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	<title>Arquivos AHS 1984 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>AHS 1984 é a antítese perfeita dos anos oitenta</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 22:38:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[American Horror Story]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Ryan Murphy é uma fábrica de fazer séries. Apenas listando as produções que ele idealizou nos últimos meses, a lista é extensa. Seja com Pose, drama sobre a comunidade trans nos anos oitenta, onde ele toca em pontos sensíveis e brutos de uma realidade humana, ou na sátira engravatada de The Politician, que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ahs-1984-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "AHS 1984 é a antítese perfeita dos anos oitenta"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13132" aria-describedby="caption-attachment-13132" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-13132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1-1.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1-1-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1-1-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13132" class="wp-caption-text">As principais inspirações para a temporada são Sexta Feira 13, Halloween e A Hora do Pesadelo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy é uma fábrica de fazer séries. Apenas listando as produções que ele idealizou nos últimos meses, a lista é extensa. Seja com </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, drama sobre a comunidade trans nos anos oitenta, onde ele toca em pontos sensíveis e brutos de uma realidade humana, ou na sátira engravatada de </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/the_politician/s01"><i><span style="font-weight: 400;">The Politician</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que não fede nem cheira, em </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, o produtor brinca com elementos de terror e medo para contar fábulas táteis a quem assiste.</span></p>
<p><span id="more-13131"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No nono ano da antologia, Murphy, ao lado de Brad Falchuk, retorna aos </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a28842414/american-horror-story-season-9-ahs-1984-slasher-films-movies-references/"><span style="font-weight: 400;">anos oitenta</span></a><span style="font-weight: 400;"> para deliciar seu espectador com muitas mortes, acampamentos juvenis e um elenco repleto de caras novas. </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS 1984</span></i><span style="font-weight: 400;">, como ilustra todas </span><a href="https://cinepop.com.br/american-horror-story-1984-confira-todos-os-cartazes-da-nova-temporada-222831"><span style="font-weight: 400;">peças de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da temporada, foca num pequeno grupo de conselheiros a caminho do Acampamento </span><i><span style="font-weight: 400;">Redwood</span></i><span style="font-weight: 400;">. Local este conhecido por ter sido palanque de uma massacre anos antes, tudo cometido pelo notório (e agora preso numa instituição hospitalar) Mr. Jingles, numa arrebatadora performance de John Carroll Lynch.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com todas as cartas na mesa, se inicia nossa história. A temporada se desenvolve em dois distintos blocos narrativos. Os cinco capítulos iniciais detalham a noite da chegada dos amigos ao Acampamento. Indo na contramão de anos anteriores, </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS </span></i><span style="font-weight: 400;">não perde tempo em correr (no bom sentido) com a trama que quer cobrir. O principal trunfo deste começo da história é justamente o jogo da velha que o roteiro faz com seus personagens. Alocando e realocando seus peões pelo enorme tabuleiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Redwood</span></i><span style="font-weight: 400;">, os criadores dinamizam as interações e, de quebra, extraem um ótimo material cômico-dramático de seu elenco. O segundo bloco, com as quatro horas finais de </span><i><span style="font-weight: 400;">1984</span></i><span style="font-weight: 400;">, é inferior ao primeiro, mas tem seus méritos.</span></p>
<figure id="attachment_13133" aria-describedby="caption-attachment-13133" style="width: 2131px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2-1.png" alt="" width="2131" height="1162" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2-1.png 2131w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2-1-300x164.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2-1-768x419.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2-1-1024x558.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2-1-1200x654.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13133" class="wp-caption-text">AHS 1984 conta com o centésimo episódio da série que, mesmo não atendendo as expectativas de fan-service, é uma boa ponte entre os dois blocos da temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a28657457/american-horror-story-season-9-sarah-paulson-evan-peters-exit-future-1984/"><span style="font-weight: 400;">Sem Sarah Paulson e Evan Peters</span></a><span style="font-weight: 400;"> protagonizando a temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS 1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> ilumina diversos outros atores que, mesmo estando no seriado em papéis recorrentes, nunca tiveram espaço para crescer. Emma Roberts vive Brooke, tímida e com sentimentos reprimidos, a garota dá o pontapé inicial e posiciona o espectador dentro da história. Num ano que carrega nos ombros uma personagem que não seja caricata, a atriz adiciona boas camadas de desenvolvimento para Brooke e ainda </span><a href="https://www.lamag.com/culturefiles/emma-roberts-ahs-1984/"><span style="font-weight: 400;">enriquece</span></a><span style="font-weight: 400;"> a jovem, fechando um belo arco de redenção e, por mais cínico que pareça, otimismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Angelica Ross é outra que toma a temporada para si. Primeira atriz trans na </span><a href="https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/series-e-tv/2019/07/angelica-ross-de-pose-estara-em-american-horror-story-1984"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;"> a integrar o elenco principal de dois seriados, a (também) estrela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma força da natureza. Sua enfermeira Rita foge da construção clichê de médico e o monstro e demonstra um nível visceral de humanidade. Isso adendo ao fato de que, quando a temporada necessita da raiva e da soberba de Ross, ela entrega perfeitamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fechando a tríade feminina que compõe </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS 1984</span></i><span style="font-weight: 400;">, a talentosa Billie Lourd. Já </span><a href="https://www.etonline.com/billie-lourd-on-how-ryan-murphy-saved-my-life-with-american-horror-story-exclusive-113763"><span style="font-weight: 400;">estando presente</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cult </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Apocalypse</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ryan Murphy dá palco para ela efervescer loucura, raiva e uma </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy </span></i><span style="font-weight: 400;">sabedoria para Montana, sua personagem professora de aeróbica. Inclusive, as cenas que contam com a presença das três atrizes transmitem uma </span><a href="https://hollywoodlife.com/2019/10/29/billie-lourd-ahs-1984-ending-montana-interview/"><span style="font-weight: 400;">bela energia</span></a><span style="font-weight: 400;">, sensação essa que fazia falta ao seriado, visto os últimos dois anos do show, que passaram batido em quesito emoção ou mesmo novidade.</span></p>
<figure id="attachment_13134" aria-describedby="caption-attachment-13134" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3-1.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13134" class="wp-caption-text">O roteiro guarda espaço para uma número absurdo de reviravoltas, o destaque principal fica com o quinto episódio, Red Dawn (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Boa parte dessa vitalidade e força de comando de </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS 1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> se deve a seu elenco. Além das já citadas Roberts, Ross e Lourd, o time de atores que estrelam o nono ano da série é digno de menção. A começar pelo, a princípio, antagonista, Mr. Jingles. Interpretado por John Carroll Lynch (que já viveu Twisty, o Palhaço de </span><i><span style="font-weight: 400;">Freak Show</span></i><span style="font-weight: 400;">). O roteiro brinca com devaneios históricos de slashers oitentistas, mas é quando a trama bebe na psicologia e na memória que o acerto é mostrado. O ator trabalha em vários âmbitos e níveis de raiva, medo, angústia e amor. Num trabalho </span><a href="https://www.thewrap.com/american-horror-story-ahs-1984-episode-8-questions-before-finale-mr-jingles-mom-dead/"><span style="font-weight: 400;">digno de nomeação a premiações</span></a><span style="font-weight: 400;">, Carroll Lynch impressiona, domina os ambientes que atua e ainda é um deleite de ser assistido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No time do ‘bem’, Cody Fern </span><a href="https://www.bleedingcool.com/2019/06/02/american-horror-story-cody-fern-on-ahs-1984-i-wanna-do-it/"><span style="font-weight: 400;">se diverte</span></a><span style="font-weight: 400;"> e abusa de maneirismos sensuais para dar vida a seu Xavier, mesmo o personagem perdendo espaço conforme a trama avança. Outro que impressiona é </span><a href="https://poenaroda.com.br/pop/gus-kenworthy-responde-criticas-por-interpretar-personagem-hetero-em-american-horror-story/"><span style="font-weight: 400;">Gus Kenworthy,</span></a><span style="font-weight: 400;"> que convence e se assusta bastante na pele de Chet. Leslie Grossman finalmente se mostra relevante à série e sua performance como Margaret Booth é, ao mesmo tempo, excruciante e deliciosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Matthew Morrison, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Glee</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma </span><a href="https://observatoriodeseries.bol.uol.com.br/noticias/2019/07/matthew-morrison-entra-para-american-horror-story-confira-visual-de-ahs-1984"><span style="font-weight: 400;">sátira</span></a><span style="font-weight: 400;"> ambulante e está bem no papel do treinador Trevor (a piada recorrente com seu personagem nunca perde a graça). Agora é necessário destacar a entrega de Zach Villa interpretando o </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a28854882/ahs-1984-american-horror-story-connect-hotel-richard-ramirez-fan-theory/"><span style="font-weight: 400;">célebre (e real) assassino</span></a><span style="font-weight: 400;"> Richard Ramirez, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Night Stalker</span></i><span style="font-weight: 400;">. O ator esbanja carisma, transborda um cinismo sensual e ainda assusta qualquer um com a fala e o jeito que move a cabeça. Sua participação é outro grande deleite e surpresa de </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS 1984</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A temporada ainda esconde cartas na manga e traz o retorno de alguns atores veteranos do seriado. Todas as adições são bem-vindas e agregam positivamente à narrativa como um todo. Agora, quanto às referências e menções aos outros anos de </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">1984 </span></i><span style="font-weight: 400;">é bem singela. Existem, é claro, alguns acenos e risadinhas de canto de rosto, mas os criadores contam uma história centrada e focalizada num único objetivo, sem espaços para desvios desnecessários ou barrigas pelo caminho.</span></p>
<figure id="attachment_13135" aria-describedby="caption-attachment-13135" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13135" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4.jpg" alt="" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13135" class="wp-caption-text">Richard Ramirez, o Night Stalker, já havia aparecido em Hotel, mas foi interpretado por outro ator (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A temporada anterior de </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a29423383/american-horror-story-1984-ahs-season-9-time-travel-theory-twist-apocalypse/"><i><span style="font-weight: 400;">Apocalypse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quebrou a estrutura antológica do seriado de uma vez por todas. O esperado </span><i><span style="font-weight: 400;">crossover </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Murder House</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Coven </span></i><span style="font-weight: 400;">deu continuidade a eventos passados da série e, num laço poético, fechou o ciclo que </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS </span></i><span style="font-weight: 400;">precisava. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k9g14iaqt3s"><span style="font-weight: 400;">A abertura de </span><i><span style="font-weight: 400;">1984</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já escancara esse ponto. Lúdicos, enervantes e bebendo da nostalgia (como todo o cerne do 9º ano), os créditos iniciais são refrescantes a quem já acompanha as mesmas estruturas e narrativas por quase uma década. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tomando como base a coluna vertebral das temporadas passadas, </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS </span></i><span style="font-weight: 400;">sempre teve um pé mais forte no pessimismo ao fechar suas temporadas. A morte no fim de </span><i><span style="font-weight: 400;">Murder House</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou a última fala de </span><i><span style="font-weight: 400;">Asylum</span></i><span style="font-weight: 400;">, até mesmo o fecho final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hotel</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção, agora numa nova leva, opta por otimizar todos seus fantasmas e <em>serial killers</em>, virando súbita e inesperadamente uma chave de boas intenções e ternura. O capítulo que encerra </span><i><span style="font-weight: 400;">1984</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Final Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, diz muito sobre a mensagem que Ryan Murphy e Brad Falchuk querem eternizar com a temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A promessa do massacre de 1989 é jogada para escanteio quando conhecemos versões futuras dos personagens que acompanhamos ao longo de oito episódios. E, mesmo que a resolução possa parecer simplória ou até mesmo descuidada, esse passo para o lado direito da sorte é o que faz </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS 1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> ser tão </span><a href="https://deadline.com/2019/11/american-horror-story-season-10-spoilers-ryan-murphy-ahs-1984-interview-season-finale-ratched-hollywood-streaming-dates-1202785704/"><span style="font-weight: 400;">atual e vigoroso</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a mitologia do seriado. Ao dar mais propriedade e sustância àqueles que circundam o </span><i><span style="font-weight: 400;">hall </span></i><span style="font-weight: 400;">da morte, Murphy e Falchuk criam a antítese perfeita aos anos oitenta. Fugindo do óbvio, do escancarado e do ridículo, a dupla cultua o passado e, de forma paralela, saúda o nosso presente.</span></p>
<figure id="attachment_13136" aria-describedby="caption-attachment-13136" style="width: 2126px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13136" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5.jpg" alt="" width="2126" height="1594" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5.jpg 2126w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13136" class="wp-caption-text">Mr. Jingles finaliza 1984 como um dos personagens mais bem desenvolvidos e explorados da antologia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que a primeira impressão sobre a temporada seja a de uma reciclagem despropositada, os nove capítulos que compõem o ano provam o contrário. </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS 1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o início de novo ciclo que a série precisava, renovando rostos e tramas, e dando emoção ao todo final. Os clichês e maneirismos dos </span><a href="http://m.desciclopedia.org/wiki/Slasher"><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">estão presentes mas são apenas mecanismos do roteiro, tudo acaba evoluindo para um belo estudo da mente humana, de seus medos e receios e, o mais forte aqui, de sua redenção.  </span></p>
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