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	<title>Arquivos Adaptação &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Coringa: Delírio a Dois foi o fiasco que o primeiro filme não merecia</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 17:52:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lucas Barbosa Cinco anos após o primeiro filme, Coringa: Delírio a dois não correspondeu às altíssimas expectativas que pesavam sobre o longa-metragem que carrega a continuação da história problemática e exotérica de um dos maiores seres vilanescos do universo dos quadrinhos. Sendo a sombra de uma das melhores películas de 2019, garantindo até Oscar de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/coringa-delirio-a-dois-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Coringa: Delírio a Dois foi o fiasco que o primeiro filme não merecia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34749" aria-describedby="caption-attachment-34749" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34749" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Coringa-1-800x360.png" alt="Cena do filme Coringa: Delírio a dois. Joaquim Phoenix, que interpreta Coringa, é um homem branco, com cabelo de cor verde, e maquiagem de palhaço e veste um terno vermelho Ele está ao lado de Lady Gaga, que interpreta Haarlem Quinzel Ela é uma mulher branca, de pele clara, cabelos loiros e um vestido colorido, os dois estão com uma perna levantada cada, aparentemente dançando." width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Coringa-1-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Coringa-1-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Coringa-1.png 987w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34749" class="wp-caption-text">O corte de algumas cenas da versão final gerou descontentamento dos fãs (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Lucas Barbosa</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cinco</span></a><span style="font-weight: 400;"> anos após o primeiro filme, </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa: Delírio a dois</span></i><span style="font-weight: 400;"> não correspondeu às altíssimas expectativas que pesavam sobre o longa-metragem que carrega a continuação da história problemática e exotérica de um dos maiores seres vilanescos do universo dos quadrinhos. Sendo a sombra de uma das melhores películas de 2019, garantindo até </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de melhor Ator para o </span><a href="https://www.omelete.com.br/oscar-2021/joaquin-phoenix-melhor-ator-coringa"><span style="font-weight: 400;">Joaquim Phoenix</span></a><span style="font-weight: 400;">, a continuação deixou lacunas mal resolvidas, questionamentos desnecessários sobre a história e aquele velho pensamento se uma continuação de uma obra amplamente premiada é realmente necessária.</span></p>
<p><span id="more-34746"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do longa, a continuação é historicamente correta. Arthur Fleck (Joaquim Phoenix) está preso dentro do Asilo Arkham, esperando seu julgamento que o sentenciará a morte. Com o desenrolar da história, acaba conhecendo dentro do asilo a personagem interpretada pela <a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/lady-gaga-como-harley-quinn-em-filme-popstar-ou-vila">Lady Gaga</a>, Harleen Lee Quinzel, que é completamente apaixonada pelo protagonista, e assim a história se desenrola entre o amor dos dois.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um destaque positivo é a Fotografia, </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/coringa-2-e-um-filme-bastante-arriscado-e-surpreendente-segundo-diretor-de-fotografia/"><span style="font-weight: 400;">Lawrence Sher </span></a><span style="font-weight: 400;">novamente deixa o ar </span><i><span style="font-weight: 400;">noir </span></i><span style="font-weight: 400;">de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">Gotham City</span></i><span style="font-weight: 400;"> devastada pela violência e desigualdade social, que era um ponto positivo do primeiro filme, e consegue ser primoroso nas cenas que Coringa e a Harleen estavam em evidência. A trilha sonora também merece elogios. As canções interpretadas pelos protagonistas e as trilhas, feitas pela compositora Hildur Guðnadóttir, complementam e aliviam a tensão de toda a jornada do casal do filme.</span></p>
<figure id="attachment_34748" aria-describedby="caption-attachment-34748" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34748" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-3-800x360.jpg" alt="Joaquin Phoenix está vestido como o Coringa. Ele está sentado em frente a uma mesa dentro de um tribunal, atrás dele está o público que assiste a audiência." width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-3-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-3-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-3-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-3-1200x540.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-3.jpg 1210w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34748" class="wp-caption-text">Todd Phillips queria distanciar o Coringa do atributo de herói no segundo filme (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Gaga e Joaquim Phoenix tentam ao máximo trazer bons momentos de atuação dentro do filme, até mesmo nas sequências de musical, onde conseguem explorar de uma ótima forma a história de amor e loucura dos dois personagens. Entretanto, mesmo com todas as qualidades dos atores, o roteiro fica apenas rodeando entre o psicótico amor entre os dois e deixa de explorar outros bons personagens que o filme introduz, como o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/quem-e-harvey-dent-personagem-que-aparece-em-coringa-2-e-batman/"><span style="font-weight: 400;">Harvey Dent</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Harry Lawtey) – o Duas Caras –, que é utilizado apenas nas cenas do julgamento do Arthur e poderia ter mais tempo de tela, mesmo em contato com o Coringa. Outra ótima atuação é de Catherine Keener, interpretando a advogada </span><span style="font-weight: 400;">Maryanne Stewart que, acima de tudo, tentou, minimamente, dar humanidade ao protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a sequência da fuga do julgamento, que foi a melhor, os momentos finais deixam não apenas um sentimento de dúvida para quem assiste, como também criam uma sensação de desconexão entre as cenas desse longa e do primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i><span style="font-weight: 400;">, que é aflorado ainda com os últimos momentos do filme. É até possível distinguir em algumas partes se é Arthur ou seu alter-ego falando, entretanto, quando discorre o relacionamento com a Harleen e a percepção de que, mesmo com o julgamento, o seu futuro já está praticamente decretado, o real e a ilusão da personalidade do </span><a href="https://artmed.com.br/artigos/coringa-o-que-a-psiquiatria-tem-a-dizer-sobre-a-saude-mental-do-personagem"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> entram em conflito. </span></p>
<p><a href="https://br.ign.com/coringa-2/130945/news/ninguem-liga-mais-para-o-arthur-todd-phillips-explica-grande-final-de-coringa-delirio-a-dois-e-desmo"><span style="font-weight: 400;">Todd Phillips</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Outubro de 2024, deu uma declaração dizendo que Arthur Fleck nunca foi realmente o Coringa, ele era apenas um ícone involuntário que não queria mais toda aquela farsa, e esse é um problema que o roteiro não consegue sustentar por completo, principalmente quando o relacionamento do Arthur e da Harleen começa. A força dele é o desejo de Lee pelo vilão e, assim, o alter-ego do protagonista toma conta durante certo tempo. A cena da demissão da advogada é o ápice da imprevisibilidade e insanidade do protagonista, e no momento que ela vai embora do tribunal, é quando a personalidade do Arthur retorna, se tornando um personagem fraco, solitário e dependente de qualquer tipo de amor.</span></p>
<figure id="attachment_34747" aria-describedby="caption-attachment-34747" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34747" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-2-800x533.jpg" alt="O Coringa está atrás de uma cela, encostando nariz com nariz Haarlem Quinzel." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/coringa-2.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34747" class="wp-caption-text">“Eu vou te dizer o que mudou, eu não estou mais sozinho.” (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Arthur Fleck se mistura com o seu alter ego psicótico em certos momentos do filme, onde a solidão e a ruptura dos valores morais e sociais entram em colapso. O Coringa está isolado mesmo com o apoio da multidão e Arthur é solitário pelas suas próprias dificuldades que o seu próprio universo impõe. Quando ocorre essas misturas, é exatamente o momento que as necessidades emocionais dele são supridas, e as loucuras do Coringa são exploradas. O amor por Harleen aflora o </span><a href="https://ipqhc.org.br/2024/10/01/delirio-a-dois-sindrome-que-da-nome-ao-filme-do-coringa-existe-na-vida-real/"><span style="font-weight: 400;">delírio</span></a><span style="font-weight: 400;"> dele, e os diálogos com a Dra. Stewart, tentam explorar a humanidade e as fraquezas do réu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme chegou às plataformas de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/coringa-2-onde-assitir-filme-completo-internet-max-"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americanas menos de um mês depois  de sair dos cinemas. A estimativa de prejuízo foi de US$ 200 milhões de dólares. As notas ruins nos sites de críticas e o destaque dentro do </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2025/01/21/framboesa-de-ouro-2025-coringa-2-madame-teia-megalopolis-reagan-e-borderlands-concorrem-como-piores-do-ano.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Framboesa de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">, com simplesmente 7 indicações, deixam uma triste realidade. Infelizmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa: Delírio a dois</span></i><span style="font-weight: 400;"> não correspondeu às expectativas e, mesmo com decentes atuações de seu elenco, o roteiro frágil deixa diversas pontas soltas – que devem ser utilizadas para um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentro deste universo – que nunca terão soluções. Dessa forma, se consagra o longa entre uma das mais fracas continuações do universo </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>A terceira temporada de Heartstopper é um lembrete de que nunca estamos sozinhos</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 19:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires A atmosfera positiva e idealizada de Heartstopper é uma marca registrada da série desde a sua estreia, gerando algumas críticas por parte do público. Embora certos momentos possam ser considerados caricatos, a produção tem como objetivo ser uma fuga da adolescência corrompida de obras como Euphoria, focando em ser quase como um ‘manual’ &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/heartstopper-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A terceira temporada de Heartstopper é um lembrete de que nunca estamos sozinhos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34741" aria-describedby="caption-attachment-34741" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34741" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-800x400.jpg" alt="Cena de Heartstopper com dois adolescentes se encarando de forma carinhosa em um ambiente externo à noite. O menino da esquerda, chamado Nick, tem cabelo liso e veste um moletom cinza com capuz. Ele sorri de maneira suave enquanto olha para o menino da direita, chamado Charlie, que tem cabelo cacheado e veste um casaco verde claro. O fundo está escuro, com leves sombras de árvores e uma cerca." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34741" class="wp-caption-text">Demorou três temporadas, mas finalmente Nick e Charlie disseram ‘eu te amo’ um para o outro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Arthur Caires</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atmosfera positiva e idealizada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma marca registrada da série desde a sua estreia, gerando algumas críticas por parte do público. Embora certos momentos possam ser considerados caricatos, a produção tem como objetivo ser uma fuga da adolescência corrompida de obras como </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">focando em ser quase como um ‘manual’ para a nova geração e um acalento para os mais velhos. Na terceira temporada, lançada em Outubro de 2024, o original Netflix segue com o tom adocicado, mas oferece um retrato mais realista e autêntico ao tratar de temas mais maduros.</span></p>
<p><span id="more-34740"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O distúrbio alimentar de Charlie Spring (Joe Locke) introduzido na </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> é ampliado e dá o pontapé inicial para o tema que vai permear o novo ano: saúde mental. Além do protagonista, Nick Nelson (Kit Connor) também apresenta sinais de estresse, pois não sabe como ajudar seu namorado e não consegue se ver longe dele.</span></p>
<figure id="attachment_34742" aria-describedby="caption-attachment-34742" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34742" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-2.jpg" alt="Cena de Heartstopper com dois adolescentes sentados em uma cama, em um quarto. O menino da esquerda, chamado Charlie, tem cabelo cacheado e veste um cardigã rosa sobre uma camiseta listrada. Ele olha para o menino da direita, chamado Nick, que tem cabelo liso, veste um suéter verde e também olha para Charlie com expressão séria e carinhosa. O ambiente é iluminado por uma luz quente vinda de um abajur ao fundo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34742" class="wp-caption-text">Nick e Charlie nunca estiveram tão unidos quanto nesta temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Até a metade da temporada, acompanhamos a trajetória do casal descobrindo como lidar com este desafio. Nick tenta ao máximo convencer Charlie a procurar ajuda, que, por sua vez, nega que algo esteja errado. Tudo isso culmina no </span><a href="https://www.beateatingdisorders.org.uk/news/our-work-on-season-3-of-netflixs-heartstopper/"><span style="font-weight: 400;">cuidadosamente dirigido</span></a><span style="font-weight: 400;"> e roteirizado quarto episódio, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Jornada</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que Locke e Connor entregam performances marcantes mostrando como seus personagens tiveram que lidar com essa situação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma produção destinada ao público jovem, é muito importante que </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">tenha esse papel de representação e conscientização. Desde as cenas de Charlie visitando centros de ajuda até o diálogo de Nick na praia com sua </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/olivia-colman-explica-sua-ausencia-na-3a-temporada-de-heartstopper"><span style="font-weight: 400;">tia Diane</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hayley Atwell’s), a série busca mostrar que não estamos sozinhos nesses momentos e que sempre há uma luz no fim do túnel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da metade final da temporada, a questão da saúde mental continua a ser abordada, mas fica em segundo plano. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8iKgdWKQwi0"><span style="font-weight: 400;">novo arco</span></a><span style="font-weight: 400;"> foca em tratar de outras experiências da adolescência, como a ‘primeira vez’ e a escolha de uma faculdade. Além disso, abre-se mais espaço para o desenvolvimento dos personagens secundários e de discussões diferentes porém igualmente importantes.</span></p>
<figure id="attachment_34743" aria-describedby="caption-attachment-34743" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34743" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3-800x400.jpg" alt="A imagem mostra um grupo de nove adolescentes posando juntos para uma foto em um ambiente ao ar livre, com uma girafa ao fundo. Eles estão sorrindo e parecem felizes, em um zoológico com árvores e construções ao fundo. O grupo é diverso, com diferentes estilos e roupas coloridas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34743" class="wp-caption-text">A diversidade de personagens de Heartstopper reflete na larga abrangência de temáticas diferentes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornada de Elle Argent (Yasmin Finney) se destaca entre as histórias paralelas da série. Além de lidar com questões de </span><a href="https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/12/22/saiba-o-que-e-disforia-de-genero-e-veja-relatos-de-pessoas-trans-que-diziam-nao-se-reconhecer-em-seus-proprios-corpos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">disforia corporal</span></a><span style="font-weight: 400;">, a personagem precisa navegar pelo mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ganha notoriedade como artista. Essa exposição inesperada a coloca em uma posição complexa, confrontando-a com as expectativas de ser uma representante ativa da comunidade trans. Ao mesmo tempo, a produção mostra a vida cotidiana de Elle e seus relacionamentos, como seu romance com Tao Xu (William Gao); humanizando sua experiência e oferecendo uma representação multifacetada e positiva de uma jovem trans.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Elle, Tori Spring (Jenny Walser) deixa de fazer aparições repentinas e também ganha um maior destaque nesta temporada. A personagem, além de ser um pilar de apoio para Charlie, representa a irmã mais velha que, muitas vezes, assume responsabilidades além de sua idade. Ao explorar a jornada de Tori, a série oferece uma </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3hlGuz3loYoLfI3bpwieWq?si=81fca70163624647"><span style="font-weight: 400;">representação autêntica</span></a><span style="font-weight: 400;"> da experiência de muitos jovens que se encontram em situações semelhantes, cuidando de familiares e amigos enquanto lidam com seus próprios desafios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale também mencionar outras narrativas que foram menos trabalhadas, mas que deram uma diversidade para os temas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o caso da pressão acadêmica sofrida por Tara Jones (Corinna Brown) ao se ver diante da escolha de uma faculdade e o progressivo entendimento de </span><a href="https://www.thepinknews.com/2024/10/08/heartstopper-alice-oseman-darcy-non-binary-interview-kizzy-edgell/"><span style="font-weight: 400;">Darcy Olsson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Kizzy Edgell) como pessoa não-binária e a forma leve como isso é retratado.</span></p>
<figure id="attachment_34744" aria-describedby="caption-attachment-34744" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-800x450.jpg" alt="Cena de Heartstopper com dois adolescentes deitados em uma cama. O menino da esquerda, chamado Charlie, tem cabelo cacheado e está sem camisa. Ele olha para o menino da direita, chamado Nick, que tem cabelo liso, está sem camisa e também olha para Charlie, com a mão em seu rosto, com uma expressão feliz e afetuosa. O ambiente é iluminado por uma luz quente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34744" class="wp-caption-text">O cuidado e a intimidade da ‘primeira vez’ de Nick e Charlie é um dos destaques da temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A última grande trama de Nick e Charlie da temporada se consistiu na ‘primeira vez’ dos dois. O tema foi motivo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xwu5Z4B1HOs"><span style="font-weight: 400;">críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano anterior, pela suposta falta de relações sexuais entre os dois adolescentes. A mensagem que fica é que tudo acontece no momento certo, e a forma com que Locke e Connor representam essa cena não poderia ter sido feita de uma melhor maneira. A narrativa evita a sexualização excessiva e se concentra na importância do consentimento e da vulnerabilidade, oferecendo um retrato positivo e realista da sexualidade adolescente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior legado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">será a forma como a série conseguiu abordar diversos tópicos pertinentes da juventude e, principalmente, sobre a minoria LGBTQIAPN+ com cuidado e respeito, de maneira que todos sentissem o seu ‘quentinho’ característico. Na cena final da terceira temporada, os dois passam a noite inteira conversando deitados na cama. É como um lembrete de que as coisas podem ser simples e positivas, e que podemos encontrar uma ou várias pessoas que nos fazem sentir em casa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Heartstopper: Temporada 3 | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Rid9NsZsQbE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>5 anos atrás, Todd Phillips escavou a filmografia de Scorsese na construção do Coringa</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 18:15:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Ainda que o Cinema de blockbusters não esteja tão aberto a olhar para o audiovisual e sua história como matéria prima, isso é algo essencial na construção de um filme. George Lucas idealizou Star Wars (1977) a partir das obras de samurai japonesas do meio do século XX; Tim Burton se inspirou no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos atrás, Todd Phillips escavou a filmografia de Scorsese na construção do Coringa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34593" aria-describedby="caption-attachment-34593" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34593" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Coringa-1.jpg" alt="No centro está o Coringa, com cabelos verdes, a cara pintada de branca, a boca pintada de vermelha, assim como a ponta no nariz. Os olhos estão pintados de azul e acima deles há um risco em vermelho. O personagem está com uma roupa vermelha e está de lado para a câmera, com um olhar de irritação." width="700" height="467" /><figcaption id="caption-attachment-34593" class="wp-caption-text">Joaquin Phoenix ganhou o Oscar de Melhor Ator por seu papel em Coringa (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que o Cinema de </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esteja tão aberto a olhar para o audiovisual e sua história como </span><a href="https://medium.com/calebelopes/o-cinema-sem-passado-9b5cc1968d00"><span style="font-weight: 400;">matéria prima</span></a><span style="font-weight: 400;">, isso é algo essencial na construção de um filme. </span><a href="https://canaltech.com.br/celebridade/george-lucas/"><span style="font-weight: 400;">George Lucas</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealizou </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/star-wars-disney-remove-filme-2026"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1977)</span> <span style="font-weight: 400;">a partir das obras de samurai japonesas do meio do século XX; Tim Burton se inspirou no </span><a href="https://www.aicinema.com.br/expressionismo-alemao-movimentos-cinematograficos/"><span style="font-weight: 400;">expressionismo alemão</span></a><span style="font-weight: 400;"> para dar vida a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dgC9Q0uhX70"><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1989). Enquanto isso, na atualidade, as grandes franquias e as superproduções se sentem satisfeitas em apenas utilizar suas referências como um artifício de satisfação pessoal para o público que irá entender o significado, além de que, normalmente, eles se auto-referenciam, não explorando o que há de melhor na arte. Por sorte, Todd Phillips entendeu o quão rico pode ser vasculhar a história da linguagem e dialogar com ideias originais. Dessa forma, há cinco anos, ele escavou a filmografia de Martin Scorsese e construiu sua própria versão do </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa.</span></i></p>
<p><span id="more-34592"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O idealizador vai atrás de alguns dos longas mais intimistas de Scorsese: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7hnlueXFh7k"><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1976)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-rei-da-comedia/"><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1982). Obras que são protagonizadas por personagens problemáticos que surgem da violência, caos, opressão e isolamento das metrópoles. Nesse sentido, o diretor pensa em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LpYpn2Bx2Ug"><span style="font-weight: 400;">Gotham</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma Nova Iorque nas décadas de 1970 e 1980, e associa tais protagonistas com o Coringa, pois compreende o palhaço como um fruto desse meio urbano conturbado, assim como Travis Bickle (</span><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Rupert Pupkin (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se olharmos para as outras representações do personagem – </span><a href="https://ovicio.com.br/10-fatos-sobre-o-coringa-de-jack-nicholson/"><span style="font-weight: 400;">Jack Nicholson</span></a><span style="font-weight: 400;"> com toques de mafioso e o terrorista de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2023/heath-ledger-historia-morte-precoce-batman-cavaleiro-das-trevas.html"><span style="font-weight: 400;">Heath Ledger</span></a><span style="font-weight: 400;">  –, vemos que existe um aspecto político por trás, mesmo que não esteja tão bem definido. Apesar de não ser um personagem politizado, existe uma essência crítica e ideológica em sua própria existência, especialmente por ser fruto do lixo de Gotham. A nova versão do vilão explora isso mais a fundo, centrada no ser e como ele se transforma em um símbolo da revolução e anarquia. O grito de violência de Arthur Fleck reverbera por toda cidade, que entende como um ato de rebeldia contra a burguesia local. Ainda que não fosse intencional, a reação popular mostra como qualquer ato de retaliação e sobrevivência é uma ação  política e revolucionária na Capital do Crime.</span></p>
<figure id="attachment_34594" aria-describedby="caption-attachment-34594" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34594" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-800x450.jpg" alt="No centro está o Coringa. Ele veste uma camisa laranja por dentro do terno vermelho e uma roupa verde por dentro da amarela. Ele está dentro de um elevador e com os olhos fechados." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34594" class="wp-caption-text">Coringa foi um dos filmes mais indicados ao Oscar de 2020, somando um total de 11 indicações (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode até parecer que o longa vai para um lado heroico do vilão, que se põe frente ao sistema corrupto e desumano, mas isso não poderia estar mais errado. Os assassinatos são frios e, ao mesmo tempo, ferozes, com muita graficidade e sanguinolência, o que lembra bastante alguns filmes de crime de Scorsese, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EJXDMwGWhoA"><i><span style="font-weight: 400;">Cassino</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1995)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2ilzidi_J8Q"><i><span style="font-weight: 400;">Os Bons Companheiros</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1990). Dessa maneira, o diretor nos lembra que estamos falando sobre o Palhaço do Crime, evitando o discurso moralista de vítima da sociedade e sempre buscando uma área cinzenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">como um todo, vem seguindo essa linhagem mais complexa em seus filmes e séries do universo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rsQEor4y2hg"><span style="font-weight: 400;">Batman</span></a><span style="font-weight: 400;"> (ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa </span></i><span style="font-weight: 400;">não seja canônico). Os protagonistas têm uma natureza própria, como também são completamente influenciados pelo meio. Olhando para as últimas produções desse universo, é possível ver como o Coringa, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sfJG6IiA_s8"><span style="font-weight: 400;">Pinguim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o Batman resolvem tudo na base da brutalidade, e isto está relacionado a barbaridade de Gotham. No entanto, eles se comportam de maneiras distintas, lidam com os seus problemas e com a violência de forma própria, pois existem diferenças gritantes em seus traços de personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/quentin-tarantino-exalta-coringa-delirio-a-dois-todd-phillips-e-o-verdadeiro-coringa,3c8d63834b0e4407a5545a5206fcd35bhb2kvrj2.html#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Todd Phillips</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lPDbLJFumS8"><span style="font-weight: 400;">Scott Silver</span></a><span style="font-weight: 400;"> opta por inserir </span><a href="https://dcextendeduniverse.fandom.com/pt-br/wiki/Thomas_Wayne"><span style="font-weight: 400;">Thomas Wayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> na história e faz isso de maneira interessante, colocá-lo como uma figura problemática e mantenedora da desordem e do caos, totalmente oposto do que os filmes do morcego costumam fazer. Ademais, ele é parte da loucura de Arthur, sendo um dos maiores responsáveis pela criação do Palhaço Assassino. Todavia, o patriarca da família Wayne também é uma vítima do protagonista, pois é perseguido, assim como sua família. Contudo, se a inserção de Thomas é bem feita, a de Bruce parece apenas uma exigência do estúdio para satisfazer a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34596" aria-describedby="caption-attachment-34596" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34596" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-800x438.png" alt="No centro da imagem está o Coringa. Sua maquiagem está desbotada e seu nariz está sangrando. Ele veste uma camisa branca por dentro do colete amarelo. Ele usa uma gravata vinho com bege. Ele está em um banheiro sujo, com pichações na parede. Ele está com os braços abertos e os olhos fechados. Ele está dançando." width="800" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-800x438.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-768x420.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34596" class="wp-caption-text">Até o ano de 2024, Coringa era o filme de classificação +18 com maior bilheteria (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção visual da cidade, feita pelo cenografista </span><a href="https://www.indiewire.com/influencers/joker-production-designer-mark-friedberg/"><span style="font-weight: 400;">Mark Friedberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do fotógrafo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=th9pG9Q6Kuo"><span style="font-weight: 400;">Lawrence Sher</span></a><span style="font-weight: 400;">, são muito inspirados em </span><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EeU53zjYxIA"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1985)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">com tons acinzentados de dia, que ressaltam a sujeira e a poluição, e a escuridão da noite, com pontos de iluminação muito específicos e cores saturadas e desfocadas. Assim, a metrópole se transforma em um ambiente desolador, que aliena os cidadãos e torna um lugar permissivo para o surgimento de figuras exóticas, como o protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa marginalidade cênica que constitui o tema principal da obra: a violência urbana. É dentro dele que surgem </span><a href="https://arthurtuoto.com/2019/10/09/coringa/"><span style="font-weight: 400;">Coringas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse em questão não é formado a partir de um evento único que vai mudá-lo para sempre, mas a partir de diversos traumas ao longo da vida, até encontrar, na violência, um modo de liberdade e, na barbárie e loucura, enxergar uma versão de si mesmo que ele não se envergonha, muito pelo contrário, se orgulha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa em si é muito musicado e dançante, o que serve cada vez mais para reforçar a excentricidade do protagonista. A cena que mais chama atenção nesse sentido, é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tl5zk46i0Bs"><span style="font-weight: 400;">dança na escada</span></a><span style="font-weight: 400;">, já vestido como o Palhaço do Crime, pronto para assumir de vez esse lado no programa do Murray. Portanto, é um filme que se passa, em grande parte, na mente de Arthur Fleck. De maneira parecida com </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">nós não somos meros </span><i><span style="font-weight: 400;">voyeurs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua jornada, pois não estamos vendo de uma visão privilegiada, mas sim, dentro de sua cabeça, acompanhando seus delírios de perto.</span></p>
<figure id="attachment_34597" aria-describedby="caption-attachment-34597" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34597" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-4.webp" alt="O cenário é de uma escada. Toda a imagem é bem acinzentada, contrastando com o Coringa no centro dela. Ele está com os braços para cima, dançando e fumando. Ele usa cores vibrantes." width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-34597" class="wp-caption-text">Martin Scorsese disse à BBC que considerou dirigir o filme (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VdfgiEQeceM"><span style="font-weight: 400;">dança no banheiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, combinada com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8z5-Wum2enQ"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.instagram.com/hildur_gudnadottir/"><span style="font-weight: 400;">Hildur Guðnadóttir</span></a><span style="font-weight: 400;"> é fundamental na transição de Arthur Fleck para o Coringa. As notas são melódicas e tristes, evidenciando a transformação. No entanto, ao invés de idealizar o ato, elas transformam em algo triste. A interpretação de Joaquin Phoenix eleva a loucura de seu personagem, que dança de maneira leve e com um olhar vago, como se estivesse nas nuvens, porém, Lawrence Sher faz questão de mostrar onde ele realmente está: em um banheiro sujo de Gotham. No que seria o momento de glória de Arthur, a compositora faz questão de destacar a tragicidade, enquanto o fotógrafo se encarrega de ilustrar que o indivíduo é apenas mais uma criatura excêntrica, criada da podridão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um filme de personagem, é esperado que ele seja dependente da atuação do ator principal e é isso o que acontece. Os trejeitos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qiiWdTz_MNc"><span style="font-weight: 400;">Joaquin Phoenix</span></a><span style="font-weight: 400;"> são fundamentais para compreender a transição de Arthur Fleck para o Coringa. Apesar de ser muito inspirado em Rupert Pupkin de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">, Phoenix opta por uma atuação menos performática e mais expressiva. A loucura e a psicopatia são manifestadas por baixo de uma fisionomia triste e cansada. No entanto, a cada assassinato, a melancolia vai dando espaço para traços que estavam inicialmente escondidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das qualidades, o longa sofreu com o seu legado. Parecido com o que aconteceu com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bWZbMjq8rOA"><i><span style="font-weight: 400;">Tropa de Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2007), </span><a href="https://sampi.net.br/piracicaba/noticias/2862759/artigos/2024/10/coringa-nosso-capitao-nascimento-de-maquiagem"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi compreendido por muitas pessoas como uma idealização do vilão. Sempre existiu um caráter anarquista e anti-sistêmico no personagem, mas depois da obra de Todd Phillips, os chamados </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-58300599"><i><span style="font-weight: 400;">incels</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o alçaram à condição de </span><a href="https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/psicologa-forense-traca-perfil-de-homem-bomba-queria-ser-o-coringa"><span style="font-weight: 400;">herói</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos oprimidos. Nesse contexto, o diretor decidiu fazer um segundo filme para explicar o primeiro e </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/como-o-coringa-se-tornou-erroneamente-um-simbolo-reacionario"><span style="font-weight: 400;">desmistificar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o personagem central, assim como fez José Padilha com o Capitão Nascimento.</span></p>
<figure id="attachment_34598" aria-describedby="caption-attachment-34598" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34598" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-800x450.webp" alt="O Coringa está a direita da tela, se olhando no espelho. No espelho está escrito em vermelho a frase “Put on a happy face”." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34598" class="wp-caption-text">Em contraste com o primeiro filme, a sequência não fez muito sucesso de bilheteria (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As polêmicas acerca da obra não são atoa, afinal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é muito inspirado no Cinema de </span><a href="https://uruatapera.com/o-cinema-de-martin-scorsese/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor que, até hoje, é reconhecido por sua filmografia controversa. Todavia, a película não é apenas o que os </span><i><span style="font-weight: 400;">incels </span></i><span style="font-weight: 400;">enxergam nela, existe muito valor, principalmente por não ter medo de suas discordâncias. A fita consegue se aprofundar na essência de um personagem que era tratado como um vilão caótico, mas que agora, começa a ganhar outras roupagens. As análises acerca do Coringa, vão além da interpretação de Joaquin Phoenix, chegando ao de Heath Ledger e Jack Nicholson. Todd Phillips, não apenas bebe de fontes diferentes do que os filmes de heróis da atualidade, como também escolhe um caminho mais interessante, nos presenteando com um </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">preocupado com a sua forma.</span></p>
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		<title>10 anos depois, Alien: Isolation continua a nos levar ao espaço para gritar</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 18:00:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Iris Italo Marquezini Quando Alien: O Oitavo Passageiro estreou nos cinemas em 1979, a audiência foi surpreendida com uma explosão vinda do peito de um homem. De dentro dele, uma nova criatura surgia repleta de sangue e ansiando, sedenta, por muito mais. Anos depois, sequências bem diferentes do filme original foram lançadas para expandir a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos depois, Alien: Isolation continua a nos levar ao espaço para gritar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34442" aria-describedby="caption-attachment-34442" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34442" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-1-1.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. A imagem se trata de um close-up do rosto do alienígena Xenomorfo. É uma criatura preta com dentes prateados e afiados. A cabeça longa não apresenta olhos e possui uma testa lisa. De dentro da boca completamente, há outra boca menor com dentes tão brilhantes e afiados quanto a maior que ocupa o lugar da língua da criatura." width="750" height="503" /><figcaption id="caption-attachment-34442" class="wp-caption-text">É tempo de aproveitar o hype de Alien: Romulus e revisitar essa experiência inesquecível (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><b>Iris Italo Marquezini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sVwH0hIvV5k"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: O Oitavo Passageiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou nos cinemas em 1979, a audiência foi surpreendida com uma explosão vinda do peito de um homem. De dentro dele, uma nova criatura surgia repleta de sangue e ansiando, sedenta, por muito mais. Anos depois, sequências bem diferentes do filme original foram lançadas para expandir a história da protagonista Ellen Ripley, incluindo o também clássico dirigido por James Cameron, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oSeQQlaCZgU"><i><span style="font-weight: 400;">Aliens</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1986). Durante muitos anos, os fãs mais assíduos do primeiro longa, dirigido por Ridley Scott, ficaram órfãos de obras que tivessem uma ambientação claustrofóbica e aterrorizante à altura. </span><a href="https://www.gamespot.com/articles/sorry-alien-romulus-the-best-alien-sequel-is-still-alien-isolation/1100-6526057/"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, jogo diretamente inspirado pelo pioneiro, foge desse cenário ao passo que é exatamente a experiência que os fãs tanto queriam de volta. </span></p>
<p><span id="more-34431"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.thegamer.com/alien-isolation-devs-watched-movie-repeatedly-for-years/"><span style="font-weight: 400;">inspiração</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é qualquer segredo para os desenvolvedores. O jogo deve tanto ao filme original que a história dele é ligada diretamente com a trama do clássico do Terror,  ainda fazendo o favor de resolver um </span><a href="https://www.looper.com/1596255/alien-franchise-plot-holes/"><span style="font-weight: 400;">furo de roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Aliens</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na história, Amanda Ripley precisa encontrar a caixa preta da nave-cargueira Nostromo para chegar a alguma conclusão sobre o paradeiro da mãe, Ellen Ripley, a protagonista do primeiro capítulo da franquia. Após um acidente, a engenheira vai parar na estação espacial de Sevastopol – uma espécie de versão infernal e misteriosa da Deep Space Nine de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Trek – </span></i><span style="font-weight: 400;">após ser abandonada por investidores, repleta de vestígios sangrentos de revoltas e massacres. Foram os próprios moradores em uma guerra civil que fizeram isso? Foi o Xenomorfo</span><i><span style="font-weight: 400;">?</span></i><span style="font-weight: 400;"> É função do jogador preencher as lacunas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido pela </span><a href="https://www.pcgamer.com/the-making-of-horror-masterpiece-alien-isolation-it-was-a-giddy-exhausting-intense-time/"><i><span style="font-weight: 400;">Creative Assembly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e distribuído pela </span><i><span style="font-weight: 400;">SEGA</span></i><span style="font-weight: 400;">, o jogo, lançado em 2014, </span><a href="https://www.resetera.com/threads/why-wasnt-there-another-aliens-game-after-alien-isolation.161853/"><span style="font-weight: 400;">decepcionou</span></a><span style="font-weight: 400;"> em vendas, mas não deixou de chamar a atenção. Era comum, na época, o compartilhamento de vídeos de pessoas aterrorizadas e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NkpuT_JE6ZM"><span style="font-weight: 400;">gritando</span></a><span style="font-weight: 400;"> conforme o grande predador da história finalmente percebia a presença da vítima indefesa. Até hoje, inclusive, muitos podem conhecer a obra justamente por causa da viralização desses conteúdos. Outros </span><i><span style="font-weight: 400;">games </span></i><span style="font-weight: 400;">da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=K3m7lKb6S10"><span style="font-weight: 400;">lançados</span></a><span style="font-weight: 400;">, deixando o terror de lado e focando mais na ação presente na sequência de Cameron. Em meio a </span><i><span style="font-weight: 400;">Outlast </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013), </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space 3 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Evil Within </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014), o jogo conseguiu </span><a href="https://www.theverge.com/2014/10/3/6897307/alien-isolation-review"><span style="font-weight: 400;">se destacar</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do gênero e vencer prêmios, recebendo até indicações ao </span><a href="https://www.polygon.com/2014/12/28/7456433/alien-isolation-game-of-the-year-aliens"><i><span style="font-weight: 400;">Game of the Year</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34433" aria-describedby="caption-attachment-34433" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34433" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-800x439.jpg" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Da esquerda para a direita, há um sensor de movimento com tela verde e preta fora de foco. No centro da imagem, mais ao fundo, há um Alien andando prestes a atacar cercado de um laboratório futurista em chamas. Há mesas, armários, cabos e líquidos desconhecidos espalhados para todos os lados." width="800" height="439" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-800x439.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1024x562.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-768x421.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1536x843.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1200x659.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34433" class="wp-caption-text">A visão em primeira pessoa oferece uma imersão ainda maior na narrativa (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">encanta fãs do filme original e continua a conquistar um público assíduo mesmo 10 anos depois. A ambientação do jogo é diretamente inspirada na obra de </span><a href="https://www.jovemnerd.com.br/noticias/filmes/ridley-scott-ficou-deprimido-apos-assistir-star-wars"><span style="font-weight: 400;">Ridley Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3XPjoF2o3A"><span style="font-weight: 400;">H. R. Giger</span></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo a estética retrofuturista única e o sentimento pesado de estar dentro de corredores de maquinários escuros sem ter para onde fugir. Chega a ser divertido pensar que a franquia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EG8kRH4lDn0"><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se inspirou diretamente no universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien </span></i><span style="font-weight: 400;">para causar tensão nos jogadores e como a linguagem dessas histórias se converge nesta obra à sua própria maneira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é repleta de quebra de expectativas. Um dos exemplos mais claros desse aspecto é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ATlWtenB0XU"><span style="font-weight: 400;">primeira aparição</span></a><span style="font-weight: 400;"> completa do Alien. Surgindo algumas horas depois do começo do jogo, o predador desce de uma ventilação em meio ao silêncio do que parecia somente uma sala monótona repleta de computadores. É neste momento em que a jogabilidade furtiva da narrativa começa a brilhar, já que qualquer mínimo barulho, até mesmo do </span><a href="https://whatculture.com/gaming/10-hidden-mechanics-that-totally-change-video-games?page=4"><span style="font-weight: 400;">microfone</span></a><span style="font-weight: 400;"> de quem está jogando, pode chamar a atenção e causar uma morte violenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores provas de como a linguagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">sabe causar tensão é a partir da perspectiva de duas das ferramentas adquiridas relativamente cedo na história: o sensor de movimento e o revólver. O sensor ajuda na criação de estratégias para evitar inimigos mas, proporcionalmente, causa medo, já que nem sempre o que aparece no visor está realmente visível nos corredores. Ou seja, mesmo possuindo uma ferramenta para a proteção, esse próprio recurso pode causar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wNIfQzAOKT4"><span style="font-weight: 400;">paranoia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34434" aria-describedby="caption-attachment-34434" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34434" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3-800x450.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Há uma mulher branca, de cabelo preto e enrolado e de olhos castanhos no centro da imagem. A personagem é Ellen Ripley, do filme original do Alien de 1979, mas a versão em videogame da personagem, com o mesmo rosto da atriz Sigourney Weaver. É possível vê-la somente do busto para cima. Ela está apoiada com os braços em cima de uma cadeira preta de couro, localizada à esquerda da imagem. Ela utiliza uma jaqueta jeans em cima de uma camiseta branca. Há um relógio retrô no pulso esquerdo dela, com um display e botões coloridos. A personagem possui um semblante sério, impaciente e desafiador." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34434" class="wp-caption-text">Sigourney Weaver retorna ao papel de Ellen Ripley na dublagem do jogo (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O revólver em si não é inútil e aparece como uma solução arriscada demais para os problemas. A arma faz muito barulho, depende de munições escassas e não é efetiva contra o Xenomorfo</span> <span style="font-weight: 400;">ou os androides, os outros principais inimigos na história, que não são fáceis de eliminar. A sensação de vulnerabilidade é uma constante na experiência; o ato de correr já causa barulho demais para chegar perto de um </span><a href="https://www.gamespot.com/gallery/alien-romulus-24-easter-eggs-and-references-to-the-alien-franchise/2900-5687/"><i><span style="font-weight: 400;">save point</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No menu principal, recomenda-se jogar na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c4Gv-De1drg"><span style="font-weight: 400;">dificuldade difícil</span></a><span style="font-weight: 400;"> e essa afirmação </span><a href="https://gamestudies.org/2002/articles/jaroslav_svelch"><span style="font-weight: 400;">faz todo o sentido</span></a><span style="font-weight: 400;">. Afinal, a narrativa faz o jogador se sentir uma presa que depende da própria criatividade e sorte para escapar de um inimigo quase onisciente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro complemento para a sensação de ser somente um ser humano indefeso contra a criatura mais brutal da galáxia é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U2NcO5DkJTc"><i><span style="font-weight: 400;">design </span></i><span style="font-weight: 400;">de som</span></a><span style="font-weight: 400;">, encabeçado por Mark Angus juntamente a mais de 16 desenvolvedores. A experiência de desfrutar da história com fones de ouvido chega a ser obrigatória, tamanho o empenho dos envolvidos na criação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;">. O jogo nunca oferece um silêncio verdadeiro – há ruídos de computadores e de máquinas operando para manter a estação de Sevastopol funcionando. Em meio a essa cacofonia futurística e artificial, há batidas nas ventilações, e não há nada mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xq4pHlkJ22E"><span style="font-weight: 400;">desesperador</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que perceber que os passos pesados do Alien no chão de metal começaram a te perseguir. Toda essa ambientação condiz perfeitamente com as descrições de Alan Dean Foster na ‘</span><a href="https://editoraaleph.com.br/products/alien?srsltid=AfmBOoohcS0lMb0xMqGmoRcVh6dYUJsC4981xs2WrGq2ec3sjE3-dl_0&amp;variant=44838462292251"><span style="font-weight: 400;">novelização</span></a><span style="font-weight: 400;">’ do filme de 1979. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, uma das reclamações mais comuns acerca do </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a quantidade </span><a href="https://www.pcgamesn.com/alien-isolation/runtime"><span style="font-weight: 400;">exaustiva e repetitiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> de horas necessárias para zerar a campanha principal. Essa impressão fica clara na segunda metade da narrativa, quando há diversas reviravoltas, muito parecidas com as que a própria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D2Wqol7vdMo"><span style="font-weight: 400;">Ellen Ripley</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa encarar. A história parece estar prestes a encerrar e a heroína finalmente ficará segura, mas traições acontecem e retornos inesperados do Alien surgem para trazer o inferno à vida da protagonista. Todavia, essa experiência pode ser muito relativa, já que o jogo oferece sim muita variedade pelo aspecto mais memorável de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">uma década depois: a </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/games/alien-isolation-inteligencia-artificial"><span style="font-weight: 400;">Inteligência Artificial</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_34435" aria-describedby="caption-attachment-34435" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1-800x450.jpg" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Em primeiro plano, um Xenomorfo olha para o lado. É possível observar as costelas expostas e o longo rabo e mãos afiadas da criatura. Em segundo plano, há uma porta pouco iluminada, assim como todo o cenário que cerca o Alien." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34435" class="wp-caption-text">O ‘organismo perfeito’ do Alien cria dificuldades imprevisíveis para cada jogador (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É a partir do </span><a href="https://www.nintendolife.com/features/book-review-perfect-organism-a-must-read-for-fans-of-alien-isolation"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento complexo</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos sentidos apurados do Alien que um dos maiores desafios do gênero do Terror na mídia dos </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames </span></i><span style="font-weight: 400;">nasce. O Xenomorfo</span> <span style="font-weight: 400;">pode circular por ventilações e corredores livremente em uma velocidade impressionante. Além disso, o inimigo é </span><a href="https://www.gamedeveloper.com/design/the-perfect-organism-the-ai-of-alien-isolation"><span style="font-weight: 400;">atraído pelo som</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pela própria visão periférica. Mesmo que o jogador se mantenha distante, a I.A. do jogo é treinada para sempre guiar a criatura para próximo do </span><i><span style="font-weight: 400;">player</span></i><span style="font-weight: 400;">. Até mesmo buscar esconderijo dentro de armários da Sevastopol, durante a missão </span><a href="https://www.ign.com/wikis/alien-isolation/Mission_6"><i><span style="font-weight: 400;">Quarentena</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, não é garantia de paz, já que existe ainda uma mecânica para segurar a respiração de forma correta. Se você falhar… bom, o Alien vai arrancar a porta fora, abrir a boca enorme e o resto você já sabe.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos exemplos de como todas essas mecânicas anteriores somadas podem criar </span><a href="https://www.pcgamer.com/the-making-of-horror-masterpiece-alien-isolation-it-was-a-giddy-exhausting-intense-time/"><span style="font-weight: 400;">experiências</span></a><span style="font-weight: 400;"> marcantes para cada jogador acontece pouco depois da metade da narrativa, em que uma facção de humanos hostis surge em Sevastopol. Neste trecho, já é possível entender mais detalhadamente como os instintos do Alien funcionam. Os residentes da estação estavam fortemente armados e ameaçando acertar qualquer um que se mexesse. Realizar essa ação causa um tiroteio frenético, com todos os inimigos apontando as armas na direção do jogador. Mas o centro de todo o barulho vinha das armas nas mãos deles. Resultado? O Alien foi atraído e aniquilou todos os inimigos. Amanda Ripley consegue fugir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São tantos fatores que criam um senso de surpresa que chega a ser triste pensar que o mesmo não pode ser dito dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MNMAduVsqhQ"><span style="font-weight: 400;">androides</span></a><span style="font-weight: 400;">, também chamados de Working Joe. Pode soar irônico, mas esses personagens são extremamente mecânicos, engessados e previsíveis. Embora sejam lentos e fáceis de fugir, o jogo, às vezes, dependeu muito de </span><i><span style="font-weight: 400;">puzzles</span></i><span style="font-weight: 400;"> para alguns trechos com as presenças deles, já que as ferramentas disponíveis não davam conta da quantidade de inimigos. O jeito, muitas vezes, era deixar a personagem agachada e se mover conforme a rota programada dos robôs ou, até mesmo, correr e tentar evitar ser pega. </span></p>
<figure id="attachment_34436" aria-describedby="caption-attachment-34436" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34436" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-800x450.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. É uma imagem em close up da personagem Amanda Ripley. A engenheira está com um semblante preocupado e utilizando um equipamento na cabeça que inclui um microfone e uma lanterna, presos À cabeça por uma tiara prateada. Ela olha e conversa atentamente em direção a um computador que está fora do quadro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34436" class="wp-caption-text">Tal mãe, tal filha: Amanda Ripley também é uma final girl (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto não tão positivo é o mapa. Embora o radar possua uma espécie de bússola que guia o jogador para o objetivo, há diversos momentos que fica fácil se perder nas idas e vindas entre elevadores e transportes para outras partes da estação. É absolutamente admirável o quão bem feita e plausível é a </span><a href="https://www.thegamer.com/alien-isolations-retro-futuristic-art-isnt-just-pretty-it-makes-it-a-better-horror-game-too/"><span style="font-weight: 400;">arquitetura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do jogo, com os cenários não envelhecendo e sem problema algum na questão gráfica, mesmo anos depois. Ainda assim, a criação de um labirinto pode até ser um conceito bom para aumentar a tensão de se perder com um bicho bem pior que um minotauro te perseguindo. Todavia, em momentos mais monótonos da história pode gerar, sim, uma frustração quando o mapa não oferece indicações claras. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, possui boas performances nas </span><i><span style="font-weight: 400;">cutscenes</span></i><span style="font-weight: 400;">, isto é, as cenas que são inseridas para conectar as fases do jogo e avançar na trama principal. São esses os momentos em que outros personagens começam a aparecer, como o paranóico Axel (Matheus Carrieri), o injustiçado Samuels (Paulo Ávila) e o delegado extremamente suspeito Waits (Hélio Vaccari). Nenhum desses personagens particularmente encanta, mas conseguem alcançar o nível de dramaticidade necessário em momentos marcantes. Nesse sentido, a narrativa acaba em uma situação complicada: para poder causar a sensação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eByJAmVXb5E"><span style="font-weight: 400;">isolamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela jogabilidade, diálogos para quebrar o silêncio não são exatamente recorrentes. </span></p>
<figure id="attachment_34437" aria-describedby="caption-attachment-34437" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34437" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6-800x450.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Trata-se de uma cena na visão de Amanda Ripley. As bordas da imagem são curvas e tampadas e toda a imagem é repleta de reflexos de luz, pois Ripley está utilizando um capacete espacial. Na frente dela, quatro xenomorfos avançam em direção a ela. Todos estão com as bocas abertas, revelando uma segunda boca com os mesmos dentes brilhantes de dentro dela no lugar da língua. Em planos mais distantes, explosões e outros planetas no espaço são visíveis." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34437" class="wp-caption-text">Alien: Isolation não poupa esforços para aproveitar o melhor do terror que a franquia tem a oferecer (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A personagem de </span><a href="https://open.spotify.com/episode/58z3dADliQroPaxBbU5c9a?si=44f573f2e0c24e7f"><span style="font-weight: 400;">Amanda Ripley</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Fernanda Bullara), inclusive, poderia se tornar menos interessante justamente por conta desse silêncio constante. Felizmente, isso não acontece. Em diversos momentos, é possível perceber como ela se demonstra uma personagem criativa, extremamente capacitada e bastante direta com os outros, pois sabe que não tem tempo a perder. Amanda parece muito com a própria mãe, obviamente, mas possui uma camada maior causada pelo </span><a href="https://www.denofgeek.com/movies/alien-romulus-confirms-isolation-game-canon-making-timeline-sinister/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca processado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, dá a impressão de que ela já chega na aventura esperando algo de errado. A personagem segue o conceito apresentado em </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a816268/robert-kirkman-walking-dead-zombie-explanation/"><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de que os protagonistas nunca viram nada parecido com zumbis, nem mesmo em filmes, e, por isso, sentem medo genuíno. Amanda Riley é uma personagem que nunca viu o Xenomorfo até o começo da história; no entanto, tem certeza, assim que o vê, que é a criatura mais </span><a href="https://www.gamespot.com/articles/alien-isolation-is-still-an-unmatched-horror-experience/1100-6453861/"><span style="font-weight: 400;">mortífera</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história do universo. É isso que a salva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É essa mesma sensação de completa vulnerabilidade, mas ao mesmo tempo de empoderamento e determinação diante do desconhecido, que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma experiência eufórica para quem joga também. Toda a gama de sentimentos possíveis sentida pela protagonista são transmitidas para quem está segurando o controle. Se o Alien é o organismo perfeito, a sensação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qjju9VFeAgs"><span style="font-weight: 400;">conseguir escapar</span></a><span style="font-weight: 400;"> utilizando poucos recursos, escondendo-se estrategicamente e utilizando ferramentas de forma criativa, causa um alívio que </span><a href="https://www.dailysabah.com/life/game-over-man-why-alien-isolation-thrives-where-most-games-fail/news"><span style="font-weight: 400;">poucos jogos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de terror conseguem oferecer. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um deles, mesmo 10 anos depois.</span></p>
<figure id="attachment_34438" aria-describedby="caption-attachment-34438" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34438" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-7-800x499.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Da esquerda para a direita, há um sensor de movimento improvisado com um sensor de LED azul de duas barras e coberto de fitas adesivas. No centro da imagem, mais ao fundo, há um alienígena de quatro patas e membros bastante finos andando e prestes a atacar. O cenário é ao ar livre, à noite, em um chão gramado com uma árvore À direita e uma estrutura metálica à esquerda" width="800" height="499" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-7-800x499.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-7-768x479.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-7.png 912w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34438" class="wp-caption-text">A Silent Place: The Road Ahead copia? Copia, sim, mas não faz igual (Foto: Saber Interactive)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, continuações espirituais – e bastante promissoras – inspiradas no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> começaram a ser produzidas. Um jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">VR </span></i><span style="font-weight: 400;">que está para ser lançado</span> <span style="font-weight: 400;">chamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gvKEwEoreI0"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Rogue Incursion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, parece utilizar muitos elementos parecidos. Inclusive, demora aproximadamente cinco segundos lendo os comentários dos </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jFQJ8jXH_4"><i><span style="font-weight: 400;">A Quiet Place: The Road Ahead</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), inspirado na franquia </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-parte-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), para encontrar comparações com o </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outra experiência que está por vir é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UinsNBOTNyU"><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic Park: Survivor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que aplica a fórmula em um cenário que também se passa bem próximo dos acontecimentos do clássico de 1993, dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/jurassic-park-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">Steven Spielberg</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessas influências mais óbvias, pode-se dizer que </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve seus toques em outros jogos como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XGVxlblxW84&amp;t=164s"><i><span style="font-weight: 400;">Prey</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017) e</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZDrHpmkL4rY"><i><span style="font-weight: 400;">Amnesia: The Bunker</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023).</span> <span style="font-weight: 400;">Até mesmo Fede Alvarez, diretor do recentemente aclamado </span><a href="https://www.inverse.com/gaming/alien-isolation-game-romulus-easter-egg"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Romulus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), revelou ter jogado o </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> perto do lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Breath </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013)</span> <span style="font-weight: 400;">e gostou do quanto o </span><a href="https://www.cinemablend.com/movies/how-alien-romulus-influenced-fan-favorite-game-isolation"><span style="font-weight: 400;">Xenomorfo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os </span><a href="https://variety.com/2024/artisans/news/alien-romulus-cinematographer-galo-olivares-chestbursting-scene-1236117157/"><span style="font-weight: 400;">cenários</span></a><span style="font-weight: 400;"> inspirados na Nostromo ainda podiam aterrorizar nos dias de hoje. Felizmente, mesmo após uma década, a aventura infernal de Amanda Ripley ganhou um </span><a href="https://www.pcgamesn.com/alien-isolation/steam-player-spike-romulus"><span style="font-weight: 400;">aumento de 328%</span></a><span style="font-weight: 400;"> na quantidade de jogadores simultâneos na </span><i><span style="font-weight: 400;">Steam</span></i><span style="font-weight: 400;">. De certa forma, se </span><a href="https://www.cbr.com/alien-isolation-inspired-alien-romulus/"><span style="font-weight: 400;">Alvarez</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi influenciado, agora é a obra dele que inspira uma série de pessoas a revisitar ou, até mesmo, experienciar esse jogo pela primeira vez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a surpresa e alegria de muitos fãs, justamente na data de comemoração dos 10 anos do jogo, o diretor criativo Al Hope anunciou nas redes sociais que uma </span><a href="https://br.ign.com/alien-isolation/130827/news/alien-isolation-2-existe-em-comemoracao-a-aniversario-de-10-anos-do-game-estudio-anuncia-continuacao"><span style="font-weight: 400;">sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> está em desenvolvimento. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Creative Assembly</span></i><span style="font-weight: 400;"> será, novamente, a desenvolvedora encarregada. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">teve, para o choque de muitos, uma  continuação oficial anos atrás: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L5wcbLq1ny0"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Blackout</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019). Todavia, trata-se de um jogo para o celular e nos moldes da </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Five Nights at Freddy’s </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014). O </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">foi desativado e não está mais disponível nas plataformas de aplicativos. Agora, basta esperar para ver se a próxima aventura de Amanda Ripley vai fazer jus ao primeiro capítulo e expandir as pontas soltas, mecânicas e potenciais narrativas e tecnologias que podem oferecer mais uma experiência inesquecível.</span></p>
<figure id="attachment_34439" aria-describedby="caption-attachment-34439" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34439" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-800x449.jpg" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. No centro da imagem há a silhueta de uma mulher de cabelos longos e enrolados. Ela utiliza uma regata e uma calça estilo cargo. Ao redor dela, um corredor cilíndrico cheio de cabos metálicoscanos e vigas a cercam. Há uma fonte de luz amarela forte vindo da frente da personagem, permitindo observar somente a silhueta aterrorizada e andando furtivamente." width="800" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-1200x674.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34439" class="wp-caption-text">Tanto Alien: Romulus quanto Alien: Isolation se passam cronologicamente entre o primeiro e segundo filmes (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma geral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue trazer essa ‘ansiedade boa’ que somente as melhores obras do Terror oferecem. É o tipo de experiência que pode levar o </span><a href="https://howlongtobeat.com/game/16638"><span style="font-weight: 400;">dobro de tempo</span></a><span style="font-weight: 400;"> para quem sente medo até de correr em jogos do gênero para não chamar a atenção. Ainda assim, não há quem não sinta o tempo passar desfrutando dessa obra. Chega a ser impossível, depois de passar por tanta tensão, não esboçar um sorriso quando finalmente se desbloqueia o lança-chamas. Apesar de todo o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9SFyHg_pRU0"><span style="font-weight: 400;">estresse</span></a><span style="font-weight: 400;"> sentido por Amanda Ripley, o alívio quando o monstro vai embora também é sentido por quem segura o controle. Os sustos também, é claro. Muitos, muitos, muitos sustos mesmo.</span></p>
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		<title>Ubu, Shakespeare, o Teatro e a Comédia</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Oct 2024 19:00:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes A adaptação da peça Ubu Rei, distribuída pela Medeia Filmes Cinemas, chegou sem muito alarde na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo  como parte da seção Perspectiva Internacional, captando poucas pessoas para suas sessões. No entanto, aqueles que deram a chance para a obra de Paulo Abreu viram um dos filmes &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ubu-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ubu, Shakespeare, o Teatro e a Comédia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34223" aria-describedby="caption-attachment-34223" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34223" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/UBU-1-800x450.jpg" alt="Cena do filme Ubu. Imagem em preto e branco. A fotografia capta apenas dos ombros para cima de Ubu. Ubu está no centro vestindo uma armadura. Ele está usando o elmo, mas está com a sua frente levantada, expondo o rosto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/UBU-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/UBU-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/UBU-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/UBU-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/UBU-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/UBU-1.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34223" class="wp-caption-text">O filme é uma adaptação da peça Ubu Rei, de Alfred Jarry (Foto: Uma Pedra no Sapato)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Moraes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação da peça </span><a href="https://select.art.br/ubu-rei-um-tratado-sobre-nossos-tempos/"><i><span style="font-weight: 400;">Ubu Rei</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, distribuída pela Medeia Filmes Cinemas,</span> <span style="font-weight: 400;">chegou sem muito alarde na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">  como parte da seção Perspectiva Internacional, captando poucas pessoas para suas sessões. No entanto, aqueles que deram a chance para a obra de Paulo Abreu viram um dos filmes mais divertidos do evento. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ubu </span></i><span style="font-weight: 400;">fez a sessão gargalhar com a teatralidade cômica satírica e escrachada, que flerta com o teatro Shakespeariano.</span></p>
<p><span id="more-34222"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, a obra se parece muito com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jxizq3H6mE0"><i><span style="font-weight: 400;">Hamlet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://portalconteudoaberto.com.br/clique-literario/william-shakespeare/"><span style="font-weight: 400;">Shakespeare</span></a><span style="font-weight: 400;">, pela traição ao Rei, a aparição de fantasmas e a promessa de vingança do filho com a morte do pai. Todavia, ele subverte a lógica e foca seu olhar no vilão, para mostrá-lo como uma caricatura. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ubu</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma representação debochada dos aristocratas; transforma essas figuras poderosas em toscas, burras e ridículas. Pode até parecer que isso é uma mera galhofa ou uma crítica vazia, mas a verdade é que essas representações eram uma das poucas formas de retaliação do povo. A série </span><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones </span></i><span style="font-weight: 400;">também conseguiu transmitir muito bem essa ideia, ao retratar um teatro que parodiava a própria realeza e suas intrigas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A teatralidade que Paulo Abreu emprega no filme dá a tônica à toda a obra. As atuações afetadas de Miguel Loureiro e Isabel Abreu carregam a comicidade através da tosquice que tenta disfarçar uma elegância real. Lembra bastante as atuações em </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/almanaque/comedia-lendaria-10-fatos-inusitados-sobre-monty-python-em-busca-do-calice-sagrado.phtml"><i><span style="font-weight: 400;">Monty Python</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com personagens que falam de uma maneira muito fina, contudo, em seu conteúdo, são carregados de bobagens. Os atores são muito expressivos tanto em suas fisionomias, quanto com seus corpos, o que só reforça essa raiz teatral.</span></p>
<figure id="attachment_34224" aria-describedby="caption-attachment-34224" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34224" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Ubu-2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Ubu. A imagem mostra um espelho que reflete Ubu e a Senhora Ubu. Ela está com um chapéu e uma manta preta que cobre todo o seu corpo, deixando de fora, apenas, o seu rosto. Ubu está com uma manta preta aberta no meio, e por dentro uma roupa branca. Ele está colocando a coroa em si mesmo, enquanto ela observa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Ubu-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Ubu-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Ubu-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Ubu-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Ubu-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Ubu-2.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34224" class="wp-caption-text">Paulo Abreu já trabalhou com Jorge Quintela anteriormente (Foto: Uma Pedra no Sapato)</figcaption></figure>
<p><a href="https://tribunadocinema.com/ubu-de-paulo-abreu-sai-um-epico-de-tamanho-xs/"><span style="font-weight: 400;">Abreu</span></a><span style="font-weight: 400;"> é muito sarcástico até na escolha dos elementos do filme. A opção por uma fotografia em preto e branco não é aleatória; ela carrega por si só o estereótipo de filme </span><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, o fotógrafo do filme, Jorge Quintela, dá um passo a mais ao aumentar o contraste das imagens, tornando mais expressiva, mas também dando contornos mais épicos ao protagonista, algo que irá se contrapor com o jeito galhofa do filme e o comportamento bobo do Ubu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode parecer fácil fazer um filme assumidamente tosco, no entanto é preciso ter muito cuidado para não cair numa ‘bobajada’ sem sentido que busca apenas o riso fácil. O longa ainda consegue lidar com os </span><a href="https://www.todamateria.com.br/texto-teatral/#:~:text=A%20linguagem%20teatral%20%C3%A9%20expressiva,resolvido%20no%20decorrer%20dos%20fatos"><span style="font-weight: 400;">aspectos do teatro</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem esquecer que está se encarregando de uma linguagem diferente. Se diferenciando da maioria dos filmes da Mostra, que são densos, sérios e lentos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ubu </span></i><span style="font-weight: 400;">é o Cinema galhofa, dinâmico, sem deixar de ser requintado em sua forma cinematográfica.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="UBU de Paulo Abreu (2023) – trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/eHtLvmzVdNc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Mais talentosos que Tom Ripley, só mesmo a direção, produção e o elenco da série</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 17:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Dias Siqueira Alguns tipos de pessoas nos chocam pela insensibilidade, por não apresentarem remorso e por causarem mal a qualquer um que não lhes sirva um propósito. Em Ripley, série de suspense neo-noir da Netflix, acabamos hipnotizados por um estranho sujeito que se encaixa nessas categorias. Porém, isso não significa que Thomas Ripley, um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ripley-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mais talentosos que Tom Ripley, só mesmo a direção, produção e o elenco da série"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33739" aria-describedby="caption-attachment-33739" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33739" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-800x450.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024).Tom Ripley (Andrew Scott) se olha no espelho. A imagem está em preto e branco, Tom é um homem branco de meia idade, veste um paletó e uma camisa branca, ao redor dele há uma mesinha com objetos, acima dela o espelho, e na parede ao lado alguns quadros." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33739" class="wp-caption-text">Tom Ripley é um sujeito malandro, porém, não muito sociável (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns tipos de pessoas nos chocam pela insensibilidade, por não apresentarem remorso e por causarem mal a qualquer um que não lhes sirva um propósito. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4PrLuTxp6z8"><i><span style="font-weight: 400;">Ripley</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série de suspense </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acabamos hipnotizados por um estranho sujeito que se encaixa nessas categorias. Porém, isso não significa que Thomas Ripley, um contador “</span><i><span style="font-weight: 400;">difícil de se achar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, que se esgueira pelas ruas sujas de uma Nova York da década de 1960, seja um vilão carismático – para falar a verdade, ele é antipático e amargo de uma forma irremediável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que nos captura em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ripley</span></i><span style="font-weight: 400;"> são as situações que se enrolam nas pernas do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MyXh2Fikgj4"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado por </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/andrew-scott-fala-de-golpista-em-ripley-todos-conhecem-alguem-assim"><span style="font-weight: 400;">Andrew Scott</span></a><span style="font-weight: 400;">, como teias de aranha. Ele tem que dominar  a situação e o faz com absoluta maestria. Desde quando é abordado por um detetive particular em um bar, Tom consegue dar todas as respostas certas. O problema é que pessoas comuns não dão apenas respostas certas. A falsidade das poucas emoções que o norte-americano consegue simular não convence a todos.</span></p>
<p><span id="more-33734"></span></p>
<figure id="attachment_33738" aria-describedby="caption-attachment-33738" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33738" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-800x450.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024). Dickie (Johnny Flynn) e Marge (Dakota Fanning) estão deitados em uma praia, ambos vestem roupas brancas e leves. O mar está na parte inferior da cena." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33738" class="wp-caption-text">Dickie e Marge são bon-vivants que não têm grandes preocupações; a ingenuidade de Dickie é perigosa perto de Tom (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro a desconfiar do fingimento é o Sr. Hebert Greenleaf (Kenneth Lonergan), um industrial riquíssimo, porém, desesperado para reencontrar o próprio filho, Richard, o Dickie, que vive como um artista amador na Europa. O empresário não pensa duas vezes em enviar Tom para Atrani, um vilarejo no sul da Itália. Embora ele saiba que não é prudente confiar em uma pessoa com esse tipo de índole, ele espera que a lábia do </span><a href="https://musicaecinema.com.br/tom-ripley-existiu-quem-foi-ele-na-vida-real/"><span style="font-weight: 400;">vigarista</span></a><span style="font-weight: 400;"> convença Dickie a voltar para casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dickie (</span><a href="https://www.anothermag.com/design-living/15551/johnny-flynn-ripley-interview-andrew-scott"><span style="font-weight: 400;">Johnny Flynn</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um playboy completamente ludibriado com a vida fácil que leva, transitando entre tardes tomando sol na praia e viagens para esquiar com os amigos. O que um sociopata como Tom enxerga é uma presa fácil, uma oportunidade de lucro que, para ele, desperdiçar seria uma falta de inteligência severa. A partir do primeiro encontro, o golpista elabora um plano básico. Ele não tem todos os detalhes em mente e, talvez, seja isso que deixe essa empreitada realizável, mas o amigo de Dickie, Freddie Miles (</span><a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/eliot-sumner-ripley-interview"><span style="font-weight: 400;">Eliot Sumner</span></a><span style="font-weight: 400;">),  e a namorada Marge (Dakota Fanning), são duas pedras firmes e intransigentes no caminho de Tom. Eles ditam cada passo que o estelionatário deve tomar caso deseje escapar ileso e muito rico.</span></p>
<figure id="attachment_33737" aria-describedby="caption-attachment-33737" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33737" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-800x533.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024).Tom sobe uma escada que se bifurca, ele está no centro da imagem, formando uma foto simétrica, acima de sua cabeça há um vitral, em uma parede bem desgastada." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33737" class="wp-caption-text">As escadarias de Atrani são como os planos de Tom, cheias de desvios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é guiada, em boa parte, pela toada das desconfianças não declaradas. É como se Tom e os outros personagens, especialmente o inspetor de polícia de Roma, interpretado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1QZnyaNHUy0"><span style="font-weight: 400;">Maurizio Lombardi</span></a><span style="font-weight: 400;">, dançassem alguma espécie de tango: um dá um passo à frente e o outro recua, sucessivamente. Essa movimentação começa a ficar cada vez mais tensa à medida em que descobrimos do que Thomas é capaz; muitas vezes, ele parece um pouco surpreso com o que fez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as atuações, destacam-se </span><a href="https://stealthelook.com.br/conversamos-com-dakota-fanning-sobre-a-nova-serie-da-netflix-ripley/"><span style="font-weight: 400;">Dakota Fanning</span></a><span style="font-weight: 400;">, Maurizio Lombardi e Andrew Scott. Marge, personagem de Fanning, sabe flutuar perfeitamente entre a desconfiança e um certo encantamento. Já Lombardi, mantém a postura impassível de quem sente um desprezo profundo, mas que, em momento algum, o demonstra verbalmente. Por fim,  o Tom de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Andrew+Scott"><span style="font-weight: 400;">Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um ápice de cinismo e de variedade, uma vez que ele simula mais de uma personalidade dentro de um único personagem, como uma atuação em dobro.</span></p>
<figure id="attachment_33736" aria-describedby="caption-attachment-33736" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33736" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-800x450.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024).Tom está em uma enorme igreja, a foto é um plano aberto onde é possível ver o altar ao fundo e vários detalhes barrocos nas paredes ao lado, com abóbadas e pilares." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33736" class="wp-caption-text">As catedrais e as imagens religiosas são parte não só do cenário, como também da narrativa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia da série é especialmente charmosa. Todos os planos nos corredores estreitos de Atrani sabem ser confusos e instigantes como um </span><a href="https://www.nga.gov/collection/art-object-page.54256.html"><span style="font-weight: 400;">quadro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://mcescher.com/"><span style="font-weight: 400;">MC Escher</span></a><span style="font-weight: 400;">, com escadarias que ora parecem subir, ora parecem descer. A beleza das paisagens se destaca no preto e branco que ajuda a dar profundidade no mar, nas catedrais – que são muito importantes para a trama –, e na própria noção de tempo. </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/robert-elswit"><span style="font-weight: 400;">Robert Elswit</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma visão genial sobre a combinação entre a arte renascentista italiana e a odisseia de Tom Ripley. Temas recorrentes como a culpa suprema do maior pecado bíblico são retratados de modo a imitar diversos quadros e esculturas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Talentoso Ripley</span></i><span style="font-weight: 400;">, livro escrito por </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/series/quem-foi-patricia-highsmith-autora-de-livro-que-inspirou-a-serie-ripley-da-netflix-nprec/"><span style="font-weight: 400;">Patricia Highsmith</span></a><span style="font-weight: 400;"> na década de 1950, é um marco cultural. Suas diversas adaptações – que vão desde o filme clássico franco-italiano de 1960, </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-sol-por-testemunha/"><i><span style="font-weight: 400;">O Sol Por Testemunha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por René Clément, até o longa de 1999 onde temos Matt Damon no papel de Tom –, são todas de bom gosto e cada uma interpreta o personagem a seu estilo. Por isso, a minissérie de Steven Zaillian não parece ter poupado despesas ou esforços para se destacar entre as demais obras.</span></p>
<figure id="attachment_33735" aria-describedby="caption-attachment-33735" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33735" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley5-800x533.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024) Thomas Ripley aparece em destaque na cena com um olhar preocupado. Atrás dele estão policiais uniformizados e uma viatura antiga, ele veste um casaco e uma camisa social branca." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley5.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33735" class="wp-caption-text">Tom dá um enorme trabalho para quem tenta investigar suas ‘falcatruas’, mas ele sofre bastante para conseguir isso (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o romance literário, por sua vez, é tão abrangente em sua influência na cultura popular, que chegou a ser uma das inspirações do filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2023), a série se reconhece como filha e herdeira de antepassados que flertaram entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e erudito. Talvez para os que tenham assistido aos anteriores, o roteiro de Steven Zaillian não se distingue tanto; o </span><a href="https://oglobo.globo.com/kogut/2024/04/ripley-serie-estrelada-por-andrew-scott-na-netflix-e-um-programao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">vigor</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série se dá fundamentalmente pelo seu modo de produção. Neste caso, a forma se destaca tanto quanto o conteúdo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra foi pensada desde o início como uma minissérie, algo agradável para aqueles que não gostam de conteúdo diluído e preferem todo o potencial de algo concentrado como numa xícara de café expresso. Mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Ripley</span></i><span style="font-weight: 400;"> merece uma continuação, uma vez que não deve ser surpresa, a esta altura, de que Tom é escorregadio como sabão e consegue se livrar de alguns impasses enquanto outros parecem jurar persegui-lo pelo resto de sua existência. A única coisa que poderia superar a primeira temporada do seriado, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_Ti_vY3KZdE"><span style="font-weight: 400;">beleza estética</span></a><span style="font-weight: 400;"> e engenhosidade de roteiro, seria uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/ripley-nova-serie-da-netflix-com-andrew-scott-pode-ganhar-2-temporada/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>Percy Jackson e os Olimpianos é fiel às suas origens, mas paga um preço alto por isso</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 15:36:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aryadne Xavier Adaptações são sempre um sonho e um medo para fãs de sagas literárias. Trazer à vida – nas telas de cinema ou por meio de streamings – personagens que, outrora, foram apenas vistos em palavras, gera um misto de ansiedade e receio, podendo ser um resultado muito bom ou algo desastroso. Essa experiência &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/percy-jackson-e-os-olimpianos-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Percy Jackson e os Olimpianos é fiel às suas origens, mas paga um preço alto por isso"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33721" aria-describedby="caption-attachment-33721" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33721" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img01-800x451.jpg" alt="Cena de Percy Jackson e os Olimpianos. Nela vemos, da esquerda para a direita: Annabeth Chase, uma jovem negra de tranças. Ela veste uma calça cinza, camiseta desbotada, camisa jeans e jaqueta roxa. Ao seu lado, Groove Underwood, um jovem indiano que veste calça cinza clara, camiseta amarela e jaqueta azul escura. E por fim, Percy Jackson, um jovem branco de cabelos cacheados loiros. Ele veste uma calça jeans, camiseta azul e camisa xadrez nas cores verde claro e branco. Todos estão lado a lado e Percy segura um bau de madeira. Ao fundo, uma floresta." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img01-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img01-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img01-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img01-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img01-2048x1154.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img01-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33721" class="wp-caption-text">19 anos após o lançamento de seu livro homônimo, Percy Jackson e os Olimpianos nos faz lembrar os motivos pelos quais nos apaixonamos pela saga (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Aryadne Xavier</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptações são sempre um sonho e um medo para fãs de sagas literárias. Trazer à vida – nas telas de cinema ou por meio de </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">– personagens que, outrora, foram apenas vistos em palavras, gera um misto de ansiedade e receio, podendo ser um resultado muito bom ou algo desastroso. Essa experiência perpassa pontos chaves como casar a fidelidade ao material original com a </span><a href="https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/download/2175-7917.2012v17n2p181/23272/88894#:~:text=Sobre%20a%20quest%C3%A3o%20da%20adapta%C3%A7%C3%A3o,que%20n%C3%A3o%20est%C3%A3o%20no%20livro."><span style="font-weight: 400;">mudança de mídia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, principalmente, fazer conversões que tenham lógica e respeitem o que já existe, se moldando e criando algo identificável para além do que já foi produzido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe um ditado que diz que ‘um é pouco, dois é bom, mas três é demais’. Em questão de adaptações, Rick Riordan fingiu não escutar a sabedoria popular e, com a firme decisão de reescrever a fama de sua saga ‘xodó’ no meio audiovisual, embarcou na produção da nova leva de episódios de uma das franquias mais populares entre os jovens nascidos nos anos 2000. Quando anunciada em </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2023/12/20/percy-jackson-esta-de-volta-em-serie-e-nova-trilogia-de-livros-para-jogar-os-filmes-no-lixo-da-historia-diz-rick-riordan.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Maio de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">, a ideia trouxe uma empolgação sem igual para a </span><i><span style="font-weight: 400;">fanbase</span></i><span style="font-weight: 400;"> já cansada de esperar e já calejada com decepções anteriores. Após dois filmes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vMOHaRuFtfc"><span style="font-weight: 400;">desempenhos desastrosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os fãs e crítica, e depois de três longos anos de espera, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson &amp; os Olimpianos </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou à </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">+ em oito generosos capítulos que cobrem todo o arco do primeiro livro da saga, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson e O Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-33720"></span></p>
<p><figure id="attachment_33722" aria-describedby="caption-attachment-33722" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33722" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img02-800x451.png" alt="Cena de Percy Jackson e os Olimpianos. Nela vemos Percy, um adolescente branco de cabelos loiros. Ele vesta uma camiseta laranja com uma estampa de um pégaso com os dizeres &quot;CAMP HALF BLOOD&quot; estilizado em letras gregas, e uma mochila em somente um dos ombros. Ele está olhando para cima e, ao fundo, há uma floresta" width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img02-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img02-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img02-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img02-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img02.png 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33722" class="wp-caption-text">Com a proposta de cobrir toda a primeira saga (Percy Jackson e os Olimpianos), a série chega com a promessa da renovação para mais quatro temporadas [Foto: Disney+]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Fiel ao livro, os </span><a href="https://www.papelpop.com/2022/04/percy-jackson-rick-riordan-fala-sobre-busca-por-atores-e-desenvolvimento-de-roteiros-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">oito episódios</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram responsáveis por cobrir 22 capítulos do material original. Por um lado, essa decisão se mostrou agradável, tapando falhas e entregando um dos maiores pedidos dos fãs após adaptações nada fiéis ao conteúdo original: uma história verossímil com aquilo que se pode ler nas páginas dos livros, incluindo o sutil detalhe dos nomes de episódios inspirados nos capítulos da obra base. Contudo, essa fixação em se manter igual teve também seus custos. Enquadrando a divisão dos livros na lógica básica do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série sofreu para comprimir longas aventuras em 40 minutos de filmagem, deixando um material final que, por vezes, cedia ao raso ou era apresentado rápido demais, quebrando a sensação de envolvimento que as páginas estendidas traziam ao leitor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro recurso que não funcionou tão bem foram os cortes secos e as muitas telas pretas, ferramentas de grande utilidade em momentos específicos para criar uma quebra durante a ação mas que, em excesso, se mostram entediantes ou, em alguns casos, irritantes. A falta de continuidade nas cenas causada pelo efeito poderia ser explicada pela antecipação criada ao precisar virar a </span><a href="https://blogs.correiobraziliense.com.br/proximocapitulo/percy-jackson-estreia-como-serie-e-foca-na-fidelidade-aos-livros/"><span style="font-weight: 400;">página de um livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou começar o próximo capítulo, contudo, no audiovisual, outros recursos poderiam ser utilizados, trazendo uma linguagem própria e melhor adaptada ao contexto. De certa forma, o escape de pós-produção para trocar de um cenário para outro rapidamente passa um ar de intervalo comercial ou, no pior dos casos, esmaga as expectativas ao fragmentar a ansiedade pelo que pode vir a seguir, passando sem nenhum impacto.</span></p>
<figure id="attachment_33723" aria-describedby="caption-attachment-33723" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33723" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img03-800x533.jpg" alt="Foto do elenco de Percy Jackson e os Olimpianos. Nela, vemos, da esquerda para direita: Leah Sava Jeffries, uma adolescente negra de cabelo trançado. Ela veste um moletom roxo. Walker Scobbel, um adolescente branco de cabelos loiros cacheados. Ele veste um moletom cinza e Aryan Simhadri, um jovem indiano de cabelos pretos e que veste um moletom azul. Atrás deles está o autor Rick Riordan, um homem branco de cabelos brancos. Ele veste um sueter cinza. Ao fundo, uma parede na cor creme." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img03-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img03-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img03-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/img03.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33723" class="wp-caption-text">No elenco, se encontra o maior acerto da história: um carisma sem igual e um protagonista que cumpre com todas as expectativas (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O acerto mais louvável de toda a equipe, no entanto, se deve a escolha muito assertiva do </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/percy-jackson-e-os-olimpianos-curiosidades-bastidores-serie-livros"><span style="font-weight: 400;">trio de atores</span></a><span style="font-weight: 400;"> principais. Representando o protagonista – que por anos foi retratado com o rosto de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/259189-percy-jackson-logan-lerman-comenta-possivel-retorno-serie.htm"><span style="font-weight: 400;">Logan Lerman</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, </span><span style="font-weight: 400;">Walker Scobell entrega carisma e atuação correspondentes a um adolescente descobrindo ser um semideus enquanto lida com seus problemas na escola, saudade da mãe e todos as novas questões que surgem com sua mudança para o Acampamento Meio-Sangue. Leah Sava Jeffries, que vive a protagonista Annabeth Chase, encarna o humor e personalidade da personagem, enquanto Aryan Simhadri, que vive o sátiro Grover Underwood, equilibra seus momentos de bondade com força em uma atu</span><span style="font-weight: 400;">ação balanceada. Separados, cada um consegue brilhar à sua maneira, mas quando juntos, os três conseguem ser mais convincentes do que seriam as figuras imaginadas por nós nas páginas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/series-e-tv/rick-riordan-ja-esta-escrevendo-2a-temporada-de-percy-jackson"><span style="font-weight: 400;">mudança</span></a> <span style="font-weight: 400;">na escalação do time de atores e a fidelização ao conteúdo do livro também teve suas consequências. Se uma nova parcela de crianças e adolescentes foi alcançada pela série pela primeira vez, os fãs mais antigos, que acompanharam o lançamento das duas adaptações prévias, tiveram seus desapontamentos ao receberem um seriado que segue parada em alguns momentos e que corta toda a tensão e expansão da violência, junto de outros elementos gráficos. </span><span style="font-weight: 400;">Entre erros e acertos, a obra demonstra maturidade ao assumir o que sempre foi: uma história vivida por e destinada para adolescentes, sem pretensão alguma de agradar aos demais.</span></p>
<figure id="attachment_33724" aria-describedby="caption-attachment-33724" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33724" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-800x474.png" alt="Cena de Percy Jackson e os Olimpianos. Nela, vemos da esquerda para a direita: Groove, um jove indiano de cabelos pretos, Annabeth, uma jovem negra de cabelos trançados e Percy, um jovem branco de cabelos loiros cacheados. Eles estão com as mesmas ester da primeira imagem e estão em uma floresta com uma forte névoa." width="800" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-800x474.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-1024x607.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-768x455.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-1536x910.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-1200x711.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33724" class="wp-caption-text">Apesar do sabor agridoce entre os fãs e espectadores do projeto, a série termina com fôlego e disposta a continuar (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson e Os Olimpianos</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega ao final da primeira temporada e de seu grande momento de estreia com o saldo de um bom (re)começo. Mesmo perdendo um pouco da linguagem ácida, por vezes, presente no material escrito, a adaptação se mostra fiel e começa a construir, em pequenos tijolos, o que a saga se tornou após longos cinco livros. Não sendo e, muito menos, pretendendo alcançar alto nível no meio audiovisual, a série faz bem o básico e entrega um produto aprazível, mostrando mais acertos do que erros e, apesar de ainda existirem tropeços, pode-se varrê-los para debaixo do tapete e olhar com expectativa para tudo que o novo projeto </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/series-e-tv/rick-riordan-ja-esta-escrevendo-2a-temporada-de-percy-jackson"><span style="font-weight: 400;">ainda pode entregar</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>Controvérsias interferem em Bohemian Rhapsody, mas Queen e seu astro sustentam a produção com brilhantismo</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 17:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gustavo Alexandreli No meio cinematográfico, adaptar ou recontar uma história já existente no mundo real pode ser uma tarefa árdua. Em Bohemian Rhapsody, lançado em Novembro de 2018, a dupla direção de Bryan Singer – demitido próximo ao fim da produção – e Dexter Fletcher teve o desafio elevado a um patamar extremamente alto: contar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bohemian-rapsody-aniversario-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Controvérsias interferem em Bohemian Rhapsody, mas Queen e seu astro sustentam a produção com brilhantismo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-32401" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1.jpeg" alt="" width="768" height="432" /></p>
<p><b><br />
Gustavo Alexandreli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio cinematográfico, adaptar ou recontar uma história já existente no mundo real pode ser uma tarefa árdua. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em Novembro de 2018, a dupla direção de Bryan Singer – </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/bryan-singer-e-demitido-de-filme-sobre-queen-apos-ausencia-e-briga-com-ator.ghtml"><span style="font-weight: 400;">demitido próximo ao fim da produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> – e Dexter Fletcher teve o desafio elevado a um patamar extremamente alto: contar a trajetória de Freddie Mercury, um dos maiores nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, e da banda Queen, responsável por inúmeros clássicos e </span><a href="https://queennet.com.br/28/02/2023/noticias/curiosidades/conheca-as-5-musicas-do-queen-que-ultrapassaram-os-5-bilhoes-de-transmissoes-no-spotify/"><span style="font-weight: 400;">números expressivos</span></a><span style="font-weight: 400;"> no cenário musical.</span></p>
<p><span id="more-32391"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pouco mais de duas horas de produção, Rami Malek, intérprete do astro, e o trio restante da banda</span> <span style="font-weight: 400;">conseguem permear pontos de extrema sensibilidade da vida real de Mercury e seu entorno. A interpretação, que acompanha também a agitação do cantor, não esquece a dramaticidade necessária para encantar aqueles que foram ao cinema e somaram mais de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/streaming/star-plus/bohemian-rhapsody-filme-de-freddie-mercury-deu-prejuizo-de-r-280-milhoes/"><span style="font-weight: 400;">910 milhões de dólares</span></a><span style="font-weight: 400;"> na bilheteria, ou os que ainda hoje acompanham a jornada no</span><i><span style="font-weight: 400;"> streaming.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/GryRsVhOvxo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não à toa, no caso de Malek, a atuação lhe rendeu o </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2019/noticia/2019/02/25/rami-malek-vence-o-oscar-de-melhor-ator-por-bohemian-rhapsody.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Ator</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano de 2019. Contudo, este não é o único ponto alto a se destacar no filme: sem dúvidas, a trilha sonora fala por si só. Produzida por Brian May e Roger Taylor, as faixas presentes no longa incluem a banda Smile, formada pelos artistas antes do Queen, além de apresentar versões nunca antes lançadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também contemplada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, com os prêmios de Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som, os diversos sucessos e a forma como são introduzidos animam os espectadores, que podem acompanhar com palmas e batidas o ritmo de produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Will We Rock You</span></i><span style="font-weight: 400;">. O</span><span style="font-weight: 400;">u até mesmo, interagir com o astro em sua triunfal apresentação no Live Aid – desfecho do longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, as escolhas, tão acertadas, também revelam um ajuste aparentemente improvisado dentro da produção. Considerando a adaptação, é fato que o livre rearranjo do enredo, assinado por Anthony McCarten, deve ser usado, mas o desencontro de datas e outras <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2018/11/17/bohemian-rhapsody-5-diferencas-entre-o-filme-e-a-vida-real-de-freddie-mercury-e-do-queen.ghtml">desconexões entre o mundo real e o cinematográfico</a>, evidenciam uma escolha controversa na abordagem dos fatos – e desapontam fãs metódicos da banda.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-32402" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-X.jpeg" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os encaixes na linha temporal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i><span style="font-weight: 400;"> são variados. A confusão cronológica pode ser percebida desde a época em que Freddie descobre o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/por-que-freddie-mercury-demorou-tanto-tempo-para-revelar-que-tinha-aids/"><span style="font-weight: 400;">diagnóstico de HIV</span></a><span style="font-weight: 400;">, no ano de 1987, assim como em datas simples, vide lançamentos de músicas, ou até mesmo na forma como a produção distancia eventos próximos como o Live Aid e o Rock In Rio. Ambos os shows ocorreram no mesmo ano, mas são retratados, respectivamente, como o desfecho e um evento médio na narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, nenhum dos pontos citados causa grande prejuízo. Levando em conta a opção de liberdade temporal exercida, as alterações contribuem para a chegada no forte desfecho de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i><span style="font-weight: 400;">:</span> <span style="font-weight: 400;">o imenso espetáculo Live Aid com uma performance forte de Freddie expõe um final animado e intenso ao grupo musical. No entanto, ainda assim, são evidentes as escolhas controversas em uma das </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/bohemian-rhapsody-filme-se-torna-a-cinebiografia-musical-mais-lucrativa-de-todos-os-tempos/"><span style="font-weight: 400;">maiores cinebiografias</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história do Cinema &#8211; em suma, o enredo não segue fielmente a cronologia dos fatos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhada deste elemento, ainda é necessário destacar que a obra também falha em aspectos relacionados à profundidade do conjunto musical e da própria narrativa de Freddie Mercury. Tratando-se de grandes compositores, a </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/30/album/1540898108_702250.html"><span style="font-weight: 400;">produção das canções</span></a><span style="font-weight: 400;"> no filme ocorre, em sua maioria, de maneira rápida e espontânea, haja vista que na realidade a tarefa era mais complexa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/o-0ygW-B_gI?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda focado nas escolhas narrativas, a forma com que a sexualidade de Freddie Mercury é abordada causa desgastes. Isto porque a trama foca na relação com </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-46187480"><span style="font-weight: 400;">Mary Austin</span></a><span style="font-weight: 400;"> e suprime a presença de Jim Hutton na vida do </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a afirmação trazida de que o cantor não era bissexual, mas gay, também oculta uma terceira relação do vocalista – impondo um curso menos abrangente na construção da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, um empecilho ainda maior deixa um sentido ambíguo na história: a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/queen-teria-se-separado-se-nao-fosse-por-freddie-mercury-diz-brian-may/"><span style="font-weight: 400;">separação do Queen</span></a><span style="font-weight: 400;">. Este movimento nunca ocorreu. Partindo deste marco, é necessário ressaltar que a banda teve, sim, um período de férias em suas composições e gravações, justamente para a realização do disco solo de Mercury. No entanto, não uma ruptura culposa do artista principal como induz a abordagem utilizada no longa-metragem.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vbvyNnw8Qjg?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, isso não torna o filme dispensável. Assim como se traduzem nos números de bilheteria, o interesse por uma das maiores bandas da história e a sequência de destaques positivos em aspectos ligados essencialmente à Sétima Arte, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda se mantém com uma história forte com momentos emocionantes e </span><a href="https://youtu.be/o-0ygW-B_gI?si=0FtCUO4Hd-lM4F_c"><span style="font-weight: 400;">apresentações nostálgicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> após anos de seu lançamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos fãs das performances de </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/freddie-mercury-estudo-comprova-que-voz-do-queen-era-um-fenomeno-incomum"><span style="font-weight: 400;">Mercury e de sua voz marcante</span></a><span style="font-weight: 400;">, Malek cumpre com maestria seu papel e entrega um tributo à altura do astro. Àqueles que buscam o fenômeno de Queen e poder se arrepiar com uma história marcante da banda, a narrativa também atende o esperado. Contudo, a consciência de receber uma trama rearranjada ao encarar as duas horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i><span style="font-weight: 400;"> garante uma melhor experiência e, até mesmo, interpretação do que realmente ocorreu com o quarteto do icônico grupo musical.</span></p>
<p><a href="http://iframe%20style=border-radius:12px%20src=https://open.spotify.com/embed/album/6i6folBtxKV28WX3msQ4FE?utm_source=generator%20width=100%%20height=352%20frameBorder=0%20allowfullscreen=%20allow=autoplay;%20clipboard-write;%20encrypted-media;%20fullscreen;%20picture-in-picture%20loading=lazy/iframe"><iframe loading="lazy" style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/album/6i6folBtxKV28WX3msQ4FE?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></a></p>
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		<title>Heartstopper, meu coração é que para por você!</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 17:24:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto Uma caneta estoura manchando as mãos de um garoto, o tom de azul cintila e deixa no ar aquela típica reação envergonhada acompanhada de um sorrisinho de canto. É essa a cena que dá o tom de toda a narrativa carregada por Heartstopper: coisas sobre as quais não se tem controle e deixam &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Heartstopper, meu coração é que para por você!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31282" aria-describedby="caption-attachment-31282" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31282" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Nick Nelson e Charlie Spring. Nick é um homem branco de cabelos lisos e loiros, ele veste uma calça de moletom cinza, uma camiseta azul e um casaco marrom. Charlie é um homem birracial de cabelos ondulados e pretos, ele veste uma calça preta, camiseta azul, casaco preto e uma touca marrom. Os dois estão deitados na neve. A cachorra Nelie está entre os dois, ela tem pelagem marrom e branca. Bolas de neve ilustradas aparecem nas bordas da imagem." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31282" class="wp-caption-text">Com um quê de conto de fadas, Heartstopper foi lançada pela Netflix em Agosto de 2022 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma caneta estoura manchando as mãos de um garoto, o tom de azul cintila e deixa no ar aquela típica reação envergonhada acompanhada de um sorrisinho de canto. É essa a cena que dá o tom de toda a narrativa carregada por </span><a href="https://youtu.be/WAyzERc19Rk"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: coisas sobre as quais não se tem controle e deixam marcas difíceis de tirar. O garoto é Nick Nelson, interesse romântico de Charlie Spring, e os dois formam o tipo de casal que nunca daria certo. Um jogador de rugby popular e um jovem doce e sensível? Impossível. Mas na 1ª temporada da série lançada em 2022 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, o inesperado é dono de um protagonismo apaixonante. </span></p>
<p><span id="more-31281"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrariando a maior parte das narrativas LGBTQIA+ do mercado, a obra – inspirada nas </span><a href="https://osmelhoreslivros.com.br/heartstopper-ordem/"><span style="font-weight: 400;">HQs</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alice Oseman – escolhe retratar os conflitos com a sexualidade e os momentos de autodescoberta com a leveza de uma brisa que carrega as folhas soltas no outono. Não é como se os enredos que deixam a violência e as retaliações em foco estejam errados &#8211; infelizmente, eles são muito fidedignos. No entanto, a produção nos guia por outro caminho; um em que jovens </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> têm o direito de sonhar com um romance clichê na adolescência.     </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hTyXVn9t0ig?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os meninos estudam juntos no colégio de Truham, onde apenas garotos podem se matricular. Charlie (Joe Locke) teve sua sexualidade exposta um tempo antes para toda a escola e vive com as inseguranças que o </span><a href="https://esqrever.com/2021/04/24/o-impacto-que-o-bullying-homofobico-tem-na-vida-dos-estudantes/?amp=1"><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> garantiu que fizessem parte de sua vida. Enquanto isso, Nick (Kit Connor) é o tipo popular que na verdade nunca estabeleceu laços verdadeiramente sinceros. Talvez essas palavras transmitam um sentimento contrário ao de imprevisibilidade, já que é o tipo de fórmula usada em filmes há muito tempo. No entanto, quando se trata de um espaço distante da heteronormatividade, até mesmo as receitas prontas ganham uma infinidade de sabores novos.        </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por puro acaso do destino, os personagens são colocados para sentar juntos durante uma das aulas e, de maneira rápida e silenciosa, seus cumprimentos passam a ser cada vez mais sinceros e conectados. Desde essas interações, fica no ar como o ato de sentir chega com </span><a href="https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Heartstopper-e-a-subversiva-originalidade-dos-cliches"><span style="font-weight: 400;">suavidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sem segundas intenções. Até mesmo as inseguranças e medos repousam sobre uma ideia de intimismo e prioridade pautada em primeiro lugar pela conexão com o próprio ser. </span></p>
<figure id="attachment_31283" aria-describedby="caption-attachment-31283" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-800x532.webp" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Nick Nelson e Charlie Spring sentados lado a lado em uma mesa de escola. Nick é um homem branco de cabelos lisos e loiros. Charlie é um homem birracial de cabelos ondulados e pretos. Os dois vestem o uniforme da escola Truham, uma camisa branca com gravata. Ao fundo há um poster de biologia com partes do corpo humano e suas funções" width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-800x532.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1024x681.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-768x511.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1536x1022.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-2048x1363.webp 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1200x798.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31283" class="wp-caption-text">Os livros de Heartstopper somam 4 volumes; no Brasil, as HQs tem publicação da Editora Seguinte e tradução de Guilherme Miranda (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de buscar a sensibilidade como plano de fundo – algo reforçado pela estética colorida e os elementos animados que retomam as ilustrações dos quadrinhos –, a narrativa não deixa de expor o quão violento é viver em um mundo de pensamentos retrógrados. Assim, aos poucos o exterior passa a invadir o desenvolvimento da relação dos protagonistas e criar questionamentos e muita </span><a href="https://personaunesp.com.br/close-critica/"><span style="font-weight: 400;">pressão social</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tons pastéis, inseguranças são desenhadas em Nick, Charlie e até mesmo no ciclo de pessoas que os acompanha: Tao Xu (William Gao), Elle Argent (</span><a href="https://www.elle.com/uk/life-and-culture/culture/a39858251/yasmin-finney-heartstopper/"><span style="font-weight: 400;">Yasmin Finney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Isaac Henderson (Tobie Donovan). O núcleo secundário se mostra afetado pelo medo de ver o amigo machucado ao mesmo tempo em que estabelece uma espécie de conforto para as situações controversas presentes na trama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neles também é possível ver uma gama de representatividades e conflitos que se apoiam por construções de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e gênero, e as consequências de um contexto que sempre espera pela cisheteronormatividade. Seja nos comentários de canto sobre a transgeneridade de Elle ou nas dúvidas sobre a sexualidade de Tao, que mesmo sendo um homem hétero não performa os comportamentos esperados, a farpa que fura a bolha de amizade e aceitação fica sempre à espreita. </span></p>
<figure id="attachment_31285" aria-describedby="caption-attachment-31285" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Elle e Tao. Elle é uma mulher negra de cabelos crespos e castanhos escuros, ela veste uma camiseta amarela, um colete azul, um casaco amarelo e um óculos de armação arredondada. Tao é um homem amarelo de cabelos lisos e pretos, ele veste uma camiseta branca e um colete vermelho. Os dois estão deitados no chão lado a lado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31285" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Heartstopper está prevista para o início de Agosto de 2023 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é como se o fato da obra ir para o </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/crescimento-do-streaming-modifica-o-consumo-de-producoes-audiovisuais/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não tivesse um pequeno impacto no roteiro – também assinado por Alice Oseman. Exemplos disso são a inserção de Imogen Heaney (Rhea Norwood) e sua tentativa de trazer um conflito típico em histórias sobre adolescentes ou na construção de um Nick menos obstinado que em sua versão gráfica. O movimento deixa claro: para o audiovisual, as coisas buscam ser mais difíceis que o habitual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O preceito não se aplica mal, mas é genuinamente desnecessário, já que, mesmo nas histórias mais doces, a vivência </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> é forçada a se ancorar na resistência. Rotas alternativas em busca de empecilhos são uma perda de tempo quando a própria ideia de ser de verdade perante a sociedade já é uma grande jornada cercada de explicações, invalidação e exigências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> preza por ser um abraço caloroso e o acolhimento dos pais dos protagonistas prova isso. As presenças da sempre deslumbrante </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/heartstopper-como-olivia-colman-entrou-para-elenco-da-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a compreensiva Sarah Nelson, e dos preocupados Jane (Georgina Rich) e Julio Spring (Joseph Balderrama) transformam o apoio em um personagem de peso, capaz de iluminar a atmosfera e fazer quem assiste ficar com os olhos cheios d&#8217;água. </span></p>
<figure id="attachment_31286" aria-describedby="caption-attachment-31286" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-800x420.jpeg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-800x420.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-1024x538.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-768x403.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31286" class="wp-caption-text">&#8220;Você já sentiu que faz as coisas porque todo mundo faz e que tem medo de mudar?&#8221; (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez seja isso que faça </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> ser tão encantadora: os personagens secundários são bem desenvolvidos e essenciais para o equilíbrio da trama. Até quem tem falas tímidas consegue contribuir para a completude da produção, como é o caso da irmã de cara fechada e coração aberto que sempre protege Charlie, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Um-ano-solit%C3%A1rio-capa-nova/dp/6555322489/ref=asc_df_6555322489/?tag=googleshopp06-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379720000201&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=2859036489015782195&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=m&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=9100696&amp;hvtargid=pla-1660947593466&amp;psc=1&amp;ref=d6k_applink_bb_dls&amp;dplnkId=0aa498a6-b310-43c6-8a0e-11c99fb4dc61"><span style="font-weight: 400;">Tori</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Jenny Walser). Assim, cada acontecimento ganha estabilidade na força dos laços que já existiam ou estão apenas começando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série não é sobre um casal, mas sobre todo o contexto de pessoas em volta dando suporte às descobertas e receios, enquanto expõem com maturidade suas próprias inquietações. O relacionamento de Tara Jones (Corinna Brown) e Darcy Olsson (Kizzy Edgell), o ciúmes aparentemente irracional de Tao e até a discrição de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/heartstopper-personagem-importante-foi-cortado-e-criadora-explica-porque"><span style="font-weight: 400;">Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;"> performam papéis de ação e reação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O efeito não fica preso aos coadjuvantes, mas se estende também aos antagonistas, Ben Hope (Sebastian Croft) e Harry Greene (Cormac Hyde-Corrin). Cada abuso e atitude perversa deixa marcas e isso reitera a ideia de que a consequência de toda atitude existe e é palpável a níveis diversos – nesse caso, como um alarde para a temática da </span><a href="https://www.sanarsaude.com/portal/carreiras/artigos-noticias/colunista-psicologia-saude-mental-da-populacao-lgbtqia-uma-atencao-necessaria"><span style="font-weight: 400;">saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando se trata de minorias sociais. </span></p>
<figure id="attachment_31287" aria-describedby="caption-attachment-31287" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Tara e Darcy dançando em uma festa. Tara é uma mulher negra de cabelos crespos e castanhos escuros, eles estão presos em um coque com duas tranças laterais, ela veste uma blusa de manga longa na cor bege. Darcy é uma pessoa não binária branca de cabelos loiros lisos, eles estão meio presos em dois coques." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31287" class="wp-caption-text">Heartstopper já tem renovação confirmada também para a terceira temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com vulnerabilidade sincera, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/sam_cleal/heartstopper-netflix-alice-oseman-interview"><span style="font-weight: 400;">Alice Oseman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o diretor Euros Lyn nos oferecem uma história brilhante. Sem esconder as dificuldades de ser LGBT, e até mesmo as de ser humano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> vive uma verdadeira jornada em busca do amor, seja do próprio, das amizades, da família ou do romântico. Além de trazer um enredo apaixonante, a versão audiovisual cumpre muito bem seu papel de se adaptar às telas sem perder a essência. Muitas vezes, os personagens realmente parecem ter saído diretamente do papel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que viam os adolescentes se apaixonando na televisão e nos </span><a href="https://www.omelete.com.br/especiais/hollywood-dentro-do-armario/"><span style="font-weight: 400;">cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas nunca se imaginaram vivendo o mesmo porque seus sentimentos não eram aceitos, a 1ª temporada da série é um alento esperado por muitos anos. Em um mundo voraz, sentir frio na barriga junto dos protagonistas nos lembra que, a passos lentos, a comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista espaço todos os dias, inclusive quando se tratam das inocências de um bom clichê em uniformes pomposos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>Em The Last of Us, nós continuamos pela família</title>
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		<pubDate>Fri, 19 May 2023 19:20:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda e Nathália Mendes Ecoando sua celebrada minissérie Chernobyl, Craig Mazin nos inicia em The Last of Us com um prólogo: em um talk show dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em The Last of Us, nós continuamos pela família"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30909" aria-describedby="caption-attachment-30909" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30909" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) estão no alto de um edifício em ruínas, olhando na direção da câmera para o nascer do Sol. Joel, à esquerda da tela, é um homem latino de meia idade, com cabelos curtos e barba preta, já com vários fios grisalhos. Ele usa uma jaqueta verde clara por cima de uma camisa cinzenta. Podemos ver as alças de uma mochila passando por seus ombros, além de uma alça transversal que vai de seu ombro esquerdo até sua cintura. Joel segura essa alça com sua mão esquerda, deixando exposto um relógio analógico preso em seu pulso. Ellie, à direita da tela, é uma menina caucasiana de cabelos negros presos em um rabo de cavalo. Ela usa uma jaqueta encapuzada aberta por cima de uma camiseta cinza-clara. Em seu ombro esquerdo, já uma lanterna tubular presa na alça de sua mochila, apontada para frente. A câmera os captura da cintura para cima, e atrás deles podemos ver edifícios arruinados, tomados por vegetação e caindo aos pedaços, e uma massa de água ainda mais ao fundo do horizonte." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30909" class="wp-caption-text">“Não pode ser em vão” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda e Nathália Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ecoando sua celebrada minissérie </span><i><span style="font-weight: 400;">Chernobyl</span></i><span style="font-weight: 400;">, Craig Mazin nos inicia em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lA3gaTGT2EY"><span style="font-weight: 400;">prólogo</span></a><span style="font-weight: 400;">: em um </span><i><span style="font-weight: 400;">talk show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da raça humana não são vírus ou bactérias, mas os fungos. Quando questionado sobre o que aconteceria no evento destes organismos evoluírem para nos infectar, ele responde com um simples “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós perderíamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. E, pelas próximas nove semanas, fomos convidados a imaginar como seria um mundo onde é justamente isso o que aconteceu: nós perdemos.</span></p>
<p><span id="more-30908"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no aclamado </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2013, a nova série da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">é apenas a mais recente adição ao cânone de narrativas dedicadas à imaginar o que vem depois que o mundo acaba. Ao longo da última década, com a </span><a href="https://www.omelete.com.br/walking-dead/walking-dead-quebra-recordes-de-audiencia-pela-terceira-vez"><span style="font-weight: 400;">ascensão de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na televisão norte-americana, entre outras produções, tivemos a popularização do </span><a href="https://www.avclub.com/15-best-post-apocalyptic-tv-shows-1850157129"><span style="font-weight: 400;">cenário pós-apocalíptico</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um modelo para a formação de questionamentos pertinentes à natureza humana: o que acontece depois que nós “perdemos”? Quem nos tornamos quando não há mais o que salvar, quando as estruturas sociais estão irrevogavelmente arruinadas e agora é cada um por si? O quão mais obcecados podemos ficar pelo ator Pedro Pascal?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, a resposta a essas perguntas está na jornada de Joel (Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) por um Estados Unidos devastado pela </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">infecção fúngica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que destruiu todo o planeta 20 anos atrás, responsável por transformar a maior parte da população em monstros zumbificados e macabros. Ao longo de nove capítulos, testemunhamos personagens sofrendo perda atrás de perda, tragédias de proporções bíblicas e alegrias tão passageiras que sua mera existência se torna milagrosa. Até o final, somos relembrados repetidamente de que, nesse mundo, não há como vencer.</span></p>
<figure id="attachment_30915" aria-describedby="caption-attachment-30915" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpeg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) segura sua filha, Sarah (Nico Parker) em seus braços. Os dois olham para frente, assustados, enquanto a câmera os captura da cintura para cima, em um plano médio. Joel é um homem latino de meia idade, com cabelos e barba pretos e curtos, usando uma camiseta acinzentada. Sarah é uma menina negra de cabelos pretos longos e encaracolados, usando uma camiseta rosa e uma calça jeans clara. Ela segura o ombro direito de Joel com sua mão esquerda, e podemos ver a mão esquerda de Joel, adornada com um relógio, segurando seu torso. A cena se passa à noite e, no plano de fundo, podemos distinguir apenas vagamente um campo aberto. Ambos personagens são iluminados por uma luz branca forte vindo de frente." width="1366" height="767" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpeg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x449.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1024x575.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-768x431.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1200x674.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30915" class="wp-caption-text">“Pode até não ser pai dela, mas foi pai de alguém” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse prólogo arrepiante, saltamos para 2003 e somos apresentados à família Miller, composta por Joel, sua filha Sarah (Nico Parker) e seu irmão Tommy (Gabriel Luna). Dirigido por Mazin, produtor executivo e co-</span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span> <span style="font-weight: 400;">o primeiro capítulo da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Estiver Perdido na Escuridão</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma introdução não apenas ao apocalipse pessoal de seu protagonista, mas à característica fundamental da tragédia que parece perseguir todos aqueles que sobreviveram ao surto do fungo </span><a href="https://br.ign.com/the-last-of-us-the-series/105158/feature/the-last-of-us-quais-sao-os-estagios-dos-infectados"><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: a memória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer dos episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">constrói uma linguagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que expandem a dimensão do luto da narrativa, originalmente restrita apenas à </span><a href="https://www.naughtydog.com/blog/the_last_of_us_ellie_and_joe_story_game_show"><span style="font-weight: 400;">perspectiva de Joel</span></a><span style="font-weight: 400;">, um sobrevivente marcado por um passado trágico e violento, e Ellie, uma garota  que aparenta ser imune à infecção. Juntos, eles atravessam os Estados Unidos à procura dos Vagalumes, um grupo rebelde que ainda procura pela cura e luta contra a tirania imposta pela </span><i><span style="font-weight: 400;">FEDRA</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Agência Federal de Resposta à Desastres, em tradução livre), uma organização militar composta pelos remanescentes do governo norte-americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas essa expansão não ocasiona perda da </span><a href="https://canaltech.com.br/series/como-serie-de-the-last-of-us-expande-o-que-vimos-no-jogo-242956/"><span style="font-weight: 400;">perspectiva original</span></a><span style="font-weight: 400;">, e sim a direciona para outros formatos através da condução genial de Mazin. A câmera, por exemplo, quase sempre está junto de seus personagens, levada conforme os próprios descobrem o desenrolar da narrativa. Aqui, a direção é notável de duas maneiras: a primeira por criar uma imersão profunda no drama e a outra pelo paralelo com a posição dos jogadores de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual se é ativamente o protagonista. Tais características contribuem fortemente para que a série seja uma experiência completa, mesmo aos antigos fãs da franquia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us Episode 1: TV Show vs Game Comparison" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Me0EadJQPvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Neil Druckmann, criador da franquia e co-</span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">ao lado de Mazin, tira proveito do formato serializado ao transformar as maneiras com que encaramos suas personagens. Joel, que antes tinha sua capacidade física atrelada a habilidade do jogador que o comanda, agora recebe permissão para falhar. Acabaram as hordas de inimigos interpostas como obstáculos entre o jogador e seu objetivo: o uso da violência na série é clínico, humanizando tanto os infectados quanto os sobreviventes que antagonizam o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">ao longo da viagem, ecoando algumas das sensibilidades e temas que só veríamos na sequência de 2020, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/the-last-of-us-diferencas-entre-serie-e-jogo/"><span style="font-weight: 400;">adições às tramas</span></a><span style="font-weight: 400;"> são breves e servem para ampliar a história de personagens já conhecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esconde sua devoção ao material original, recriando algumas das cenas mais famosas do jogo quadro a quadro, em um exercício de fidelidade que poderia até ser banal ou uma mera tentativa de manter laços firmes com sua obra precursora, não fosse a paixão com que cada um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> é performado por seus novos intérpretes. Tanto Pascal quanto Ramsey preenchem belamente seus arquétipos e os inferem com suas próprias vulnerabilidades, criando entre si uma sintonia que carrega a narrativa adiante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o Joel de Pascal parece ser mais frágil que o dos jogos, a Ellie de Ramsey (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aOGz1YDuOvg"><span style="font-weight: 400;">Bellie</span></a><span style="font-weight: 400;">, para os íntimos) desenvolve sua própria relação com a violência nesse mundo sem lei, e um dos arcos narrativos mais claros é a perda de sua inocência: ela nasceu nesse mundo condenado e, portanto, ainda não sabe o que é perder da mesma maneira que seu companheiro. Joel, em contrapartida, é obrigado a reaprender a agonia da esperança.</span></p>
<figure id="attachment_30919" aria-describedby="caption-attachment-30919" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30919 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-scaled.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Frank (Murray Bartlett) e Bill (Nick Offerman) ceiam em sua casa. Os dois se sentam em lados adjacentes de uma mesa de madeira longa. Frank, à esquerda, está virado de perfil, olhando para Bill, à direita, que está de frente para a câmera, em um plano médio. Bill e Frank são ambos homens caucasianos mais velhos, com cabelos e barbas grisalhos. Frank é mais esguio, usando um paletó preto por cima de uma camisa branca, enquanto Bill usa um paletó cinza por cima de uma camisa bege, abotoada até o pescoço. Frank segura a mão direita de Bill com a sua esquerda, sobre a mesa. Os dois tem pratos vazios com guardanapos em cima, com duas taças vazias de vinho à seus lados. Na extremidade direita do plano, uma garrafa de vinho está ao lado esquerdo de Bill, iluminada por uma vela acesa. Atrás deles, podemos ver uma parede azul clara. À esquerda, uma janela entreaberta deixa aparecer o escuro da noite, adornada em ambos os lados por uma cortina de tecido florido, enquanto à direita vemos um vaso com uma planta verde repousando sobre a moldura de uma lareira. A cena é iluminada por uma luz branca vinda do canto superior direito da tela, acima da lareira." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30919" class="wp-caption-text">“Eu odiava o mundo e adorei quando todos morreram. Mas me enganei. Tinha uma pessoa que valia a pena ser salva” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após feitas as apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> rapidamente estabelece o padrão intermitente de sua narrativa, introduzindo em cada episódio novos personagens que cruzam física e emocionalmente com a jornada dos protagonistas, mas que nunca permanecem por mais de um capítulo. Joel e Ellie são repetidamente confrontados com uma </span><a href="https://fugitives.com/the-last-of-us-season-1-love-as-major-driving-force-2023-sci-fi-series/"><span style="font-weight: 400;">nova versão do amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sentimos uns pelos outros e suas terríveis e maravilhosas consequências. Mazin faz questão de examiná-lo não como a salvação ou a perdição da humanidade, mas como algo tão intrínseco, essencial e humano que é praticamente impossível separá-lo de nós mesmos. Amamos, independente das consequências, até no fim do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez nenhum episódio capture tão bem esse conflito primordial quanto o terceiro, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Por Muito, Muito Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de começar nas alças do episódio anterior, o roteiro de Mazin rapidamente salta no tempo para 20 anos no passado, quando acompanhamos Bill (Nick Offerman, em uma das grandes performances de sua carreira), um “</span><a href="https://www.ecycle.com.br/sobrevivencialismo/"><span style="font-weight: 400;">sobrevivencialista</span></a><span style="font-weight: 400;">” que já se preparava para o fim do mundo bem antes dos fungos começarem à nos perseguir. Após alguns anos sozinho, ele conhece Frank (Murray Bartlett), um homem gentil à procura de abrigo que, mesmo após uma introdução nada amistosa, consegue se conectar com Bill em um nível íntimo e sensível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><a href="https://www.metfilmschool.ac.uk/articles/blogs/meet-industry-peter-hoar-director-david-katznelson-cinematographer/"><span style="font-weight: 400;">Peter Hoar</span></a><span style="font-weight: 400;">, vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bafta/"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">por seu trabalho na minissérie </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tumQJ4qrJrg&amp;pp=ygUSaXQncyBhIHNpbiB0cmFpbGVy"><i><span style="font-weight: 400;">It’s a Sin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o capítulo marca o maior desvio do material original até o momento, e é uma lição de adaptação por si só. Ao se debruçar tão fixamente sobre a vida de dois personagens coadjuvantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela sua própria sensibilidade e nos conta, com rigor absoluto, uma das histórias de amor mais comoventes entre as obras recentes da televisão. Apesar de se desviar do caminho original da narrativa, o texto ainda funciona para espelhar a jornada dos protagonistas, fazendo uma ponte com a dificuldade de Joel em se abrir com Ellie e ecoando o luto que ainda permeia seu personagem. </span></p>
<figure id="attachment_30910" aria-describedby="caption-attachment-30910" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2.png" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Sam (Keivon Montreal), à esquerda, é um menino preto de cabelos curtos crespos e corte moicano, veste moletom mostarda e está sentado olhando atentamente para seu irmão. Henry (Lamar Johnson), à direita, é um homem preto de cabelos crespos, veste jaqueta cinza escuro com estofamento e calças jeans, e está de lado, na direção de Sam. O fundo é um sótão de tijolos marrons claros com diversos desenhos coloridos de super-herói pelas paredes." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30910" class="wp-caption-text">“Existia um grande homem. Ele nunca sentia medo, não era egoísta e sempre perdoava. Já viu alguém assim?” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do casal, Joel e Ellie se deparam com uma dupla de narrativa completamente oposta em seus meios e fins, mas semelhante na intensidade de seu amor. Se o destino de Sam (Keivonn Montreal) e Henry (Lamar Johnson), dois irmãos sobrevivendo na Zona de Quarentena do Kansas sob uma organização de Estado diferente da </span><i><span style="font-weight: 400;">FEDRA,</span></i><span style="font-weight: 400;"> já era avassalador no </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele ganha uma nova perspectiva ao ser contada após um romance. Para além da adição inclusiva de colocar Sam como uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8R7IiUvpKG4&amp;t=2s"><span style="font-weight: 400;">criança surda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o conflito moral que levou Henry a ser um dedo duro, o mais importante é o contraste de ambos com Bill e Frank. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As histórias paralelas de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> irão, mais de uma vez, modelar a visão que nós espectadores teremos ao acompanhar o desenrolar dos protagonistas, mas a função principal delas, no entanto, é transformar como Joel compreende o amor e a esperança. Por amor, tanto Bill quanto Henry não encontraram </span><a href="https://www.esquire.com/uk/culture/tv/a42856228/the-last-of-us-henry-and-sam/"><span style="font-weight: 400;">saída para continuar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que suas ações finais tenham sido semelhantes, o motivador para suas escolhas e as situações em que se encontravam eram completamente diferentes. Aos poucos, Joel passa a questionar se há contexto em que seu futuro seja outro, e por isso foi de extrema importância encontrar Tommy em sua vila comunista na sequência.</span></p>
<figure id="attachment_30914" aria-describedby="caption-attachment-30914" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) olha suplicante para a esquerda. Joel é um homem latino puxando para o lado mais velho, com grande parte dos cabelos escuros e barba já grisalhos. Ele usa uma camisa xadrez verde com listras vermelhas, captado pela câmera da cintura para cima. Atrás dele, fora de foco, podemos discernir o que parece ser uma marcenaria, com várias ferramentas espalhadas em mesas e paredes. A cena é iluminada por uma luz branca vinda da parte superior da tela." width="2560" height="1439" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-2048x1151.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30914" class="wp-caption-text">“Ao acordar, sinto que perdi algo. Eu fracasso até dormindo. É o que faço. É o que sempre fiz: falhar com ela, vez após vez” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Joel enxerga na comunidade em que seu irmão vive muito mais do que a mera possibilidade de segurança em meio ao apocalipse. </span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/the-last-of-us-jackson-part-2-explained-1235524398/"><span style="font-weight: 400;">Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma  sociedade alternativa onde a vida deixa de ser sobrevivência, a cura para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dispensável e a luta contra novas organizações de Estado está distante. Ali, Joel vê uma chance. Não para ele, à princípio, não para um homem que havia fracassado inúmeras vezes, alguém transformado pela crueldade da tragédia em seu entorno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma jornada de conflito interno, nosso protagonista atinge o ápice ao fim do sexto episódio, </span><a href="https://youtu.be/-wzCvVfr2Kk"><i><span style="font-weight: 400;">Parentesco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ele resiste à esperança e ao sentimento de amor paterno intrínseco em cada músculo de seu corpo, mas é impossível abandonar aquilo que o define em essência, mesmo que a memória de Sarah ainda o paralise por completo. Na performance de Pascal, contemplamos um Joel que revive o trauma da perda toda vez que olha para Ellie, </span><a href="https://youtu.be/vNiptUg78OY?t=420"><span style="font-weight: 400;">tão vulnerável</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao ponto de nos sufocar com a intensidade da dor e frustração que carrega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entendemos o significado de “</span><i><span style="font-weight: 400;">continuar pela família</span></i><span style="font-weight: 400;">” em um mundo onde a perda é inevitável neste momento crucial da história. Quando Joel assume que não pode desistir da esperança que acaba de tomá-lo por completo, ele também permite que Ellie tenha a chance de explicitar sua vontade. Para ouvidos atentos, seu querer por Joel já estava declarado ao final do primeiro episódio, nas linhas musicais de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=snILjFUkk_A"><i><span style="font-weight: 400;">Never Let Me Down Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Depeche Mode, quando a garota deu seus primeiros passos para fora da quarentena de Boston. Agora, o gesto de escolhê-lo sentencia a separação entre Ellie e Sarah como indivíduos. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us | Abertura | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/S2O7xQMdRZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como era no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trilha sonora do compositor argentino Gustavo Santaolalla (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-segredo-de-brokeback-mountain-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Segredo de Brokeback Mountain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Babel</span></i><span style="font-weight: 400;">) não preenche os espaços silenciosos da série, mas reflete as emoções das personagens quando palavras não são mais suficientes. O icônico tema da franquia, tocado num </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7Z0TPseiuss&amp;pp=ygUbZ3VzdGF2byBzYW50YW9sYWxsYSByb25yb2Nv"><span style="font-weight: 400;">ronroco</span></a><span style="font-weight: 400;">, faz presença na abertura e nos prepara para a fragilidade potente do mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">. Puxando algumas faixas e inspirações da trilha do segundo jogo, Santaolalla parece querer fazer uma ponte temática entre o presente e o futuro, o que não havia sido possível em 2013, quando a primeira iteração da narrativa foi apresentada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para intensificar essa ponte, Mazin e Druckmann fazem uso deliberado e criativo das faixas licenciadas, especialmente com </span><a href="https://open.spotify.com/track/1khA4hwhZD4HMecyE1e9U1?si=43fe0b4270204447"><i><span style="font-weight: 400;">Long Long Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a balada melancólica de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/efeito-the-last-of-us-serie-ressuscita-cancao-country-dos-anos-70/"><span style="font-weight: 400;">Linda Ronstadt</span></a><span style="font-weight: 400;"> no terceiro episódio, e a </span><a href="https://mashable.com/article/the-last-of-us-episode-6-ending-song-depeche-mode"><span style="font-weight: 400;">repetição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Let Me Down Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao final do sexto capítulo. Jessica Mazin, filha de Craig, faz um </span><a href="https://open.spotify.com/track/2Tw463vi8DMqkr2EiLYfZM?si=1e612e6a189f4cc8"><i><span style="font-weight: 400;">cover</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">sóbrio da música que ecoa não só a narrativa, mas a conexão entre pais e filhas que está no cerne da premissa do seriado. Além dela, canções de </span><a href="https://open.spotify.com/track/4o7SYOv7mNJAPe0tsxgbHc?si=58e93b35eaec421b"><span style="font-weight: 400;">Pearl Jam</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/2wfpV9gUNaTN1gkct0RUNz?si=1f10923b2c874d1e"><span style="font-weight: 400;">a-ha</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/6BUJtgTJT9YTDkiB81maFQ?si=6f91449a5210484b"><span style="font-weight: 400;">Lotte Kestner</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem referência à vindoura segunda parte da série, mas que aqui são ressignificadas e retrabalhados para desatar o nó de emoções das personagens.</span></p>
<figure id="attachment_30916" aria-describedby="caption-attachment-30916" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6.jpg" alt=" Foto dos bastidores da primeira temporada de The Last of Us. Pedro Pascal e Bella Ramsey, caracterizados como seus respectivos personagens, conversam em meio a um cenário nevado. Pedro, à esquerda, é um homem latino de meia idade, com cabelos e barba escuros e grisalhos, usando um casaco marrom claro fechado e calças azuis escuras. Em seus ombros, podemos ver uma arma longa pendurada por um cinto em seu ombro direito. Bella é uma pessoa jovem de cabelos escuros cobertos por uma touca branca, usando um casaco azul aberto por cima de um moletom encapuzado cinza e calças jeans. Podemos ver uma mochila verde em suas costas, com um saco de dormir azul claro preso na parte inferior. Pedro segura o pulso direito de Bella com sua mão esquerda, ambas enluvadas. Do lado esquerdo da tela, uma claquete segurada por um par de mãos agasalhadas está prestes a bater, exibindo o logo de produção e diversas informações da filmagem." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30916" class="wp-caption-text">“É interessante como algo tão grande e transformador aconteceu tão cedo na sua vida e tão tarde na minha.” &#8211; Carta de Pedro Pascal para Bella Ramsey (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood </span></i><span style="font-weight: 400;">tem investido em adaptações de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o audiovisual: séries animadas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/castlevania-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem forjado um novo patamar nos últimos anos, enquanto produções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Uncharted: Fora do Mapa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Halo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostram o quanto os grandes estúdios estão dispostos a gastar nessas ideias. Apesar de à primeira vista não parecer tão grandioso quanto estas produções, realizar o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maneira crível foi um </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2023/01/02/can-the-last-of-us-break-the-curse-of-bad-video-game-adaptations"><span style="font-weight: 400;">esforço milionário</span></a><span style="font-weight: 400;"> por parte da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; custando quase tanto quanto algumas das últimas temporadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com o uso de diversos efeitos práticos (principalmente na maquiagem e prostéticos dos seres infectados pelo fungo), construir o mundo pós-apocalíptico da desenvolvedora </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> não teria sido possível sem o trabalho dos artistas digitais do estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">DNEG</span></i><span style="font-weight: 400;"> (responsáveis também pelos filmes do cineasta Christopher Nolan). Dispensando sequências de ação bombásticas, o trabalho desses artistas é focado em preencher o mundo idealizado por Druckmann e Bruce Straley, </span><a href="https://www.theenemy.com.br/playstation/tlou-hbo-bruce-straley-nao-creditado"><span style="font-weight: 400;">co-criador do jogo original</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando Ellie encara o mundo fora da Zona de Quarentena pela primeira vez, somos apresentados às ruínas de Boston e aos 20 anos de não-interferência humana em uma grande metrópole: narrativas que, assim como no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, são contadas puramente através do cenário.</span></p>
<figure id="attachment_30911" aria-describedby="caption-attachment-30911" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30911 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Riley (Storm Reid) e Ellie (Bella Ramsey) estão sentadas, encostadas em um balcão de loja com vidros. Riley, à esquerda, é uma jovem preta de pele clara, usa camisa de manga curta cinza chumbo e calça jeans, faixa verde escura no cabelo, que está preso para trás, e segura uma arma com as duas mãos entre os joelhos, enquanto chora. Ellie, à direita, é uma jovem branca de cabelos castanhos presos em rabo de cavalo, tem o olho direito ligeiramente roxo e o lábio inferior cortado, com sangue, usa camiseta branca com mangas vermelhas e calças jeans." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30911" class="wp-caption-text">“Você não faz ideia do que é perder” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco ainda conta com nomes como Anna Torv (</span><a href="https://personaunesp.com.br/mindhunter-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mindhunter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fringe</span></i><span style="font-weight: 400;">), Melanie Lynskey (</span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Merle Dandridge, que reprisa o papel de Marlene, líder dos Vagalumes. Troy Baker e Ashley Johnson, atores originais de Joel e Ellie, participaram do seriado em novos papéis, novamente demonstrando o apreço de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">por seu material original, uma das características que o separa drasticamente de grande parte das adaptações cinematográficas de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos 30 anos. Jogador assumido, Craig Mazin não poupa elogios para o jogo de </span><i><span style="font-weight: 400;">PlayStation</span></i><span style="font-weight: 400;">, orgulhosamente descrevendo-o como a “</span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/the-last-of-us-melhor-historia-dos-videogames/#:~:text=S%C3%A9ries%20e%20TV-,Craig%20Mazin%20diz%20que%20The%20Last%20of,a%20melhor%20hist%C3%B3ria%20dos%20videogames&amp;text=Craig%20Mazin%20(Chernobyl)%2C%20co,a%20melhor%20hist%C3%B3ria%20dos%20videogames."><i><span style="font-weight: 400;">melhor estória já contada em um videogame</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">bancando a produção, havia uma boa dose de ceticismo na recepção do anúncio da série, já que para muitos a narrativa do jogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa um dos pináculos absolutos do meio. Após anos de </span><i><span style="font-weight: 400;">fancasts</span></i><span style="font-weight: 400;"> que iam desde Hugh Jackman e Josh Brolin até Maisie Williams e Kaitlyn Dever, a escalação de Pedro Pascal e Bella Ramsey foi recebida num espectro de entusiasmo e absurdo. Apesar de Pascal ter marcado seu nome na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">nos últimos anos com suas participações em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Kingsmen</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele não combinava com a ideia que muitos tinham de Joel como o contrabandista texano durão e barbudo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bella, por outro lado, teve que lidar com uma série de insultos à sua aparência de pessoas clamando que elu (Ramsey se identifica como não-binárie e atende por todos os pronomes) não era “atraente” o suficiente para interpretar Ellie, uma personagem de 14 anos. Mal disfarçado de crítica, esse tipo de comentário misógino foi sendo aos poucos ofuscado pela atuação virtuosa de Ramsey, chegando ao seu auge interpretativo nos episódios finais da temporada. No sétimo capítulo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que Deixamos Para Trás</span></i><span style="font-weight: 400;">, elu contracena com a talentosa Storm Reid (</span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e sintetiza as melhores qualidades do seriado em uma história sobre amor jovem e a perda da inocência que, apesar de trágica, vêm acompanhado do que talvez seja o mote da narrativa:</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Todo mundo vai terminar assim, cedo ou tarde, né? Acontece mais rápido pra alguns. Mas nós não desistimos. Sejam dois minutos ou dois dias, nós não abrimos mão disso. Eu não quero abrir mão disso.</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Mais Precisamos</span></i><span style="font-weight: 400;">, o oitavo episódio da série, podemos interpretar a premissa da frase a partir de outra ótica. Mazin destaca que o capítulo se trata integralmente sobre depravação humana e é nele que temos o ápice de maturação de Ramsey em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us. </span></i><span style="font-weight: 400;">Sua personagem ainda não havia precisado agir com as próprias mãos, mas elu consegue exprimir de maneira exímia o desespero de Ellie ao precisar sobreviver sozinha. A crueldade do outro obriga a personagem a enxergar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W8Mg-P8Jpss"><span style="font-weight: 400;">o que há de obscuro nela própria</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a abrir mão de outras partes de sua inocência para que possa continuar. No fim, vemos uma Ellie completamente transformada por sua própria violência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a direção de Ali Abbasi, o caráter violento da série</span> <span style="font-weight: 400;">assume sua forma mais genuína na brilhante composição do episódio. O diretor prova que sabe as relações profundas e divergentes que os seres humanos possuem com a violência, pois, diferentemente da perspectiva que adotou em </span><a href="https://personaunesp.com.br/holy-spider-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Holy Spider</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqui ele amplia o impacto que ações brutais proporcionam nas personagens e não enfoca sua exposição. De fato, Abbasi foi a pessoa certa para criar essa atmosfera, que também funciona como contraponto à perspectiva de jogador do </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se ao jogarmos, a nossa vontade e habilidade irão medir a proporção da agressividade com que combatemos inimigos, no seriado somos obrigados a assistir os resultados dessas ações.</span></p>
<figure id="attachment_30913" aria-describedby="caption-attachment-30913" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30913 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Anna (Ashley Johnson) segura sua filha recém-nascida. Anna é uma mulher caucasiana de cabelos castanhos longos. Ela está à direita da tela, olhando para o bebê em seus braços, à esquerda. Ela usa uma jaqueta verde e está encharcada de suor, mas sua expressão é de alívio. O bebê que ela segura está coberto de líquidos orgânicos e com uma das mãos estendida para cima. Ao fundo, fora de foco, podemos ver um quarto abandonado, com paredes brancas descascadas e um móvel azul claro no espaço entre Anna e sua filha. Uma janela aberta na extremidade esquerda da tela deixa a luz do dia entrar e ilumina as personagens." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30913" class="wp-caption-text">“Diz pra eles, Ellie. Você é tão durona” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">verdadeiramente transcende o material de origem ao respeitá-lo, enquanto busca contar uma história tão querida da melhor maneira possível em outro  meio. A tragédia de Joel e Ellie adquire novos contornos quando vista por uma lente teatral, em que atores de produções anteriores são convidados para reprisar seus papéis ou introduzir novas personagens. Somos convidados não só a acompanhá-los por esse mundo sombrio, mas a entender o porquê de ser assim e, consequentemente, aceitar a escuridão que traz consigo. Perdemos junto com os personagens e voltamos toda semana para vê-los perderem mais um pouco, ao ponto em que a narrativa interroga o próprio espectador: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Porquê seguir em frente se você não tem esperança?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há uma resposta simples ou ao menos satisfatória. Continuamos porque, seja nas últimas 10 horas ou nos últimos 10 anos, nos apaixonamos por esses personagens, porque amamos Ellie tanto quanto Joel a ama e, portanto, entendemos o que ele deve fazer para mantê-la viva. Apesar de não controlarmos mais suas ações, ainda sentimos que estamos ao seu lado durante todos os passos da jornada. Compartilhamos as misérias e as risadas com eles de maneira particular e continuamos, apesar de tudo. Não desistimos desses personagens nem quando eles desistem de si mesmos e, quando paramos para pensar no motivo, é realmente difícil elaborar algo além do amor.</span></p>
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