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	<title>Arquivos A Line In The Sand &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O instinto grita de volta nos 10 anos de The Hunting Party</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 20:48:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Vitória Bertotti  Eles estão em sua forma mais animalesca possível e com fome por Música. Foi com essa premissa que, há 10 anos, a banda norte-americana Linkin Park lançava seu sexto álbum de estúdio, The Hunting Party. A obra pode ser lida como um retorno às origens do rock mais pesado, que beira o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-hunting-party-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O instinto grita de volta nos 10 anos de The Hunting Party"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34415" aria-describedby="caption-attachment-34415" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-800x800.png" alt="Capa do álbum The Hunting Party. A imagem tem um fundo cinza superior, semelhante à fumaça, que vai em degradê para o branco na parte inferior. No centro superior, está uma criatura segurando um arco e uma flecha, que parecem ser feitos de ossos. Essa criatura não é identificável, mas tem alguns espinhos semelhantes à estalactites em cor de gelo, e se parece com uma estátua pela coloração cinza de mármore." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2.png 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34415" class="wp-caption-text">A chegada desse álbum é um alívio para os fãs da banda, que voltam a bater cabeça após seu lançamento (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Vitória Bertotti </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles estão em sua forma mais animalesca possível e com fome por Música. Foi com essa premissa que, há 10 anos, a banda norte-americana </span><a href="https://www.instagram.com/linkinpark/"><span style="font-weight: 400;">Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançava seu sexto álbum de estúdio, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZPlUjhroNd4&amp;list=PLlqZM4covn1FS2H7Aj1fpfj9TYQbEGq1h"><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A obra pode ser lida como um retorno às origens do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">mais pesado, que beira o visceral mas não esquece dos testes melódicos e eletrônicos de seus outros registros. Com mensagens certeiras e um ritmo perfeitamente equilibrado, o projeto é facilmente um dos melhores álbuns da discografia da banda.</span></p>
<p><span id="more-34414"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltado para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">metal </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo, o disco passa longe das influências eletrônicas, com efeitos e sintetizadores, muito exploradas nos dois anteriores – </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5uvXx5ZQswNRFCdHR521YZ?si=IEBzfAqoSjSc_WLUfRr3_A"><i><span style="font-weight: 400;">A Thousand Suns</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4XHIjbhjRmqWlosjj5rqSI?si=b2LmKE9WRamPqucE0XYymA"><i><span style="font-weight: 400;">LIVING THINGS</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012). Sendo o primeiro álbum sem a produção de Rick Rubin desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora </span></i><span style="font-weight: 400;">(2003), quem tomou as rédeas da produção foram </span><a href="https://www.instagram.com/m_shinoda/"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/braddelson/"><span style="font-weight: 400;">Brad Delson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, talvez por isso, a nostalgia dos velhos tempos tenha batido forte em seus corações para retornar ao </span><a href="https://www.cifraclub.com.br/blog/new-metal/"><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34416" aria-describedby="caption-attachment-34416" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-800x533.jpg" alt="Foto para o álbum. Na imagem, os seis integrantes da banda Linkin Park estão enfileirados, um ao lado do outro, olhando para a câmera com cara de sérios. O cenário de fundo são algumas luzes comuns da cidade, fracas, e o céu escuro. Da esquerda para a direita: Dave Phoenix é um homem branco e ruivo, de cabelo com penteado moicano e barba. Está vestindo uma calça jeans preta, uma camisa preta de cola e por cima uma jaqueta cinza escuro com capuz fechada por zíper até a metade. Ele está com as mãos para trás. Joe Hahn é um homem amarelo e está vestindo uma calça preta, um casaco de moletom de mangas curtas preto com capuz, que encobre toda sua cabeça. Sua mão direita é a única visível e está ao lado de seu corpo. Chester Bennington é um homem branco, careca, e usa um alargador preto na orelha direita. Ele veste uma calça jeans cinza quase preta, uma camiseta preta e uma jaqueta preta aberta com bolsos. Sua mão direita está apoiada no bolso de sua calça. Mike Shinoda é um homem branco de ascendência japonesa, de cabelo curto e barba castanhos. Ele veste uma calça preta, uma camisa de gola e por cima uma jaqueta fechada com bolsos e estampa de folhagens. Seus braços estão cruzados na frente do corpo e em seu pulso direito há duas pulseiras pretas. Brad Delson é um homem branco, de cabelo cacheado e barba castanhos, e usa um óculos preto quadrado. Ele veste uma calça marrom, uma camisa preta de gola e por cima um blazer marrom claro. Suas mãos estão dentro do bolso da calça. Rob Bourdon é um homem branco, de cabelos médios e barba castanhos. Ele veste uma calça preta, uma camiseta marrom claro e uma camisa jeans de mangas dobradas por cima, desabotoada. Sua mão esquerda está ao lado de seu corpo." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34416" class="wp-caption-text">A cara de mau é para mostrar que não estão pra brincadeira (Foto: Brandon Cox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A riqueza do trabalho se deve, em parte, pelas participações especiais de músicos tão talentosos quanto o próprio Linkin Park. Alguns dos convidados para compor o disco são: </span><a href="https://www.pagehamiltonmusic.com/"><span style="font-weight: 400;">Page Hamilton</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista veterano da banda Helmet; </span><a href="https://www.instagram.com/thegodrakim/"><span style="font-weight: 400;">Rakim</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense considerado um dos melhores de todos os tempos pela </span><a href="https://www.billboard.com/lists/best-rappers-all-time/13-rakim/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/tommorello/"><span style="font-weight: 400;">Tom Morello</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista do Rage Against the Machine e ex-Audioslave. Percebeu alguma coisa em comum entre eles? A escolha de chamar vários guitarristas para a composição do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente para acrescentar mais agressividade através deste instrumento. Nada é por acaso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0MXVAogKEMU"><span style="font-weight: 400;">ideia do nome</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi a primeira que surgiu à mente. Inicialmente, o álbum se chamaria </span><i><span style="font-weight: 400;">Carnivores</span></i><span style="font-weight: 400;">, de carnívoros mesmo, mas isso seria muito óbvio para a intenção que eles queriam. A analogia veio de uma conversa onde o herbívoro estaria ligado à passividade e, de acordo com as vontades da banda no momento, eles queriam ir contra a maré que os músicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> estavam se dirigindo. O carnívoro estaria ligado à ideia de ir atrás das suas necessidades, dos seus objetivos, já que um selvagem vive assim porque precisa, não porque quer. Já o </span><i><span style="font-weight: 400;">hunting party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um grupo de caça e, ao contrário do carnívoro, ele faz a escolha desse estilo de vida. Eles escolheram, pela paixão de fazer diferente, voltar para seus instintos selvagens.</span></p>
<figure id="attachment_34417" aria-describedby="caption-attachment-34417" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-800x533.jpg" alt="Foto de show do Linkin Park no Brasil. Na imagem, aparecem Chester e Mike em cima do palco, e ambos estão cantando. Em foco, do lado direito da imagem está Chester, que segura um microfone de chão com as duas mãos. Ele é um homem branco, careca e com tatuagens nos dois braços. Veste uma calça preta, uma regata preta com um círculo estampado no meio e alguns detalhes dentre dele e um óculos escuro quadrado. Ao fundo, do lado esquerdo da imagem e um pouco desfocado, está Mike, atrás de um apoio com um teclado em cima. Ele é um homem branco com ascendência japonesa e tem barba castanha. Ele veste uma camiseta verde musgo e um boné preto com detalhes em verde. Na frente de Chester está uma caixa de som grande e metalizada, que cobre ele até os joelhos, e junto com o teclado na frente de Mike está uma bandeira do Brasil com o logotipo do Linkin Park dentro da parte azul da bandeira. O fundo é escuro e bem nos cantos centrais tem dois iluminadores de palco verdes." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34417" class="wp-caption-text">Para sorte dos fãs brasileiros, a banda voltou ao nosso país pela quarta vez em uma turnê mundial (Foto: Marcelo Godoy)</figcaption></figure>
<p><a href="https://youtu.be/ZPlUjhroNd4?si=hIY231KA5g1fFqWd"><i><span style="font-weight: 400;">Keys to the Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como uma prévia do que o Linkin Park quis trazer. A maior parte dos elementos do disco já estão nessa faixa, que chega assustando os desavisados com os gritos de </span><a href="https://www.instagram.com/chesterbe/"><span style="font-weight: 400;">Chester Bennington</span></a><span style="font-weight: 400;">, cheios de efeito vocal. Existe um equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde a melodia cai bem entre a explosão de Bennington e as rimas de Shinoda. Já a letra soa um pouco agressiva, sem sentido e, em alguns momentos, como uma ameaça para quem subestimá-los. A guitarra se faz muito presente e, junto com a bateria comandada por </span><a href="https://www.instagram.com/robbourdon/"><span style="font-weight: 400;">Rob Bourdon</span></a><span style="font-weight: 400;">, elevam a faixa para um outro patamar, mostrando para o que vieram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de começos estranhos, </span><a href="https://youtu.be/DVPbR_r8XLU?si=Jd1MJdRVAXWd_Bi0"><i><span style="font-weight: 400;">All for Nothing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entra nessa categoria, uma vez que não é possível decifrar o que faz barulho em seu início. Apesar da dúvida, a guitarra fortíssima de Delson entra em seguida para destruir qualquer devaneio que invade a cabeça antes da música começar. Além do guitarrista original, não podemos esquecer da participação brilhante de Page Hamilton, que contribuiu para o </span><a href="https://youtu.be/TkAn7Zg16ps?si=diOJhN6DpoTrHoqb"><span style="font-weight: 400;">espetáculo</span></a><span style="font-weight: 400;"> acontecer na faixa. Além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> falando sobre honra também está sob holofotes e, logo no final, surge uma trilha sonora de filme dramático fazendo ponte para a próxima faixa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 45 minutos de duração, divididos entre 12 faixas, cinco delas foram escolhidas a dedo – e provavelmente, com dificuldade – para serem </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://youtu.be/YGlP-MY9oxc?si=JC9I2Omte8KL3w3T"><i><span style="font-weight: 400;">Guilty All the Same</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro deles; arrebatador, traz toda a força da união entre guitarra e bateria nos primeiros segundos. É importante destacar o que essa guitarra faz durante a canção, já que há solos por toda a duração da faixa; os melhores solos de todo o álbum, inclusive. Além do básico para fazer um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda utiliza efeitos eletrônicos para compor a melodia. Chester Bennington conduz os vocais de maneira calma até a chegada da parte rimada, que expõe uma letra bem política. Eles dão o recado e o veredito final, o sistema é culpado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Guilty All The Same (Official Lyric Video) - Linkin Park (feat. Rakim)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cEaEdLQbAFM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O recurso de faixa introdutória, aquela que seria uma mais curta, utilizado pela banda em álbuns anteriores (como em </span><a href="https://youtu.be/Me7TJDHCELk?si=mdPlDe8Fi2QR7aRE"><i><span style="font-weight: 400;">Wake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do </span><a href="https://personaunesp.com.br/minutes-to-midnight-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) também deu as caras no disco. </span><a href="https://youtu.be/OmdVqbHmfJo?si=1kT9rSIekq8_DRnY"><i><span style="font-weight: 400;">The Summoning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como um respiro para o público se recuperar do estrondo que as três primeiras canções fazem. No pós recuperação, </span><a href="https://youtu.be/dTgor60kaZk?si=8UbYMUeyAJ5nepWu"><i><span style="font-weight: 400;">War</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> destrói a calma recentemente instaurada para dar lugar ao bate cabeça pesado. Na música, existem vários elementos interessantes, como a mudança de ritmo entre o refrão e o restante da faixa, os vários gritos, o </span><a href="https://blog.planetamusica.net/como-fazer-drive-na-voz/"><i><span style="font-weight: 400;">drive</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na voz e, para variar, mais um solo de guitarra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus ao retorno pro </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> raiz dos primeiros discos, </span><a href="https://youtu.be/h6sFG7qOd4A?si=YIqFfS__qpioCn6G"><i><span style="font-weight: 400;">Wastelands</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é música para os ouvidos de quem curte o gênero. Ela carrega um equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os detalhes eletrônicos de </span><a href="https://www.instagram.com/mrjoehahn/"><span style="font-weight: 400;">Joe Hahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, além da identidade fortíssima da bateria de Rob Bourdon. Sua letra é bem representativa para os jovens de hoje em dia vivendo em meio ao caos climático e humanitário: “</span><i><span style="font-weight: 400;">o futuro escapa/e sua esperança se transforma em medo</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><a href="https://youtu.be/R7D_BljUNi8?si=QjbrGlQg59aU2n4u"><i><span style="font-weight: 400;">Until It’s Gone</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das canções mais ‘comuns’ do álbum, sem grandes experimentações evidentes, apesar de ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela pode parecer meio batida para o estilo deles, um pouco ‘mais do mesmo’, e ainda assim tem seu valor. Todos esses adjetivos são porque a faixa é mais calma e não tem nenhum </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, novamente, quem brilha é Bourdon, juntamente com o baixista Dave Phoenix.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Until It&#039;s Gone [Official Music Video] - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oM-XJD4J36U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe do conceito comum, </span><a href="https://youtu.be/OCy5461BtTg?si=yrwO1D7aBy4nUZOv"><i><span style="font-weight: 400;">Rebellion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é mais uma das músicas que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 2000. A introdução, já com um solo de Brad Delson logo de cara, só aumenta o frenesi que a faixa carrega consigo. E parte dessa energia visceral se dá pela participação do ícone </span><a href="https://www.instagram.com/daronmalakian/"><span style="font-weight: 400;">Daron Malakian</span></a><span style="font-weight: 400;">, da banda </span><a href="https://www.instagram.com/systemofadown/"><span style="font-weight: 400;">System Of A Down</span></a><span style="font-weight: 400;">. O guitarrista incorpora muito do estilo que toca originalmente, com mais peso nas guitarras e bateria, e o resultado disso é achar que está ouvindo uma música do próprio ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CSvFpBOe8eY"><span style="font-weight: 400;">SOAD</span></a><span style="font-weight: 400;">’. E isso é um elogio! O </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é brutal, tanto em ritmo quanto em letra; é uma constante entre gratidão e insatisfação pelos que não são sortudos como nós somos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://youtu.be/6Ab4KKjQfjo?si=6lLdSMxbwca_Pzuv"><span style="font-weight: 400;">criação visual do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ilustrações foram feitas com base na ideia dos carnívoros, de ferocidade e instinto, tanto é que a própria capa do disco e demais conteúdos disponíveis são quase que indecifráveis. Os responsáveis pelo desenvolvimento artístico são Joe Hahn, </span><a href="https://www.rickeykim.com/linkinpark"><span style="font-weight: 400;">Rickey Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor criativo da banda, e </span><a href="https://www.instagram.com/frankmaddocks/"><span style="font-weight: 400;">Frank Maddocks</span></a><span style="font-weight: 400;">, vice-presidente criativo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. A Arte é minimalista e combina com a </span><a href="https://www.weststudio.com/project/linkin-park-hunting-party"><span style="font-weight: 400;">estética</span></a><span style="font-weight: 400;"> escolhida pelo Linkin Park para essa produção, mas não deixa de ser uma incógnita sobre o que está em destaque. É uma criatura fictícia? Um humano ou um monstro? As respostas são subjetivas para o imaginário de cada um de nós. </span></p>
<figure id="attachment_34418" aria-describedby="caption-attachment-34418" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-800x800.jpg" alt="Imagem criada para o álbum. Na foto, o fundo é totalmente preto e, no centro, está um desenho em 3d de uma criatura não identificável lutando contra uma pessoa pouco definida. A composição desses dois seres é cinza e varia entre tons mais claros e mais escuros dessa cor. Alguns elementos que dá para ver claramente são algumas flechas na parte superior da criatura, algumas ondas que parecem ser feitas de tecidos envolvendo esse ser, e mãos e braços de ambos que dão esse entendimento de luta entre eles." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34418" class="wp-caption-text">O que você entende quando vê essa imagem? Nem os fãs sabem (Foto: West Studio)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito instrumental, </span><a href="https://youtu.be/l65UelU95O8?si=Dg6RxsHstzRs7HJj"><i><span style="font-weight: 400;">Mark the Graves</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem foco em mostrar a força e delicadeza dos elementos utilizados na gravação. Um exemplo disso é a diferença – literalmente – gritante entre o início e o fim da faixa, alternando entre uma voz doce para uma bem rouca. Ela pode parecer um pouco entediante no meio, porém ainda é agradável de se ouvir. Já </span><a href="https://youtu.be/mjgdHSwWfhE?si=RYppN7u4FOOXvKoa"><i><span style="font-weight: 400;">Drawbar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outra música com aspecto de ‘ponte’, nos levando para as canções finais, que têm uma pegada mais diferente do restante do disco. Mesmo sem vocais, ela nos mostra o resultado do </span><a href="https://youtu.be/0sf0Uu5XSGQ?si=pdz-u8QwpFs8Ujvh"><span style="font-weight: 400;">experimentalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos últimos álbuns. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, </span><a href="https://youtu.be/i8q8fFs3kTM?si=AHHqPZFHcFRRFcA7"><i><span style="font-weight: 400;">Final Masquerade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, último </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;">, soa um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=8sgycukafqQ"><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além da letra mais romântica, que mostra uma desilusão, as cordas aparecem de maneira muito mais suave em comparação com o restante do álbum, mas fazem diferença ao trazer esse tom mais melódico. A bateria também tem grande destaque, e, nos momentos mais silenciosos da faixa, quem dá as caras são os efeitos sonoros em cima de instrumentos como o teclado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma música de seis minutos e meio, </span><a href="https://youtu.be/FkDrVL8Tsuw?si=kHkgF1WBLu_bn_xm"><i><span style="font-weight: 400;">A Line In The Sand</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é verdadeiramente apoteótica. Mike Shinoda se destaca, tanto rimando quanto nos vocais, dando um recado através da letra, lembrando que o </span><i><span style="font-weight: 400;">karma</span></i><span style="font-weight: 400;"> não falha. Com efeitos eletrônicos bem encaixados entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, há uma variação grande entre os ritmos durante a faixa e a gente pode ouvir: calmaria, gritos, rimas, solos de guitarra e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mkgw-bxXvMM"><span style="font-weight: 400;">presença estrondosa da bateria</span></a><span style="font-weight: 400;">. Inclusive, esses dois últimos instrumentos, rápidos da maneira que foram tocados, são os responsáveis por retomar esse ritmo totalmente contagiante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> pesado volta para encerrar a canção e o álbum com o melhor do que o Linkin Park pode dar ao público. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Linkin Park - A Line In The Sand (Rock In Rio USA 2015) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/MR6-NHiFiXs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, a repercussão do disco foi positiva tanto entre fãs quanto com a crítica. Pelo lado dos admiradores, a satisfação se deve pelo retorno ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> pesado que a banda fazia na década de  2000 – reclamação que era feita desde o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando o Linkin Park deu um tempo para experimentar novos ritmos e migrar momentaneamente para o </span><a href="https://eletrovibez.com/edm-aqui-vai-uma-definicao/"><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou na terceira posição do </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/"><i><span style="font-weight: 400;">US Billboard 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, e conquistou o pódio na categoria Álbuns de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os críticos culturais do jornal britânico </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2014/jun/12/linkin-park-the-hunting-party-review"><i><span style="font-weight: 400;">The Guardian</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também elogiaram o trabalho da banda e a volta para suas origens mais agressivas, concedendo três estrelas de cinco para a produção. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Hunting Party: 6.17.14 (Extended Trailer) - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yNbiIkIWpZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5uvXx5ZQswNRFCdHR521YZ?si=GCWRbxWERBmmgRS1m8OHZg"><span style="font-weight: 400;">experimentalismo das produções anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">, a banda evolui e resgata suas origens, mas sem abrir mão da inovação que descobriram no meio do processo criativo. Quem realmente se destaca durante os 45 minutos de som agressivo é o guitarrista Brad Delson, que merece palmas por manter tão bem o ritmo contagiante durante seus incontáveis solos. Ainda que Kid Abelha diga em sua canção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Eu Quero</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1984),</span> <span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">solos de guitarra não vão me conquistar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, os desse álbum já conquistaram muitos. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é saudosista bem como inteligente; resgata o público antigo e mantém os fãs alinhados com a ideia mais voltada para o eletrônico/</span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. É uma das produções mais pesadas da banda, tanto em sonoridade quanto em letras e, para quem é do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco é um chamado para gritar com o instinto mais brutal que existe dentro de cada um.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Hunting Party" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3XB2yloP7l00tEUmaODtVi?si=RCXuylR0QgWzHP_5Dvv0Vw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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