Hugh Jackman e a trilha sonora do ano em O Rei do Show

Pedro Fonseca E. Silva

A história de Hollywood não pdoe ser contada sem o marco das grandes produção de grandes musicais. Mamma Mia!, Grease- Nos tempos da brilhantina, Footloose e muitas outras obras viraram símbolos de algumas gerações. Essas obras, porém, costumam passar por um problema muito grande: a reação do público.  São poucas as que conseguem subir aos holofotes, e mesmo quando são bem sucedidas, geralmente acabam dando um passo em falso nas suas sequências.

O Rei do Show promete ser mais uma dessas produções memoráveis com a presença de grandes atores, como Hugh Jackman, Zac Efron e Rebecca Ferguson. No entanto, as cenas impressionantes de apresentações musicais mesclam-se com pouco tempo de cena dos atores sob a luz de muitos aspectos visuais.

A cinebiografia conta a história de P.T. Barnum (Hugh Jackman), um showman e empreendedor que, em pleno séc. XIX, tenta formar um espetáculo inovador. Para isso, ele conta com indivíduos excêntricos e alienados da sociedade. Nesse trajeto, ele enfrenta a visão de uma sociedade preconceituosa, mas mantêm- se firme aos seus ideais enquanto sobe nas camadas poder.

Jackman como o bussinessman P.T. Barnum

Para mostrar essa escalada, o longa aposta em Hugh Jackman. Ele tem sua primeira aparição após o fim de uma era interpretando Wolverine, o mutante mais famoso da franquia X-Men. Nessa chance de provar novamente suas habilidades artísticas, Jackman demonstra toda sua versatilidade, não apenas como ator, mas também como cantor e dançarino. Suas participações estão presentes em quase todas as cenas de dança do filme,  somada a sua própria voz que o público escuta nos números musicais.

No entanto, apesar de mostrar-se entusiasmado com o projeto em todas cenas do filme, alguns personagens secundários – principalmente os excêntricos integrantes que compõem o show de P.T. Barnum – poderiam ser muito melhor aproveitados.

P.T. Barnum e sua trupe de excluídos

Esse fator também impede grandes atuações de outros atores mais consagrados, como Zac Efron, Zendaya e Michelle Williams que, na maior parte do tempo, ficam presos ao desenvolvimento dos núcleos românticos. A história desses núcleos não é mal desenvolvida, porém não destaca-se do resto da trama, apresentando conclusões óbvias e comuns.

Outro ponto em que o filme peca é inconstância com seus efeitos visuais. Podemos ver um grande primor de construção dos cenários e dos efeitos especiais na maioria das cenas de apresentações musicais. Aproveitando- se das neblinas e fumaças que tomam o ar noturno da cidade grande e mesclando os cenários com as luzes do picadeiro, o filme tenta trazer uma visão fantasiosa e bem-vinda para a história de Barnum.

O longa usa de aspectos noturnos, mas eles nem sempre são bem-vindos

No entanto, esse comprometimento com os efeitos especiais não foi constante ao longo do filme e isso fica evidente em algumas cenas. Todos esses contras da produção podem ser explicados pela falta de experiência do diretor Michael Gracey; O Rei do Show é o primeiro longa de sua carreira. Porém, a produção vai além dos aspectos negativos.

O filme se destaca pelas grandes apresentações, que diferentemente da história conseguem explorar toda a versatilidade de seu elenco. Hugh Jackman, Zac Efron e Zendaya tomam um maior tempo de tela nas grandes cenas musicais, recheadas de grandes coreografias, cenários fantásticos e mensagens emocionantes, como a celebração ao diferente.

Zac Efron e Zendaya

Outro destaque não poderia ser diferente do que sua trilha sonora. Foram  Justin Paul e Benj Pasek os responsáveis que, ano passado, foram responsáveis pela trilha sonora de La La Land (2016), e que agora contam com o Oscar em seus currículos.

O resultado do trabalho da dupla foi um conjunto incrível de músicas originais que distinguem o filme da maioria dos musicais que encontramos hoje em dia.Entre as músicas podemos destacar “The Greatest Show”, “A Million Dreams” e “This Is Me”- esta última cantada por Keala Settle. 

Todo esse trabalho de imaginação e celebração ao diferente que o filme propõe é uma grande mensagem de aceitação para o público. Ele nos mostra que não importa de que classe social viemos ou que aparência temos, todos nós possuímos algo de especial. Assim, O Rei do Show é mais um daqueles musicais que merecem ser vistos pelo público, tanto pelas apresentações fantásticas quanto pela mensagem que estampa.

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