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	<title>Arquivos 1950 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Entre os mais rasos, Asteroid City é o mais belo</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 18:43:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Costanza Guerriero No primeiro semestre de 2023, as redes sociais foram invadidas por vídeos de composições simétricas, cores pastéis, filtros saturados e rostos inexpressivos. Ao som de Obituary, do compositor Alexandre Desplat, os internautas retratavam  os  seus dias cotidianos, no que parecia ser uma viralização do estilo característico do diretor Wes Anderson. O fascínio da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/asteroid-city-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre os mais rasos, Asteroid City é o mais belo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33262" aria-describedby="caption-attachment-33262" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33262" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2.png" alt=" Imagem do filme Asteroid City. A atriz Scarlett Johansson, interpretando a personagem Midge Campbell. Ela está com os braços apoiados na janela de um banheiro, e apoia o rosto na mão esquerda. A atriz é uma mulher branca, possui cabelos curtos e castanhos, olhos azuis e lábios corados, e olha para frente com sobrancelhas levemente curvadas. Ao fundo, dentro do banheiro, ve-se uma banheira na cor azul tiffany, que está em partes cobertas por um biombo de madeira. A moldura da janela é branca e é possível ver a paisagem do pôr do sol, no canto esquerdo da imagem." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-1200x676.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33262" class="wp-caption-text">Asteroid City é uma comédia, quase romântica, de ficção científica (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro semestre de 2023, as redes sociais foram invadidas por </span><a href="https://www.nytimes.com/2023/04/24/arts/wes-anderson-film-tiktok.html"><span style="font-weight: 400;">vídeos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de composições simétricas, cores pastéis, filtros saturados e rostos inexpressivos. Ao som de </span><a href="https://youtu.be/azB-_MlmhfI?si=xV8BX3hQ1fnrdCfe"><i><span style="font-weight: 400;">Obituary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do compositor Alexandre Desplat, os internautas retratavam  os  seus dias cotidianos, no que parecia ser uma viralização do estilo característico do diretor Wes Anderson. O fascínio da mídia espontânea pelo visual característico do cineasta prova o encantamento que suas produções podem causar no telespectador, por meio da intrínseca relação que suas  narrativas encontram com sua </span><a href="https://www.rollingstone.com/culture/culture-features/wes-anderson-tik-tok-trend-1234721548/"><span style="font-weight: 400;">estética</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a última obra de Anderson, entrega um pouco desse fascínio. </span></p>
<p><span id="more-33258"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três meses após a estreia no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-da-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa chegou no Brasil em Agosto, fazendo pouco barulho em meio ao rebuliço de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A narrativa se passa, no início dos anos 1950, na pacata e desértica cidade fictícia que dá nome a trama, local marcado pela presença de uma cratera de meteoro. Lá ocorre a Convenção </span><span style="font-weight: 400;">Júnior de Observadores de Estrelas e Cadetes Espaciais</span><span style="font-weight: 400;">, na qual famílias se reúnem para prestigiar suas crianças cientistas prodígios. Tudo ocorre normalmente &#8211; ou melhor, “wesanderionamente” &#8211; até as personagens precisarem ser submetidas à quarentena pelo exército, após entrarem em contato com um extraterrestre.</span></p>
<figure id="attachment_33261" aria-describedby="caption-attachment-33261" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33261" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3.jpg" alt="Imagem do filme Asteroid City. Os atores Jason Schwartzman, interpretando o personagem Augie e Tom Hanks, interpretando Stanley, estão se olhando, na frente de uma oficina de carros. No canto esquerdo, Schwartzman é um homem branco, com barba e cabelos escuros. Ele veste um blazer bege, com uma câmera fotográfica pendurada no pescoço e fuma um cachimbo. Ele está sentedno em cima do capô de um carro. Ao lado direto, Hanks é um homem branco, com cabelos e bigode grisalhos. Ele veste uma camisa amarela de manga curta. Ao fundo há a fachada da oficina mecânica, com os dizeres “Powerizing Service”." width="1999" height="1111" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-800x445.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-1024x569.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-768x427.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-1536x854.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-1200x667.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33261" class="wp-caption-text">Em Asteroid City, Wes Anderson mescla a técnica do stop motion com live action, da mesma maneira que já fez em produções anteriores, como em A Vida Marinha (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/roman-coppola"><span style="font-weight: 400;">Roman Coppola</span></a><span style="font-weight: 400;"> colabora com Wes Anderson na criação do roteiro, no qual exploram um ótimo equilíbrio entre elementos que de fato estavam  presentes na década de 1950, com seu modo de contar história, que pouco se preocupa com fatos reais. O clima de corrida espacial e expectativa de ir à Lua, na qual a geração </span><i><span style="font-weight: 400;">boomer </span></i><span style="font-weight: 400;">cresceu, é introduzida com as ideias de alienígenas e de crianças que possuem mais conhecimentos do que a própria inteligência das forças armadas americanas. A estética </span><a href="https://www.filmmakersacademy.com/blog-the-look-of-asteroid-city/"><span style="font-weight: 400;">artificial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de elementos pouco credíveis são intencionais, e pode-se dizer que é o mais proveitoso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tônica sideral é o que compõe, em partes, essa narrativa. Em partes porque a história sobre extraterrestres é, na verdade, uma peça de teatro, dirigida pelo personagem de Edward Norton (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste</span></i><span style="font-weight: 400;">). Não é estranho a Anderson dividir as cenas dos seus filmes como atos de uma peça </span><a href="https://cinemow.com/index.php/2023/03/16/wes-anderson-arte-de-recriar-o-teatro-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">teatral</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, dessa vez, além da demarcação explícita dos capítulos, também há cenas que se dedicam a mostrar os bastidores por detrás da obra dentro da obra. O que pode não ter funcionado muito bem nesse modelo é a excessiva troca de uma trama para a outra, marcadas por interlúdios do narrador, sendo um pouco difícil de se conectar com as personagens.</span></p>
<figure id="attachment_33260" aria-describedby="caption-attachment-33260" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33260" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2.jpg" alt="Imagem do filme Asteroid City. A imagem em preto e branco mostra a atriz Hong Chou interpretando a personagem Polly e o ator Adrien Brody interpretando a personagem Schubert Green. Do lado esquerdo, a atriz Chou possui os cabelos pretos presos em um coque baixo. Ela veste um casaco trench claro e segura uma mala. Sua mão está segurando a porta do recinto. Do lado direito, o ator Adrien é um homem branco com cabelos curtos e pretos. Ele veste uma camiseta branca e uma calça alfaiataria. Ao fundo vê-se uma janela com uma cortina amarrada e uma parede de ladrilhos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33260" class="wp-caption-text">A história é toda narrada pelo anfitrião da peça de teatro, interpretado pelo ator Bryan Cranston, de Breaking Bad (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem como em </span><a href="https://youtu.be/ZMgvkuhVWfc?si=yYBUfeoMyRjVmhzU"><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra foca em diversos núcleos de personagens de maneira simultânea, mas diferentemente do antecessor,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Asteroid City </span></i><span style="font-weight: 400;">tem dificuldade em juntar todas essas histórias em um desfecho comum. A narrativa mais bem desenvolvida talvez seja o quase romance entre o fotógrafo de guerra Augie, bem interpretado por Jason Schwartzman (</span><i><span style="font-weight: 400;">Três é Demais</span></i><span style="font-weight: 400;">) e a atriz Midge Campbell, vivida por Scarlett Johansson (</span><i><span style="font-weight: 400;">História de um Casamento</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contraste a esse drama romântico, o tom cômico e particular do diretor é explorado no conflito de gerações, retratando crianças que se comportam mais como adultos do que os próprios pais, assunto já explorado pelo diretor em </span><a href="https://youtu.be/7N8wkVA4_8s?si=Mckt82z7rYlMuRef"><i><span style="font-weight: 400;">Moonrise Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Aqui são as crianças que resolvem todos os problemas enquanto seus pais não conseguem superar os próprios fantasmas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Schwartzman e Norton, outros atores que já tiveram experiências anteriores com a direção de Anderson retornam para essa produção,</span> <span style="font-weight: 400;">como Tilda Swinton (</span><i><span style="font-weight: 400;">Moonrise Kingdom</span></i><span style="font-weight: 400;">), Adrien Brody (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem para Darjeeling</span></i><span style="font-weight: 400;">), Tony Revolori (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste) </span></i><span style="font-weight: 400;">e até mesmo </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/flavia-guerra/2023/05/24/seu-jorge-e-wes-anderson-a-amizade-que-ultrapassa-a-tela-alguem-que-amo.htm"><span style="font-weight: 400;">Seu Jorge</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Marinha</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><a href="https://www.cbr.com/actors-who-work-with-wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Willem Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Fantástico Senhor Raposo</span></i><span style="font-weight: 400;">) aparece em uma das cenas para apenas bater ponto com o diretor. O cineasta é conhecido por sempre trabalhar com um elenco de peso, e como visto, nessa obra não foi diferente. Dos atores que estrelam com ele pela primeira vez destacam-se Tom Hanks (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Pior Vizinho do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Maya Hawke (</span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). A escolha de Steve Carell (</span><i><span style="font-weight: 400;">Querido Menino</span></i><span style="font-weight: 400;">) foi para muitos inusitada, já que possui um estilo tão particular quanto o próprio diretor. Contudo, a combinação deu certo, mantendo a originalidade de ambos.</span></p>
<figure id="attachment_33259" aria-describedby="caption-attachment-33259" style="width: 1250px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33259" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3.jpg" alt="Imagem do filme Asteroid City. O ator Steve Carell interpretando a personagem do gerente do hotel está em um deserto, posicionado à frente do hotel. Carrell é um homem branco de meia idade, possui cabelos e bigodes preto grisalho. Ele olha fixamente para frente e utiliza uma viseira verde neon translúcida. Ve-se do seu busto para cima, que veste uma camisa verde. Ao fundo vê-se o deserto e  o céu azul saturado com nuvens brancas. O hotel que se vê atrás é de pedras e possui várias vending machines." width="1250" height="781" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3.jpg 1250w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33259" class="wp-caption-text">Apesar de Asteroid City não ter recebido nenhuma indicação ao Oscar, Wes Anderson não foi de todo esnobado e seu curta A Incrível História de Henry Sugar saiu vitorioso, rendendo-lhe sua primeira estatueta (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fica óbvio que design de produção é um dos pontos de destaque no filme por se tratar, é claro, de uma obra de Anderson. O recurso em preto e branco é utilizado nas cenas que contam sobre os bastidores do teatro, enquanto as familiares e perfeitamente balanceadas cores no tom pastel são escolhidas para as cenas que contam a peça em si. Aqui também vai uma menção honrosa à designer de figurino </span><a href="https://www.foodietown.ca/artsmart-the-fabulous-fashions-of-milena-canonero/-fashions-of-milena-canonero/"><span style="font-weight: 400;">Milena Canonero</span></a><span style="font-weight: 400;">, que complementou a excentricidade do cenário montado, com </span><a href="http://finissimo.com.br/2023/07/24/asteroidcity/"><span style="font-weight: 400;">figurinos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que refletem a essência dos anos nos quais o longa se passa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No quesito fotografia e personagens excêntricos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um exemplo perfeito para compreender que é impossível assistir a um filme do Wes Anderson sem se lembrar de outro filme do Wes Anderson. Apesar da falta de profundidade na história em si, a obra acaba funcionando como uma espécie de metalinguagem, no qual o diretor reverência a fusão das Artes do Teatro e do Cinema. Ainda que seja uma produção que não chegou aos holofotes da temporada de premiações, é um bom entretenimento e até mesmo, objeto de estudo para os novos fãs do cineasta que chegaram, via </span><a href="https://www.vogue.pt/podia-ser-de-um-filme-de-wes-anderson"><span style="font-weight: 400;">redes</span></a><span style="font-weight: 400;"> sociais, buscando o encanto estético que seus filmes apresentam.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Asteroid City | Trailer 1 (Universal Pictures) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0TPFqmbnHNk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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