, He-Man certamente poderá agradar ambos os públicos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mestres Do Universo | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/S3SMDqnN6fY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 22:49:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2026]]></category>
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		<category><![CDATA[Análise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em Hamnet (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em A Noiva!, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-a-noiva/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37030" aria-describedby="caption-attachment-37030" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-800x420.png" alt="Mulher loira com véu preto e vestido vermelho aponta um revólver em um palco, diante de uma plateia em um ambiente com cortinas douradas" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37030" class="wp-caption-text">Jessie Buckley interpreta três personagens totalmente distintas entre si (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/jessie-buckley-aponta-papel-inesperado-como-influencia-para-hamnet/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamnet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva!</span></i><span style="font-weight: 400;">, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos anos 1930, que foi assassinada a mando de chefes da máfia, enquanto era possuída pelo espírito fantasmagórico e teatral de Shelley. Em uma mudança de cenários, Frank (Christian Bale), o monstro de dr. Frankenstein, implora pela ajuda da Dra. Euphronious (Annette Bening), cientista especializada em reanimação de organismos, para acabar com sua solidão que já dura um século. O monstro e a doutora desenterram Ida e a trazem de volta à vida, dando início à uma grande história de amor – ou de terror. </span></p>
<p><span id="more-37028"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, a adaptação do clássico conto de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva de Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1935) é uma mistura ousada de gêneros: romance, drama, ficção científica, suspense, terror – e até um </span><i><span style="font-weight: 400;">quê</span></i><span style="font-weight: 400;"> de musical. </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2024-07/influencia-de-james-whale-no-cinema-de-terror-de-hollywood"><span style="font-weight: 400;">James Whale</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor do clássico, fez o filme a contragosto e, por isso, a obra parece um delírio coletivo: Whale se divertiu e apostou em usar todas as ideias que passassem pela mente. Sendo assim, faz todo sentido que Gyllenhaal também escute as vozes de sua cabeça e crie a história como achar melhor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mistura não é um fator negativo, mas pode facilmente dividir o público por sua alternância em gêneros tão distantes entre si. A liberdade narrativa da diretora faz sentido, projetando um encontro entre casais criminosos, como </span><a href="https://www.fbi.gov/history/famous-cases/bonnie-and-clyde"><span style="font-weight: 400;">Bonnie e Clyde</span></a><span style="font-weight: 400;">, e uma análise da sociedade através da visão feminina. É um pouco do que </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-delirio-a-dois-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa: Delírio a Dois</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024) sonhava ser, uma tentativa de criar mais uma dupla caótica na história do cinema que se torna símbolo de resistência para os oprimidos.</span></p>
<figure id="attachment_37031" aria-describedby="caption-attachment-37031" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-4.png" alt=" Mulher loira com maquiagem preta borrada grita pela janela de um carro em movimento, com os braços abertos e vento no cabelo" width="730" height="365" /><figcaption id="caption-attachment-37031" class="wp-caption-text">Ida/A Noiva busca liberdade feminina enquanto se redescobre (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Maggie Gyllenhaal traz a crítica social em várias partes do filme, de forma óbvia ou não. A maneira mais direta é através da luta de Ida/A Noiva de recuperar sua memória da vida anterior, seja apenas com ela mesma, como quando diz em um diálogo entre ela e Frank “</span><i><span style="font-weight: 400;">A noiva de Frankenstein. Não, só A Noiva.</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ou com o grupo de mulheres que se inspiram nela e criam uma </span><a href="https://www.politize.com.br/quarta-onda-do-feminismo/"><span style="font-weight: 400;">nova onda</span></a><span style="font-weight: 400;"> de feminismo. A forma mais sútil vem através de outras duas personagens femininas: a investigadora Myrna Mallow (Penélope Cruz) e a dra. Euphronios. Myrna é uma investigadora que segue o casal e é o verdadeiro cérebro da maioria das operações importantes, mas não recebe distintivo de detetive – aliás, é confundida como secretária de seu parceiro Wiles (Peter Sarsgaard). Já a doutora explica para Frank logo no começo como usa apenas o sobrenome na publicação de trabalhos científicos para tentar ser levada mais a sério no meio. O próprio Frank chega perguntando pelo ‘doutor’ Euphronios e é corrigido pela senhora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto Gyllenhaal quanto A Noiva tem coisas para falar ao público, e ambas são bem sucedidas nesse quesito. A </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/maggie-gyllenhaal-revela-como-foi-trabalhar-com-irmao-jake-gyllenhaal-em-a-noiva-apos-25-anos"><span style="font-weight: 400;">diretora</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue passar sua mensagem de qual é sua visão do mundo atual sem parecer clichê ou forçado – muito pelo contrário, faz isso de forma gradual e leve. A Noiva fala sobre mulheres sendo silenciadas por homens, o gradual dela, porém, é quando vai recuperando a memória de quem foi na outra vida – Ida – e, dessa forma, se libertando de ser ‘a noiva de Frankenstein’ para se tornar apenas A Noiva. </span></p>
<p><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/08/os-3-fatos-surpreendentes-sobre-mary-shelley-a-criadora-da-obra-frankenstein"><span style="font-weight: 400;">Mary Shelley</span></a><span style="font-weight: 400;"> fica em terceiro plano na história. A autora está em um limbo após a morte, frustrada por não ter conseguido escrever uma continuação sobre a Noiva, e, por isso, possui o corpo de Ida. As cenas em que Shelley aparece são formadas por um jogo de luz e sombra, criando uma aparência teatral muito distante dos filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> atuais – mas que caiu bem para deixar explícito quando cada personagem estava falando, mesmo que tenha ficado um pouco confuso.</span></p>
<figure id="attachment_37032" aria-describedby="caption-attachment-37032" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-800x420.png" alt="Mulher loira deitada em uma mesa ligada a cabos e equipamentos mecânicos, usando vestido vermelho e peça metálica no peito, em um ambiente industrial com iluminação amarelada. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37032" class="wp-caption-text">Ida é trazida de volta à vida para ser companheira de Frank (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma curiosa (mas muito boa!) trilha sonora, que conta com a presença de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6GmL39a9OazWtyMkAbJz7v"><span style="font-weight: 400;">Monster Mash</span></a><span style="font-weight: 400;"> no final – o que super combinou com a mistura de gêneros do filme – , assinada por Hildur Guðnadóttir, e fotografia de Lawrence Sher, ambos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva!</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme para quem quer sair do básico, comum e esperado. Quem estiver disposto a conhecer algo novo, abraçando a proposta de Gyllenhaal, pode ser presenteado com uma grande obra que, felizmente, não tem medo de correr riscos.  </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A NOIVA! l Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Yk8oW7wky1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 13:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Álbum]]></category>
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		<category><![CDATA[Aniversario 15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de álbum]]></category>
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		<category><![CDATA[Rap]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o rapper estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou K.I.D.S., sua quarta mixtape. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-kids/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36846" aria-describedby="caption-attachment-36846" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36846 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg" alt="Capa da mixtape K.I.D.S. (Kickin' Incredibly Dope Shit) do rapper Mac Miller, lançada em 2010. A imagem mostra quatro jovens sentados em arquibancadas de madeira ao ar livr. Mac Miller está ao centro, em primeiro plano, com expressão relaxada e olhar direto para a câmera. Ele veste camiseta branca, boné azul para trás, bermuda bege e tênis branco com meias altas. À esquerda, um dos rapazes, sem camisa e com uma bandana vermelha, segura um microfone e está ao lado de um grande boombox. À direita, outros dois jovens conversam, um deles com uma camiseta cinza e o outro usando uma regata com a frase &quot;Loose Lips&quot;. No topo da imagem, há uma faixa de papel rasgado escrito “ROSTRUM RECORDS &amp; MOST DOPE PRESENT:” em letras pequenas, seguido pelo título &quot;K.I.D.S&quot; em letras grandes e coloridas. Cada letra com uma textura ou imagem diferente, incluindo fotos e arte gráfica. Abaixo, em letras azuis, amarelas e verdes, lê-se &quot;KICKIN INCREDIBLY DOPE SHIT&quot;. À direita da palavra “SHIT”, há uma ilustração do personagem Baby Mario (da Nintendo). No canto inferior esquerdo está escrito “MAC MILLER” em letras vermelhas com sombra amarela, em uma tipografia estilizada. " width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-36846" class="wp-caption-text">K.I.D.S. foi a responsável por lançar Mac Miller ao sucesso (Foto: Rostrum Records)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua quarta </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a </span><a href="https://www.rostrumrecords.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Rostrum Records</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, gravadora americana com quem trabalhou até 2014, quando firmou parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-36843"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miller se inspira com muita sensibilidade no polêmico filme </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/o-polemico-filme-kids-ontem-hoje-16976670"><i><span style="font-weight: 400;">Kids</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1995, drama que mostra o conturbado mundo dos adolescentes e o perigo de ser um jovem sem orientação. Na primeira música,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Kickin Incredibly Dope Shit [intro],</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mac usa um monólogo de Telly, um dos personagens principais da obra, para introduzir o ouvinte ao álbum, trazendo uma sensação de nostalgia mesmo para quem ainda não assistiu. O cantor faz o ouvinte se sentir acolhido, abraçado, pois diz o que pensamos sobre algo que amamos – no caso dele, a música – mas que não conseguimos por em palavras. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Quando somos jovens, muita coisa não importa / Quando você acha algo que você se importa / Isso é tudo que você tem / Quando você vai dormir de noite você sonha com [música] / Quando você acorda, é a mesma coisa / Está ali na sua cara, você não pode fugir / Às vezes quando você é jovem, o único lugar para ir é para dentro / [Música], é o que eu amo, tire isso de mim e eu realmente não tenho nada&#8221;</span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mac Miller - Knock Knock" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6bMmhKz6KXg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a responsável por lançar Mac Miller aos </span><a href="https://www.vagalume.com.br/mac-miller/popularidade/"><span style="font-weight: 400;">holofotes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na época, as redes sociais estavam começando a crescer e influenciar pessoas, e foi através delas que Mac divulgou muito de seu trabalho. Ele mesmo diz na primeira música que não foi ‘normal’ um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> atingir o sucesso que ele conquistou tendo apenas 18 anos. Ainda na música introdutória, Miller canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O garoto mais trabalhador da América / jogando com os profissionais</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Apesar de estar feliz com a situação, o cantor ainda não está satisfeito. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quero a capa da [revista] Time, Homem do Ano, tem minha imagem presa em sua mente</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com duas de suas 10 </span><a href="https://thissongissick.com/post/ranking-the-top-25-songs-of-mac-millers-career/"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais ouvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que ganhou um sucesso ainda maior com o crescimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">– e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nikes On My Feet</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S. </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra de forma certeira a visão de um jovem sonhador que ainda quer conquistar o mundo. Mac sabe que a vida é boa agora e que deve ficar mais difícil no futuro, por isso tenta aproveitar ao máximo o momento e não quer envelhecer. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser jovem é tão legal / Não quero nunca envelhecer</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida realmente ficou mais difícil para o cantor quando ele cresceu. Nas obras lançadas após a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller já demonstra maturidade, talvez um cansaço pela ‘vida de adulto’, lidando com a </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/08/cultura/1536364920_305821.html"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o vício nas drogas. O contrário acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">: o céu é muito baixo para ser considerado um limite para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, nada pode lhe parar. Mac demonstra isso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Get Em Up</span></i><span style="font-weight: 400;">, dizendo que independente do que falem ou façam, ele ainda estará aqui, crescendo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Costumava ser o palhaço da sala / Mas agora eu rio por último</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_36845" aria-describedby="caption-attachment-36845" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg" alt="Capa do álbum Swimming (2018) do rapper Mac Miller. A imagem é minimalista, com fundo totalmente branco. No centro, Mac Miller está sentado descalço dentro de um compartimento vertical e retangular de cor preta, semelhante ao interior de uma cabine de avião. Acima de sua cabeça, há uma janela de avião, por onde se vê um céu azul claro. Mac Miller veste um terno rosa claro com uma camisa branca e uma gravata estampada com tons escuros e coloridos. No canto inferior direito da imagem há o selo de “Parental Advisory Explicit Content”, indicando conteúdo explícito no álbum." width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-36845" class="wp-caption-text">wimming (2018) é um dos álbuns em que Mac Miller se abre sobre sua depressão (Foto: REMember Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, os temas das 16 músicas são quase sempre os mesmos: a vontade de ser criança para sempre; a responsabilidade que está tendo com seu sucesso; a superioridade com os haters, ter várias garotas no seu pé e não se preocupar com mais nada. Porém, com sua originalidade e </span><a href="https://genius.com/artists/Larry-fisherman"><span style="font-weight: 400;">domínio musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller consegue fazer cada uma se destacar individualmente, com ritmos diferentes e batidas contagiantes. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ride Around</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, a letra é comum e sem significados profundos, mas é a sonoridade que a diferencia das outras músicas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Abaixe as janelas / aumente o sistema / Nós estamos apenas tentando andar por aí / porque nós não ligamos / Temos um tanque cheio de gasolina e alguma merda para fumar / Ei, vamos pegar a estrada”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do tom animado na maior parte do álbum, Mac também expõe seus sentimentos em </span><i><span style="font-weight: 400;">All I Want Is You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira é uma música de amor, dedicada a apenas uma </span><a href="https://www.ranker.com/list/mac-miller-loves-and-hookups/celebrityhookups"><span style="font-weight: 400;">garota,</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não ‘todas as garotas me querem’, presente em várias músicas da </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Me falaram para nunca me apaixonar / Isso nunca funciona com você”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção já traz referências do que Miller faria em </span><i><span style="font-weight: 400;">Divine Feminine</span></i><span style="font-weight: 400;">, um de seus futuros álbuns, na qual se dedica mais a expressar seu amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dedicada para o avô do cantor, em que Mac parece estar em um diálogo com ele. É uma música mais emocional, já mostrando que o rapper sabe fazer mais do que falar sobre as delícias da vida adolescente, como fez em seus futuros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/circles-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbuns muito mais profundos e que expressam os sentimentos mais íntimos do cantor. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas me sinto tão sozinho tentando lidar com sua morte / Segurando minha respiração, querendo que eu tivesse mais um dia / Querendo que você estivesse lá quando eu me formar”.</span></i></p>
<p><figure id="attachment_36844" aria-describedby="caption-attachment-36844" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids3.jpg" alt="Fotografia de estúdio que mostra Mac Miller com sua família, posando juntos diante de um fundo neutro. Ao centro da imagem, sentada, está uma senhora idosa de expressão gentil, vestindo uma jaqueta estampada colorida com detalhes em rosa, verde e dourado, colares de pérolas e uma blusa preta. Ela segura as mãos de Mac Miller, que está logo atrás, à esquerda. Mac Miller aparece sentado parcialmente atrás dela, com as mãos cruzadas sobre os joelhos. Ele usa uma camiseta branca, uma corrente prateada e um casaco vermelho. À esquerda dele está um homem jovem de camiseta cinza e calça preta, com os braços apoiados nas pernas. À direita da senhora, também sentada, está uma mulher ruiva de óculos, blusa azul e expressão sorridente. Em pé atrás dela está um homem mais velho, de óculos, cabelos grisalhos e camisa azul-escura, sorrindo levemente com uma mão apoiada no ombro da mulher à sua frente. " width="512" height="384" /><figcaption id="caption-attachment-36844" class="wp-caption-text">Miller McCormick (irmão), Mac McCormick, Marcia Weiss (avó), Karen Meyer (mãe) e Mark McCormick (pai) [Foto: Karen Meyer]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Mesmo com duas músicas carregadas de emoção, Mac Miller faz um brilhante trabalho com </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando todas as músicas com batidas alegres e contagiantes. Sabe aquela sensação quando você está escutando uma música e ela te dá vontade de sair por aí cantando? De quando você coloca uma música no rádio do carro e quer fazer uma cena ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">à lá</span></i><span style="font-weight: 400;">’ </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, subir no teto solar e cantar para a cidade toda ouvir enquanto alguém dirige? É exatamente isso que define a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o sair da adolescência para o descobrimento do desconhecido mundo </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/a-dificil-arte-de-se-tornar-adulto-faz-adolescencia-se-prolongar/"><span style="font-weight: 400;">adulto</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato de Mac ter feito este trabalho com apenas 18 anos é um grande destaque. </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/09/15/kendrick-lamar-tributo-mac-miller/"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano de muito sucesso, por exemplo, teve seu destaque em 2012, com 25 anos. Kendrick inclusive era uma das inspirações de Miller e os dois artistas chegaram a trabalhar juntos em algumas ocasiões, como nas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fight the Feeling</span></i><span style="font-weight: 400;">, da mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">Macadelic</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">God is Fair, Sexy Nasty</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eminem, outro artista de grande sucesso, começou a brilhar aos 27 anos. Como diz na contagiante </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;">, parceria com a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Empire Of The Sun</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller ainda era um adolescente se formando no ensino médio: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu me formei / oh yes / eu acabei de me formar no ensino médio / haha”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como todos os outros </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4LLpKhyESsyAXpc4laK94U?si=wo-X9auYQYmCsJ4WXP8ivA"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do artista, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista os corações dos ouvintes, principalmente por trazer uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de nostalgia, de ser criança, e até por ver Mac tão feliz e animado. Este maravilhoso trabalho faz Mac Miller se diferenciar dos demais, mostrando desde o início da carreira que ainda teria um grande futuro pela frente, com obras ainda mais pessoais e bem produzidas. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: K.I.D.S." style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1jzqEyjugAp9iLtRsj9LZg?si=05b6c108d21945cb&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Se Não Fosse Você dá esperança ao fã de comédias românticas, mas falha quando tenta ser dramático</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 13:10:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém alguns spoilers Ana Beatriz Zamai  Inspirado na obra de mesmo nome, Se Não Fosse Você (2019) é mais uma adaptação literária da controversa Colleen Hoover, autora de best-sellers como É Assim que Acaba (2016) e Verity (2018), que também saíram do papel para as telonas, em 2024 e, futuramente, 2026, respectivamente. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-se-nao-fosse-voce/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Se Não Fosse Você dá esperança ao fã de comédias românticas, mas falha quando tenta ser dramático"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_36016" aria-describedby="caption-attachment-36016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-800x450.jpg" alt="Mason Thames e Mckenna Grace estão em um momento íntimo e terno ao ar livre, diante de um veículo azul desfocado ao fundo. O rapaz, de cabelos castanhos encaracolados, veste uma jaqueta escura com detalhes claros e segura delicadamente o queixo da moça com a mão. Ele olha para ela com expressão suave e carinhosa, inclinado para a frente. A moça, loira e de cabelos longos e ondulados, encara o rapaz com olhar igualmente afetuoso, enquanto a luz dourada do entardecer ilumina seus rostos, criando uma atmosfera romântica e serena." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36016" class="wp-caption-text">Adaptação do livro “Se Não Fosse Você”, de Colleen Hoover, mata a saudade de clichês românticos (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado na obra de mesmo nome, </span><i><span style="font-weight: 400;">Se Não Fosse Você </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019) é mais uma adaptação literária da controversa Colleen Hoover, autora de </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">É Assim que Acaba</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Verity</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), que também saíram do papel para as telonas, em 2024 e, futuramente, 2026, respectivamente. Porém, para quem não leu o livro, provavelmente não irá associar o filme à escritora, visto que essa não é uma de suas obras mais famosas – e os fatores negativos da adaptação não são somente associados ao desenvolvimento da trama, como no longa estrelado por </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/e-assim-que-acaba-blake-lively-colleen-hoover"><span style="font-weight: 400;">Blake Lively</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-36015"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é entrelaçada por três mulheres da mesma família, Clara Grant (Mckenna Grace), sua mãe Morgan Grant (</span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/allison-williams-fala-sobre-desafio-de-interpretar-protagonista-se-nao-fosse-voce"><span style="font-weight: 400;">Allison Williams</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jenny Davidson (Willa Fitzgerald), irmã de Morgan e tia/melhor amiga/confidente de Clara. Morgan e Jenny namoram seus amores de adolescência, Chris Grant (Scott Eastwood) e Jonah Sullivan (Dave Franco); mas, 17 anos depois, a mãe e o tio de Clara descobrem que talvez os pares estejam invertidos: Jenny e Chris sofrem um acidente trágico juntos e os viúvos descobrem que os dois mantinham um caso secreto há anos.</span></p>
<figure id="attachment_36017" aria-describedby="caption-attachment-36017" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x533.jpg" alt="Cena em uma igreja durante um funeral. Várias pessoas estão sentadas em bancos de madeira, vestindo pretas. No primeiro plano, três mulheres e um homem estão sentados lado a lado, com expressões sérias e tristes. A mulher no centro tem cabelos castanhos e usa um vestido preto; à sua direita, uma mulher loira de cabelos longos e lisos usa uma faixa preta na cabeça e um vestido de renda; à esquerda, o homem veste terno e gravata pretos. Atrás deles, outras pessoas também observam a cerimônia em silêncio." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5.jpg 1555w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36017" class="wp-caption-text">Morgan e Clara precisam lidar com a morte repentina do marido e pai, respectivamente, além da irmã e tia (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma das primeiras </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/filmes/noticia/quem-e-mckenna-grace-ex-atriz-mirim-brilha-em-papel-mais-adulto-em-se-nao-fosse-voce.ghtml"><span style="font-weight: 400;">atuações</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mckenna Grace como uma adolescente vivendo a ‘vida de jovem’ – aqui entende-se o momento da descoberta dos primeiros amores, o fortalecimento de grandes amizades, e as discussões com os pais, típicas de adolescentes incompreendidos –, a atriz exemplifica muito bem a importância de ter feito tantos bons papéis enquanto ainda era criança. Grace entrega mais uma ótima personagem, com uma atuação leve e natural. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa leveza é muito facilitada pela parceria com Mason Thames, intérprete de Miller Adams, um colega de escola de Clara que se aproxima aos poucos, sem saber que a menina já nutria uma paixão por ele há um tempo. Seja pela direção de Josh Boone ou pelo conhecimento de Mason em ser um adolescente conquistador – conhecimento esse que aparentemente </span><a href="https://www.elle.com/culture/celebrities/a65105795/mckenna-grace-mason-thames-relationship-timeline/"><span style="font-weight: 400;">conquistou</span></a><span style="font-weight: 400;"> a própria Mckenna Grace –, Miller Adams é muito bem representado como um galã romântico de filmes adolescentes clichês, um tipo de personagem que estava longe dos últimos romances das telonas. A química dos jovens atores é muito evidente e muitos dos momentos de afeto entre o casal soam naturais, e não mecanizados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a naturalidade é vista, infelizmente, apenas nos mais jovens. A grande maioria das cenas entre os adultos são constrangedoras, principalmente as que envolvem Morgan e Jonah. É como se o telespectador estivesse na sala de ensaios do filme, escutando Allison Williams e </span><a href="https://youtu.be/zIvOIujUw-k?si=6P1n2QcF3j4sMAAg"><span style="font-weight: 400;">Dave Franco</span></a><span style="font-weight: 400;"> apenas lendo o roteiro, sem qualquer tipo de emoção, seja nos momentos felizes, apreensivos ou tristes. Há uma ressalva para Williams nas cenas em que a personagem expressa raiva: mãe e filha brigam com certa frequência, e é nessa hora que vemos um brilho de esperança na atuação. Seja nas discussões com Clara ou nos momentos em que sente raiva do falecido esposo, Allison consegue expressar muito bem a irritação da mulher através de gritos dignos de filmes de </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/allison-williams-da-serie-girls-ao-sucesso-em-m3gan-20/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e expressões faciais e corporais. Mas essa raiva não é o suficiente para convencer o público a gostar do casal viúvo recém formado. Enquanto Clara e Miller exalam química mesmo em conversas casuais, Morgan e Jonah não chegam perto disso nem quando se esforçam muito. </span></p>
<figure id="attachment_36018" aria-describedby="caption-attachment-36018" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-800x534.jpg" alt="Cena em uma cozinha. Um homem e uma mulher estão de frente um para o outro, muito próximos. A mulher, à esquerda, tem cabelos castanhos ondulados, usa uma blusa branca com pequenas estampas vermelhas e jeans. O homem, à direita, usa óculos, camiseta cinza e tem cabelo curto castanho. O clima da cena é tenso, sugerindo uma conversa séria ou emocional. Ao fundo, há armários de madeira e uma pintura colorida encostada na parede, com formas geométricas em vermelho, azul e amarelo. Sobre o balcão, há pratos empilhados e objetos domésticos." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36018" class="wp-caption-text">Morgan e Jonah, antes cunhados, criam uma aproximação enquanto enfrentam o luto (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator negativo, novamente relacionado à Alisson, Dave, Scott e Willa, é o fato deles também interpretarem a versão mais jovem de seus personagens. Como já mencionado, os casais estão juntos desde a adolescência, e a produção achou de bom tom colocar o quarteto com roupas, acessórios e penteados ‘de jovens’ para os momentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de um filtro no </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/08/02/como-e-o-efeito-digital-que-rejuvenesce-atores-em-filmes"><span style="font-weight: 400;">rosto</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se tivessem sido gravados através de </span><i><span style="font-weight: 400;">stories </span></i><span style="font-weight: 400;">do Facebook. O filme tenta, e falha, induzir o leitor a acreditar que a Allison ‘personalizada’ dela mesma no passado teria a mesma idade que Mckenna no presente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A divulgação do longa o define como uma mistura de drama e comédia romântica, e a adaptação é, de fato, dramática, mas se sai muito melhor quando assume o lado cômico. As cenas de drama, além de serem rasas e não aprofundadas, seja pelo roteiro de Susan McMartin ou por seguir fielmente ao livro – Colleen Hoover é produtora executiva, garantindo aos fãs seguir </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/se-nao-fosse-voce-diferencas-filme-livro-colleen-hoover"><span style="font-weight: 400;">precisamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> a obra escrita, seja isso bom ou ruim – são prejudicadas pela atuação do elenco mais velho, como já comentado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos em que o roteiro tenta criar cenas engraçadas são as que fazem o telespectador criar um carinho pela produção – além de, óbvio, o romance jovem. A cena em que Morgan encontra a filha em um carro com Miller, descobre que a garota havia usado maconha durante o funeral do pai e a deixa na porta de casa é um acontecimento emoldurado perfeitamente nas clássicas comédias românticas, além de mostrar uma boa química e atuação conjunta de Williams e Grace. Essas cenas podem ser responsabilizadas por Josh Boone, diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-green-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Culpa é das Estrelas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2014), um profissional acostumado a lidar com romances em acontecimentos trágicos e a dirigir momentos de alívio cômico nestas situações. Além disso, a adição da personagem Lexie (Sam Morelos) foi uma boa escolha: a melhor amiga de Clara convive com a família Grant como se fosse uma segunda filha, e não tem medo de pesar o clima com frases cômicas. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Morgan flagrando a Clara e o Miller em #SeNãoFosseVocê! O filme estreia dia 23/10 nos cinemas." width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KdNt20kRWSQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Se Não Fosse Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom passatempo, uma comédia romântica </span><a href="https://sempretextos.substack.com/p/a-estrutura-de-comedias-romanticas"><span style="font-weight: 400;">típica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de agradar o coração e  </span><i><span style="font-weight: 400;">logar </span></i><span style="font-weight: 400;">com 3,75 estrelas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Letterboxd </span></i><span style="font-weight: 400;">– 3,5 é pouco, mas 4 já é demais. O longa peca em alguns fatores, como na atuação dos adultos e na pressa para terminar: depois que os dois casais passam pela ‘tempestade’ e ambos estão bem, é como se dissessem para a produção que eles só tinham mais dez minutos para finalizar o longa. Dois fatores deixam essa impressão: deixar apenas um mês como espaço de tempo entre a calmaria e o final clichê – Morgan e Jonah sequer mencionaram os falecidos esposos, já estavam juntos e felizes, com Clara, que, de repente, aceitou a situação sem questionamentos – e a escolha em não contar para a garota que o filho de sua tia com, supostamente, seu tio, na verdade é com seu pai. Seja pela pressa em fechar a história, por furo no roteiro ou por opção dos produtores, foram decisões que prejudicaram o que seria um final agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, os fatores que conquistam o público são maiores que os desanimadores: a atuação de Mckenna Grace e Mason Thames conquistam pela química natural e atraente e a história em si é boa, mesmo que não tão bem explorada. Os fãs de comédia romântica lidaram com a </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/o-curioso-maior-desafio-de-se-fazer-comedias-romanticas-hoje-segundo-kate-hudson/"><span style="font-weight: 400;">falta</span></a><span style="font-weight: 400;"> de obras (boas) do gênero no mercado cinematográfico, mas agora podem ir aos cinemas se deleitar de um bom clichê que te dá esperanças no amor – se ignorarem a tentativa falha de dramatizar o filme.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Se Não Fosse Você | Trailer Oficial | LEG | Paramount Pictures Brasil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wocV1-gZnbE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A melancolia e a esperança em Circles, de Mac Miller, completam cinco anos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 15:06:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai O primeiro dos, até o momento, quatro álbuns póstumos de Mac Miller, foi lançado cinco anos atrás. Circles foi gravado em 2018, mesmo ano de lançamento de Swimming, quinto álbum do estúdio de Mac, e após a morte do rapper.  Contudo só foi divulgado em janeiro de 2020, quando a família pediu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/circles-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A melancolia e a esperança em Circles, de Mac Miller, completam cinco anos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35336" aria-describedby="caption-attachment-35336" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35336" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum &quot;Circles&quot;, do cantor Mac Miller. São duas fotos sobrepostas, criando um efeito de movimento. Nas duas, o rapper aparece ao centro, usando uma blusa de frio preta, com a mão na cabeça. Em uma das fotos, Mac está de olhos fechados e com a cabeça tombada para o lado direito; na outra, com a cabeça parada ao centro e olhos abertos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35336" class="wp-caption-text">Circles, primeiro álbum póstumo de Mac Miller, completa 5 anos (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b><i>Ana Beatriz Zamai</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro dos, até o momento, quatro álbuns póstumos de Mac Miller, foi lançado cinco anos atrás. </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi gravado em 2018, mesmo ano de lançamento de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5wtE5aLX5r7jOosmPhJhhk"><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quinto álbum do estúdio de Mac, e após a morte do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper.</span></i><span style="font-weight: 400;">  Contudo só foi divulgado em janeiro de 2020, quando a família pediu para o produtor Jon Brion finalizar a obra. Se destacando como um dos poucos </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">brancos – </span><i><span style="font-weight: 400;">e bons</span></i><span style="font-weight: 400;"> – desse meio, Miller se afasta um pouco do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">para se misturar com o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-35334"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brion é um produtor e compositor americano, responsável por </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3o5EnVZNJXtfPV8tCoagjI"><i><span style="font-weight: 400;">When The Pawn</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1998), de Fiona Apple e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5ll74bqtkcXlKE7wwkMq4g"><i><span style="font-weight: 400;">Late Registration</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2005) de Kanye West, além de sua parceria com o diretor Charlie Kaufman nas trilhas sonoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças </span></i><span style="font-weight: 400;">(2004) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinédoque </span></i><span style="font-weight: 400;">(2008). A própria família do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu a informação, em um </span><a href="https://www.instagram.com/p/B7EIkpkpHpA/?img_index=1"><span style="font-weight: 400;">post no Instagram</span></a><span style="font-weight: 400;">, que o produtor finalizou o disco de Mac Miller se baseando no tempo que passaram juntos e nas conversas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Jon, o projeto inicial do artista era um trio de álbuns que se complementariam. O primeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2018, seria uma mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">song form</span></i><span style="font-weight: 400;"> – na tradução literal, forma da música, é a maneira que a obra é organizada, como refrões, pontes e versos – e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. O segundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> – nome que Miller já havia decidido anteriormente, seria apenas </span><i><span style="font-weight: 400;">song-based</span></i><span style="font-weight: 400;"> – algo que está relacionado ou construído a partir de canções – sem o conhecido </span><a href="https://www.redbull.com/br-pt/musica-hip-hop--guia-de--estilos"><i><span style="font-weight: 400;">frat rap</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do cantor. O terceiro projeto, sem nome e músicas conhecidas por Jon ou pelo público, seria apenas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ideia era fazer álbuns com dois estilos diferentes que se complementam, formando um círculo, com o conceito sendo nadando em círculos – </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming </span></i><span style="font-weight: 400;">in </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35337" aria-describedby="caption-attachment-35337" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35337" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x533.png" alt="O cantor Mac Miller aparece ao centro da imagem, usando uma camisa de frio. Ao fundo, sua casa, onde aparece a porta, uma parte do telhado e algumas folhas. Mac está com o cabelo raspado, mas não totalmente, sorrindo, com barba. Sua tatuagem de, aparentemente, uma rosa, aparece no pescoço. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3.png 1581w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35337" class="wp-caption-text">Mac Miller faleceu em setembro de 2018, com 26 anos, por overdose acidental com mistura de opióide, cocaína e álcool (Foto: Clarke Tolton/Rolling Stones)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mac Miller já era um grande compositor e produtor por si só. O que Brion fez foi expandir criativamente e experimentalmente seu talento, criando uma nova fase na vida musical do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse novo período, que teve início ainda no registro anterior, foi marcado por músicas com letras mais sinceras, acompanhadas pelas batidas presentes no enorme </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/57YJQe0ayvIaRZJ3PW5nFP"><span style="font-weight: 400;">currículo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Brion: minimalistas, poéticas e nostálgicas, comuns nas trilhas cinematográficas do produtor. Alguns dos responsáveis por essas batidas foram dois aliados que Jon trouxe: o baterista Matt Chamberlain (Fiona Apple) e o baixista e guitarrista Wendy Melvoin (Prince).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das exceções do álbum é a música </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can See</span></i><span style="font-weight: 400;">, que tem um teor mais psicodélico e futurista, até mesmo no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rGxOUnlHpGI"><span style="font-weight: 400;">videoclipe</span></a><span style="font-weight: 400;">. O som combina com a letra, que além de versos que devaneiam, como “</span><i><span style="font-weight: 400;">E agora eu sei que, se viver é apenas um sonho, então nós também somos (apenas um sonho)</span></i><span style="font-weight: 400;">”, também é a faixa que Mac se mostra mais direto no pedido de socorro, em dizer que está se afundando: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Bom, eu preciso que alguém me salve, hmm/ Antes que eu me enlouqueça</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_35338" aria-describedby="caption-attachment-35338" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35338" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3.png" alt="No canto esquerdo da imagem, uma mulher usando terno e cabelo curto liso amarelo neon. No outro canto, uma mulher de calça preta com o celular na mão. Ao centro, Mac Miller aparece com um moletom bege, cabelo raspado, mas não totalmente, com a mão cobrindo a boca. Suas tatuagens da mão e dedos aparecem. Ao seu lado esquerdo, Ariana Grande faz o mesmo gesto com as mãos. Ariana está de top branco, um casaco rosa transparente, uma choker rosa, um óculos de sol rosa na cabeça, e os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo. " width="770" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35338" class="wp-caption-text">Muitos fãs acreditam que a voz feminina no fundo de I Can See é da artista Ariana Grande, namorada de Mac por alguns anos (Foto: Instagram/@arianagrande)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi em </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, juntamente com </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, que Mac Miller conseguiu expressar seus sentimentos em relação à </span><a href="https://www.vulture.com/2018/09/mac-miller-interview.html"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua dependência em drogas. A primeira ideia é pensar que, se o álbum tem essa temática, as músicas apresentam um teor depressivo e triste, mas não é o caso – não por completo. O artista demonstra ter crescido e aprendido suas lições, encontrando paz em se deixar mostrar quem é e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CMyUoCVYCME"><span style="font-weight: 400;">o que sente</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Blue World </span></i><span style="font-weight: 400;">é o exemplo perfeito para demonstrar essa evolução. Usando o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de “</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2iXNeaqJ1Ef3YZ3iEak8tU"><i><span style="font-weight: 400;">It´s a Blue World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, do quarteto The Four Freshmen, Mac intercala entre como se sente em relação às drogas e a depressão, como se o diabo (em referência às drogas) estivesse batendo em sua porta, e a esperança de que tudo vai dar certo. Em meio a uma batida mais agitada do que o restante e mais próximo do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Miller diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse mundo maluco me deixa louco</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas depois “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós nem estamos preocupados, apenas rimos, isso é maravilhoso/ Você sabe como é, não está quebrado, então não tente consertar/ Ei, um dia desses todos nós sobreviveremos, não tenha medo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Blue World" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/2hwOoMtWPtTSSn6WHV7Vp5?si=4ae444f3f4154313&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A revista digital </span><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></i><span style="font-weight: 400;">, em sua </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/mac-miller-circles/"><span style="font-weight: 400;">crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">, comentou que foi muito difícil categorizar </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, pela quantidade de aspectos diferentes. Outras críticas descreveram o álbum como </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, funk e </span><i><span style="font-weight: 400;">emo-rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, com elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém não foi a partir de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o artista evoluiu seu estilo. Miller saiu de </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2009, como um </span><a href="https://www.albumoftheyear.org/user/calbrandell/album/40489-kids-kickin-incredibly-dope-shit/"><span style="font-weight: 400;">rapaz imprudente</span></a><span style="font-weight: 400;"> conhecido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">frat rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, e avançou para álbuns cada vez mais sinceros e profundos, indo desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue Slide Park</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Watching Movies With The Sound Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">GO:OD AM</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">The Divine Feminine</span></i><span style="font-weight: 400;">, provavelmente sua obra mais completa e diversificada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, enfim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, que passa pelo seu lado mais profundo, mostrando o que se pode ver como créditos finais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum conta com apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hand Me Downs</span></i><span style="font-weight: 400;">, na presença de Baro Sura. A voz rouca de Mac combina com a de </span><a href="https://genius.com/a/who-is-baro-the-melbourne-singer-rapper-featured-on-mac-miller-s-hand-me-downs"><span style="font-weight: 400;">Baro</span></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo um bom equilíbrio e dando uma liberdade a Mac de mostrar seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de novo, mesmo que intercalado com a poesia da música, e toda essa combinação transforma a música na melhor do álbum. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hand Me Downs</span></i><span style="font-weight: 400;">, Miller demonstra que o que sente não é de hoje, mas que agora está piorando: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Desde que me lembro, tenho me mantido firme, mas estou me sentindo estranho</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O videoclipe traz pedaços da gravação e produção, com Mac tocando os instrumentos presentes na música e que, assim como a canção, trazem conforto para o fã, que sente uma proximidade do cantor.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mac Miller - Hand Me Downs" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fYEXdCCpfVQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de Mac estar no ciclo do desespero à uma possível redenção, constantemente com o pensamento de que talvez morrer não seja tão ruim quanto viver, ele estende a mão ao ouvinte, como quem diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não é porque eu estou assim, que você também precisa estar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Esse suporte pode ser visto – e ouvido, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2oiKD8bPHTYNyCfj2nafJL"><i><span style="font-weight: 400;">Hands</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que destoa do restante do álbum tanto na batida quanto na letra, por ter um teor positivo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Por que você não acorda de seus pesadelos?/ Quando foi a última vez que você reservou um tempinho para si mesmo?/ Não há razão para ficar tão deprimido/ Porque carregar esse peso vai quebrar seus joelhos de vidro</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser considerado como uma carta de despedida de Mac Miller para os fãs, já que os outros álbuns póstumos lançados até o momento (“</span><i><span style="font-weight: 400;">Faces”</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">I Love Life, Thank You” </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2ANFIaCb53iam0MBkFFoxY"><i><span style="font-weight: 400;">Balloonerism</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o último tendo sido lançado no aniversário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">) foram gravados antes deste registro, só não haviam sido finalizados e divulgados. Mesmo que sem saber que seria sua última mensagem, Mac nos diz para aproveitar mais a vida, ir com calma e sem pressa, viver um dia de cada vez e depois pensamos no amanhã. Como diz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Complicated</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Algumas pessoas dizem que querem viver para sempre/ Isso é muito tempo, vou apenas viver o hoje. [&#8230;] Antes de começar a pensar no futuro/ Primeiro, posso viver o hoje?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Circles" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5sY6UIQ32GqwMLAfSNEaXb?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Fechando com coroa de ouro, The Crown nos dá adeus após seis temporadas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 14:41:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ana Beatriz Zamai Lançada em Novembro de 2016, The Crown, série original da Netflix, chegou ao fim depois de seis temporadas mostrando a vida por trás dos portões do Palácio de Buckingham. Criada por Peter Morgan, que já produziu outros trabalhos sobre a monarquia inglesa, o drama focado na Rainha Elizabeth II retrata os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/fechando-com-coroa-de-ouro-the-crown-nos-da-adeus-apos-seis-temporadas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Fechando com coroa de ouro, The Crown nos dá adeus após seis temporadas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_34724" aria-describedby="caption-attachment-34724" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34724" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/unnamed.png" alt="Cena de The Crown, na imagem, a rainha elizabeth aparece de perfil. Ela é uma mulher branca de cabelos grizalhos curtos e enrolados, seus olhos são azuis. O fundo é sólido e preto. " width="735" height="354" /><figcaption id="caption-attachment-34724" class="wp-caption-text">The Crown, série histórica sobre o reinado de Rainha Elizabeth II, chega ao fim depois de seis temporadas (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada em Novembro de 2016, </span><a href="https://youtu.be/dFZC-_T_irA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou ao fim depois de seis temporadas mostrando a vida por trás dos portões do Palácio de Buckingham. Criada por Peter Morgan, que já produziu outros trabalhos sobre a </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-109086/"><span style="font-weight: 400;">monarquia inglesa</span></a><span style="font-weight: 400;">, o drama focado na Rainha Elizabeth II retrata os acontecimentos desde 1940, quando, para o bem ou para o mal, Elizabeth Alexandra Mary se tornou rainha após a súbita morte de seu pai. Desde então, o seriado passou pelo casamento da então princesa com o príncipe Philip, a vida conturbada de sua irmã Margareth, o nascimento e crescimento de seus filhos e netos, as preocupações com os primeiros ministros, e, no final, a polêmica morte da princesa Diana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do que fez nas outras temporadas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> dividiu o lançamento em duas partes: </span><a href="https://youtu.be/cCn9nxVtuOc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">a primeira,</span></a><span style="font-weight: 400;"> com quatro episódios focados nos acontecimentos de antes, durante e depois da morte de Lady Di, foi lançada em Novembro de 2023. Já </span><a href="https://youtu.be/b40ZxFyzG7g?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">a segunda parte,</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seis episódios, mostra o fechamento do arco de alguns personagens da família real – inclusive o da própria Rainha – até o início da década 2000, e estreou em Dezembro de 2023.  </span></p>
<p><span id="more-34723"></span></p>
<figure id="attachment_34733" aria-describedby="caption-attachment-34733" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34733" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-2.jpeg" alt="" width="768" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-34733" class="wp-caption-text">Finalizando histórias de outros personagens, Rainha Elizabeth II ficou de lado na última temporada de The Crown (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Usando uma técnica já utilizada anteriormente durante a produção, a temporada começou com uma visão telespectadora da morte da princesa Diana. Um homem parisiense desconhecido pelo público, passeia com seu cachorro e vê a </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/05/17/acidente-em-perseguicao-por-paparazzi-relembre-como-foi-a-morte-de-diana.ghtml"><span style="font-weight: 400;">forte batida de carro</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aconteceu no dia 31 de Agosto de 1997, no Túnel da Praça de l’Alma, em Paris. Porém, há um </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, ao longo dos próximos episódios, assistimos à pré-morte de Lady Di (Elizabeth Debicki). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma performance brilhante que lhe rendeu um </span><a href="https://cinepop.com.br/globo-de-ouro-2024-elizabeth-debicki-leva-o-premio-de-melhor-atriz-coadjuvante-em-serie-por-the-crown-463952/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz Coadjuvante e um </span><a href="https://cinepop.com.br/critics-choice-awards-2024-confira-a-lista-de-vencedores-da-premiacao-465513/"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na mesma categoria, Elizabeth Debicki incorporou cada detalhe da princesa. Seja na caracterização, quase sempre fidedigna, ou na personalidade, a atriz australiana conseguiu mostrar os trejeitos que Diana demonstrava ao público: o jeito tímido de falar, o costume de abaixar a cabeça, o olhar como de uma criança querendo algo, além da forma de movimentar as pernas e braços específicos de Lady Di. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da boa atuação de Debicki, o roteiro de Peter Morgan deixou a desejar em algumas cenas da atriz. Utilizando ações e diálogos desnecessários, é como se a produção quisesse se aproveitar da paixão do público pela ‘</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-como-diana-ficou-conhecida-como-a-princesa-do-povo/"><span style="font-weight: 400;">Princesa do Povo</span></a><span style="font-weight: 400;">’ para explorar seu uso sempre que possível, tornando a personagem protagonista de uma história que não deveria ser focada apenas nela. Esse fator fica visível na relação com Dodi Al-Fayed (Khalid Abdalla), quando mostra acontecimentos que, por mais parecidos que sejam com a realidade, ocuparam tempo de tela que poderia ser utilizado em outros arcos. </span></p>
<figure id="attachment_34731" aria-describedby="caption-attachment-34731" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34731" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-800x518.jpg" alt="" width="800" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-800x518.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-1024x663.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-768x498.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-1200x778.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34731" class="wp-caption-text">Diana na Austrália em 1983, quando recebeu o apelido de ‘Princesa do Povo’ (Foto: Jayne Fincher)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desse desperdício, outro erro da temporada foi colocar Mohamed Al-Fayed (Salim Daw) ou </span><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2023/09/01/morre-mohamed-al-fayed-o-empresario-egipcio-menosprezado-pela-elite-inglesa.htm"><span style="font-weight: 400;">Moumou</span></a><span style="font-weight: 400;">, forma que Diana o chamava, como o vilão da história trágica da princesa, mesmo que sutilmente. A intenção do personagem, conforme mostrado na série, era fazer Lady Di se apaixonar por Dodi, para que, futuramente, se casassem e ele finalmente conseguisse a tão sonhada cidadania inglesa, negada pelo governo anteriormente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, apesar de </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/the-crown-pesquisadora-rebate-diana"><span style="font-weight: 400;">Annie Sulzberger</span></a><span style="font-weight: 400;">, chefe de pesquisa da série, ter dito que as diferenças entre o real e o ficcional seriam intencionais e feitas para se desviar da história, essa mudança pode ter prejudicado a imagem do seriado, que, nas temporadas anteriores, mostrava os fatos históricos junto com momentos ficcionais, mas não afetava a imagem de nenhum personagem. Esta, no entanto, vilaniza os Al-Fayed, colocando-lhes a culpa por algo nunca provado e, com a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/mohamed-al-fayed-ex-proprietario-do-harrods-e-pai-de-namorado-de-lady-morre-aos-94-anos-em-londres/#:~:text=Al%2DFayed%20morreu%20em%202023,feitos%20e%20por%20suas%20controv%C3%A9rsias."><span style="font-weight: 400;">morte recente de Mohamed</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem possibilidade de defesa. </span></p>
<figure id="attachment_34732" aria-describedby="caption-attachment-34732" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34732" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-800x451.jpg" alt="" width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4.jpg 980w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34732" class="wp-caption-text">Diana passou seu último feriado no iate da família Al-Fayed, em 1997 (Foto: Stephane Cardinale)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Two Photographs</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa falha aconteceu novamente quando, agora, como um casal, Diana e Dodi foram flagrados aos beijos em um iate em Sardenha pelo fotógrafo Mario Brenna. Registros esses que, supostamente, Al-Fayed teria ajudado a acontecerem, ao divulgar o local onde o casal estava e pagar para o </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzi</span></i><span style="font-weight: 400;"> tirar. Entretanto, </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2023/11/paparazzo-que-fez-1a-foto-da-princesa-diana-beijando-dodi-comenta-cena-em-the-crown.shtml"><span style="font-weight: 400;">em entrevista, Brenna</span></a><span style="font-weight: 400;"> disse que estava na cidade por outros famosos e que encontrar o casal foi um “</span><i><span style="font-weight: 400;">grande golpe de sorte</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda neste episódio, a Fotografia, assinada pelo brasileiro Adriano Goldman, </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cummi82qmZr/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">indicado ao Emmy</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo seu trabalho em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a direção de Christian Schwochow</span> <span style="font-weight: 400;">se destacam. Intercalando entre o fotógrafo de Diana e Dodi, e um segundo, mais velho, sempre presente em acontecimentos da família real, a série trouxe bastidores da vida dos dois e a diferença do trabalho dentro da mesma profissão. O primeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzi</span></i><span style="font-weight: 400;">, usado em uma tentativa de revelar segredos. </span><a href="https://pipocasclub.com.br/2023/11/19/the-crown-duncan-muir-existe/"><span style="font-weight: 400;">O segundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, convidado por Charles (Dominic West) para fotografar ele e os filhos em Balmoral, em uma tentativa de apaziguar esses mesmos segredos. Mais uma vez, as figurinistas Amy e Sidonie Roberts, e demais funcionários por trás da série brilharam, pois Charles, William (Rufus Kampa) e Harry (Fflyn Edwards) estavam idênticos à foto original, com as mesmas poses, principalmente William. </span></p>
<figure id="attachment_34730" aria-describedby="caption-attachment-34730" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34730" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-5.jpg" alt="" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-5.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-5-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34730" class="wp-caption-text">Comparação entre a foto real e a produzida pela Netflix (Foto: Town &amp; Country Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para finalizar a primeira parte, um episódio tenso é minuciosamente elaborado. Apesar de o público já saber o </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/e-tudo-historia/o-que-e-fato-na-versao-de-the-crown-dos-ultimos-dias-de-diana"><span style="font-weight: 400;">trágico destino</span></a><span style="font-weight: 400;"> da princesa Diana, a série conseguiu trazer uma certa esperança de que os acontecimentos seriam diferentes e o acidente não aconteceria. A produção, novamente, nos deixa com a sensação de que, caso Mohamed não tivesse feito ou falado algo, talvez Lady Di estaria viva. Se não tivesse convidado Diana e Dodi para passarem as férias no iate, se não tivesse pressionado o filho para namorar com ela, se não tivesse chamado o paparazzi, se não tivesse chantageado em relação ao casamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma conversa profunda, o casal saiu pelos fundos do hotel, em um carro dirigido por Henri Paul, que havia consumido álcool. A combinação do motorista bêbado e a alta velocidade do carro para fugir do </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzi</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez com que o veículo se chocasse em um dos pilares do túnel da Ponte de l’Alma, voltando ao começo da temporada, quando um homem aleatório vê a cena e liga para socorristas, </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/05/17/acidente-em-perseguicao-por-paparazzi-relembre-como-foi-a-morte-de-diana.ghtml"><span style="font-weight: 400;">finalizando a história</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Diana e Dodi, de uma forma que, apesar de triste, foi realista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na segunda leva de episódios, o foco deixa de ser Diana e volta a ser a família real. Assumindo um lado mais cinematográfico, que não estava presente nas temporadas anteriores,</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Crown </span></i><span style="font-weight: 400;">traz aparições fantasmagóricas de Lady Di, em conversa com Charles, seu ex-marido, que, talvez exageradamente, mostra-se triste e arrependido por ter ajudado a trazer infelicidade para sua vida. A sensação que a cena traz é de uma bajulação, um ‘puxa-saquismo’, em termos populares, por parte da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em relação ao </span><a href="https://veja.abril.com.br/mundo/sob-nova-coroacao-os-primeiros-desafios-do-rei-charles-iii"><span style="font-weight: 400;">agora Rei Charles</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_34729" aria-describedby="caption-attachment-34729" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34729" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-6-800x533.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-6-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-6-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-6.jpg 888w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34729" class="wp-caption-text">Charles, Rei desde 2022, se casou em 2005 com Camilla após a morte de Diana (Foto: Adrian Dennis)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa tristeza excessiva de Charles se mostra até contraditória em partes, pois ao longo do seriado, quando não brigava com ela para defender sua relação com Camilla Parker-Bowles (Olivia Williams), </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/camilla-parker-bowles-conheca-a-ex-amante-de-charles-que-se-tornou-rainha-consorte/#:~:text=Charles%20e%20Camilla%20se%20conheceram,CNN%20Brasil%20no%20seu%20WhatsApp!"><span style="font-weight: 400;">amante</span></a><span style="font-weight: 400;"> com quem mantinha uma relação desde antes de Diana, demonstrava superioridade e incômodo com o fato de ser  adorada  pelo público. O mesmo acontece com Mohamed e Dodi: o pai também tem uma visão fantasmagórica e os dois conversam sobre arrependimentos que tiveram um com o outro, além de como se amavam, apesar das brigas. Essas aparições seriam muito bem vistas e agregadas à série caso esse lado mais cinematográfico tivesse sido adotado anteriormente, durante as outras temporadas. A mudança inesperada causou estranheza no público, que estava acostumado apenas com fatos reais e pequenas mudanças entre a realidade e a ficção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto enfrentava uma reação negativa do público por não dizer nada a respeito dos acontecimentos, a Rainha também tem uma visão de Diana, que a pede para acabar com a sensação que a população tinha de que a princesa e a família real eram inimigas. Para isso, Imelda Staunton faz uma perfeita atuação em um </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/the-crown-veja-como-foi-o-verdadeiro-discurso-de-elizabeth-ii-apos-a-morte-da-princesa-diana.phtml"><span style="font-weight: 400;">discurso televisivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no qual presta uma homenagem à falecida nora. Estando visualmente idêntica à Elizabeth, Imelda conseguiu passar exatamente a mesma frieza que a verdadeira Rainha. Essa talvez tenha sido uma das cenas mais bem produzidas da sexta temporada, tanto em relação ao figurino, quanto ao cenário e a interpretação de Imelda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do exemplo já citado anteriormente da vilanização dos Al-Fayed, sutilmente  culpando-os pela morte de Diana e sendo desrespeitoso com o acontecimento, outra característica marcante foi a falta de interesse em explorar mais o príncipe Harry, interpretado por Luther Ford, que, aliás, não se parece fisicamente com o caçula da princesa em nada, a não ser pelo cabelo ruivo. Na segunda parte, nos poucos momentos em que ele aparece, é sempre com a personalidade de garoto-problema, que, apesar do envolvimento em uma polêmica com uma </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/story/2005/01/050113_harrycg"><span style="font-weight: 400;">fantasia nazista</span></a><span style="font-weight: 400;">, nunca se mostrou, ao menos não na mídia e durante os anos apresentados na série, como um rebelde. </span></p>
<figure id="attachment_34728" aria-describedby="caption-attachment-34728" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34728" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-7-800x665.jpg" alt="" width="800" height="665" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-7-800x665.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-7-768x638.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-7.jpg 888w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34728" class="wp-caption-text">Polêmica fantasia com símbolo nazista de Príncipe Harry foi destaque nos jornais em 2005 (Foto: The Sun)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto Harry passa quase despercebido, sem dizer ao telespectador como sua vida seguiu, como foi sua escola ou seu luto pela mãe; seu irmão William foi um dos focos na segunda parte do final. Ed McVey agiu como se conhecesse William por sua vida toda: além da semelhança física, o ator performou brilhantemente. Um de seus destaques foi no primeiro episódio focado nele, </span><i><span style="font-weight: 400;">Willsmania,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma cena na qual discute com o pai, príncipe Charles, e o acusa de ter causado a morte de sua mãe. Vemos o personagem ser comparado à Diana, sua timidez em relação às multidões e milhares de fãs, e, protagonizando com a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/story/2005/01/050113_harrycg"><span style="font-weight: 400;">estreante Meg Bellamy</span></a><span style="font-weight: 400;">, no papel de Kate Middleton, o começo da história do casal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de estar iniciando como atriz, Meg Bellamy fez uma boa atuação, mas o roteiro não facilitou o bom entendimento de sua história. Mesmo trazendo novamente a situação de vilões, dessa vez, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> acertou. Mostrar que a mãe da Kate, Carole (Eve Best) arquitetou todo o relacionamento de William e a filha, faz parecer que é mentira, quando, </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/12/16/carole-middleton-sogra-principe-william.htm"><span style="font-weight: 400;">de acordo com biógrafos da família real</span></a><span style="font-weight: 400;">, isso de fato aconteceu. Porém, em alguns momentos, o roteiro ficou confuso, com a jovem se revoltando com a matriarca por planejar tudo em alguns momentos, e, em outros, parecer concordar e seguir o plano. Além da situação ter ficado confusa, a série não explorou todo o conteúdo que William e Kate poderiam ter entregado, como o primeiro encontro com a rainha e um melhor desenvolvimento da relação dos dois. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os primeiro ministros apresentados ao longo das temporadas, tivemos o último, </span><a href="https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$tony-blair"><span style="font-weight: 400;">Tony Blair</span></a><span style="font-weight: 400;">, do Partido Trabalhista, interpretado por Bertie Carvel, que fez parte da vida da Rainha de 1997 a 2007 e foi o primeiro a fazer Elizabeth se questionar sobre sua popularidade, modernidade e futuro na monarquia. Por ser o único que afetou a Rainha desta forma, a ponto de ser chamado de Rei Tony pelo público, poderia ter sido mais bem explorado, principalmente sua relação com o público e com o governo dos Estados Unidos, fato bem importante na história mundial.  </span></p>
<figure id="attachment_34727" aria-describedby="caption-attachment-34727" style="width: 511px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34727" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-8-511x800.jpg" alt="" width="511" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-8-511x800.jpg 511w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-8-655x1024.jpg 655w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-8-768x1201.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-8-982x1536.jpg 982w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-8.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 511px) 85vw, 511px" /><figcaption id="caption-attachment-34727" class="wp-caption-text">Tony Blair foi o Primeiro-Ministro Inglês de 1997 a 2007 (Foto: Adrian Dennis)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais um fechamento de arcos, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez um episódio diferente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ritz</span></i><span style="font-weight: 400;">, focado na Princesa Margaret, que já teve seu foco nas primeiras temporadas quando ainda era interpretada pela brilhante Vanessa Kirby. De volta a 1945, no </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/saiba-onde-e-por-que-e-comemorado-o-dia-da-vitoria-sobre-a-alemanha-nazista/"><span style="font-weight: 400;">Dia da Vitória na Europa</span></a><span style="font-weight: 400;">, as jovens Elizabeth e Margaret (Viola Prettejohn e Beau Gadsden, respectivamente) são apresentadas aos telespectadores, e vivem uma noite especial no Hotel Ritz, mostrando um lado de Lilibeth que ninguém conhece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesclando momentos desse acontecimento e de Margaret no começo da década de 2000, a série traz um dos episódios em que o público cria uma empatia e um carinho especial por um personagem. Com a intenção de cativar o público da mesma forma que Vanessa Kirby fez anteriormente, Lesley Manville faz uma ótima interpretação da Princesa Margaret para representar seus últimos anos de vida. O roteiro, escrito por Meriel Sheibani-Clare e Peter Morgan, junto à direção de Alex Gabassi, torna esse episódio o melhor da temporada: a conclusão da história de uma personagem tão querida e admirada pelo público, com </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua infância que não haviam sido mostrados antes, além da certeza da amizade que Margaret e Elizabeth tinham. Ao fim do episódio, descobrimos que a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/como-foram-os-ultimos-dias-da-princesa-margaret-irma-de-rainha-elizabeth"><span style="font-weight: 400;">princesa morreu durante o sono</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2002. </span></p>
<figure id="attachment_34726" aria-describedby="caption-attachment-34726" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34726" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-9-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-9-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-9-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-9.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34726" class="wp-caption-text">Princesa Margaret, em agosto de 2001, menos de um ano antes de falecer (Foto: Anwar Hussein)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pouco tempo depois, a Rainha-Mãe, também Elizabeth, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft3103200220.htm"><span style="font-weight: 400;">morreu aos 101 anos</span></a><span style="font-weight: 400;">. E é só aí que a série volta a focar no principal: a própria Rainha Elizabeth. Com a perda de duas das pessoas mais próximas a ela,  é forçada a pensar na </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/09/08/operacao-london-bridge-o-que-acontece-apos-a-morte-da-rainha-elizabeth-ii.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Operação London Bridge</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua morte. Quando lhe cai a consciência da idade avançada que possui junto à popularidade de seu primeiro ministro, a Rainha tem uma conversa com suas versões mais novas trazendo o retorno das atrizes Olivia Colman, que interpretou a Rainha nas terceira e quarta temporadas, e Claire Foy, que esteve nas duas primeiras temporadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença das duas versões de Elizabeth aconselhando a mais velha foi uma ideia brilhante, que relembrou o telespectador os tempos que o programa já viveu, das histórias já concluídas e das que iriam se concluir. Durante a conversa, a Rainha fala para si mesma que “</span><i><span style="font-weight: 400;">Monarquia é algo que você é, não que você faz</span></i><span style="font-weight: 400;">”, e desiste da ideia de entregar a Coroa à Charles, que </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/o-casamento-de-principe-charles-e-camilla-parker-bowles.phtml"><span style="font-weight: 400;">se casou com Camilla</span></a><span style="font-weight: 400;"> no episódio final. Mesmo com o mundo inteiro a olhando, a Rainha sabe que, no fim das contas, quem a ajuda é ela mesma, pois só ela sabe o que viveu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, em uma cena brilhantemente dirigida por Stephen Daldry, a Rainha de Imelda imagina seu funeral, com seu caixão e suas duas versões presentes ao seu lado. Apesar de não mencionar diretamente </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/09/08/rainha-elizabeth-ii-morre-aos-96-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">a morte da Rainha Elizabeth II</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ocorreu em 2022, esse final nos deixa com a sensação de que aquilo foi uma homenagem, por mais sucinta e singela que seja. Uma homenagem para todas as versões da Rainha: Elizabeth II, Imelda Staunton, Olivia Colman e Claire Foy. E aos telespectadores, por terem acompanhado desde o início e terem sentido, mesmo que de longe, o peso da Coroa inglesa. </span></p>
<figure id="attachment_34725" aria-describedby="caption-attachment-34725" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34725" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-10.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-10.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-10-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34725" class="wp-caption-text">Olivia Colman, Imelda Staunton e Claire Foy interpretaram as três versões da Rainha Elizabeth II (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O final não foi tão espetacular quanto o esperado, se comparado às outras temporadas, principalmente, as duas primeiras. Por ser o desfecho definitivo, poderia ter passado brevemente pela conclusão da história de demais personagens quase não mencionados durante a série: os filhos de Elizabeth (Anne, Andrew e Edward). Mas, com as boas atuações de todo o elenco, com destaque para Elizabeth Debicki, Ed Vey e Lesley Manville, e o fechamento devido de personagens importantes e agradáveis ao público, </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/80025678"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> cumpriu seu papel de forma incrível e provou que, quando o destino convoca, até os monarcas devem comparecer. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/fechando-com-coroa-de-ouro-the-crown-nos-da-adeus-apos-seis-temporadas/">Fechando com coroa de ouro, The Crown nos dá adeus após seis temporadas</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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