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	<title>Arquivos Aaron e Bryce Dessner &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>C’mon C’mon: é preciso olhar para trás para seguir em frente</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2022 19:04:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Larissa Silva “Como você imagina o futuro?&#8221;. Essa é a pergunta feita em C’mon C’mon ou Sempre em Frente, no título nacional, lançado em 2021 pela já consagrada produtora A24. No entanto, é o passado e a construção da memória que parecem permear o desenvolvimento da trama. O novo longa de Mike Mills dá continuidade &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cmon-cmon-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "C’mon C’mon: é preciso olhar para trás para seguir em frente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27496" aria-describedby="caption-attachment-27496" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-27496" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-1-800x400.jpg" alt="Cena do filme C’mon C’mon. A cena mostra Johnny, interpretado por Joaquin Phoenix, é barbudo, tem cabelo grande e com mechas levemente onduladas e veste uma camisa social. Ele está olhando para o sobrinho, uma criança vestida de pijama que retorna o olhar enquanto segura um livro. Ambos estão sentados na cama do quarto enquanto conversam." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-1-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-1.jpg 1400w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27496" class="wp-caption-text">No Brasil, C&#8217;mon C&#8217;mon teve sua estreia nos cinemas em 10 de fevereiro de 2022 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Larissa Silva</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Como você imagina o futuro?&#8221;. </span></i><span style="font-weight: 400;">Essa é a pergunta feita em</span> <a href="https://a24films.com/films/cmon-cmon"><i><span style="font-weight: 400;">C’mon C’mon</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Sempre em Frente</span></i><span style="font-weight: 400;">, no título nacional, lançado em 2021 pela já consagrada produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, é o passado e a construção da memória que parecem permear o desenvolvimento da trama. O novo longa de </span><a href="https://collider.com/mike-mills-interview-cmon-cmon-joaquin-phoenix/"><span style="font-weight: 400;">Mike Mills</span></a><span style="font-weight: 400;"> dá continuidade à sua assinatura cinematográfica de teor sentimental, poético e autobiográfico. Enquanto filmes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rXUFUp6vsxg"><i><span style="font-weight: 400;">Toda Forma de Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6JnFaltqnAY"><i><span style="font-weight: 400;">Mulheres do Século 20</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são inspirados, respectivamente, nas figuras paterna e materna do diretor e roteirista, </span><i><span style="font-weight: 400;">C’mon C’mon</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasce de sua experiência cuidando do próprio filho.</span></p>
<p><span id="more-27495"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a interpretação de um </span><a href="https://www.abc.net.au/news/2022-02-20/cmon-cmon-movie-review-joaquin-phoenix-mike-mills/100836788"><span style="font-weight: 400;">Joaquin Phoenix</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais leve e introspectivo, vemos a contraposição do protagonista com a intensidade do papel que garantiu seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2020/noticia/2020/02/10/joaquin-phoenix-ganha-o-oscar-2020-de-melhor-ator-por-coringa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Johnny é um jornalista de rádio em Nova York que está levantando depoimentos de crianças de diferentes localidades sobre o futuro e recebe o desafio de cuidar do excêntrico, porém cativante, sobrinho de 9 anos, Jesse (Woody Norman), durante a ausência da mãe para acompanhar a reabilitação do marido bipolar. </span></p>
<figure id="attachment_27497" aria-describedby="caption-attachment-27497" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-27497" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-2-800x483.jpg" alt="Cena do filme C’mon C’mon. É o reflexo de Johnny, interpretado por Joaquin Phoenix, em uma janela de vidro. Sua aparência é de um homem barbudo, já com cabelo branco e leves rugas no rosto. Está com um agasalho e mochila nas costas. Seu olhar é melancólico e contemplativo. " width="800" height="483" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-2-800x483.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-2-1024x619.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-2-768x464.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-2-1200x725.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-2.jpg 1486w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27497" class="wp-caption-text">C&#8217;mon C&#8217;mon é o primeiro filme de Joaquin Phoenix após a vitória do Oscar de Melhor Ator com Coringa (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto as entrevistas registram uma memória coletiva a respeito do </span><a href="https://www.blogs.unicamp.br/muitoalemdoverde/2018/05/02/criseambiental/"><span style="font-weight: 400;">contexto de desigualdades e problemáticas socioambientais</span></a><span style="font-weight: 400;">, bem como o impacto nas inseguranças sobre o futuro, a trajetória de Johnny e Jesse transita na formação da memória individual. Seja na desconstrução do hábito de reprimir os sentimentos por parte do menino, no que se refere às dificuldades omitidas pela família, ou pelo enfrentamento das antigas desavenças de Johnny com a irmã, a jornada entre os dois proporciona efeitos benéficos e com novas perspectivas para ambos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cinematografia em preto e branco, dirigida por Robbie Ryan, flerta com a melancolia na dramaticidade das situações impostas aos personagens, porém volta para a sensação de acolhimento no enfoque das conexões humanas e no sentimentalismo do dia a dia. </span><span style="font-weight: 400;">Tal ambientação pode ser vista de maneira desfavorável para o telespectador que deseja escapar da realidade para um mundo completamente diferente do seu, ao passo que outro perfil de público pode suprir sua necessidade por identificação ou ao menos na percepção sobre as relações humanas a partir de um enquadramento específico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora composta pelos irmãos </span><a href="https://shop.a24films.com/products/cmon-cmon-original-motion-picture-soundtrack"><span style="font-weight: 400;">Aaron e Bryce Dessner</span></a><span style="font-weight: 400;"> agrega um intimismo em meio a planos abertos de paisagens urbanísticas de Detroit, Nova York, Los Angeles e Nova Orleans. </span><span style="font-weight: 400;">Há, com isso, uma dualidade entre o plano geral e o particular, do mesmo modo com quais as temáticas abordadas pelas entrevistas são perpassadas pelos dilemas pessoais de Johnny e Jesse. </span></p>
<figure id="attachment_27498" aria-describedby="caption-attachment-27498" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-27498" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-3-800x450.jpg" alt="Cena do filme C’mon C’mon. É um plano geral com destaque para a arquitetura de Nova York. Johnny e Jesse estão parados debaixo de uma ponte, bem distantes da câmera. Há um espaço vazio ao redor, com uma região cercada e construções ao fundo. Johnny é um homem mais velho que está agasalhado em frente ao Jesse, uma criança também agasalhada, segurando o microfone do equipamento de captação de som. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-3.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27498" class="wp-caption-text">Para Mike Mills, as imagens em preto e branco trazem uma qualidade de fábula para cenas que tratam de uma aproximação da realidade (Fonte: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da mescla de ficção, autobiografia e documentário, Mike Mills trabalha com o levantamento de depoimentos espontâneos, feitos por j</span><span style="font-weight: 400;">ovens atores não treinados da Geração Z, para contribuir à criação de um longa mais genuíno em sua composição, refletido na produção e atuação. </span><span style="font-weight: 400;">Essa espontaneidade entre os entrevistados integrada à trama versa com um roteiro que, embora fictício, apresenta diretamente raízes em memórias e pessoas reais.</span><span style="font-weight: 400;"> As entrevistas foram agendadas pelo diretor com a consultoria da jornalista de rádio </span><a href="https://www.npr.org/2021/11/18/1056761922/mike-mills-cmon-cmon-joaquin-phoenix-a-24"><span style="font-weight: 400;">Kaari Pitkin</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ajudaram a manter a essência autêntica do filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O material utilizado em </span><i><span style="font-weight: 400;">C’mon C’mon</span></i><span style="font-weight: 400;"> abrange relatos verdadeiramente humanos de crianças sobre as problemáticas de teor socioambiental como meio de conscientização, bem como reflexões gerais sobre a vida. Ao mesmo tempo, vemos na ficção como os depoimentos particulares de Johnny ao decorrer da convivência com o sobrinho, acrescido da leitura de </span><a href="https://www.goldderby.com/article/2021/cmon-cmon-trailer-joaquin-phoenix/"><span style="font-weight: 400;">trechos literários</span></a><span style="font-weight: 400;"> como forma de contextualização, garantem uma delicadeza lúdica característica dos trabalhos de Mills. </span></p>
<figure id="attachment_27499" aria-describedby="caption-attachment-27499" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27499" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-4-800x533.jpg" alt="Bastidores do filme C’mon C’mon. O diretor Mike Mills está de pé, agasalhado com casaco, cachecol e touca. Ele usa óculos e olha para um pedaço de papel em mãos. Em frente, está o ator Joaquin Phoenix sentado, com uma camisa de manga longa e cabelo penteado para trás. Ele está olhando em direção diferente da de Mills. Atrás dos dois, há uma porta." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-4-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-4-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-4.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27499" class="wp-caption-text">Durante as gravações, Mike Mills reescreveu o roteiro diversas vezes e incentivou os atores a contribuírem com suas perspectivas para as falas (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse, durante a maior parte da experiência, se recusa a ouvir e a expressar suas inseguranças. Isso fica evidente com a relutância do menino em pensar e relatar sua percepção sobre o futuro como as demais crianças, já que suas noções sobre o futuro tomam os assuntos familiares inacabados do passado como base, em vez de um maior contexto de impacto comum e público como a degradação do meio ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A própria dinâmica do filme encontra refúgio no passado, conforme os </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">retomam os mesmos momentos como na tentativa de recuperar algo dessas memórias. Vemos Johnny e a irmã Viv (Gaby Hoffmann) cuidando da mãe doente e discutindo entre si, Jesse brincando com o pai e ouvindo música clássica com sua mãe e entre outras situações que parecem permear a base desses relacionamentos.</span></p>
<figure id="attachment_27504" aria-describedby="caption-attachment-27504" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27504" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/06_05_2022_15_48_23-800x533.jpg" alt="Cena do filme C’mon C’mon. A cena mostra duas pessoas: o menino Jesse, de cabelo longo, camisa e calça, sentando em frente ao seu pai, que tem cabelo curto e barba curta, vestido com uma camisa social. Os dois estão na sala de estar, mobiliada com um piano atrás, poltrona logo ao lado, mesinha de canto na parte superior esquerda do cômodo, uma parte visível do sofá e quadros na parede. Ambos estão sentados em cima do tapete e fazem caretas enquanto mexem o rosto com as duas mãos." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/06_05_2022_15_48_23-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/06_05_2022_15_48_23-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/06_05_2022_15_48_23.jpg 950w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27504" class="wp-caption-text">O orçamento do longa foi de US$ 8,3 milhões, sendo considerado um filme independente (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No presente, as lembranças servem para ressignificar, contextualizar e trazer um novo olhar sobre a identidade de cada personagem. Do mesmo modo, o registro oral pelas gravações com desabafos e relatos pessoais de Johnny durante as situações episódicas com a criança trazem uma seletividade para a construção de uma memória que possa ser consultada em fases posteriores da vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A preocupação com o esquecimento se faz nos diálogos da dupla, que vêem no registro e no compartilhamento da </span><a href="https://collider.com/mike-mills-cmon-cmon-themes-explained/"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> como formas de reviver e ressignificar os aprendizados capazes de continuar a contribuir com cada um em seus diferentes rumos. Para seguir em frente, é preciso saber por onde passou, enfrentar os fantasmas do passado e reconhecer e reconstruir sua individualidade em meio à imensidão da dimensão coletiva.</span></p>
<figure id="attachment_27505" aria-describedby="caption-attachment-27505" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-6-800x479.jpg" alt="Cena do filme C’mon C’mon. A cena mostra Johnny, que está com o cabelo curto e a barba por fazer, vestindo uma camisa social e uma bolsa com o equipamento de gravação. Seu sobrinho, Jesse, está montando como &quot;cavalinho&quot; nele. Ambos estão em meio a uma multidão com trajes específicos da passarela do festival. " width="800" height="479" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-6-800x479.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-6-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-6-768x460.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Foto-6.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27505" class="wp-caption-text">C’mon C’mon conquistou mais de 90% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">C’mon C’mon</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apresenta grandes reviravoltas, não coloca obstáculos tangíveis e nem faz uso de alegorias visuais, mas esses não parecem ser o objetivo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XM5Ixgk8S0U&amp;t=222s"><span style="font-weight: 400;">Mike Mills</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em sua simplicidade artística, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sempre em Frente</span></i><span style="font-weight: 400;"> convida o telespectador a emergir na vida desses personagens e seus respectivos relacionamentos como uma forma de autorreflexão e confirmação da complexidade da vida cotidiana.</span></p>
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