<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos A Irresistível Face do Mal &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/a-irresistivel-face-do-mal/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/a-irresistivel-face-do-mal/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Jan 2020 18:26:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos A Irresistível Face do Mal &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/a-irresistivel-face-do-mal/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Ted Bundy: A irresistível face do mal e a glamourização dos serial killers</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/ted-bundy-filme-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/ted-bundy-filme-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jan 2020 18:26:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A Irresistível Face do Mal]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Laura Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Sundance]]></category>
		<category><![CDATA[Ted Bundy]]></category>
		<category><![CDATA[Zac Efron]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=13232</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira  O medo e a curiosidade humana são elementos que sempre andaram lado a lado. Partindo do terror até os filmes de true crime,  os espectadores se fascinam pela euforia, criando sucessos de audiência como Criminal Minds e CSI. Porém, quando o audiovisual decide abordar casos reais, nem sempre tem a delicadeza e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ted-bundy-filme-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ted Bundy: A irresistível face do mal e a glamourização dos serial killers"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ted-bundy-filme-critica/">Ted Bundy: A irresistível face do mal e a glamourização dos serial killers</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13233" aria-describedby="caption-attachment-13233" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-13233" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-1.jpg" alt="" width="1170" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-1.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-1-300x173.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-1-768x443.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-1-1024x591.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13233" class="wp-caption-text">O longa chegou recentemente ao catalogo da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Laura Ferreira </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O medo e a curiosidade humana são elementos que sempre andaram lado a lado. Partindo do terror até os filmes de</span> <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/onze-series-e-filmes-ao-estilo-true-crime-para-assistir-on-line"><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,  os espectadores se fascinam pela euforia, criando sucessos de audiência como </span><i><span style="font-weight: 400;">Criminal Minds</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">CSI</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, quando o audiovisual decide abordar casos reais, nem sempre tem a delicadeza e o suficiente respeito para contar a história de vítimas reais. Esse é o caso do recém chegado a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VrePOzNfYHE"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Bundy: A irresistível face do mal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile</span></i><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">, com Zac Efron na pele do inescrupuloso assassino.</span></p>
<p><span id="more-13232"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente das mais de seis adaptações da história de Bundy, como a série documental </span><i><span style="font-weight: 400;">Conversando com um serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;">, dessa vez um novo ponto de vista é abordado. Acompanhamos a perspectiva da atual namorada de Ted, Liz (Lily Collins), sobre os acontecimentos, mudando assim o foco dos homicídios para a vida particular do assassino. É então apresentado um homem amoroso e cuidadoso com sua família, um excelente exemplo de </span><i><span style="font-weight: 400;">‘homem de bem’</span></i><span style="font-weight: 400;">, de forma a romantizar e estereotipar a imagem de Bundy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem espetacularizar suas transgressões, o roteiro pouco se importa em contextualizar a vida do assassino ou de seus crimes. Partindo de um período muito próximo à prisão de Ted e fazendo grandes saltos temporais, a narrativa aparenta ter como único propósito idealizar a imagem de Bundy como um homem charmoso e intrigante. Aliado a um excesso de euforia proporcionada pelo roteiro, estes elementos criam uma mal intencionada dúvida acerca de sua inocência.</span></p>
<figure id="attachment_13234" aria-describedby="caption-attachment-13234" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-13234 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ted-bundy-970x550.jpg" alt="" width="970" height="550" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ted-bundy-970x550.jpg 970w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ted-bundy-970x550-300x170.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ted-bundy-970x550-768x435.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13234" class="wp-caption-text">Dirigido por Joe Berlinger, o filme fez sua estréia no Sundance Film Festival de 2019 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;"> confesso é então exposto sob a visão daqueles à sua volta, que conheciam uma versão do criminoso. Quase que como em uma dupla personalidade, é questionado durante todo o filme a real existência de dois Bundys: um assassino sequencial e um estudante de direito comprometido com sua profissão e  família. Entretanto, essa visão distorcida dele tem como finalidade causar no espectador o mesmo que o real Bundy causava na sociedade americana nos anos 1970.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fenômeno psicológico conhecido como </span><a href="https://www.otempo.com.br/interessa/hibristofilia-atracao-por-criminosos-e-real-1.1458374"><span style="font-weight: 400;">hibristofilia</span></a><span style="font-weight: 400;">, considerado por alguns uma patologia, consiste na romantização e na paixão que algumas pessoas sentem a cerca de criminosos. Essa manifestação foi amplamente vista nos tribunais em que Bundy estava presente. Dezenas de mulheres apaixonadas pesa persona de Ted amontoavam à corte americana acreditando fielmente na inocência do assassino. E assim como aquelas mulheres, o filme nos força a criar a mesma relação com o personagem de Efron.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa aproximação e comoção causada pelo longa se dá em boa parte pelo primoroso trabalho do ator. Ao assumir o papel do criminoso, ele tinha a difícil missão de interpretar fielmente um dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KDGMJFeUb5I"><span style="font-weight: 400;">mais famosos</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">serial killers</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos EUA. Zac Efron entrega um dos melhores trabalhos de sua carreira trazendo verossimilhança e dissimulação à sua versão de Bundy sem perder, nem por um segundo, o fascínio que seu personagem apresentava. Fazendo jus ao subtítulo do filme, o ator mostra uma face difícil de ser contestada graças a sua imponente forma de se expressar para aparentar inocência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entregando até mais do que o roteiro pedia, Efron mostra seu talento ao recriar com perfeição cenas reais de Bundy. Porém, seu trabalho fraqueja ao ultrapassar o limite da frieza. Diferente do real criminoso, que era extremamente controlado e sabia como manipular suas expressões faciais para se manter estático em condições adversas, o ator acaba por cair em clichês quebrando a realidade de sua criação. Um choro em certos momentos e a agonia por uma paixão não correspondida são o calcanhar de Aquiles do ator.</span></p>
<figure id="attachment_13235" aria-describedby="caption-attachment-13235" style="width: 562px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13235" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-3.jpg" alt="" width="562" height="239" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-3.jpg 562w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-3-300x128.jpg 300w" sizes="(max-width: 562px) 85vw, 562px" /><figcaption id="caption-attachment-13235" class="wp-caption-text">O filme ainda conta com grandes nomes como John Malkovich (Ligações Perigosas), Jim Parsons (The Big Bang Theory) e Haley Joel Osment (O Sexto Sentido) (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como ponto mais forte seu elenco, as coadjuvantes Lily Collins e Kaya Scodelario são de suma importância para criar um ambiente crível dentro da narrativa. Interpretando Carole Ann Boone, uma ex-colega de trabalho de Ted, Kaya mostra uma mulher encantada pelo charme do criminoso, capaz de fazer tudo possível para provar sua inocência. Infelizmente, o pouco tempo de tela, unido a falas fracas e inexpressivas, tornam Carole Ann superficial, ingênua e pouco atrativa, se restringindo a ser apenas um fantoche de Bundy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Em contrapartida o roteiro favorece mais Lily Collins. Responsável por assumir o papel de Liz Kendall e em uma difícil tarefa de entregar medo, descrença, e aflição, a atriz oferece tudo que foi pedido e ainda mais. Diferente de outras personagens do filme, Liz consegue transmitir angústia da forma mais pura possível, nos puxando para dentro de seu sofrimento. Ela, melhor que ninguém, consegue nos prender dentro da narrativa e nos fazer entender a inquietude de viver entre as incertezas sobre a inocência de Bundy. </span></p>
<figure id="attachment_13236" aria-describedby="caption-attachment-13236" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13236" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/gif-lily.gif" alt="" width="540" height="280" /><figcaption id="caption-attachment-13236" class="wp-caption-text">Gif: Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto elogiável é sua filmagem despretensiosa, feita quase que inteiramente com a câmera na mão, que dá ao longa um ar de documentário e agrega valor à obra. Sua direção de fotografia e de cenário também se destacam ao criar uma ótima ambientação setentista. Entretanto é na trilha sonora que o filme falha ao tentar mantém o nível de qualidade. Com músicas animadas em momentos inadequados &#8211; como a fuga &#8211; que levam o espectador a torcer pelo criminoso de forma irracional, ajudando a criar a aura de inocência que permeia o filme. Detalhe esse que o torna extremamente desrespeitoso com as reais vítimas do </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Irresponsabilidade é uma das palavras que pode melhor adjetivar o longa que conta com uma falha comunicação entre seu consumidor e a real gravidade das atrocidades cometidas por Bundy. Apoiado na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UClvCcrb9Eo"><span style="font-weight: 400;">glamourização criada por filmes hollywoodianos</span></a><span style="font-weight: 400;"> acerca de </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killers</span></i><span style="font-weight: 400;">, filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Zodiaco</span></i><span style="font-weight: 400;">, fomentam a ideia de superioridade de tais criminosos com a finalidade de otimizar, romantizar e amplificar suas histórias. Sem se preocupar com as consequências de tais atos,  filmes, séries e livros se aproveitam de atrocidades a fim de atrair público, tornando estes absurdos mais palatáveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de responsabilidade que permeia a história contada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Bundy: A irresistível face do mal</span></i><span style="font-weight: 400;"> é apenas um exemplo de uma indústria que não se preocupa com suas ações. Inconsequente e pouco atrativo dentro do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme causa indignação em quem já conhece o caso e uma equivocada comoção em quem ainda não teve contato com tal. E na tentativa de se destacar, o longa apenas reconta de forma imprudente a história de um criminoso conhecido por ser “extremamente perverso, chocantemente mau e vil”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ted-bundy-filme-critica/">Ted Bundy: A irresistível face do mal e a glamourização dos serial killers</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/ted-bundy-filme-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13232</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
